Não te detenhas



A calúnia afetou o teu comportamento, desanimando-te, porque lhe deste ouvido.

A maledicência causou-te danos porque lhe permitiste consideração.

A perturbação alcançou os teus ideais, porque fizeste uma pausa para conceder-lhe cidadania.

O ódio te macerou, porque o agasalhaste no amor-próprio ferido.

A disputa desgostou-te o trabalho, porque te permitiste engalfinhar na peleja imprópria.

A dúvida se estabeleceu em teus painéis mentais, porque paraste na ação, perdendo tempo de alto valor.

Os acusadores estão sempre em faixa inferior de vibração.

Concedeste-lhes atenção demasiada, esperando que a opinião geral fosse a teu favor e descuraste de auscultar a opinião de Deus.

Se trabalhas no bem e te acusam; se és generoso e te denominam estroina; se és humilde e te chamam parvo; se és disciplinado e te apontam como rigoroso; se és cumpridor dos deveres e te execram por isso; se insistes na prece e na ação evangélica, e te menosprezam, esta é a opinião dos ociosos e dos fiscais da vida alheia, no entanto, não é o conceito que de ti faz o Pai de Misericórdia.

Não te detenhas.

Não te deixes afligir pelas opiniões desencontradas que te chegam, gerando sombra ou tumulto.

Acata as sugestões que conclamam à ordem, que inspiram a paz e fomentam o progresso, sem extravagância nem acusação.

Sempre houve e haverá aqueles que produzem e aqueloutros que apenas opinam, acusam e perseguem.

Todos passam, mas a obra dos realizadores permanece, desafiadora, tempos a fora, felicitando as vidas em nome do Bem.


Joanna de Ângelis
(Divaldo Pereira Franco. In: Viver e Amar)

FÉ EM TI


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Fanatismo é torpe descaracterização da fé, exteriorizando demência da faculdade de pensar.


A descrença sistemática é conflito emocional, de curso largo, a inquietar o equilíbrio da razão.


O homem crê por impositivo da evolução, por hereditariedade psicológica.


Nem toda crença é racional, passada pelo crivo do exame, mas também, automática, natural, em um número de pessoas, pela qual se expressa.


A fé, por isso mesmo, manifesta-se de maneira natural e racional.


A primeira encontra-se ínsita no homem, enquanto a outra é adquirida através do raciocínio e da lógica.


A fé religiosa, pois, surge espontaneamente ou resulta de uma elaboração mental que os fatos confirmam.


Virtude, portanto, conquista pessoal, descortina os horizontes amplos da vida, facultando paz e estimulando à luta.


Aquisição intelectual, transforma-se em uma luz sempre acesa a conceder claridade nas circunstâncias mais complexas da vida.


Seja, porém, qual for a forma em que se manifesta a tua fé, vitaliza-a com o amor, a fim de que ela se expanda na ação do bem.


A fé é parte ativa da natureza espiritual do homem, cujo combustível deve ser mantido através da oração, da meditação frequente e do esforço por preservá-la.


Não faças experiências-testes à tua fé. Ela estará presente nos momentos hábeis sem que se faça necessário submetê-la a avaliações.


Aprende a crer nos teus valores.


O homem crê por instinto, por assimilação, pela razão.
Põe a tua fé em Deus e absorve a ideia do bem, pois foste criado para uma vida feliz e saudável.


(Por Joanna de Ângelis - Divaldo P. Franco. In: Filho de Deus)




Desgraças Terrenas

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"Bem-aventurados os que choram, pois que serão consolados." (Mateus, 5:4)


Toda vez que uma desgraça se abate sobre um homem, a verdadeira desgraça para ele é não saber receber devidamente o infortúnio que lhe chega.


Desgraça, realmente, é o mal, o prejuízo, o dano que se pode praticar contra alguém e não o que se recebe ou se sofre.


O que muitas vezes tem aparência de desgraça - e isto quase sempre - é resgate intransferível e valioso que assoma à alfândega do devedor, cobrando-lhe os débitos livremente assumidos e aceitos. Das mais duras provações sempre resultam benefícios valiosos para o espírito imortal. Há que considerar cada um a própria posição que mantém na vida terrena para avaliar com acerto os acontecimentos que o visitam.


