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março 02, 2015

Bom dia Alegria!

Ando com saudades da família, dos amigos e dos lugares onde cresci. Do cheiro, das cores que fizeram de mim o que hoje sou. 
Ando com saudades de passear pelos lugares de sempre e por estar perto de quem gosto.

Por isso, este fim-de-semana fomos para o lugar de onde sou, recebemos mimos e abraços da família e ainda fui dançar, ouvir uma música e estar em sítios só de crescidos, sem crianças e as obrigações de mãe.

No Domingo de manhã senti-me cansada, ainda mais cansada que nos outros dias, as poucas horas de sono, o cansaço de uma noitada (também não foi assim tão grande - às 3h da manhã estávamos em casa, a comer o meu bolo favorito e a beber chá) à qual já não estou habituada, o cheiro ainda a tabaco no cabelo, deixou-me atordoada quando às 8h tive de me levantar, porque uma bebé pequenina acorda cedo e as obrigações de mãe continuam lá. 

Banhos tomados, boa disposição e rumámos ao mercado, onde se conhecem também os senhores das fruta, o senhor do pão e dos queijos.
Onde se compram vegetais, legumes e frutas dessas mesmas pessoas que se conhece e que se sabe que a produção é deles, saudável e natural. Onde se gasta metade do que num supermercado e onde a qualidade é inquestionável.

 
Vim com o carro cheio de frutas e legumes, de pão e broa fresquinhos, com queijos maravilhosos e ainda peixe para a semana, ovos caseiros (tão grandes que não cabem nas caixas dos que se compram no supermercado), com a barriga cheia de tanto carinho e com as saudades atenuadas, até ao próximo fim-de-semana.
E assim estou pronta para mais uma semana.

E por aí, como foi o vosso fim-de-semana?

janeiro 21, 2015

Nunca deixar para amanhã

Há coisas que quero que sejam rotina. Há algumas que já cumpro, mas quero fazer com mais regularidade.
Nada substituí os que amamos, nada substituí um abraço e às vezes é isso, apenas disso que precisamos para tornar o nosso dia melhor.

Quero melhorar e não esquecer muitas coisas que me fazem sentir uma pessoa melhor, uma melhor amiga, melhor mãe.
Quero dar mais valor a quem está a meu lado.
Quero saber valorizar as pequenas coisas e não dar importância às que são dispensáveis.

Este ano quero muito não esquecer:

1) abraçar ainda mais os meus filhos
2) dizer vezes sem conta que os amo
3) dizer às pessoas que são especiais para mim, o quanto são. Seja pessoalmente, por uma sms ou mesmo email, se não der para mais.
4) sair de casa, passear, aproveitar o sol e o ar livre (ainda mais)
5) dormir mais, 4 ou 5h é pouco e o meu corpo está a ressentir-se
6) esperguiçar-me antes de me levantar e não saltar da cama como uma mola
7) brincar com os meus filhos, nem que sejam apenas 20 minutos. Sentar-me no chão com eles
8) estar com mais atenção às pessoas que me rodeiam, sei que há algumas que precisam mais que um telefonema, e eu estou em falta
9) estar mais com os verdadeiros amigos, combinar lanches ao fim da tarde, se não der para mais
10) evita morder quando um simples rosnar for o suficiente
11) beber mais água, ainda mais
12) não sair de casa sem um pingo de maquilhagem e parecer que fui atropelada por um camião
13) fazer mais exercicio, é urgente!
14) dançar
15) ser fiel a mim mesma
16) não tentar agradar os outros só para ser mais "boazinha" e prestável
17) fotografar mais os miúdos, usando a máquina fotografica e não o telemóvel
18) ferver em mais água
19) gritar menos, ter mais paciência
20) saber ficar calada e não pensar alto

Mas como, como me esqueci de uma coisa importantíssima?? mas quem tem amigas como eu, tem tudo, tudo mesmo:

21) não stressar com a casa
22) não stressar com a casa
23) não stressar com a casa
24) não stressar com a casa
25) não stressar com a casa


(inspirei-me num artigo que li no FB e decidi pôr por escrito para ler, sempre que estiver a sair de mim, a ver-me fora do quadro)

janeiro 06, 2015

2015

Tanto poderia aqui escrever sobre 2014 mas, deste ano apenas quero reter a coisa mais importante de todas: O ANO DA LUISINHA.
Este é o ano da minha filha e isto chega.

