Livro dos Espíritos - 153 Anos


Com este livro surgiu no mundo o Espiritismo. Sua primeira edição foi lançada a 18 de abril de 1857, em Paris, pelo editor E. Dentu, estabelecido no Falais Royal, Galérie d’0rléans, 13. Três novidades, à maneira das tríades druídicas, apareciam com este livro: a Doutrina Espírita, a palavra Espiritismo, que a designava; e o nome Allan Kardec, que provinha do passado celta das Gálias.


A primeira novidade era apresentada como antiga, em virtude de representar a eterna realidade espiritual, servindo de fundamento a todas as religiões de todos os tempos: a Doutrina Espírita. Era, entretanto, a primeira vez que aparecia na sua inteireza, graças à revelação do Espírito de Verdade prometida pelo Cristo. A segunda, a palavra Espiritismo, era um neologismo criado por Kardec e desde aquele momento integrado na língua francesa e nos demais idiomas do mundo. A terceira representava a ressurreição do nome de um sacerdote druida desconhecido.


A maneira por que o livro fora escrito era também inteiramente nova. O Prof. Denizard Hippolyte Léon Rivail fizera as perguntas que eram respondidas pelos Espíritos, sob a direção do Espírito de Verdade, através das cestinhas-de-bico. Psicografia indireta. Os médiuns, duas meninas, Caroline Baudin, de 16 anos, e Julie Baudin, de 14, colocavam as mãos nas bordas da cesta e o lápis (o bico) escrevia numa lousa. Pelo mesmo processo, o livro foi revisado pelo Espírito de Verdade, através de outra menina, a Srtª Japhet. Outros médiuns foram posteriormente consultados e Kardec informa, em Obras Póstumas: “Foi dessa maneira que mais de dez médiuns prestaram concurso a esse trabalho”.


Este livro é, portanto, o resultado de um trabalho coletivo e conjugado entre o Céu e a Terra. O Prof. Denizard não o publicou com o seu nome ilustre de pedagogo e cientista, mas com o nome obscuro de Allan Kardec, que havia tido entre os druidas, na encarnação em que se preparava ativamente para a missão espírita. O nome obscuro suplantou o nome ilustre, pois representava, na Terra, a Falange do Consolador. Esta falange se constituía dos Espíritos Reveladores, sob a orientação do Espírito de Verdade e dos pioneiros encarnados, com Allan Kardec à frente.


A 16 de março de 1860, foi publicada a segunda edição deste livro, inteiramente revisto, reestruturado e aumentado por Kardec, sob orientação do Espírito de Verdade, que, desde a elaboração da primeira edição, já o avisara de que nem tudo podia ser feito naquela. Assim, a primeira edição foi o primeiro impacto da Doutrina Espírita no mundo, preparando ambiente para a segunda que a completaria. Toda a Doutrina está contida neste livro, de forma sintética, e foi posteriormente desenvolvida nos demais volumes da Codificação.


Escrito na forma dialogada da Filosofia Clássica, em linguagem clara e simples, para divulgação popular, este livro é um verdadeiro tratado filosófico que começa pela Metafísica, desenvolvendo com novas perspectivas a Ontologia, a Sociologia, a Psicologia, a Ética, e estabelecendo as ligações históricas de todas as fases da evolução humana em seus aspectos biológico, psíquico, social e espiritual. Um livro para ser estudado e meditado, com o auxílio dos demais volumes da Codificação.


José Herculano Pires

Tradutor – O Livro dos Espíritos – Ed. Lake


Saiba mais - Leia:

152 anos de Doutrina Espírita

Espiritismo – 151 Anos



(Imagem: Blog Evangelização Infantil)



CHICO XAVIER


No dia 02/04/1910 nascia para este plano físico, na cidade de Pedro Leopoldo (Minas Gerais), o médium Francisco Cândido Xavier. Caso estivese encarnado, estaria completando hoje 100 anos.

Este post tenta homenageá-lo trazendo um texto escrito pelo próprio Chico, onde o mesmo fala um pouco a respeito de sua vida e trabalho na mediunidade. O texto está presente no livro “Parnaso de Além-Túmulo”, primerio livro publicado através da sua faculdade mediúnica de psicografia.

Chico, agradecemos pela sua dedicação à prática mediúnica e pelos exemplos de amor, respeito, caridade, disciplina, fé e humildade, que tanto nos ensinaram e ensinam até hoje. Que Jesus o ilumine sempre!


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Palavras Minhas

Nasci em Pedro Leopoldo, Minas, em 1910. E até aqui, julgo que os meus atos perante a sociedade da minha terra são expressões do pensamento de uma alma sincera e leal, que acima de tudo ama a verdade; e creio mesmo que todos os que me conhecem podem dar testemunho da minha vida repleta de árduas dificuldades, e mesmo de sofrimentos.

Filho de um lar muito pobre, órfão de mãe aos cinco anos, tenho experimentado toda a classe de aborrecimentos na vida e não venho ao campo da publicidade para fazer um nome, porque a dor há muito já me convenceu da inutilidade das bagatelas que são ainda tão estimadas neste mundo.