Quando somente se experimentam as emoções físicas e conceituamos os valores imediatos, desgraças, em realidade, para tais, são os pequenos caprichos não atendidos, as veleidades vaidosas não respeitadas, as ambições ridículas não satisfeitas que assumem papel preponderante e se transformam em infelicidades legítimas, porquanto, ignorando propositalmente as realidades superiores, esses descuidados se apegam às menores coisas e aos recursos de nenhuma monta, derrapando para a irritabilidade, as paixões, a loucura, o suicídio: desgraças que levam o espírito às províncias de amarguras inomináveis, a vencerem tempo sem limite em etapas de dor sem nome...


As desgraças que foram convencionadas como: perda de saúde, prejuízos financeiros, ausência de pessoas amadas, desemprego, acidentes, abandono por parte de queridos afetos, se constituem áspero testemunho que chega ao ser em jornada redentora, se transformam também em portal que, transposto estoicamente, descerra a dádiva da felicidade permanente e enseja paz sem refrega de luta em atmosfera de harmonia interior.


Quando o infortúnio não resulta de imediato desatino ou leviandade é bênção da Vida à vida, facultando vitória próxima.


Nesse particular os Espíritos Superiores levam em alta consideração os sofrimentos humanos, as desgraças que abatem homens, famílias, povos e, pressurosos, em nome da Misericórdia Divina, acorrem a ajudar e socorrer esses padecentes, dando-lhes forças e coragem para permanecerem firmes e confiantes, buscando diminuir neles a intensidade da dor, e, noutras circunstâncias, tendo em vista os novos méritos que resultam das conquistas individuais ou coletivas, desviando-as, atenuando-as, impedindo mesmo que se realize, pela constrição do sofrimento, a depuração espiritual, o que faculta meios de crescimento pelo amor em bênçãos edificantes capazes de anular o saldo devedor constritivo e perseverante, porque se a Justiça Divina é rigorosa e imutável, a Divina Misericórdia se consubstancia no amor, tendo-se em vista que Deus, nosso Pai Excelso, “é amor”.


(Pelo Espírito Joanna de Angelis - Psicografia Divaldo Franco - In: Florações Evangélicas)


* * *


"De duas espécies são as vicissitudes da vida, ou se o preferir, promanam de duas fontes bem diferentes, que importa distinguir: umas têm sua causa na vida presente; outras, fora desta vida."

(O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. 5º - Item 4)




Mantém o Otimismo

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Este companheiro desalentado, talvez tenha lutado até à exaustão.

Aquele amigo que tombou na delinquência, provavelmente adiou a hora do crime quanto pôde.

Esse conhecido que se arrojou ao vício, reagiu por muito tempo, não havendo conseguido superar a circunstância ingrata.

Estoutro cooperador que debandou da ação dignificante, esforçou-se ao máximo das suas possibilidades, não logrando permanecer no trabalho.

Aqueloutro conhecido que se te fez adversário contumaz, não teve valores morais para vencer as más inclinações.

As criaturas em queda merecem compreensão antes que censura.

Algumas gostariam de encontrar-se em situação melhor e não conquistaram os recursos para manter-se no bem.

Outras ainda lutam, intensivamente, sem que ninguém saiba.

Diversas têm sido heroínas anônimas agora em fracasso.

Todas anelam pela oportunidade de soerguimento, embora nem sempre o demonstrem ou peçam ajuda.

*

Fixa-te no lado positivo dos seres e olvida-lhes o outro.

Não os rechaces.

É fácil simpatizar com pessoas afáveis e úteis, sempre dispostas a ajudar e a servir.

Faz-se agradável a companhia de criaturas dignas, que conquistam sem esforço.

Mesmo estas, no entanto, têm problemas; só que os não conheces.

*

A Terra é escola-hospital de aprendizes e enfermos da alma.

Não há ninguém que aqui se encontre em clima excepcional.

Inútil intentares conseguir a convivência com anjos, que aqui não se encontram reencarnados.

Da mesma forma que sofres, que tens limitações, que anelas pela paz e aguardas a felicidade, eles também, esses que compartilham das tuas horas e estão no teu caminho.

*

Evita censurar as deficiências que observas no teu próximo.

Se não podes ajudar, silencia e desculpa, quando fores atingido pelas imperfeições deles.

Não te desalentem os fracassos que anotas no comportamento alheio.

Conheces a diretriz de segurança e te afeiçoas ao trabalho do bem.

Permanece, desse modo, confiante, voltando à gentileza para com todos.

*

Sob qualquer esforço retira mágoas e desencantos das tuas paisagens emocionais e recupera o otimismo, com o qual te emularás ao avanço e reconquistarás os que se afastaram, para que voltem à vida.