Para 2015 não fiz planos, nem listas com tópicos vês minha querida Naná estou a melhorar, nem defini objectivos a cumprir a não ser o de todos os anos o de emagrecer ahhhhh, nem criei muitas expectativas.
O novo ano chegou depressa e apresentou-se sem alaridos. Por isso, neste ano apenas quero o cliché de sempre: Saúde, União e Paz de Espírito. Sim, porque dinheiro nenhum do mundo compra estas 3 coisas, que são fundamentais à nossa Vida. À minha pelo menos.

Ah, estou a ser mentirosa. Conversei com o João e disse-lhe que este ano, pelo menos uma vez por mês, temos de fazer uma coisa diferente com o Manel filho vamos tentar. Os jantares e lanches com amigos e família, as idas ao teatro e ao cinema, à música e os passeios ao parque não contam. Ele vai escolhendo uns, nós outros. Queremos por exemplo que ande de metro, porque ainda não o fez. Queremos ir ao Cristo Rei, ver os golfinhos de perto por exemplo no Sado, experimentar as aulas de Rugby...

Depois quero viver um dia de cada vez, resolver um conflito de cada vez, aceitar, aprender, saber gerir com mais calma, um dia de cada vez. Aproveitar ao máximo os fins-de-semana com os meus meninos e tentar ser e fazer feliz.

E já agora FELIZ 2015 para vocês, com tudo o que mais desejarem.

dezembro 18, 2014

12

Sobrevivemos. 12 dias sozinhos.
Levantar às 6.30h, usar a hora de almoço para fazer mil coisas, entre elas, ir a casa e dar um jeito nas coisas, pôr máquinas a lavar, estender/recolher roupa, aspirar o chão, lavar, adiantar jantar ou simplesmente ir ao super mercado, sem ter 2 melguinhas atrás. Aproveitar as 2h de aleitamento para fazer mais umas quantas coisas e ainda os ir buscar cedo, como qualquer pai deveria fazer. Todos os dias. Parte-me o coração ver aqueles meninos imensas horas no colégio. São os primeiros a chegar e os últimos a ir embora. Estão bem tratados, têm mimos e carinho, mas não é a mesma coisa. Imagino esses pais. Se a mim me custa e saio directo muitas vezes do trabalho para o colégio, e vou com eles a reboque para o supermercado ou ainda vamos ao parque, andar de carrossel ou lanchar ao NATA muitas vezes o meu filho diz-me que cheguei cedo demais, que ainda não brincou o suficiente?!

Sobrevivemos. 12 dias sozinhos.
Com muitas saudades e o peso da horrível distância.
O skype, o viber e os telefonemas atenuam a falta, mas volto a repetir-me, não é a mesma coisa.
Houve uma noite que ele acordou a chorar, queria o pai, tinha saudades.
Imagino aqueles meninos que têm isto como rotina. Se bem que estão habituados. Mas, não será fácil, para quem vai e para as mães, que ficam. Gerir tudo isto, é complicado. E só agora dou o devido valor.

Sobrevivemos. 12 dias sozinhos.
Sem ajudas. Os 3 entregues a nós e às nossas rotinas. Certas, pois só assim funciono e só assim não nos atrasamos de manhã.
Sem birras. Sem desafios. Tudo tranquilo.

Sobrevivemos. 12 dias sozinhos.
E na Terça-feira, o re-encontro foi fantástico. A felicidade dele e o ar surpresa dela, como quem és tu? onde vieste? para onde foste?
E eu, nem sabia o quanto podia ter saudades. Porque estar fora, aqui ao lado a 60Km é uma coisa, num outro continente é outra!

novembro 26, 2014

Há males que vêm por bem.

É o que se costuma dizer por aí.
Numa chamada de atenção ou num abrir de olhos, fui levada a ver as coisas por outro prisma. A minha veia negativa, levou-me a fazer o pior cenário e no final descobrir que talvez seja esse o motivo/razão que preciso para fazer uma grande mudança. A qual anseio e sei que preciso. A qual ando a adiar há imenso tempo anos e que ainda não tive coragem para.