E, se decidi escrever estas modestas palavras no limiar deste livro, é apenas com o intuito de elucidar o leitor; quanto à sua formação.

Começarei por dizer-lhe que sempre tive o mais profundo pendor para a leitura; constantemente, a melhor boa vontade animou-me para o estudo. Mas, estudar como? Matriculando-me quando contava oito anos, num grupo escolar, pude chegar até ao fim do curso primário, estudando do apenas uma pequena parte do dia e trabalhando numa fábrica de tecidos, das quinze horas às duas da manhã; cheguei quase a adoecer com um regime tão rigoroso; porém, essa situação modificou-se em 1923, quando então consegui um emprego no comércio, com um salário diminuto, onde o serviço dura das sete às vinte horas, mas onde o trabalho é menos rude, prolongando-se esta minha situação até os dias da atualidade.

Nunca pude aprender senão alguns rudimentos de aritmética, história e vernáculo, como o são as lições das escolas primárias. É verdade que, em casa, sempre estudei o que pude, mas meu pai era completamente avesso à minha vocação para as letras, e muitas vezes tive o desprazer de ver os meus livros e revistas queimados.

Jamais tive autores prediletos; aprazem-me todas as leituras e mesmo nunca pude estudar estilos dos outros, por diferençar muito pouco essas questões.

Também o meio em que tenho vivido foi sempre árido, para mim, neste ponto.

Os meus familiares não estimulavam, como verdadeiramente não podem, os meus desejos de estudar, sempre a braços, como eu, com uma vida de múltiplos trabalhos e obrigações e nunca se me ofereceu ocasião de conviver com os intelectuais da minha terra.

O meu ambiente, pois, foi sempre alheio à literatura; ambiente de pobreza, de desconforto, de penosos deveres, sobrecarregado de trabalhos para angariar o pão cotidiano, onde se não pode pensar em letras.

Assim tem-se passado os dias sem que eu tenha podido, até hoje, realizar as minhas esperanças.

Prosseguindo nas minhas explicações, devo esclarecer que minha família era católica e eu não podia escapar aos sentimentos dos meus. Fui pois criado com as teorias da Igreja, freqüentando-a mesmo com amor, desde os tempos de criança; quando ia às aulas de catecismo era para mim um prazer.

Até 1927, todos nós não admitíamos outras verdades além das proclamadas pelo Catolicismo; mas, eis que uma das minhas irmãs, em maio do ano referido, foi acometida de terrível obsessão; a medicina foi impotente para conceder-lhe uma pequenina melhora, sequer. Vários dias consecutivas foram, para nossa casa, horas de amargos padecimentos morais. Foi quando decidimos solicitar o auxílio de um distinto amigo, espírita convicto, o Sr. José Hermínio Perácio, que caridosamente se prontificou a ajudar-nos com a sua boa vontade e o seu esforço.

Verdadeiro discípulo do Evangelho, ofereceu-nos até a sua residência, bem distante da nossa, junto à sua família, onde então, num ambiente totalmente modificado, poderia ela estudar as bases da doutrina espírita, orientando-se quanto aos seus deveres, desenvolvendo, simultaneamente, as suas faculdades mediúnicas. Aí, sob os seus caridosos cuidados e da sua Exma. esposa D.Cármen Pena Perácio, médium dotada de raras faculdades, minha irmã hauria, para nosso beneficio, os ensinamentos sublimes da formosa doutrina dos mensageiros divinos; foi nesse ambiente onde imperavam os sentimentos cristãos de dois corações profundamente generosos, como o são os daqueles confrades a que me referi, que a minha mãe, que regressara ao Além em 1915, deixando-nos mergulhados em imorredoura saudade, começou a ditar-nos os seus conselhos salutares, por intermédio da esposa do nosso amigo, entrando em pormenores da nossa vida íntima, que essa senhora desconhecia. Até a grafia era absolutamente igual à que a nossa genitora usava, quando na Terra.

Sobre esses fatos e essas provas irrefutáveis solidificamos a nossa fé, que se tornou inabalável. Em breve minha irmã regressava ao nosso lar cheia de saúde e feliz, enterrada no conhecimento da luz que deveria daí por diante nortear os nossos passos na vida.

Resolvemos, então, com ingentes sacrifícios, reunir um núcleo de crentes para estudo e difusão da doutrina, e foi nessas reuniões que me desenvolvi como médium escrevente, semimecánico, sentindo-me muito feliz por se me apresentar essa oportunidade de progredir; datando daí o ingresso do meu humilde nome nos jornais espíritas, para onde comecei a escrever sob a inspiração dos bondosos mentores espirituais que nos assistiam (1).

Daí a pouco, a nossa alegria aumentava, pois o nosso confrade José Hennínio Perácio, em companhia de sua esposa, deliberou fixar residência junto a nós, e as nossas reuniões tiveram resultados melhores, controladas pela sua senhora, alma nobilíssima, ornada das mais superiores qualidades morais e que, entre as suas mediunidades, conta com mais desenvolvimento a clariaudiência. Nossas reuniões contavam, assim, grande número de assistentes, porém, a moral profunda que era ensinada, baseada nas páginas esplendorosas do Evangelho de Jesus, parece que pesava muito, como acontece na opinião de grande maioria de almas da nossa época, quase sempre inclinadas para as futilidades mundanas, e, decorridos dois anos, os assistentes de nossas sessões de estudos escassearam, chegando ao número de quatro ou cinco mil pessoas, o que perdura até hoje.

