Mostrar mensagens com a etiqueta famíla. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta famíla. Mostrar todas as mensagens

março 28, 2015

71

Hoje é o dia da minha mãe. 71.

A minha mãe é despachada, divertida, fala alto, ri alto,é desenrascada, destemida, valente. Corajosa. Não se queixa com nada. Está sempre bem quando lhe perguntam. Conta anedotas sem fim, tem sempre uma para cada ocasião. Aguenta a dor como ninguém, não é piegas, nem chorona. Adora novelas, sempre adorou. Vê filmes até madrugada. Cose, costura e faz crochet. 

Não dispensa tomar o pequeno-almoço fora, todos os dias. Religiosamente no mesmo sitio, com umas quantas amigas. Depois vai às compras para a casa, para o almoço. Todos os dias o mesmo. 
Anda a pé imenso, mesmo a chover não quer boleia. Anda depressa muito depressa. Lembro-me de ser pequenina e para a acompanhar tinha de ir a correr.

Sai orgulhosa com a minha Luisinha no carrinho e vai ao café "mostrá-la às amigas".
Adora levar o Manel também porque dá-lhe conversa e fica maravilhada com as coisas que o miudo diz, mas este prefere ficar com o avô, no jardim ou a jogar à bola no campo!

Criou 4 filhos e outros tantos sobrinhos, no tempo em que os pais iam trabalhar, deixavam os filhos e vinham vê-los ao fim-de-semana. Não por prazer, mas por não haver opção.

Só quando o meu primo P casou, tinha eu na altura uns 5 anos, tive a noção que ele não era na realidade meu irmão. Nas minhas lembranças, ele esteve sempre lá por casa. partilhava o quarto dos meus irmãos, fazia todas as refeições connosco e sempre foi tratado por igual. Só quando saiu, percebi.

Durante a minha vida já tive tantos arrufos com ela.
Já chocámos tanto que fez faísca.
Já teve imensas atitudes que me deixou de rastos, triste e desorientada. Ambas sabemos os motivos, mas não lhe atiro todas as culpas.
Tenho um feitio especial. Ela também.

O que passou, passou.
Com a idade melhorou, refreou. Eu também.
Desde que fui mãe, comecei a ver as coisas de maneira diferente, talvez a aceitar mais, ou a ter mais paciência.

Hoje é o dia da minha mãe. 71.

E não vou falar de mim, de nós.

Quero agradecer-lhe tudo  que tive, tenho e o que sou.
Quero agradecer-lhe a maneira como trata os meus filhos. A paciência que tem para eles. Se for preciso rebola no chão já tive de a chamar à atenção, senão o Manel faz dela o que quer.

Adoro o que cozinha, sinto saudades da sua comida.
Ligo, peço as receitas e tento replicar, mas nada tem o mesmo sabor.
Vibra com isso, liga a dar receitas, escreve-as em guardanapos e dá-me sempre a incentivar a fazer. 

Aos Domingos quando volto para casa, manda-me a sopa feita, bem passadinha para os meninos, frutas e legumes em caixas, almoço e jantar que dá quase para uma semana. 
Por vezes manda um bolo, arroz doce ou aquela gulodice que adoro e que nunca faço em casa.

Manda amendoins em sacos, gomas e rebuçados, ovos kinder e mais não deixo, senão qualquer dia tenho um puto diabético e obeso!

Se tenho uma baínha para fazer, umas calças para remendar, um bibe do colégio descosido, um botão para pregar. A minha mãe arranja. 

Preocupa-se com os meus amigos. Todas as minhas amigas a adoravam, falavam sempre com ela como se fosse uma amiga e não a minha mãe. 
Sempre foi a minha cúmplice em muitas coisas. Sempre soube de todos os meus namoricos e sempre me incentivou a fazer o que me faz feliz. 

Deu-me mais do que eu pedia e menos do que tantas vezes necessitava.

Não é perfeita, mas é a minha.

Muitos parabéns mãezinha, gosto muito, muito de ti, mesmo que nunca te tenha dito muitas vezes não sei porque foi sempre mais fácil dizê-lo ao pai...

março 27, 2015

78

É isto, o meu paizinho hoje faz 78 anos.

Vamos jantar com ele.
Apesar de pensar que só vamos amanhã. Amanhã é o dia da minha mãe.