Pelo caminho desiludi-me com algumas pessoas. As quais sempre defendi e disse serem as melhores, nada que não se supere. Para mim morreram. Sou drástica e radical, eu sei, mas ao esmagarem-me devagarinho vou aguentando, mas quando estou no chão e me pisam e se isso ainda implica mexer na vida dos meus filhos, não há perdão possível.
Continuo a falar-lhes porque assim o dever me obriga, mas só isso. Não há mais confiança, conversa de circusntância ou partilha de algo que seja pessoal. O dever obriga-me à boa educação forçada confesso, à conversa única e exclusivamente que não possa ser evitada.
Não dou graxa, não imploro, nem sou a coitadinha. Sei os meus pontos frascos, mas também sei onde sou boa. Não aceito que me desvalorizem ou me quieram por menos.

Só não há solução para a morte, tudo o resto se resolve. Sozinho, com ajuda ou com uma energia divina. Tudo, tudo se resolve.

Por isso e por enquanto decidi esperar. Apesar de estar nervosa, de fazer contas à vida e de desejar só para mim uma mudança, há tanto que está em causa, mas não tenho medo do futuro, da incerteza.

A mim metem-me medo as pessoas de carapuça, os sentimentos negativos, as meias palavras e o "não é para te preocupar mas...", a insensibilidade, o cinismo, a imparcialidade, a injustiça.

Vale o que vale, mas acredito que a Vida é justa. Mais tarde ou mais cedo és sempre recompensado com o que fazes, seja bom ou mau. E sei que a Vida, tem sempre uma porta aberta, para quem a quer viver com amor, transparência e garra.

O futuro somos nós que o fazemos. O meu está nas minhas mãos, ou não neste momento, mas as decisões são minhas e a determinação também!

novembro 18, 2014

Prematuros

Ontem foi o dia dos bebés prematuros. Eu fui um. 22 semanas. Há 34 anos. Cresci a ouvir a minha mãe a contar como eu era, sem cabelo, sem unhas, com os olhos fechados, a imagem mais parecida com um coelho esfolado no talho. A minha madrinha que me fez o casaco numa tarde, porque no dia que saí do hospital, 3 meses depois de ter nascido, com 1.320Kg, não tinha roupa que me servisse e à saída da MAC, a primeira loja de brinquedos (lembram-se que antigamente haviam destas lojas? agora passou tudo para grandes espaços e a magia já não existe, pelo menos como me lembro) que encontraram, entraram e foi aí que me compraram a roupa para os meses seguintes.

Ainda temos uma camisola mínima de boneca e o casaco, feito pela minha madrinha, cor-de-rosa, que segundo elas me estava enorme.
Sobrevivi. Com todos os cuidados possiveis que existiam há 34 anos atrás. Segundo os meus pais, os melhores, na MAC. Com pessoas tão cuidadosas, quase tão cuidadosas quanto eles.

Cresci a ouvir a minha mãe dizer que teve medo. Muito medo, quando em Fevereiro lhe disseram que eu ia para casa. Pouco mais de um quilo e agora? "agora você cuidará melhor dela do que nós, será uma mãe só para ela, aqui somos uma para muitos"

Aquecedor ligado 24h, luz de presença e uma gaveta. Sim a minha primeira cama foi uma gaveta, porque a outra, a verdadeira de grades, parecia um oceano.
Não me vestia, apenas fralda e muito amor. Penso que foi assim que sobrevivi.
Um espelho para ver se estava viva. Se embaciava, perfeito. Não chorava a um som audível. Por isso, recorram a métodos simples.

Fui vigiada na Estefânia até fazer 5 anos. Ainda me lembro de algumas consultas e de um brinquedo que a doutora me deu. Assim aqueles em plástico grosso, com argolas para enfiar na cabeça do boneco, lembram-se? Ainda existe, lá para casa dos meus pais.

Único defeito de fabrico a minha visão do lado esquerdo. Só vejo 30%, o músculo não cresceu, não teve tempo. O meu oftalmologista adora e quando lá vou, chama sempre um colega, porque diz, é o típico dos prematuros. Nada a fazer. nem óculos, lentes ou operação. Não desenvolveu. O olho direito compensa, é neutro.

E aqui estou eu, 34 anos depois. Sobrevivi e à conta disto desculpo a minha teimosia. Sou teimosa, venci e aqui estou. E não me passou, a teimosia, a determinação e casmurrice :)

Por isso, a todos os pais de prematuros, o meu especial carinho. Não vos sei dar o devido valor mas, sei que não é tarefa fácil. Confiem em quem cuida deles e na força que os pequeninos têm. Muitos mais que se imagina. E acreditem, sempre. Nunca desistam de acreditar.

setembro 25, 2014

25 Setembro


- Hoje foi o primeiro dia de escolinha da minha filha. Coração apertado e ela na maior.
Mais tranquila do que quando foi com o mano. Ficou com a educadora dele desde o bercário, até Julho deste ano. A Luisinha é da casa e ficou feliz com os outros meninos.
- Dia de aniversário da minha madrinha fofa. Gosto tanto dela, mas tanto. É também minha mãe. Parabéns carcaça, por mais um ano.