Não desanimamos, contudo, prosseguindo em nossas reuniões, constituindo para nós uma fonte de consolações isolarmo-nos das coisas terrenas em nosso recanto de prece, para a comunhão com os nossos desvelados amigos do Além.

Continuei recebendo as idéias dos mesmos amigos de sempre, nas reuniões, psicografando-as, e que eram continuamente fragmentos de prosa sobre os Evangelhos. Somente duas vezes recebi comunicações em versos simples.

Em agosto, porém, do corrente ano, apesar de muito a contragosto de minha parte, porque jamais nutri a pretensão de entrar em contacto com essas entidades elevadas, por conhecer as minhas imperfeições, comecei a receber a série de poesias que aqui vão publicadas, assinadas por nomes respeitáveis.

Serão das personalidades que as assinam? – é o que não posso afiançar. O que posso afirmar categoricamente, é que, em consciência, não posso dizer que são minhas, porque não despendi nenhum esforço intelectual ao grafá-las no papel. A sensação que sempre senti, ao escrevê-las, era a de que vigorosa mão impulsionava a minha. Doutras vezes, parecia-me ter em frente um volume imaterial. Onde eu as lia e copiava; e, doutras, que alguém mas ditava aos ouvidos, experimentando sempre no braço, ao psicografa-las, a sensação de fluidos elétricos que o envolvessem, acontecendo o mesmo com o cérebro, que se me afigurava invadido por incalculável número de vibrações indefiníveis.

Certas vezes, esse estado atingia o auge, e o interessante é que parecia-me haver ficado sem o corpo, não sentindo, por momentos, as menores impressões físicas. É o que experimento, fisicamente, quanto ao fenômeno que se produz freqüentemente comigo.

Julgo do meu dever declarar que nunca evoquei quem quer que fosse; essas produções chegaram-me sempre espontaneamente, sem que eu ou meus companheiros de trabalhos as provocássemos e jamais se pronunciou. em particular, o nome de qualquer dos comunicantes, em nossas preces.

Passavam-se às vezes mais de dez dias, sem que se produzisse escrito algum, e dia houve em que se receberam mais de três produções literárias de uma só vez. Grande parte delas foram escritas fora das reuniões e tenho tido ocasiões de observar que, quanto menor o número de assistentes, melhor o resultado obtido.

Muitas vezes, ao recebermos uma destas páginas, era necessário recorrermos a dicionários, para sabermos os respectivos sinônimos das palavras nela empregadas, porque tanto eu como os meus companheiros as desconhecíamos em nossa ignorância, julgando minha obrigação, frisar aqui também, que, apesar de todo o meu bom desejo, jamais obtive outra coisa, fenomenologia espírita, a não ser esses escritos.

Devo salientar o precioso concurso da bondosa médium Sra. Cármen P. Perácio, que através da sua maravilhosa clariaudiêncía me auxiliou muitíssimo, transmitindo-me as advertências e opiniões dos nossos caros mentores espirituais, e ainda o carinhoso interesse do distinto confrade Sr. M. Quintão. que tem sido de uma boa vontade admirável para comigo, não poupando esforços para que este despretensioso volume viesse à luz da publicidade.

E aqui termino.

Terei feito compreender, a quem me lê, a verdade como de fato ela é?

Creio que não. Em alguns despertarei sentimentos de piedade e, noutros, rizinhos ridiculizadores. Há de haver, porém, alguém que encontre consolação nestas páginas humildes. Um desses que haja, entre mil dos primeiros, e dou-me por compensado do meu trabalho.

A todos eles, todavia, os meus saudares, com os meus agradecimentos intraduzíveis aos boníssimos mentores do Além, que inspiraram esta obra, que generosamente se dignaram não reparar as minhas incontáveis imperfeições, transmitindo, por intermédio de instrumento tão mesquinho, os seus salutares ensinamentos.

Pedro Leopoldo, dezembro de 1931.

Francisco Cândido Xavier.


(1) Só nos últimos dias de 1931, com a graça de Deus, desenvolveram-se em mim, de maneira clara e mais intensamente, a vidência, a audição e outras faculdades mediúnicas. (Nota do médium para a 4º edição, em 1944.)

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Ao escrever estas palavras, o Autor não se lembrou de que as suas relações constantes com Espíritos desencarnados, mantidas desde os 5 anos de idade, pertencem igualmente à fenomenologia espírita. Pensou em fenomenologia somente como prática consciente da mediunidade das sessões espíritas; mas todas as pessoas de sua intimidade sabem que ele, desde a infância, confunde os habitantes dos dois mundos e muitas vezes pergunta ao amigo que esteja passeando com ele: "Estás vendo ali um homem de barbas brancas, etc.?" Pela resposta do companheiro é que ele fica sabendo se está diante de um habitante do nosso mundo ou de habitante do mundo espiritual. Também isso são fenômenos espíritas. (Nota da Editora – 9ª edição, 1972.)