Por isso, apesar de já muito cansada, ontem pouco antes da meia noite, ainda fiz um bolinho para lhe cantarmos os Parabéns, hoje. Por é hoje o seu dia.



78 já são imensos.
Não quero pensar muito nisto. Pois, desejo sempre que faça mais um. Um de cada vez. Chega :)
Porque 78 já são imensos e no fim das contas nem são assim tantos.

O meu pai sempre foi uma pessoa ocupada. Trabalhou sempre, até há cerca de 2 anos. Depois ia lá só controlar. Fechou o negócio em definitivo no mês passado. Vendeu tudo abruptamente. Ficámos todos chocados. Nunca pensámos que o faria, muito menos assim, desta maneira.
Ninguém se meteu, ninguém disse nada. Inclusive a minha mãe, que tem sempre a última palavra.
Foi a decisão dele, disse ela. Nós aceitámos, apesar de não concordarmos.

Nunca pensei ver o meu pai tão parado. Era super activo. Agora vê novelas! coisa que toda a sua vida criticou. Passa o tempo em casa. Sai apenas de manhã, vai arranjar o jardim, passei de trás para a frente e fala com os velhos, como chama aos amigos, tão velhos ou mais novos que ele.

Almoça religiosamente ao meio dia. Sempre foi assim.
Os almoços de Domingo sempre foram um stress, aguentá-lo até às 13h era um suplicio. Agora que tenho dois e moro longe, já esperou até às 14.30h sem protestar. 

Detesto vê-lo parado. Pouco sai depois de almoço.
As únicas ocupações e saídas para longe, só quando vai ao médico, quando tem alguma coisa importante a tratar, que não possa ser a minha mãe a fazê-lo.

O meu pai, era a última pessoa que eu pensava, que estar sem fazer nada lhe mexesse com o intimo. Mas não, enganei-me.

Continua desenrascado, sem problemas de fazer o que quer que seja.
Das duas vezes que a minha mãe foi operada aos joelhos, nunca quis vir para minha casa, ou para a da minha irmã. 
Ele foi ao supermercado, preparou almoço e jantar, arrumou a casa e tratou dele.

Digo-lhe para ir andar, para apanhar sol e ar. Mas não. Apenas de manhã. 
Levanta-se todos os dias às 6h (e sempre lhe pergunto que compromissos tem. Responde: tenho comigo), toma o pequeno-almoço, vai à rua um bocadinho, volta para casa, almoça e só.

E isto está a afectar-lhe a cabeça. Está teimoso, mais que nunca. Não consegue saber nem resolver nada. Passa tudo à minha mãe.

Mas há uma coisa em que ainda é capaz em pleno.
Há na Vida dele, uma piratinha que lhe enche a alma e o sorriso. Se já vibrava com o meu filho, ainda mais vibra com a minha filha.
Ao menos com ela tem de se mexer. E muito!
Fica com os dois, sozinho, se for preciso. 
Contrói carrinhos de linhas e rolamentos pacotes de manteiga e volantes de cana para o Manel, faz vestidinhos para as minhas barriguitas e dá à Luisinha.

Enche-se de orgulho com os estes dois netos e sorri, sorri muito.
É stressado, tem medo que a Luisinha se magoe, não deixa o Manel fazer-lhe nada, mas tudo por protecção.

Gosto tanto, tanto de lhe dar abraços, de lhe dar beijinhos, na sua pele sempre suave e macia, com pouquissimas rugas. De lhe dar palmadinha e chamar-lhe velhinho...

O meu paizinho faz hoje 78 anos.

março 02, 2015

Bom dia Alegria!

Ando com saudades da família, dos amigos e dos lugares onde cresci. Do cheiro, das cores que fizeram de mim o que hoje sou. 
Ando com saudades de passear pelos lugares de sempre e por estar perto de quem gosto.

Por isso, este fim-de-semana fomos para o lugar de onde sou, recebemos mimos e abraços da família e ainda fui dançar, ouvir uma música e estar em sítios só de crescidos, sem crianças e as obrigações de mãe.