- Há precisamente 10 anos atrás, inaugurávamos a nossa galeria de arte em Setúbal. Quem diria que 10 anos depois a Vida me dava, tanto mas tanto mais.
Se tenho saudades? Não, apenas alguma nostalgia porque gostava muito do espaço, que tornámos tão nosso e de lidar com os artistas e obras. Foi um ciclo, terminou e ficou bem fechado quando rodámos a chave na fechadura, pela última vez.

agosto 19, 2014

Planos

[ap]
Há já algum tempo que deixei de fazer planos a médio prazo. Vou vivendo um dia de cada vez e planeio o próximo fim-de-semana. Quanto muito.
Estamos a mais de meio do mês de Agosto (a minha filha já faz hoje 7 meses) e por esta altura, costumava eu começar a planear o meu novo ano. Setembro. Para mim, sempre o início, sempre o mês de definições, planos e objectivos. Não o fazia em Janeiro e sim em Setembro. Porque Setembro é o meu mês favorito. Hoje não faço planos a médio prazo e como tal não os tenho agendados para este ano. Sinto-me um bocado perdida, para ser sincera, nesta nova rotina, depois de uma pausa de 6 meses. Sinto vontade de mudar. Mudar de emprego, de casa, de cidade... algo que me acontece frequentemente é verdade e depois faltam-me os "ses".
Quero ser feliz. É isto. E realizada. Certo. Sou feliz. Realizada quase por completo. Mas continuam a faltar-me os "ses".

A vocês acontece o mesmo ou sou eu uma inconformada?

Já não faço planos a médio prazo, muito menos a longo prazo. A Vida é lixada, por muito que lhe agradeça todos os dias e lhe seja grata mas, apanha sempre alguém na curva.
Já dizia Agostinho da Silva: Não faças planos para a Vida para não estragar os planos que a Vida tem para ti. Esta é sem dúvida uma grande verdade. E por isto decidi deixar de fazer planos. Mas, não desisti de mudar. Ou não mudar nada e continuar a viver como até aqui. No mesmo emprego, na mesma casa e na mesma cidade. Mas, sem planos.

agosto 06, 2014

Se eu tivesse mais tempo

[ap- uma fotografia nossa já com alguns meses - uma extravagância, os putos já estão muito diferentes]

Se eu tivesse mais tempo faria o mesmo que faço agora.

Se eu tivesse mais tempo, continuávamos a ir ao parque, a fazer bolos, a ler livros, a fazer piscinas na banheira, a brincar com carrinhos, a ver bonecos e o frozen e a cantar e dançar as músicas que adoramos e ouvimos no youtube.

Neste 6 meses que estive em casa, tivemos tempo para nós, para nos conhecermos melhor e enquanto uma ficava 24h comigo o outro ia para a escolinha. Tivemos tempo para fazer gazeta da mesma e para não fazer nada.

Se eu tivesse mais tempo, continuávamos a ter os fins-de-semana tão preenchidos como agora, sem tempo para visitar todas as capelinhas. Sem tempo para fazer tudo o que planeamos para eles, mas sempre de barriga cheia de tanto -  um dia ainda havemos de ficar em casa, só porque sim, será que conseguimos?

Se eu tivesse mais tempo faria exactamente o mesmo que faço agora, disso tenho eu a certeza.

julho 31, 2014

A importância das coisas

[ap - 20-Julho-2014]
Se com o primeiro filho me tornei mais regrada, mais calma e com muita paciência. Com a vinda da minha filha, a paciência para eles, a serenidade e a disposição aumentaram.
Mas, também deixei de ter paciência para fazer fretes, para estar em lugares onde me começa a dar comichão, a ter que ser simpática (que o sou por natureza, acreditem) só porque sim e principalmente não faço quaisquer sacrificios que impliquem o bem estar do meus filhos (se bem que são ambos crianças bem dispostas e que estão bem em qualquer lugar, quase sempre).