Jesus jamais desanimou, nunca recolheu ressentimentos, mesmo quando abandonado após a traição e vencido pela urdidura da mentira, a fim de tornar-se o Vencedor perene em todas as refregas.


Por: Joanna de Ângelis

In: Viver e amar - Divaldo Pereira Franco

CANSAÇO



Estás fatigado. O cansaço, qual fluido deletério, vence tuas resistências, assenhoreando-se do aparelho físico-mental que acionas com dificuldade.

Tantas têm sido as aflições, as lutas que, desencorajado, te entregas à indiferença quanto ao futuro sob tormentos que te dominaram a capacidade de lutar.

Tens a impressão de que o entusiasmo calou a voz da sua emoção no teu sentimento encarcerado na dor, e sentes o coração como se fosse um diamante bruto a esfacelar-se dentro do peito, golpeado por vigorosas tenazes que o despedaçam...

Tudo se te afigura sombrio e a luz, que se emboscava na gota d’água aprisionada diante dos teus olhos, agora a vês transformada em lama, no pó, qual a tua antemanhã de sonhos convertida em noite tempestuosa de pavor.

Lutaste, é certo.

Reuniste as energias, qual comandante afervorado a batalhas violentas, colocando-as em defensivas até a exaustão. Mas tantas foram as agressões e tão continuado o cerco que desejarias bater em retirada, deixando livre o campo para que se multiplicassem os maus.

No íntimo conservas um travo de fel que o sofrimento deixou e como miasma em crescimento sentes o espírito envenenado, com a amargura em todas as horas.

Uns companheiros fitam teu sorriso e crêem que o caráter não é um dos teus dotes mais representativos.

Outros contemplam tua tristeza e comentam que é débil a tua fé.

Alguns falam contigo e identificam expressões que deprimem teus sentimentos.

Amigos discretamente afirmam que foste vencido por “forças negativas” do Mundo Espiritual.

Confrades rigorosos negam-te o concurso da amizade deles.

Irmãos acendem a chama da idiossincrasia e separam aqueles que o teu esforço infatigável reuniu.

Colaboradores fendem as bases do serviço que desdobras, abnegado, desejando amesquinhar-te.

Assim crês, assim vês, assim é... Porque estás cansado.



* * *


Quem observa dificuldades somente encontra obstáculos.

Aquele que se prepara para um dia de calor tem pretexto para a canícula inexistente.

Olhos acostumados aos detalhes negativos descobrem insignificâncias que enfeiam qualquer paisagem feliz.

As estrelas que fulgem além da névoa são ignoradas por quantos se contentam com sombras.

As mãos que preferem espinhos perdem a sensibilidade para as débeis violetas.

No entanto, além do que registras, há beleza, harmonia, vida.

O veneno que o ofídio injeta e com o qual mata, o homem consegue transformar em medicamento salvador.

A ofensa de que se utilizam os infelizes para ultrajar, ajuda na ascensão os que sabem transformar vinditas em bênçãos.

A pedra que fere também adorna.

O lodo pestilento devidamente atendido converte-se em perfume delicado na intimidade da flor.


* * *


Transforma cansaço e tristeza em seiva de vida eterna.

Renasceste, na Terra, para elaborar a felicidade própria e intransferível.

Rogaste a dádiva do resgate com as moedas do testemunho e do silêncio.

Esquece-te, desse modo, de ti mesmo e persevera.

Perdoa, enquanto podes.

O perdão é luz que arremessas na direção da vida e que voltará à fonte donde procede.

O conceito que os outros fazem a teu respeito vale o que valorizas.

As dificuldades que te impõem obstaculam quanto supões.

O sarcasmo e a perseguição representam o que consideras.

A dor é o que se deseja que valha.

Levanta o espírito e combate.

Não deixes que os braços das sombras apaguem com mãos de trevas os painéis da tela das tuas aspirações.

Aprofunda a mente na pesquisa da verdade e detém-te a examinar a história dos homens fortes. Não nasceram fortes: fortificaram-se na luta.

O vento enrija a fibra da sequóia e a tormenta lhe dá vigor.

A chuva que chafurda o regato aumenta-lhe o volume d’água.

Deixa-te conduzir pelos testemunhos naturais da experiência carnal e experimenta perseverar, insistir, continuar...