No Domingo de manhã senti-me cansada, ainda mais cansada que nos outros dias, as poucas horas de sono, o cansaço de uma noitada (também não foi assim tão grande - às 3h da manhã estávamos em casa, a comer o meu bolo favorito e a beber chá) à qual já não estou habituada, o cheiro ainda a tabaco no cabelo, deixou-me atordoada quando às 8h tive de me levantar, porque uma bebé pequenina acorda cedo e as obrigações de mãe continuam lá. 

Banhos tomados, boa disposição e rumámos ao mercado, onde se conhecem também os senhores das fruta, o senhor do pão e dos queijos.
Onde se compram vegetais, legumes e frutas dessas mesmas pessoas que se conhece e que se sabe que a produção é deles, saudável e natural. Onde se gasta metade do que num supermercado e onde a qualidade é inquestionável.

 
Vim com o carro cheio de frutas e legumes, de pão e broa fresquinhos, com queijos maravilhosos e ainda peixe para a semana, ovos caseiros (tão grandes que não cabem nas caixas dos que se compram no supermercado), com a barriga cheia de tanto carinho e com as saudades atenuadas, até ao próximo fim-de-semana.
E assim estou pronta para mais uma semana.

E por aí, como foi o vosso fim-de-semana?

janeiro 06, 2015

2015

Tanto poderia aqui escrever sobre 2014 mas, deste ano apenas quero reter a coisa mais importante de todas: O ANO DA LUISINHA.
Este é o ano da minha filha e isto chega.

Para 2015 não fiz planos, nem listas com tópicos vês minha querida Naná estou a melhorar, nem defini objectivos a cumprir a não ser o de todos os anos o de emagrecer ahhhhh, nem criei muitas expectativas.
O novo ano chegou depressa e apresentou-se sem alaridos. Por isso, neste ano apenas quero o cliché de sempre: Saúde, União e Paz de Espírito. Sim, porque dinheiro nenhum do mundo compra estas 3 coisas, que são fundamentais à nossa Vida. À minha pelo menos.

Ah, estou a ser mentirosa. Conversei com o João e disse-lhe que este ano, pelo menos uma vez por mês, temos de fazer uma coisa diferente com o Manel filho vamos tentar. Os jantares e lanches com amigos e família, as idas ao teatro e ao cinema, à música e os passeios ao parque não contam. Ele vai escolhendo uns, nós outros. Queremos por exemplo que ande de metro, porque ainda não o fez. Queremos ir ao Cristo Rei, ver os golfinhos de perto por exemplo no Sado, experimentar as aulas de Rugby...

Depois quero viver um dia de cada vez, resolver um conflito de cada vez, aceitar, aprender, saber gerir com mais calma, um dia de cada vez. Aproveitar ao máximo os fins-de-semana com os meus meninos e tentar ser e fazer feliz.

E já agora FELIZ 2015 para vocês, com tudo o que mais desejarem.

dezembro 18, 2014

12

Sobrevivemos. 12 dias sozinhos.
Levantar às 6.30h, usar a hora de almoço para fazer mil coisas, entre elas, ir a casa e dar um jeito nas coisas, pôr máquinas a lavar, estender/recolher roupa, aspirar o chão, lavar, adiantar jantar ou simplesmente ir ao super mercado, sem ter 2 melguinhas atrás. Aproveitar as 2h de aleitamento para fazer mais umas quantas coisas e ainda os ir buscar cedo, como qualquer pai deveria fazer. Todos os dias. Parte-me o coração ver aqueles meninos imensas horas no colégio. São os primeiros a chegar e os últimos a ir embora. Estão bem tratados, têm mimos e carinho, mas não é a mesma coisa. Imagino esses pais. Se a mim me custa e saio directo muitas vezes do trabalho para o colégio, e vou com eles a reboque para o supermercado ou ainda vamos ao parque, andar de carrossel ou lanchar ao NATA muitas vezes o meu filho diz-me que cheguei cedo demais, que ainda não brincou o suficiente?!

Sobrevivemos. 12 dias sozinhos.
Com muitas saudades e o peso da horrível distância.
O skype, o viber e os telefonemas atenuam a falta, mas volto a repetir-me, não é a mesma coisa.
Houve uma noite que ele acordou a chorar, queria o pai, tinha saudades.
Imagino aqueles meninos que têm isto como rotina. Se bem que estão habituados. Mas, não será fácil, para quem vai e para as mães, que ficam. Gerir tudo isto, é complicado. E só agora dou o devido valor.