A importância das coisas também se alterou. Importo-me em primeiro lugar com eles e depois com os outros. Prefiro que estejam confortáveis em vez de estarem só bonitos para a "fotografia". Dou mais valor à segurança, do que à marca. Prefiro não ter muito, mas ter bom. Importo-me se têm uma alimentação cuidada e variada daí estar a mudar hábitos lá em casa, aos poucos confesso , nesta fase a Luisinha anda a introduzir os alimentos e tento que prove de tudo o que já pode e o Manel está a deixar de beber leite de vaca e a gostar do de arroz, aveia e coco.

Faço questão de irmos ao parque quase todos os dias, de perguntar ao mais velho o que gostava de fazer no fim-de-semana, o que lhe apetece comer e o que queria muito que fizéssemos.
Um exemplo foi O aniversário dele este ano foi diferente, muito diferente. Em vez de uma festa de arromba, como os anos anteriores, fomos em família (avós dos dois lados, tios e o primo) passar o dia no Zoo e foi maravilhoso. Estarmos juntos, partilhar os momentos e vê-los crescer felizes e saudáveis é o melhor que posso ter neste momento.

Mesmo que para isso, tenha de precindir de algumas coisas muito pessoais mesmo que tenha de deixar de ter tempo para fazermos tudo, que fazemos na mesma se soubessem como são estes nossos fins-de-semana...
Mesmo que hajam dias em que me apetece desisitir de tanta coisa, sei que o que faço e que as minhas escolhas têm sempre uma razão. Se estou a ser egoísta e a pensar só neles? que um dia crescem e te deixam sozinha sem dar valor nenhum, como dizem algumas pessoas, não me importo porque faço-o e farei sempre, porque é assim que sei ser mãe, de corpo todo e alma também.


ps- aqui está a minha verdadeira fonte de inspiração :)

julho 29, 2014

Não me sinto inspirada...

para escrever, mas estou aos poucos a retomar a minha vida por aqui.
Estou a re-encontrar aqueles blogues que sempre gostei e segui e dos quais tinha saudades.
Um dia destes volto por mim, para mim e para quem me quiser ler.

julho 22, 2014

A Vida é mesmo assim

[ap- Escultura Carlos Ramos - O beijo]

Feita de amores e desamores.
De encontros e desencontros.
De dias grandes e dias pequenos.
De perfeição e imperfeição.
De alegrias e tristezas.
De sol e de chuva.
De ventos de norte ou talvez não.
De estados de alma ou intuição.
De pé atrás ou entrega.
De confiança ou dente cerrado.
De rotinas ou relógio parado.
A minha não foge à regra e tem tudo isto.
Mas o que me importa não é o conteúdo dos meus dias mas, sim o sorriso e a felicidade dos meus filhos.
A mim o que me importa é vê-los crescer com saúde.
O resto? O resto são peanuts e nada me vai incomodar ou tirar o sono.
Tudo fica esquecido, assim que abro a porta de minha casa e dou um “abraça monstro” aos meus meninos.
Tudo o resto vive-se e é o que preenche as horas em que não estou com eles.

julho 10, 2014

Voltar


Voltar a levantar com despertador e não com os barulhinhos da minha filha.
Voltar a ter uma rotina fixa, que me mata mas, mantém e deixa ter uma vida organizada.
Voltar a ter de planear refeições.
Voltar a ter hora certa para almoçar.
Voltar a ter uma hora para ir a correr mimar os meus meninos.
Voltar a stressar com a hora (sempre tardia) que me deito.
Voltar a contar os dias para o fim-de-semana.
Voltar a sonhar com férias. A quatro.
Voltar a ...
Voltar ao que era há 7 meses atrás, mas muito mais completa e feliz.

julho 07, 2014

I´m back

Pois é, estou de volta para a dura realidade.

maio 21, 2014

20.Maio.2014 - Merece um post

[fotografia ap - 21.Maio.2014]

O dia de ontem faz-me fazer uma pausa , hoje, para o registar. 
E como eu sou menina de sustento, tenho que me alimentar enquanto vou escrevendo este post.
Foi um dia cheio de emoções e cá para mim o efeito das hormonal pós parto ainda não me passou.