* * *


A grandeza de Jesus afirmada no atroz sacrifício da Cruz teve o seu início na escolha de singelo berço para continuar nas aparentes mil nonadas da carpintaria humilde, dos contatos com as gentes simples e pouco esclarecidas, com os enfermos exigentes, os amigos ingratos, os legisladores e religiosos desonestos, para culminar na covardia de alguns discípulos obsidiados com intermitências que O atraiçoaram, esquecendo o Seu amor para fugirem.

No entanto, uma vez única deixou-se Ele vencer pelo cansaço e, por isso, não reclamou, não desistiu, não censurou, não se deteve a examinar o lado infeliz de ninguém, dedicando-se incansavelmente à construção do bem excelso em favor de todos, a todos amando e perdoando, apesar de tudo.


Joanna de Ângelis
(Dimensões da Verdade - Divaldo P. Franco)


Livro – Amor, Imbatível Amor

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Amigos, trago hoje a resenha do livro que está sendo sorteado este mês pelo blog Espírita na Net.


Ainda não está participando do sorteio? Então CLIQUE AQUI! As inscrições vão até o dia 15/12/10!


Lembrando que para participar basta preencher o formulário apenas 1 (uma) vez. Inscrições repetidas serão automaticamente excluídas.



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Livro: “Amor, Imbatível Amor”

Autoria: Joanna de Ângelis (Espírito) / Psicografado por Divaldo Pereira Franco

Editora: LEAL (Livraria Espírita Alvorada Editora)



Nono de 12 volumes da série psicológica da autora espiritual, a benfeitora Joanna de Ângelis. Neste livro são abordados temas de profundo interesse para as criaturas. O amor sob várias angulações, desde a visão de Reich, com a sua proposta de prazer, passando pelos modernos psicólogos humanistas e transpessoais, culminando com a visão espírita libertadora e ideal. No gênero, é o mais oportuno e profundo livro apresentado pelo Espiritismo, através da mediunidade de Divaldo Pereira Franco.


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Leiam um texto retirado do livro, já publicado no blog: Amor de Plenitude.



Amor de Plenitude





Em qualquer circunstância a terapia mais eficiente é amar.


O amor possui um admirável condão que proporciona felicidade, porque estimula os demais sentimentos para a conquista do Self, fazendo desabrochar os tesouros da saúde e da alegria de viver, conduzindo aos páramos da plenitude.


Ao estímulo do pensamento e conduzido pelo sentimento que se engrandece, o amor desencadeia reações físicas, descargas de adrenalina, que proporcionam o bem-estar e o desejo de viver na sua esfera de ação.


Inato no ser humano, porque procedente do Excelso Amor, pode ser considerado como razão da vida, na qual se desenvolvem as aptidões elevadas do Espírito, assinalado para a vitória sobre as paixões.


Mesmo quando irrompe asselvajado, como impulso na busca do prazer, expressa-se como forma de ascensão, mediante a qual abandona as baixadas do bruto, que nele jaz para fazer desabrochar o anjo para cuja conquista marcha.


A sua essência sutil comanda o pensamento dos heróis, a conduta dos santos, a beleza dos artistas, a inspiração dos gênios e dos sábios, a dedicação dos mártires, colocando beleza e cor nas paisagens mais ermas e sombrias que, por acaso, existam.


Pode ver um poema de esperança onde jaz a morte e a decomposição, já que ensina a lei das transformações de todas as coisas e ocorrências, abrindo espaço para que seja alcançada a meta estatuída nas Leis da Criação, que é a harmonia.


Mesmo no aparente caos, que a capacidade humana não consegue entender, encontra-se o Amor trabalhando as substâncias que o constituem, direcionando o labor no rumo da perfeição.


O homem sofre e se permite transtornos psicológicos porque ainda não se resolveu, realmente, pelo amor, que dá, que sorri de felicidade quando o ser amado é feliz, liberando-se do ego a pouco e pouco, enquanto desenvolve o sentido de solidariedade que deve viver em tudo e em todos, contribuindo com a sua quota de esforço para a conquista da sua realidade.


Liberando-se dos instintos básicos, ainda em predomínio, o ser avança, degrau a degrau, na escada do progresso e enriquece-se de estímulos que o levam a amar sem cessar, porquanto todas as aspirações se resumem no ato de ser quem ama.


A síntese proposta por Jesus em torno do amor, é das mais belas psicoterapias que se conhece: Amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, em uma trilogia harmônica.


