J.J. Cazin
Sinto em mim a falta de um alguém
A falta de um alguém que seja eu
Pois embora seja não sou porém
Diluída num sol que entardeceu
Sei que existo e não estou em mim
E de tanto me vislumbrar assim
Sendo o direito e o meu avesso
É difusa a noite que atravesso
Em mim fico e de mim me ausento
Quando tantas vezes me preciso
E só fico em mim por um momento
O encontro comigo é fugaz
O instante passa só releva
O ser que em mim emerge e se desfaz
Bernardo Sassetti Trio, Da Noite Ao Silêncio
Um soneto que fala sobre a falta do seu eu,da sua alma que fica somente por algum momento em si nesse encontro,mas muito rápida emerge e se desfaz.
ResponderEliminarTriste,mas muito lindo amiga Laura.
Bjs-Carmen Lúcia.
É apenas a constatação da inconstância do sentimento de si.
EliminarObrigada, Carmen Lúcia.
xx
O que somos, o que queremos, o que vislumbramos...
ResponderEliminarUm poema muito belo, com o desassossego a servir de pavio para o inconformismo.
Um beijinho, Laura :)
Quereríamos que onosso ser nos respondesse sempre a todas as perguntas, mas nem sempre o faz.
EliminarPode existir desassossego mas é um desassossego plenamente consciente.
Obrigada, AC.
xx
Por vezes nos perdemos de nós próprios.
ResponderEliminarLindo poema.
Recebi um prémio que circula na net e venho partilhá-lo. A importância não está no prémio em si, mas sim no que ele representa, a criatividade, imaginação, inspiração, bem como as horas e dedicação que cada um, dedica aos seus blogues, deixando neles um pouco de si.
Provavelmente já recebeu de outros amigos esta recomendação, mas fica também aqui o meu reconhecimento pelo mérito seu blogue.
Beijinhos
Maria
"Perdi-me dentro de mim porque eu era labirinto" (Mário de Sá Carneiro) Um questão de "Dispersão".
EliminarObrigada pela deferência do prémio, Maria.
xx
Lindo soneto
ResponderEliminarNem sempre nos encontramos connosco! Adorei.
Beijinhos de boa noite, Amiga.
O nosso ser interior nunca é tão coeso como desejaríamos, e esse desencontro dentro de nós é normal, porque vamos mudando ao longo do tempo. A vida exige re-adaptações exteriores e interiores.
EliminarObrigada, Cidália.
xx
És como te vejo
ResponderEliminarnão como és
Precisamente.
Eliminarxx
Tudo é impermanente nesta vida, um belo poema minha amiga.
ResponderEliminarTive a felicidade de assistir ao vivo a um concerto no Forum Luísa Todi em Setúbal do Bernardo Sassetti, um concerto fantástico é uma pena ele nos ter deixado tão cedo.
Um abraço e óptima Quarta-Feira.
Somos ser no Devir, sempre em transformação.
EliminarÉ verdade, B. Sassetti era um grande músico e foi pena ter-nos deixado tão cedo. Nunca tive o prazer de assistir a um concerto dele.
Obrigada, Francisco. Uma óptima quarta-feira também para ti.
xx
O mundo interior é vasto e precisa de mais atenção da nossa parte do que a escolha do vestuário que iremos vestir no dia seguinte. :-)
ResponderEliminarxx
Oi Laura \o/
ResponderEliminarGostei do soneto,
a começar pelo título...
Essa impermanência,
parece uma autoanálise,
e me identifiquei em algumas partes!
Beijos!
Eu tenho tendência para me auto-analisar, embora não chegue a conclusão nenhuma. :-)
Eliminarxx
Uma pura delícia, de ler, Laura!...
ResponderEliminarEsse desassossego interior... até me fez lembrar as palavras de Pessoa...
E a construção do poema... magnifica!
Adorei tudo! Saudades de ouvir Sasseti!...
Mais um post de excepção, por aqui, que me encantou!...
Beijinhos! Continuação de uma excelente e inspirada semana!
Ana
Debrucemo-nos de vez em quando, sobre a complexidade, fragilidade, finitude e singularidade de cada um. Olhar para dentro para olhar para fora de maneira diferente.
EliminarObrigada, Ana.
Boa semana para ti!
xx
Você escolheu com propriedade o título de seu soneto, Laura. Por vezes temos a sensação de que não permanecemos muito tempo em nós mesmos, eis que nos voltamos para o exterior sem olhar o dentro. Há muitos chamados e deixamos para depois aquele que nosso "eu" nos faz. Questionamo-nos, sempre, mas as respostas não nos chegam de imediato. Mudamos, crescemos, vemos tudo se alterar no fora... e precisamos adequar o "eu" a todas essas transformações.
ResponderEliminarA música é melancólica e serve de fundo para reflexões, assim como seu caminhar nesse belo soneto. Gostei muito. Bjs.
Desconectamo-nos por diversas razões, mas sobretudo porque o que acontece exteriormente nos absorve o tempo. Precisamos de tempo, de ócio, para que a inter-acção entre o interior e o exterior seja satisfatória, mas parece que o tempo nunca chega para vivê-lo agora. Crescemos, mudamos, e novas re-adaptações são necessárias, um processo que nunca tem fim.
EliminarObrigada, Marilene.
xx
¡Hola, mi querida Laura!!!