Extraído do livro Parnaso de Além-Túmulo

Primeiro livro psicografado por Chico Xavier

Poesias Mediúnicas – Vários Autores

Edição Comemorativa – 70 anos, FEB: 2002 - página 31.


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Assista ao vídeo do 'Programa Transição', no qual o médium Divaldo Franco fala sobre a vida de Chico Xavier – CLIQUE AQUI.



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Joanna de Ângelis (espírito), enviou uma mensagem, em julho de 2002, psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco e publicada na Revista Reformador do mês seguinte, na qual informa que, após a desencarnação, o espírito de Chico Xavier fora recebido no mundo Espiritual por Jesus. Confira o texto dessa mensagem no blog Manancial de LuzCLIQUE AQUI.

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A Igreja Católica reconhece a grandeza do homem Chico Xavier e seu empenho em ajudar, sobretudo, aos sofridos, mesmo com a distância entre as duas doutrinas. Mas um ponto nos une: a caridade. É comum entre todos aqueles que têm Jesus Cristo como seu Salvador e Deus a pratica da caridade. Agradecemos a Deus pela passagem deste homem que só soube fazer o bem.”

Monsenhor José Albérico Bezerra de Almeida - Vigário geral da Arquidiocese do Recife e Olinda


Todos aqueles que entendem o plano de Deus para sua criação se preocupam com o bem estar dos que estão a sua volta. Eles se dedicam a fazer a maior caridade: dar conhecimento sobre a realidade que transcende a matéria, o conhecimento espiritual, para que todos possam progredir rumo ao abrigo supremo e eterno, Deus. Chico Xavier foi um espírito que enquanto homem viveu estritamente segundo esses princípios, mostrando factualmente o quanto era elevado e realizado espiritualmente. É um exemplo a ser seguido e uma mostra do quanto o amor pode fazer pela humanidade.”

Yamunacarya das - Pres. da Sociedade Internacional Para Consciência de Krishna no Brasil


Se falar em religião no Brasil, sem mencionar Chico Xavier, é não falar em nada. Ele empunha a bandeira da caridade e da humanidade. Não pregava o apartheid das religiões e sim a união e por isso era respeitado. Os depoimentos dele sempre unificavam, falavam de um Deus, único, unificado. Uma vez falou que a Umbanda era uma religião linda. Agora eu falo que Chico foi um templo da religião viva”.

Pai Luiz Santos - Conselho Nacional de Umbanda



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Veja algumas postagens anteriores do blog Espírita na Net, a respeito de Chico Xavier:

Aniversário de Chico Xavier


Histórias do Chico...

Ah, o Chico...


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Ah... mas quem sou eu senão uma formiga, das menores, que anda pela terra cumprindo sua obrigação...” Chico Xavier


Os 100 anos de Chico Xavier - Novidades para 2010


O aniversário de 100 anos de Chico Xavier, comemorado em abril de 2010, será celebrado com um congresso aberto aos seguidores de todo o país. Trata-se do projeto Centenário de Chico Xavier, desenvolvido pela Federação Espírita Brasileira (FEB) com o objetivo de enfatizar a obra de Chico Xavier e contribuir com a preservação de sua memória. “A mediunidade dele foi natural”, comentou o diretor da FEB, César Perri. “Ele via e conversava com espíritos desde criança. Era uma pessoa muito simples, de coração aberto.”


As homenagens incluem ainda a produção de um documentário com depoimentos, realização de eventos regionais e dois filmes baseados em textos psicografados por Chico.


Um filme em especial terá a missão de retratar a vida do médium conhecido mundialmente. Baseado no livro “As Vidas de Chico Xavier”, do jornalista Marcel Souto Maior, o filme é um projeto do diretor Daniel Filho, coordenador da Globo Filmes. O mais importante, na opinião dele, é a boa história. “Não sou espírita, nem católico. Sou materialista. Estou mais para física quântica que para espiritualismo. Mas a insistência dos espíritas para que fizesse o filme me comoveu. É a história interessante de um homem abnegado, um tema que merece atenção”, explica.


Daniel conheceu pessoalmente o médium mineiro. “Chico Xavier é um dos homens mais importantes do Brasil. Vou mostrar o ser humano, o homem que tem aura, que puxa para si a responsabilidade de paz e de espiritualidade, no sentido de paternidade. Quero manter o respeito que os brasileiros têm por esse homem humilde, que disse que só queria ir embora quando o povo estivesse feliz. Por coincidência, morreu aos 92 anos, no dia em que o Brasil ganhou a Copa do Mundo de 2002”, observa.


Xavier, desde os 17 anos, psicografava mensagens de pessoas desencarnadas. Os textos escritos por ele na adolescência não eram compatíveis com a formação simples do rapaz, por isso chamaram a atenção. Chico Xavier viveu a maior parte da vida em Uberaba (MG) e, nas últimas décadas de vida, longas filas se formavam com gente de todas as religiões à espera de uma consulta com o médium. As pessoas iam em busca de consolo.