Ante a impossibilidade de o homem amar a Deus em plenitude, já que tem dificuldade em conceber o Absoluto, realiza o mister, invertendo a ordem do ensinamento, amando-se de início, a fim de desenvolver as aptidões que lhe dormem em latência, esforçando-se por adquirir valores iluminativos a cada momento, crescendo na direção do amor ao próximo, decorrência natural do auto-amor, já que o outro é extensão dele mesmo, para, finalmente amar a Deus, em uma transcendência incomparável, na qual o amor predomina em todas as emoções e é o responsável por todos os atos.


Diante, portanto, de qualquer situação, é necessário amar.


Desamado, se deve amar.


Perseguido, é preciso amar.


Odiado, torna-se indispensável amar.


Algemado a qualquer paixão dissolvente, a libertação vem através do amor.


Quando se ama, se é livre.


Quando se ama, se é saudável.


Quando se ama, se desperta para a plenitude.


Quando se ama, se rompem as couraças e os anéis que envolvem o corpo, e o Espírito se movimenta produzindo vida e renovação interior.


O amor é luz na escuridão dos sentimentos tumultuados, apontando o rumo.


O amor é bênção que luariza as dores morais.


O amor proporciona paz.


O amor é estímulo permanente.


Somente, portanto, através do amor, é que o ser humano alcança as cumeadas da evolução, transformando as aspirações em realidades que movimenta na direção do bem geral.


O amor de plenitude é, portanto. o momento culminante do ato de amar.


Desse modo, através do amor, imbatível amor, o ser se espiritualiza e avança na direção do infinito, plenamente realizado, totalmente saudável, portanto, feliz.


Do livro “Amor, Imbatível Amor”

Pelo Espírito 'Joanna de Ângelis'

Psicografia Divaldo Pereira Franco


Ciência de bem viver



Tranquilamente, confiante, avança, passo a passo, pelo caminho da evolução.


Não busques, nem fujas dos fenômenos da existência física.


Intenta ser o controlador dos teus impulsos e sentimentos, de maneira que o insucesso não te infelicite nem o êxito te exalte.


*


Na paz interior descobrirás a libertação das dores, porque lograrás vencer as paixões.


Utilizando-te de uma consciência equânime, aceita as ocorrências positivas e negativas com a mesma naturalidade, sem sofreguidão nem indiferença.


*


Mantém-te interiormente livre em qualquer circunstância, adquirindo a ciência verdadeira do viver.


*


A ilusão fascina, mas se desvanece.


A posse agrada, porém se transfere de mãos.


O poder apaixona, entretanto, transita de pessoa.


O prazer alegra, todavia é efêmero.


A glória terrestre exalta e desaparece.


O triunfador de hoje, passa, mais tarde, vencido...


*


A dor aflige, mas passa.


A carência aturde, porém um dia se preenche.


A debilidade orgânica deprime, todavia, liberta da paixão.


O silêncio que entristece, leva à meditação que felicita.


A submissão aflige, entretanto engrandece e enrija o caráter.


O fracasso espezinha, ao mesmo tempo ensina o homem a conquistar-se.


*


Todas as situações no mundo sensorial passam, mudam de posição e de forma.


A essência da realidade, porém, permanece sempre a mesma.


Nada é definitivo na aparência.


Apenas o que tem valor intrínseco é duradouro.


Quem, espontaneamente, se abstém dos sentidos e das exterioridades, sem mágoa nem frustração, encontrou a ciência de bem viver.



Joanna de Ângelis

Livro “Momentos de Meditação”

Psicografia: Divaldo Franco



Buscando a alegria com Jesus



Essa tristeza que te domina, amargurando as tuas horas, é grave enfermidade que deves combater a partir de agora.


Nenhuma complacência para com ela, nem justificativa enganosa para aceitá-la. Os argumentos de infelicidade quanto de insatisfação não passam de sofismas e mecanismos de evasão da realidade.


Problemas todos os têm, com um imenso universo de apresentação. A falta deles geraria, por enquanto, desmotivação para a luta, para o progresso.


Essa nostalgia deprimente que te aliena e consome é adversária cruel, a que te entregas livremente sem reação, ampliando-lhe o campo de domínio, à medida que lhe cedes espaço.


Seja qual for a razão, fundamentada em acontecimentos atuais, deves transformar em bênção que te convida à reflexão e não ao desalento.


A tristeza é morbo prejudicial ao organismo, peste que consome a vida.


Tudo, em tua volta, é um hino de louvor, de alegria, de gratidão a Deus. Observa-o bem.