Sobrevivemos. 12 dias sozinhos.
Sem ajudas. Os 3 entregues a nós e às nossas rotinas. Certas, pois só assim funciono e só assim não nos atrasamos de manhã.
Sem birras. Sem desafios. Tudo tranquilo.

Sobrevivemos. 12 dias sozinhos.
E na Terça-feira, o re-encontro foi fantástico. A felicidade dele e o ar surpresa dela, como quem és tu? onde vieste? para onde foste?
E eu, nem sabia o quanto podia ter saudades. Porque estar fora, aqui ao lado a 60Km é uma coisa, num outro continente é outra!

novembro 11, 2014

- Mãe, se eu não tivesse um mano ou uma mana, eu não era assim tão feliz.

diz-me isto enquando abraça a mana e lhe dá um beijo. fico emocionada e só me apetece abraçá-lo, abraçá-los, sempre e não deixar que o tempo passe...
Hoje os miúdos já foram para a escola. Até agora não me ligaram. O que é bom sinal. Tivesse eu estado sossegadinha e a descansar e ontem, teria sido a desculpa ideal para um fim-de-semana prolongado. Ao contrário disso, um doente mas cheio de energia (quem o visse parecia que tinha inventado o ataque de vomitar) não parou um segundo, a outra gatinha tão rápido e faz tanta asneira que, nem deu para dormitar de tarde.
Cheguei à noite exausta, esbaforida e a pensar que um dia normal de trabalho cansa menos.
Eram 21h e estávamos todos deitados, não fosse a tosse da minha filha e a chucha a saltar-lhe da boca e teria dormido quase 9h que seria um mimo.
Não fosse esta dor de garganta e já quase ouvidos e estava aqui fresca que nem uma alface.
Hoje trouxe comigo o cêgripe, as euphon, o UL250 e carradas de lenços de papel, porque uma mãe não pode ficar doente.
Não fosse o camião me ter passado por cima e estaria perfeita. Mas isto, agora não interessa nada.


(a todas as mensagens de melhoras, o meu muito obrigada.)

outubro 24, 2014

Hoje não vou à escola

Ontem ouvi o Eduardo Sá. Gosto imenso do que diz, do que escreve. E quais pais não gostam? penso que todos os que o conhecem.

Hoje não vou à escola. O seu novo livro. Com base na educação e nos excessos dela. Meninos pequeninos não têm de saber muito e tudo de uma vez. Não precisam ser génios na primária, nem em adultos. Há excesso de informação e regras na escola. Faz falta brincar, tempo livre e usar a imaginação.

Concordo, concordo, concordo. Sou daquelas mães que acham que os filhos não devem trazer trabalhos de casa, à excepção de algumas coisas nas férias, para não esquecer tudo.
Acho que tal como nós, as crianças não devem levar o "trabalho" delas para casa. Chega o dia inteiro na escola.
Faz parte de educar, estimular, brincar e ir ensinando e praticando o que eles aprendem de forma divertida e com exemplos do dia-a-dia.
É muito mais fácil ligar a tv, o computador ou o tablet e deixá-los ficar entregues a si mesmos, mas eu prefiro perder tempo e fazer um desenho, ver um programa sentada ao lado dele, ler uma história ou brincar com os carrinhos.
Obrigo-me a que todos os dias da semana onde é mais dificil e o tempo é escasso, tenha pelo menos 15-20minutos para me sentar no chão, com os dois, mais que não seja para ench-los de beijos e esborrachá-los com abraços. Sou uma melga, uma chata e sou tipo pega monstro, mas faço-o sempre todos-os-dias mesmo que o jantar já esteja ao lume, ou a água da banheira a arrefecer.

Numa Sexta-feira destas, a educadora do meu filho (por quem não morro de amores, mas isto é outra história) estava a contar-me que já sabiam escrever os números até ao 3. Mas, que o Manel, ai o Manel não tem geometria. WTF?!? por isso tem de treinar com ele. No fim-de-semana, ajude-o a fazer os números, sim porque o Manel, ai o Manel, só quer brincar. Sempre que fazemos coisas na mesa é o último a vir, enquanto os outros fazem fila para serem os primeiros WTF??!!