Assistam o trailer do filme, que já começou a ser filmado:





Para saber mais, acessem os links abaixo, do blog Partida e Chegada:


Filme sobre Chico terá o ator Nelson Xavier

Ator do filme “Chico Xavier” visita Uberaba

Começa produção de Chico Xavier, o filme



152 anos de Doutrina Espírita


Amigos, no dia de hoje relembramos aquele que pode ser considerado o dia em que a Doutrina Espírita estava oficialmente lançada, visto que no dia 18 de Abril de 1857, Allan Kardec publicava a primeira edição do Livro dos Espíritos. Há 152 anos, portanto.


O Livro dos Espíritos foi o primeiro livro, organizado por Kardec, contendo os ensinamentos dos Espíritos Superiores, englobando a parte filosófica da Doutrina Espírita. Logo após surgiram outros livros: O Livro dos Médiuns, lançado em Janeiro de 1861, contendo ensinos relativos à parte experimental e científica da doutrina; O Evangelho Segundo o Espiritismo, lançado em Abril de 1864, concernente à parte moral da doutrina, baseado nos ensinamentos de Jesus; O Céu e o Inferno, lançado em Agosto de 1865 e A Gênese, lançado em Janeiro de 1868. Kardec trabalhou ainda em outras obras, com especial destaque para a Revista Espírita, jornal de estudos psicológicos, com periodicidade mensal, que circulou entre 1858 e 1869 e podem ser encontrados hoje em formato de livros, editados pela FEB.


Trago aqui alguns trechos do belíssimo discurso realizado por Camille Flammarion no dia do enterro de Allan Kardec, no qual ele conta um pouquinho dessa história, e que eu considero um ótimo texto para comemorar esse dia. Vamos aproveitar para refletir sobre os rumos que estamos dando ao Espiritismo nos dias de hoje. Para quem quiser ler o discurso na íntegra, o mesmo está disponível no livro Obras Póstumas. Espero que gostem.


Aproveito para convidar os amigos leitores desse blog a parar por um momento, elevar seus pensamentos a Jesus e agradecer a todos os Espíritos de luz que colaboraram e colaboram ainda hoje na elaboração, propagação e prática dos ensinamentos dessa doutrina que tanto nos esclarece e consola. Que Jesus continue iluminando a todos.


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Morto na idade de 65 anos, Allan Kardec consagrara a primeira parte de sua vida a escrever obras clássicas, elementares, destinadas, sobretudo, ao uso dos educadores da mocidade. Quando, pelo ano de 1855, as manifestações, novas na aparência, das mesas girantes, das pancadas sem causa ostensiva, dos movimentos insólitos de objetos e móveis começaram a prender a atenção pública, determinando mesmo, nos de imaginação aventureira, uma espécie de febre, devida à novidade de tais experiências, Allan Kardec, estudando ao mesmo tempo o magnetismo e seus singulares efeitos, acompanhou com a maior paciência e clarividência judiciosa as experimentações e as tentativas numerosas que então se faziam em Paris.


Recolheu e pôs em ordem os resultados conseguidos dessa longa observação e com eles compôs o corpo de doutrina que publicou em 1857, na primeira edição de O Livro dos Espíritos. Todos sabeis que êxito alcançou essa obra, na França e no estrangeiro.


Depois dessa primeira obra apareceram, sucessivamente, O Livro dos Médiuns, ou Espiritismo experimental; O que é o Espiritismo? ou resumo sob a forma de perguntas e respostas; O Evangelho Segundo o Espiritismo; O Céu e o Inferno; A Gênese.


Quantos corações já foram consolados por esta crença religiosa! Quantas lágrimas hão secado! Quantas consciências se abriram às irradiações da beleza espiritual! Nem toda a gente é ditosa neste mundo. Muitas afeições aí são despedaçadas! Muitas almas têm adormecido no cepticismo! Então, nada é o haver trazido ao espiritualismo tantos seres que flutuavam na dúvida e que já não amavam a vida, nem a vida física, nem a intelectual?


A maioria dos que se têm dado a estes estudos lembram-se de que na mocidade, ou em certas circunstâncias, foram testemunhas de manifestações inexplicadas. Poucas são as famílias que não contem na sua história provas desta natureza. O ponto de partida era aplicar-lhes a razão firme do simples bom-senso e examiná-las segundo os princípios do método positivo.


Conforme o seu próprio organizador previu, esse estudo, que foi lento e difícil, tem que entrar agora num período científico. Os fenômenos físicos, sobre os quais a princípio não se insistia, hão de tornar-se objeto da crítica experimental, a que devemos a glória dos progressos modernos e as maravilhas da eletricidade e do vapor. Esse método tem de tomar os fenômenos de ordem misteriosa a que assistimos para os dissecar, medir e definir.


Porque, meus Senhores, o Espiritismo não é uma religião, mas uma ciência, da qual apenas conhecemos o abecê. Passou o tempo dos dogmas. A Natureza abrange o Universo, e o próprio Deus, feito outrora à imagem do homem, a moderna Metafísica não o pode considerar senão como um espírito na Natureza. O sobrenatural não existe. As manifestações obtidas com o auxílio dos médiuns, como as do magnetismo e do sonambulismo, são de ordem natural e devem ser severamente submetidas à verificação da experiência. Não há milagres. Assistimos ao alvorecer de uma ciência desconhecida. Quem poderá prever a que consequências conduzirá, no mundo do pensamento, o estudo positivo desta nova psicologia?