Somente o homem, porque pensa, se permite empolgar pela tristeza, descambando para os surdos conflitos da rebeldia.


Essa tristeza pode resultar de dois fatores, entre outros: reminiscências do teu passado espiritual e perturbação com repercussão obsessiva.


No primeiro caso, as impressões pessimistas devem ser eliminadas, alijando-as do inconsciente, sob pressão de ideias novas, agradáveis, positivas, que te cumpre cultivar, insistindo em fixá-las nos paineis mentais.


Se te acostumas a pensar bem, superarás as lembranças más. Os hábitos se enraízam, porque se repetem, dominando os automatismos da mente e do corpo.


Na segunda hipótese, a hospedagem mental e emocional de Entidades desencarnadas, malévolas, ocorre porque encontram sintonia nas tuas faixas psíquicas, estabelecendo contato hipnótico que se agrava com o tempo.


Em ambos os casos te encontras incurso em débitos para com as soberanas Leis da Vida.


Não te reencarnaste, porém, apenas para pagar, antes, sim, para ressarcir com amor, liberando-te dos compromissos negativos mediante as ações relevantes.


És candidato às cumeadas da montanha, e não um condenado às galés nas sombras do remorso inútil ou no charco das lágrimas perdidas.


Se permaneces na situação infeliz, tornas-te vítima de ti mesmo. Todavia, se te resolves por sair do caos, transformas-te em teu próprio psicoterapeuta.


Jesus, apenas uma vez, deixou-se vestir de tristeza, de amargura. No Getsêmani, quando só Ele velava e os amigos, ali próximos, dormiam, embora aquela fosse a hora decisiva, o pré-final. E o permitiu por piedade para com os companheiros invigilantes, que se não davam conta da gravidade do momento.


Sempre Ele cultivou a alegria da esperança, a bênção da saúde, a dádiva da paz.


O Seu, foi o ministério do júbilo, da transformação do homem e do mundo velhos em uma criatura e sociedade inteiramente novas.


Renascimento é vitória sobre a morte. E alegria que procede da libertação.


Rasga, portanto, essa mortalha de sombras sob a qual ocultas todas as tuas possibilidades de triunfo, e sai a semear fraternidade na grande vinha que te aguarda.


Realiza um novo, um atual encontro contigo mesmo e examina-te melhor, sem deplorares a situação em que te encontras, e vai na direção do êxito. Isto é fundamental, não como um pagamento, porém como um dever que te falta cumprir, a fim de te recuperares. Deus te concede esse direito e tens que corresponder-Lhe, usando-o em teu benefício.


Provavelmente sofres pressões, que são uma falta de humanidade, mas tua é a submissão a essa força constritora que aceitas.


Se, em verdade, queres sair da tristeza, podes. Em caso contrário, és responsável por ela, assim te comprazendo, o que é séria enfermidade.


Alegrai-vos”, propôs Jesus, “é chegado até vós o reino de Deus.” Este reino está dentro de nós, esperando ser descoberto e habitado. Aguarda-te, desafiador. Chegou até onde estás. Dá o teu passo em sua direção, penetra-o, deixa-te por ele preencher e alegra-te para sempre, como herói que concluirá a luta.


Por: Joanna de Ângelis

Livro: Jesus e Atualidade

Psicografia: Divaldo Franco


Ressonâncias do Natal


Na paisagem fria e sem melhor acolhimento, a única hospedaria à disposição era a gruta modesta onde se guardavam os animais.

Não havia outro lugar que O pudesse receber.

O mundo, repleto de problemas e de vidas inquietas, preocupava-se com os poderosos do momento e reservava distinções apenas para os que se refestelavam no luxo, bem como no prazer.

Aos simples e desataviados sempre se dedicavam a indiferença, o desrespeito, fechando-lhes as portas, dificultando-lhes os passos.

Mas hoje, tudo permanece quase que da mesma forma.

Não obstante, durante aquela noite de céu transparente e estrelado, entre os animais domésticos, em uma pequena baia, usada como berço acolhedor, nasceu Jesus, que transformou a estrebaria num cenário de luzes inapagáveis que prosseguem projetando claridade na noite demorada dos séculos, em quase dois mil anos...

Inaugurando a era da humildade e da renúncia, Jesus elegeu a simplicidade, a fim de ensinar engrandecimento íntimo como condição única para a felicidade real.

O Seu reino, que então se instalou naquela noite de harmonias cósmicas, permanece ensejando oportunidades de redenção a todos quantos se resolvam abrigar nas suas dependências.