Pois S. os nossos fins-de-semana felizmente são muito preenchidos, fazemos sempre mil e uma coisas diferentes e tempo para lhe ensinar os números e desenhá-los não me parece que vá ter porque não quero, e esteja desansada que ele não fica os dois dias fechado em casa a ver bonecos na tv!

Mas o que na realidade me apetecia dizer era: Pois S. esteja descansada que o Manel vai para direito e nas artes gosta do abstracto!

Mas a gaja está parva?? o miúdo tem 4 anos. 4. Tem tempo de sobra para aprender a desenhar os números e a fazê-los com geometria.
Eu fui para a primária e nem um 1 sabia fazer e hoje em dia não sou mais burra que os meninos que ao contrário de mim sabiam. Brinquei na rua, fiz bolos com as amigas, andei a correr até à noite com os miúdos do bairro e fui imensamente feliz e nem por isso menos inteligente.

outubro 08, 2014

Mãe e euromilhões

Começar o dia e pessar que não me saiu o euromilhões é sinal que tenho a minha pipoca doente e dava tudo para poder ter ficado com ela em casa. Ficou o pai. Chamado de urgência porque srª febre instalou-se na miúda e não baixava ontem por nada dos 39ºC.
Fofinha prostrada mas sem dar um ai. De pano molhado na cabeça e a gemer baixinho e coração de mãe mais pequeno que formiga.

Não sou daquelas que ficam stressadas e vão logo a correr para as urgências do hospital. Tento não panicar e fazer o que acho normal em primeira instância: compressas frias na cabeça e virilhas, ben-u-ron 8/8h e miminho, muito. Mas hoje falo com pediatra e logo me diz que fazer, porque a febre só cede quando srº supositório entra em acção.

Era por isto que gostava de poder ser mãe a tempo inteiro, por isto e muitas mais razões mas, não posso e sendo assim tenho de voltar a gastar 2 euros para ver se o meu desejo se realiza.
[ap- 07-Oct-2014 -Luisinha Pacientemente à espera que acabássemos de jantar à pressa eu]

outubro 03, 2014

Diário de uma mãe (quase) solteira

Por estes dias sinto-me como mãe solteira e a tarefa não é fácil. Faz-se bem, como desenrascada que sou (fia-te) mas às tantas e sem me aperceber estou de rastos e a fazer coisas disparatadas todos-os-dias!

A manhã correu bem. Despachamo-nos bem à semelhança do dia de ontem.
Com excepção: passei uma noite de cão, vomitei imensas vezes e senti o estômago e barriga às voltas. Virosito que os meus filhos devem ter transportado da escola.
Felizmente e até agora, eles estão bem.
Nunca me passou nada destas coisas, sempre que o Manel ficava doente. A família toda ficava infectada e eu sempre saí ilesa (isto deve-se ao facto de ser rium, dizem alguns)
Ontem apanhou-me a mim (será que me tornei menos ruim?). Hoje estou com cara de cu e enjoada como um raio (sem estar grávida).

[Acordo. Corro para a casa-de-banho, vomito ahhhhh miúda acorda bem disposta, tomo banho em 5m. Levo miúda para cozinha, sento-a na cadeira de comer. Vomito ( e faço outra coisa que nem sei que faça primeiro) ahhhh Preparo uma lancheira, preparo duas lancheira. trituro fruta para a miúda. Abro armário. Vou casa-de-banho oiço estrondo. Corro para a cozinha e tenho um frasco de vidro partido em cacos e uma garrafa de refrigerante a mijar por um furinho e a sujar tudo. Olho para o relógio: 7.28h. Ligo aspirador ( a miúda já gatinha e não posso correr riscos não esquecer de aspirar de novo à tarde). Vizinhos devem pensar que sou maluca. Visto uma. Acorda outro. Visto-o enquanto ponho creme na cara da mana. Pequeno-almoço. Corro a fazer camas e a trazer tudo o que faz falta para o dia pelo caminho. Manel despacha-te. Agarra na lancheira. Gancho? ah ganchinho na miúda que agora acho um piadão. Que tem ela vestido? um verde, tem de ser verde. Gancho na tola. Mãe carregada que nem burro e ahhhh fica aqui com a mana, mãe tem de ir à casinha. Tira tudo, põe miúda no chão e volta a carregar a carga. Ufa, estamos no elevador, finalmente. 8.13h. Manel, e a cara e os dentes?? não tenho tempo voltar atrás. Limpas a cara com toalhitas...]