Ontem foi o Big Day do baby R. Decidiu vir conhecer o mundo mais cedo a sua mãe tinha razão quando dizia que iria ser apressado. Ainda não sei muitos pormenores mas emocionei-me tanto que, chorei de alegria por mais uma vida que nasceu.
Espero que a Vida seja simpática para ele e que lhe traga muita saúde, porque a família que lhe escolheu não poderia ser a melhor. Os valores, a integridade a educação e a orientação, não poderia estar melhor entregues.
Estou a torcer por vocês, a mandar a minha energia positiva e a acreditar que tudo vai correr lindamente. 
Já te disse isto duas vezes hoje, tu sabes quem és e sabes que gosto muito, muito, muito de ti. De vocês.

Ontem foi o dia que, a minha filha comeu sopa pela primeira vez.
ABC foi a escolhida: Alface, Cenoura e Batata doce. Sei que não é nada de mais, mas eu disse que as hormonas ainda estavam estúpidas. Chorei de alegria porque comeu tudo sem pestanejar.

Ontem foi o dia, em que à distância e graças à tecnologia, recebi um convite de baptizado original e cheio de fotografias lindas, de mais uma família linda, que amo também de paixão e que tenho a felicidade de conhecer. Chorei de alegria e comovi-me com as palavras.
É no mesmo fim-de-semana que a festa de anos do meu filho mas, tudo se arranja e eu, este ano não quero ser megalómana, porque estamos em época de contenção e porque uma festa gigante dá imenso trabalho. Se bem que o puto é para lá de espectacular e merece. Vamos ver.

Ontem foi um dia onde chorei de felicidade por muito motivos.
Ontem foi um dia em que testei o meu coração de manteiga, isto com a idade piora, garanto-vos.
Ontem foi o dia em que agradeci à Vida por tudo.

E antes de ontem a minha princesinha fez 4 meses. 4. E isto quer dizer que ontem, também foi o dia que me lembrou que tenho apenas um mês para estar 24h com ela, que tenho de fazer o desmame e que a Vida é mesmo assim. Não me saia a mim o euromilhões ;)


maio 05, 2014

Eu no meu papel de mãe

Falo-vos hoje, como mãe de dois meninos fantásticos, que agradeço à Vida, todos os dias, por mos ter dado.
Falo-vos deste amor imenso que sinto, deste amor incondicional e transcendente que ocupa lugar no meu coração.
Se me perguntarem o que gosto de fazer na vida, ou o que me realiza, digo sem sombra de dúvida que "gosto de ser mãe", sinto que nasci para isso e é este papel que me encaixa na perfeição.

Todos vós que são pais, sabem melhor que eu, o quanto é esgotante e cansativo, por vezes, para não dizer todos os dias, o papel de educar e criar um serezito que nos suga as energias e nos consome a paciência. 
Todos vós que o são, sabem o quanto é de quase desesperar e não me digam que por vezes, não vos passou pela cabeça devolvê-los?? (estou a brincar, claro)
Mas este amor, só o sinto, porque os tenho, aos meus, especiais e diferentes de todos os outros, os únicos que transportam o meu (e do pai) ADN, os queridos filhos que amo de paixão.

Ontem, o meu primeiro dia da mãe a dobrar, senti-me a pessoa mais abençoada do mundo e voltei a agradecer à Vida, mais uma vez e pedi que os protegesse, sempre. 

Desta mãe lamechas e chata, fica apenas mais um agradecimento, a vocês, que estão sempre presentes, e que me seguem por aqui.

abril 22, 2014

3 meses e 3 dias

Não há palavras que descrevam o que sinto por ti.
Amo mais que tudo, a ti e o teu irmão. E agradeço à Vida por me ter dado dois filhos fantásticos e maravilhosos.
O coração anda inchado de tanto amor e felicidade e o teu sorriso faz esquecer os momentos menos bons, o cansaço e o stress. Sim a tua mãe é stressada por natureza mas, tu és linda e as noites inteiras que dormes ajudam-me a repôr energias.
Quando páro para pensar, sei que o choro em sintonia, as cólicas que não te largam e os dias não do Manel, são apenas pequeninas coisas neste meu mundo tão preenchido.
Estou lamechas mais que nunca e a baba molha-me os pés...