Que os que têm a vista restringida pelo orgulho ou pelo preconceito não compreendam absolutamente os anseios de nossas mentes ávidas de conhecer e lancem sobre este gênero de estudos seus sarcasmos ou anátemas, pouco importa. Colocamos mais alto as nossas contemplações!...”


Por: Camille Flammarion

In: Obras Póstumas


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Para saber mais sobre as obras citadas no post – CLIQUE AQUI


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As brochuras, os jornais, os livros, as publicações de toda a espécie são meios poderosos de introduzir a luz por toda a parte, mas o mais seguro, o mais íntimo e o mais accessível a todos é o exemplo da caridade, a doçura e o amor”.

Allan Kardec


Aniversário de Chico Xavier


Se estivesse encarnado, Chico Xavier estaria completando hoje 99 anos. Nascido no dia 02 de Abril de 1910, na cidade de Pedro Leopoldo, em Minas Gerais, Francisco Cândido Xavier foi um brasileiro que viveu com simplicidade, dedicando-se à divulgação da Doutrina Espírita através da prática da mediunidade, sempre com humildade e sem jamais ganhar financeiramente por isso. Ele desencarnou no dia 30 de Junho de 2002, aos 92 anos, após anos de exercício mediúnico e prática da caridade. Foi considerado o maior e o mais prolífico médium psicógrafo do mundo em todos os tempos, com mais de 400 obras psicografadas, sendo que algumas delas traduzidas e publicadas em castelhano, esperanto, inglês, grego, japonês, entre outros idiomas.


Vamos aproveitar a data de hoje para agradecer a Deus por permitir que tão iluminado espírito tenha vivido entre nós, mostrando-nos que pode ser difícil, mas não é impossível viver uma vida inteira seguindo verdadeiramente os ensinamentos de Jesus.


Para relembrar um pouco do nosso Chico, vejamos um pequeno trecho do livro As Vidas de Chico Xavier, de Marcel Souto Maior, e um trecho de uma entrevista dada por Chico Xavier à Revista Informação, em abril de 1977.


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Ao longo dos 92 anos de vida - 74 deles dedicados a servir de ponte entre vivos e mortos - Chico escreveu 412 livros, vendeu quase 25 milhões de exemplares e doou toda a renda, em cartório, a instituições de caridade: Os livros não me pertencem. Eu não escrevi livro nenhum. “Eles” escreveram.

Em fevereiro do ano 2000, Chico foi eleito o Mineiro do Século em votação que mobilizou a população de todo o estado de Minas Gerais e o consagrou, mais uma vez, como fenômeno popular. Couberam a ele exatos 704.030 votos, o suficiente para derrotar concorrentes poderosos como Santos Dumont (segundo colocado), Pelé, Betinho, Carlos Drummond de Andrade e Juscelino Kubitschek (o sexto colocado).


Porta-voz de Deus? “Uma besta encarregada de transportar documentos dos espíritos” - Chico reagia. Um iluminado? “Não. Uma tomada entre dois mundos” - minimizava.


Chico Xavier, o apóstolo? “Nada disso. Cisco Xavier” - ele transformava o nome em trocadilho quando já era idolatrado por caravanas de fiéis e curiosos vindos de todo o Brasil e indicado ao Prêmio Nobel da Paz em campanha nacional embalada por mais de 2 milhões de assinaturas de adesão em 1981.


Sou um nada. Menos do que um nada”, repetia, para se defender de tanto assédio e evitar uma armadilha perigosa: a vaidade.


Ajudai-vos uns aos outros” era o remédio receitado por Chico para todos os males. “Ajude e será ajudado”, ele aconselhava aos desesperados, e seguia à risca a própria receita.


Por: Marcel Souto Maior

Do livro: As Vidas de Chico Xavier


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Revista Informação - O que é ser espírita?

Chico Xavier - Ser espírita, segundo Allan Kardec, o Codificador da Doutrina Espírita, é ser o cristão genuíno, com a obrigação de pautar a vida pelos ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo, dentro da liberdade de raciocinar e discernir no campo da própria fé.


Revista Informação - Qual foi a experiência mais valiosa que o exercício da mediunidade lhe trouxe?

Chico Xavier - O reconhecimento de minha inferioridade e o encontro constante com as minhas imperfeições. Quanto mais os Instrutores Espirituais escrevem, por meu intermédio, mais claramente observo a distância espiritual que me separa deles. Quanto mais corre o tempo sobre o trabalho dos Mentores do Além através de minhas pobres forças, mais me vejo na condição da laranjeira de má qualidade providencialmente cortada para serviços de enxertia. Os frutos no galho são substanciosos e doces porque pertencem à laranjeira nobre que não desdenhou produzir sobre o pé da laranja azeda.


Revista Informação - Chico, na próxima encarnação, você gostaria de ser médium?

Chico Xavier - Se Jesus quiser...


Revista Informação - E se Jesus quiser?