ps- ahhhhhhhhh que é que aconteceu ao meu blogue? e à minha fotografia da página?? Boa. Mas agora não tenho disposição para pensar nisto. Tenho de ir ali. À casinha ahhhhhhhhhhh

agosto 27, 2014

Flash&Dash



Se algum dos vossos filhos vos pedir um Flash&Dash, saibam que é um carro telecomandado.
Foi dificil perceber o nome, depois o que era. O certo é que foi o que pediu a toda a gente como presente de aniversário. Não sabiam o que era na Toys r' Us (apesar de o terem). Fiquei deseperada...quando me lembrei de ir ver no Jumbo, na parte dos brinquedos. Ena que felicidade, parecia que era para mim!

O carro é um espectáculo e quem brinca mais com ele é o pai. O puto ainda tem dificuldade em guiá-lo, uma vez que ganha uma grande velocidade.

Sei que não serve para nada este post. Apenas para dizer que valeu a pena a procura, pois os olhinhos do meu filho e o sorriso que fez quando abriu o presente,  valeram a pena os quase 30 euros do carro.

agosto 26, 2014

A Irmandade das pulseiras

[ap- coisas simples que o fazem feliz ]

agosto 06, 2014

Se eu tivesse mais tempo

[ap- uma fotografia nossa já com alguns meses - uma extravagância, os putos já estão muito diferentes]

Se eu tivesse mais tempo faria o mesmo que faço agora.

Se eu tivesse mais tempo, continuávamos a ir ao parque, a fazer bolos, a ler livros, a fazer piscinas na banheira, a brincar com carrinhos, a ver bonecos e o frozen e a cantar e dançar as músicas que adoramos e ouvimos no youtube.

Neste 6 meses que estive em casa, tivemos tempo para nós, para nos conhecermos melhor e enquanto uma ficava 24h comigo o outro ia para a escolinha. Tivemos tempo para fazer gazeta da mesma e para não fazer nada.

Se eu tivesse mais tempo, continuávamos a ter os fins-de-semana tão preenchidos como agora, sem tempo para visitar todas as capelinhas. Sem tempo para fazer tudo o que planeamos para eles, mas sempre de barriga cheia de tanto -  um dia ainda havemos de ficar em casa, só porque sim, será que conseguimos?

Se eu tivesse mais tempo faria exactamente o mesmo que faço agora, disso tenho eu a certeza.

julho 31, 2014

A importância das coisas

[ap - 20-Julho-2014]
Se com o primeiro filho me tornei mais regrada, mais calma e com muita paciência. Com a vinda da minha filha, a paciência para eles, a serenidade e a disposição aumentaram.
Mas, também deixei de ter paciência para fazer fretes, para estar em lugares onde me começa a dar comichão, a ter que ser simpática (que o sou por natureza, acreditem) só porque sim e principalmente não faço quaisquer sacrificios que impliquem o bem estar do meus filhos (se bem que são ambos crianças bem dispostas e que estão bem em qualquer lugar, quase sempre).

A importância das coisas também se alterou. Importo-me em primeiro lugar com eles e depois com os outros. Prefiro que estejam confortáveis em vez de estarem só bonitos para a "fotografia". Dou mais valor à segurança, do que à marca. Prefiro não ter muito, mas ter bom. Importo-me se têm uma alimentação cuidada e variada daí estar a mudar hábitos lá em casa, aos poucos confesso , nesta fase a Luisinha anda a introduzir os alimentos e tento que prove de tudo o que já pode e o Manel está a deixar de beber leite de vaca e a gostar do de arroz, aveia e coco.

Faço questão de irmos ao parque quase todos os dias, de perguntar ao mais velho o que gostava de fazer no fim-de-semana, o que lhe apetece comer e o que queria muito que fizéssemos.
Um exemplo foi O aniversário dele este ano foi diferente, muito diferente. Em vez de uma festa de arromba, como os anos anteriores, fomos em família (avós dos dois lados, tios e o primo) passar o dia no Zoo e foi maravilhoso. Estarmos juntos, partilhar os momentos e vê-los crescer felizes e saudáveis é o melhor que posso ter neste momento.