(Aproveito para a agradecer as mensagens simpáticas de feliz Páscoa que me foram enviando e para me redimir, deixo aqui um bocadinho do meu tesourinho mais pequeno).

abril 07, 2014

Little Princess

Ela tem preenchido os meus dias e eu? Estou cada vez mais apaixonada. O amor imenso, aliado ao cheiro delicioso de bebé pequenino tem feito dos meus dias, o melhor de sempre.
Melhor mesmo quando ela sorri,  palra (que se farta, e nao fosse ela desta família), segue-me com os olhinhos e está junto do irmão e aí, vou ser , muito lamechas,  mas garanto que não preciso de nada mais na minha Vida.
Sinto-me tão grata,  pela família que tenho...
E por isso, a vontade de estar sentada em frente a um computador é mínima,  daí a minha ausência por aqui.

março 11, 2014

Com o Sol tudo parece tão simples

Aos 51 dias da minha filha, recordo as suas primeiras semanas e não gosto da pessoa que fui. Atrofiada, desorganizada, stressada, molenga...tudo o que não gosto nos outros.
Felizmente as lágrimas lavam a alma e os dias de desespero parecem ridículos,  vistos deste ponto de vista e com o sol a entrar pela minha janela. Fim. Forcei-me a entrar num novo ciclo.

No primeiro dia de sol da semana passada saímos as duas, fomos sozinhas passear e apanhar ar. Vim para casa mais bem disposta e  com melhor feitio. O marido agradeceu. Ainda não estou curada, mas estou no bom caminho.
E assim temos feito todos os dias,  as duas,  vamos passear e ver o mar, fazer a fotossíntese como gosto de dizer.

As coisas não se tornaram mais fáceis ou simples, contínuo a ter montanhas de roupa para lavar, passar e  a casa por arrumar, todos os dias.  Não deixei de ser exagerada nas tarefas,  mas garanto que estou moderada.
A logística de dois é complicada,  muito  complicada no início,  ou menos para mim foi, as hormonas também não ajudaram e a falta de sol também não.  Mas agora entrámos na rotina e tudo parece estar a entrar nos eixos.

Com isto não quero dizer que mudei de ideias, numa próxima encarnação quero ser rica, para poder ter empregada a tempo inteiro, todos os dias e poder sintonizar o chip apenas em quem interessa:nos meus filhos.

fevereiro 10, 2014

3 semanas e dias de quase loucura

Ser mãe é para mim a melhor coisa do mundo. Se já era feliz com um, muito mais sou com dois. Isto nem se põe em questão.
Mas há dias, aqueles em que apetece desaparecer e não ter dois seres que precisam de mim.

Ontem foi o dia.
Foi dia de desespero e sentimento de impotência total. Sozinha com os dois, fechados em casa. Chuva e vento a bater nos vidros e a tempestade afinal estava cá dentro.
A pequenina constipada,  com tosse, ranhoca e conjuntivite.  Para apenas 3 semanas de vida, já está bem aviada.
O irmão reclama atenção e o meu menino tão autónomo e independente, ontem fez greve a tudo o que lhe disse e não sabia fazer nada sozinho.
Chegámos ao ponto de estarmos a chorar os 3 aos mesmo tempo e em sintonia. Assim ninguém se riu de ninguém. A L. Chorava porque tinha fome e estava cansada de tanto soro no nariz,  olhos, aspirador nasal... o Manel chorou porque me zanguei com ele e eu porque não sabia por onde me voltar e só me apetecia fugir.

Sei que o primeiro mês é o mais complicado,  que estou exausta e queria dormir uma noite inteira seguida. 
Mas uma coisa vos digo, não é fácil, não é mesmo.
Tive a sorte de ter tido cá a minha querida prima D. que me deu uma ajuda preciosa. Ela fez almoço,  jantar, permitiu que eu saisse para ir buscar o Manel e ir ao supermercado e que acima de tudo ajudou a manter a minha sanidade mental.

E o pai perguntam vocês? O pai não desapareceu,  nem foi comprar tabaco. O pai tem imenso trabalho (haja Deus) e não pode dizer não.  Estamos em crise e quem tem negócio próprio não pode recusar oportunidades.
Penas que estas só apareçam em momentos menos propícios.  Não quero ser ingrata mas, uma vez na Vida podíamos conseguir conciliar as duas coisas. (Desculpa Vida estou chateada não estou a ser ingrata).

Mas hoje,  está um solinho e as coisas parecem-me mais calmas e tranquilas.  Hoje tomei banho cedo e não estou de pijama e como o pai esteve em casa de manhã a trabalhar até consegui pintar as unhas. Por isso,  estou feliz.  A minha princesa dorme tranquilamente ali na espreguiçadeira e eu tive tempo até de vir ao blogue desabafar. Que mais posso querer?

Um dia não são dias e nem todos são a preto&branco certo?