E o Seu nascimento modesto continua produzindo ressonâncias históricas, antes jamais previstas.

Homens e mulheres, que tomaram contato com Sua notícia e mensagem, transformaram-se, mudando-se-lhes o roteiro de vida e o comportamento, convertendo-se, a partir de então, em luzeiros que apontam rumos felizes para a Humanidade.

* * *

Guerreiros triunfadores passaram pelo mundo desde aquela época, inumeráveis.

Governantes poderosos estabeleceram reinos e impérios, que pareciam preparados para a eternidade, e ruíram dolorosamente.

Artistas e técnicos, de rara beleza e profundo conhecimento, criaram formas e aparelhagens sofisticadas para tornarem a Terra melhor, e desapareceram.

Ditadores indomáveis e aristocratas incomuns surgiram no proscênio terrestre, envergando posição, orgulho e superioridade, que o túmulo silenciou.

...Estiveram, por algum tempo, deixando suas pegadas fortes, que tornaram alguns odiados, outros rechaçados e sob o desprezo das gerações posteriores.

Jesus, porém, foi diferente.

Incompreendido, o Cantor do Amor aceitou a cruz, para não anuir com o crime, e abraçou a morte para não se mancomunar com os mortos.

Por isso, ressurgiu, em triunfo e grandeza, permanecendo o Ser mais perfeito que jamais esteve na Terra, como modelo que Deus nos ofereceu para Guia.


* * *

Quando a Humanidade experimenta dores superlativas, quando a miséria sócio-econômica assassina milhões de vidas que estertoram ao abandono; quando enfermidades cruéis demonstram a fragilidade orgânica das criaturas; quando a violência enlouquece e mata; quando os tóxicos arruinam largas faixas da juventude mundial, ao lado de outros males que atestam a falência do materialismo, ressurge a figura impoluta de Jesus, convidando à reflexão, ao amor e à paz, enquanto as ressonâncias do Seu Natal falam em silêncio: Ele, que tem salvo vidas incontáveis, pede para que tentes fazer algo, amando e libertando do erro pelo menos uma pessoa.

Lembrando-te d'Ele, na noite de Natal, reparte bondade, insculpe-O no coração e na mente, a fim de que jamais te separes d'Ele.


Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis

Da obra: 'Momentos Enriquecedores' - Divaldo Pereira Franco


Significado do sofrimento na vida


Para melhor expressar-se, o amor irrompe de formas diferentes, convidando à reflexão em torno dos valores existenciais. Muito do significado que se caracteriza pelo poder — mecanismo dominante da realização do ego — desaparece, quando o amor não está presente, preenchendo o vazio existencial. Essa ânsia de acumular, de dominar, que atormenta enquanto compraz, torna-se uma projeção da insegurança íntima do ser que se mascara de força, escondendo a fragilidade pessoal, em mecanismos escapistas injustificáveis que mais postergam e dificultam a auto-realização.


A perda da tradição é como um puxar do tapete no qual se apoiam os pés de barro do indivíduo que se acreditava como o rei da criação e, subitamente se encontra destituído da força de dominação, ante o desaparecimento de alguns instintos básicos, que vêm sendo substituídos pela razão. O discernimento que conquista é portador de mais vigor do que a brutalidade dos automatismos instintivos, mas somente, a pouco e pouco, é que o inconsciente assimilará essa realidade, que partirá da consciência para os mais recônditos refolhos da psique.


Nesta transformação — a metamorfose que se opera do rastejar no primarismo para a ascese do raciocínio — o sofrimento se manifesta, oferecendo um novo tipo de significado e de propósito para a vida.


Impossível de ser evitado, torna-se imperioso ser compreendido e aceito, porquanto o seu aguilhão produz efeitos correspondentes à forma porque se deva aceitá-lo.


Quando explode, a rebeldia torna-se uma sensação asselvajada, dilaceradora, que mortifica sem submeter, até o momento em que, racionalmente aceito, faz-se instrumento de purificação, estímulo para o progresso, recurso de transformação interior.


O desabrochar da flor, rompendo o claustro onde se ocultam o perfume, o pólen, a vida, é uma forma de despedaçamento, que ocorre, no entanto, no momento próprio para a harmonia, preservando a estrutura e o conteúdo, a fim de repetir a espécie.


O parto que propicia vida é também doloroso processo que faculta dilaceração.


