Era um conto envergonhado
Que andava por aí perdido,
Escondido em qualquer lado
Ou- quem sabe?- mesmo esquecido…
O conto já tinha o tempo
Dos pais, das mães, dos avós,
Mas faltava-lhe um novo alento
Que o contasse, uma nova voz
Foi então que um menino
Por acaso o descobriu.
Um livro antigo, pequenino,
Cheirando já a bafio.
Às letras recém-chegado
O menino começou
A leitura, interessado
E o tempo logo voou.
Foi nas asas daquele conto
Voando na imaginação,
Seguindo a vírgula, o ponto
E o ponto de exclamação
E foi tanta a paixão
O rapaz pelas leituras
Que prometeu logo então
Vir a escrever aventuras