Mesmo que para isso, tenha de precindir de algumas coisas muito pessoais mesmo que tenha de deixar de ter tempo para fazermos tudo, que fazemos na mesma se soubessem como são estes nossos fins-de-semana...
Mesmo que hajam dias em que me apetece desisitir de tanta coisa, sei que o que faço e que as minhas escolhas têm sempre uma razão. Se estou a ser egoísta e a pensar só neles? que um dia crescem e te deixam sozinha sem dar valor nenhum, como dizem algumas pessoas, não me importo porque faço-o e farei sempre, porque é assim que sei ser mãe, de corpo todo e alma também.


ps- aqui está a minha verdadeira fonte de inspiração :)

julho 22, 2014

A Vida é mesmo assim

[ap- Escultura Carlos Ramos - O beijo]

Feita de amores e desamores.
De encontros e desencontros.
De dias grandes e dias pequenos.
De perfeição e imperfeição.
De alegrias e tristezas.
De sol e de chuva.
De ventos de norte ou talvez não.
De estados de alma ou intuição.
De pé atrás ou entrega.
De confiança ou dente cerrado.
De rotinas ou relógio parado.
A minha não foge à regra e tem tudo isto.
Mas o que me importa não é o conteúdo dos meus dias mas, sim o sorriso e a felicidade dos meus filhos.
A mim o que me importa é vê-los crescer com saúde.
O resto? O resto são peanuts e nada me vai incomodar ou tirar o sono.
Tudo fica esquecido, assim que abro a porta de minha casa e dou um “abraça monstro” aos meus meninos.
Tudo o resto vive-se e é o que preenche as horas em que não estou com eles.

julho 10, 2014

Voltar


Voltar a levantar com despertador e não com os barulhinhos da minha filha.
Voltar a ter uma rotina fixa, que me mata mas, mantém e deixa ter uma vida organizada.
Voltar a ter de planear refeições.
Voltar a ter hora certa para almoçar.
Voltar a ter uma hora para ir a correr mimar os meus meninos.
Voltar a stressar com a hora (sempre tardia) que me deito.
Voltar a contar os dias para o fim-de-semana.
Voltar a sonhar com férias. A quatro.
Voltar a ...
Voltar ao que era há 7 meses atrás, mas muito mais completa e feliz.

julho 07, 2014

I´m back

Pois é, estou de volta para a dura realidade.

abril 23, 2014

Família

[Manel - Março 2014]
Ele desenha a nossa família e eu penso que não há nada melhor.
O Amor cresce todos os dias um bocadinho bocadão mais.

abril 22, 2014

3 meses e 3 dias

Não há palavras que descrevam o que sinto por ti.
Amo mais que tudo, a ti e o teu irmão. E agradeço à Vida por me ter dado dois filhos fantásticos e maravilhosos.
O coração anda inchado de tanto amor e felicidade e o teu sorriso faz esquecer os momentos menos bons, o cansaço e o stress. Sim a tua mãe é stressada por natureza mas, tu és linda e as noites inteiras que dormes ajudam-me a repôr energias.
Quando páro para pensar, sei que o choro em sintonia, as cólicas que não te largam e os dias não do Manel, são apenas pequeninas coisas neste meu mundo tão preenchido.
Estou lamechas mais que nunca e a baba molha-me os pés...

(Aproveito para a agradecer as mensagens simpáticas de feliz Páscoa que me foram enviando e para me redimir, deixo aqui um bocadinho do meu tesourinho mais pequeno).

abril 07, 2014

Little Princess

Ela tem preenchido os meus dias e eu? Estou cada vez mais apaixonada. O amor imenso, aliado ao cheiro delicioso de bebé pequenino tem feito dos meus dias, o melhor de sempre.
Melhor mesmo quando ela sorri,  palra (que se farta, e nao fosse ela desta família), segue-me com os olhinhos e está junto do irmão e aí, vou ser , muito lamechas,  mas garanto que não preciso de nada mais na minha Vida.
Sinto-me tão grata,  pela família que tenho...
E por isso, a vontade de estar sentada em frente a um computador é mínima,  daí a minha ausência por aqui.