Chico Xavier - Então, pediria a Ele, Nosso Divino Mestre, a felicidade de recomeçar a tarefa, tal qual tenho tido o meu pequenino setor de ação, nas mesmas experiências e nas mesmas circunstâncias, porque quanto mais avanço na idade física mais amigos e bênçãos vou encontrando...


Revista Informação - Pretende atingir novos objetivos?

Chico Xavier - Grande misericórdia me fará a Providência Divina permitindo-me a possibilidade de continuar trabalhando e aprendendo.


Trecho de Entrevista de Chico Xavier à Revista Informação – Abril de 1977 (Adaptação das obras “No Mundo de Chico Xavier”, de Elias Barbosa, e “Entrevistas”,organizada por Salvador Gentile e Hercio Marcos Cintra Arantes, edição IDE) - Para ler na íntegra – CLIQUE AQUI


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Chico Xavier é o homenageado do mês no blog Manancial de Luz: CONFIRAM!


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Para saber mais sobre Chico Xavier, visite os sites:


Chico Xavier Uberaba

Instituto Chico Xavier

Fundação Cultural Chico Xavier

Universo Espírita - Chico Xavier


140 anos sem a presença física de Allan Kardec



Hippolyte Léon Denizard Rivail – Allan Kardec – desencarnou em Paris, em 31 de março de 1869, aos 65 anos, devido à ruptura de um aneurisma.


São 140 anos sem a sua presença física, mas em todo esse tempo contamos com a sua assistência espiritual. A Doutrina Espírita, por ele codificada, engrandeceu-se durante todo esse tempo, conquistando o respeito e a credibilidade, pela firmeza de seus postulados, instituindo a ligação do homem com o Universo, dando-lhe as chaves para a compreensão dos mistérios da chamada morte e esclarecendo, de maneira clara e objetiva, as perguntas seculares: “Quem eu sou?”; “De onde eu venho?”; “Para onde eu vou?”


Personalidade ímpar, tornou-se respeitado pela retidão de caráter e pela coerência de suas ações, tendo sido cognominado por Camille Flammarion como O Bom Senso Encarnado. Corajoso e altivo, nunca esmoreceu diante da tarefa, bastante árdua, como ele próprio dizia em nota de primeiro de janeiro de 1867, quando se referia às ingratidões de amigos, ódios de inimigos, injúrias e calúnias dos fanáticos.


Ao observar o fenômeno das mesas girantes, ou falantes, não teve a atitude covarde de alguns pesquisadores que, em nome de convicções absurdas, têm a pretensão de acharem que são especialistas em assuntos que não conhecem. A dedução de Allan Kardec foi a mais lógica e sensata possível: se uma mesa não tem boca para falar, cérebro para pensar e nervos para sentir, as respostas inteligentes às perguntas formuladas somente podem vir de uma inteligência que não vemos, ou seja, os Espíritos. Esta foi a conclusão do grande Mestre.


Figura de respeito, tinha o “semblante severo quando estudava ou magnetizava, mas cheio de vivacidade amena e sedutora quando ensinava ou palestrava. O que nele mais impressionava era o olhar estranho e misterioso, cativante pela brandura das pupilas pardas, autoritário pela penetração a fundo na alma do interlocutor. Pousava sobre o ouvinte como suave farol e não se desviava abstrato para o vago senão quando meditava, a sós. E o que mais personalidade lhe dava era a voz, clara e firme, de tonalidade agradável e oracional, que podia mesclar agradavelmente desde o murmúrio acariciante até as explosões de eloquência parlamentar. Sua gesticulação era sóbria, educada.”


Era exemplar o seu comportamento diante das pessoas: “Quando ouvia uma pessoa, enfiava o polegar direito no espaço entre dois botões do colete, a fim de não aparentar impaciência e, ao contrário, convencer de sua tolerância e atenção. Conversando com discípulos ou amigos íntimos, apunha algumas vezes a destra (mão direita) no ombro do ouvinte, num gesto da familiaridade. Mantinha rigorosa etiqueta social diante das damas” (Grandes Vultos do Espiritismo, de Paulo Alves Godoy – Edições FEESP).


Colocado na galeria dos grandes missionários e benfeitores da Humanidade, a morte de Allan Kardec foi assim anunciada pelo Le Journal Paris, em 3 de abril de 1869:


... Vimo-lo deitado num simples colchão, no meio daquela sala das sessões que há longos anos presidia; vimo-lo com o rosto calmo, como se extinguem aqueles a quem a morte não surpreende, e que, tranquilos quanto ao resultado de uma vida honesta laboriosa, deixam como que um reflexo da pureza de sua alma sobre o corpo que abandonam à matéria.


Resignados pela fé em uma vida melhor e pela convicção na imortalidade da alma, numerosos discípulos foram dar um último olhar a esses lábios descorados que, ainda ontem, lhes falavam a linguagem da Terra...


Que adianta contar detalhes da sua morte? Que importa a maneira pela qual o instrumento se quebrou e porque consagrar uma linha a esses restos integrados no imenso movimento das moléculas? Allan Kardec morreu na sua hora. Com ele fechou-se o prólogo de uma religião vivaz que, irradiando a cada dia, em breve terá iluminado a Humanidade. Ninguém melhor que Allan Kardec poderia levar a bom termo essa obra, à qual era preciso sacrificar as longas vigílias que nutrem o Espírito, a paciência que ensina continuamente, a abnegação que desafia a tolice do presente para só ver a radiação do futuro.