O sofrimento, portanto, seja ele qual for, demonstra a transitoriedade de tudo e a respectiva fragilidade de todos os seres e de todas as coisas que os cercam, alterando as expressões existenciais, aprimorando-as e ampliando-lhes as resistências, os valores que se consolidam. Na sua primeira faceta demonstra que tudo passa, inclusive, a sua presença dominante, que cede lugar a outras expressões emocionais, nada perdurando indefinidamente. Na outra vertente, a aquisição da resistência somente é possível mediante o choque, a experiência pela ação.


O ser psicológico sabe dessa realidade, O Self identifica-a, porém o ego a escamoteia, fiel ao atavismo ancestral dos seus instintos básicos.


O sofrimento constitui, desse modo, desafio evolutivo que faz parte da vida, assim como a anomalia da ostra produzindo a pérola. Aceitá-lo com resignação dinâmica, através de análise lúcida, e bem direcioná-lo é proporcionar-se um sentido existencial estimulante, responsável por mais crescimento interior e maior valorização lógica de si mesmo, sem narcisismo nem utopias.


Todos os indivíduos, uma ou mais vezes, são convidados ao enfrentamento, em enfermidades graves ou irreversíveis, com dramas familiares inabordáveis, com situações pessoais quase insuportáveis, defrontando o sofrimento.


A reação irracional contra a ocorrência piora, alucina ou entorpece os centros da razão, enquanto que a compreensão natural, a aceitação tranquila, propiciam a oportunidade de conseguir o valor supremo de oferecer-se para a conquista do sentimento mais profundo da existência.


A morte, a enfermidade, os desastres econômicos, os dramas morais, os insucessos afetuosos, a solidão e tantas outras ocorrências perturbadoras, porque inevitáveis, produzindo sofrimento, devem ser recebidas com disposição ativa de experienciá-las. Para alguns desses acontecimentos palavra alguma pode diluir-lhe os efeitos. Somente a interação moral, a confiança em Deus e em si mesmo para a convivência feliz com os seus resultados.


Esta disposição nasce da maturidade psicológica, do equilíbrio entre compreender, aceitar e vivenciar. Aqueles que não os suportam, entregando-se a lamentações e silícios íntimos, permanecem em estado de infância psicológica, sentindo a falta da mãe superprotetora que os aliviava de tudo, que tudo suportava em vãs tentativas de impedir-lhes a experiência de desenvolvimento evolutivo.


A aceitação, porém, do sofrimento como significado existencial e propósito de vida, não se torna uma cruz masoquista, mas se transforma em asas de libertação do cárcere material para a conquista da plenitude do ser.


Do livro “Amor, Imbatível Amor”

Pelo Espírito 'Joanna de Ângelis'

Psicografia Divaldo Pereira Franco





Necessidades Reais



Onde situes os teus interesses, em torno d’Eles circularão as tuas necessidades.


Onde tenhas o pensamento, ali porás a emoção.


Indispensável repensar as aspirações de maneira a fixar apenas aquelas que trabalham para a tua realização profunda.


*


A ambição conduz ao tresvario.


A avareza leva à mesquinharia.


A sensualidade brutaliza.


A indolência entorpece os sentimentos.


A gula desajusta a máquina orgânica.


O egoísmo encarcera o ser.


O orgulho envenena o homem.


O vício destrambelha os equipamentos do corpo e da alma.


O ódio enlouquece a criatura.


O ciúme deforma a visão da realidade.


*


O que mais anelas e pensas corporifica-se e passa a dominar-te interiormente.


Tens um compromisso com a vida, assim como esta dispõe de uma tarefa para ti.


Ausculta as tuas necessidades reais e olha em derredor.


Possuis mais do que precisas, enquanto muitos carecem mais do que dispõem.


Não apenas em recursos materiais, mas, também, em conhecimentos, educação, discernimento, capacidade de serviço, razão...


*


Há, no mundo, mais escassez de paz do que de pão.


Há mais solidão do que companheirismo.


Faltam mais os valores morais do que os bens materiais.


Estes últimos são os efeitos infelizes dos primeiros.


...E porque são escassas a equanimidade e a justiça, abundam a miséria e a ignorância.


*


Não postergues indefinidamente o teu momento de entrega, de por-te em relação com o melhor tesouro, pois onde o depositares, “aí estará o teu coração”, conforme acentuou Jesus, facultando-te ou não felicidade.


Joanna de Ângelis

Livro “Momentos de Meditação”

Psicografia: Divaldo Franco