... Seu nome, estimado como o de um homem de bem, é desde muito tempo vulgarizado pelos que creem e pelos que temem. É difícil realizar o bem sem chocar os interesses estabelecidos.


O Espiritismo destrói muitos abusos; também ergue muitas consciências doloridas, dando-lhes a convicção da prova e a consolação do futuro.


Hoje, os espíritas choram o amigo que os deixa, porque o nosso entendimento, demasiado material, por assim dizer, não se pode dobrar a essa idéia da passagem. Mas, pago o primeiro tributo à inferioridade do nosso organismo, o pensador ergue a cabeça, e para esse mundo invisível, que sente existir além do túmulo, estende a mão ao amigo que se foi, convencido de que seu Espírito nos protege sempre.


Essa morte, que o vulgo deixará passar indiferente, é um grande fato na história da Humanidade. Este não é apenas o sepulcro de um homem; é a pedra tumular enchendo o vazio imenso que o materialismo havia cavado sob os nossos pés, e sobre o qual o Espiritismo espalha as flores da esperança.”


Altamirando Carneiro - São Paulo, SP (Brasil)

Revista O Consolador


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Túmulo de Allan Kardec





Voltaste a esse mundo donde viemos e colhes o fruto de teus estudos terrestres. Aos nossos pés dorme o teu envoltório, extinguiu-se o teu cérebro, fecharam-se-te os olhos para não mais se abrirem, não mais ouvida será a tua palavra... Sabemos que todos havemos de mergulhar nesse mesmo último sono, de volver a essa mesma inércia, a esse mesmo pó. Mas, não é nesse envoltório que pomos a nossa glória e a nossa esperança. Tomba o corpo, a alma permanece e retorna ao Espaço. Encontrar-nos-emos num mundo melhor e no céu imenso onde usaremos das nossas mais preciosas faculdades, onde continuaremos os estudos para cujo desenvolvimento a Terra é teatro por demais acanhado. (...) Até à vista, meu caro Allan Kardec, até à vista!”

(Trecho de discurso proferido por Camille Flammarion, astrônomo francês e amigo pessoal de Kardec, na ocasião do seu sepultamento.)



Espiritismo - 151 Anos



Para as coisas novas necessitamos de palavras novas, pois assim o exige a clareza de linguagem, para evitarmos a confusão inerente aos múltiplos sentidos dos próprios vocábulos.


As palavras espiritual, espiritualista, espiritualismo têm uma significação bem definida. Dar-lhes outra, para aplicá-las à Doutrina dos Espíritos, seria multiplicar as causas já tão numerosas da anfibologia.


Com efeito, o espiritualismo é o oposto do materialismo. Quem quer que acredite haver em si mesmo alguma coisa além da matéria é espiritualista. Mas não se segue daí que creia na existência dos Espíritos ou em suas comunicações com o mundo visível.


Em lugar das palavras espiritual e espiritualismo, empregaremos, para designar a crença a qual nos referimos, os termos espírita e espiritismo, nas quais a forma lembra a origem e o sentido radical e que por isso mesmo têm a vantagem de ser perfeitamente inteligíveis, deixando para o vocábulo espiritualismo a sua significação própria.


Diremos, portanto, que a Doutrina Espírita ou o Espiritismo tem por princípio as relações do mundo material com os Espíritos ou seres do mundo invisível. Os adeptos do Espiritismo serão os espíritas, ou, se quiserem, os espiritistas.


Como especialidade O Livro dos Espíritos contém a Doutrina Espírita; como generalidade liga-se ao Espiritualismo, do qual apresenta uma das fases. Essa a razão por que traz no cabeçalho do seu título as palavras: Filosofia Espiritualista.


Allan Kardec

Livro dos Espíritos (Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita)


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Livro dos Espíritos – Filosofia Espiritualista


Livro que traz os princípios da Doutrina Espírita: Sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da Humanidade – segundo os ensinamentos dados por Espíritos superiores, com o concurso de diversos médiuns – recebidos e coordenados por Allan Kardec.


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No dia 18 de abril de 1857, o professor Hippolyte Léon Denizard Rivail, educador, autor de livros didáticos e adepto de rigoroso método de investigação científica, mais conhecido pelo pseudônimo de Allan Kardec, lançou ‘O Livro dos Espíritos’ editado por E. Dentu, Libraire, na própria Livraria Dentu, na Galérie D’Orléans, 13, no Palais Royal, em Paris.

Estava, portanto, a partir dessa data, lançada oficialmente a Doutrina Espírita (ou Doutrina dos Espíritos).

Que no ano de 2008, onde se comemoram os 151 anos do Espiritismo, possam os Espíritos do Senhor, encarnados e desencarnados, que trabalharam na Codificação com coragem, abnegação e determinação, receberem as nossas vibrações de gratidão e reconhecimento.

E que todos nós, de nossa parte, nos dias atuais, possamos honrar o trabalho dos pioneiros, através do nosso próprio esforço.

Que Deus abençoe a todos.