ResponderEliminarNos dejas un exquisito y profundo soneto, muy de acorde con el vídeo musical. Leyéndote y escuchando, se hace visible ese pizco de melancolía que envuelve el alma. ¡No tengo plabras para decirte! Expresas a las mil maravillas el sentir de momentos tristes, que todos unos más y otros menos, hemos sentido alguna vez
Recuerda que el sol que atardece, nos devuelve su esplendor al día siguiente.
Es vedad que a veces sentimos esa falta de alguien especial, sentimos la sensación de soledad y parece que no existimos o no somos capaces de asimilar ciertas circunstancias que la vida nos depara.
Ha sido un inmenso placer pasar por esta tu casa y leerte, siempre lo es, Laura.
Te dejo mi amistad, mi felicitación mi abrazo, mi gran estima y gratitud.
Se muy muy feliz.
O "alguém especial" de que sinto falta sou eu mesma, quando é difícil encontrar em mim a unidade entre a razão das coisas e a minha maneira de sentir as coisas, por isso a consciência é leve mas povoada de contradições.
EliminarNão existe saudade neste soneto, muito menos saudade de mim. :-) Mas existe a dificuldade, e nisso tens razão, de assimilar certas circunstâncias que escapam ao meu entendimento.
Obrigada, Marina. Pela tua leitura, e por tanto afecto.
Dias felizes, sempre!
xx
Olá querida Laura,
ResponderEliminarLinda a imagem.
Não raro, podemos sentir falta de nós próprios, o que acontece quando nos alheamos do nosso mundo interior, eis que focados nas luzes ou dissabores do mundo exterior. Um mergulho no nosso 'eu', através de instantes de meditação ou recolhimento, nos trará o autoconhecimento, além de muitas respostas (ou mais perguntas) sobre as questões que nos assolam no decorrer da vida, apresentado-nos sempre facetas novas e desafiadoras. Estes instantes de recolhimento costumam ser revigorantes, embora muitos prefiram deles fugir, com medo, talvez, do que possam encontrar em seu âmago. Um mergulho interior, que pode levar a um novo olhar, poderá ser revelador de um novo jeito de ser e de fazer.
Certo é que nos fugazes momentos em que ficamos com nós próprios colheremos ótimos frutos para o nosso equilíbrio e paz, embora o retorno ao mundo exterior possa provocar o efeito versado em seu último verso: "O ser que em mim emerge e se desfaz".
Muito lindo o soneto. Parabéns!
Por sua vez, a música de Bernardo Sassetti é perfeita para um momento meditativo, capaz de nos levar ao (re)encontro com nós mesmos.
Beijo.
Levamos a vida a tentar conhecer-nos, mas somos sempre processo inacabado. Não conseguimos nunca saber-nos, por isso as questões sucedem-se. Tantas vezes nos encontramos e parecemos "reunidos", mas logo o mundo exterior nos volta a desunir. Ah eu sou complicada mesmo, querida Vera. Talvez precise fazer um retiro espiritual! ;-))
EliminarObrigada, Vera Lúcia.
xx
Reflexivos versos. Inspiração bela. parabéns
ResponderEliminarObrigada, Francis.
Eliminarxx
Temos, no dia a dia, lutas incessantes, dificuldades e obstáculos a vencer, e não nos sobra tempo para um encontro com o nosso eu interior. Raramente damos ouvidos ao verdadeiro eu, aquele que tudo sabe e nos intui, às vezes inutilmente...
ResponderEliminarBelíssimo, Laura!!!
Beijos!
É isso mesmo. Tudo o que sabemos nunca chega, porque sabemos tão pouco, e a nossa intuição tantas vezes nos trai.
EliminarObrigada, Shirley.
xx
Boa noite querida Laura.
ResponderEliminarGosto demais da sua forma de escrever, quando venho e vejo postagem nova fico ansiosa para ler e comentar, mas hoje apenas li, amanhá quero comentar com calma e atenção, amanha estarei novamente por aqui. Uma feliz noite e ate amanhá. Beijos.
Não precisas comentar sempre, querida Mirtes. Basta ler...:-)
Eliminarxx
Gostei imenso do soneto (e não é fácil escrever sonetos puros) e o título é perfeito pois sintetiza a mensagem. Gostei muito da sua construção formal a servir o objetivo de se estar e não estar, de se ser assim e doutro modo... Enfim, as inquietudes que só se plasmam na escrita, usando antíteses. Uma temática transversal ao sentir poético, desde o nosso Camões - o mais exímio, a meu ver - a F. Pessoa (só para citar 2 nomes maiores da nossa literatura), passando pela música (António Variações, por ex.).
ResponderEliminarParabéns, Laura!
(Imagem perfeita; a música apela à introspeção de que, necessariamente, carece o sentir)
BJO :)
Já desisti que me entendessem porque sou um poço de contradições, talvez por achar o mundo um lugar estranho e pejado de paradoxos. Admiro quem consegue sentir plena satisfação interior, ser uma fortaleza de pretensa sabedoria e de racionais atitudes sem mácula, sem inquietude, sem um estremecimento, algo que me soa a um certo mascarar das realidades. Considero que só é possível fortalecer a racionalidade dando atenção à vulnerabilidade do eu interior, e a essa impermanência essencialmente enraizada nas emoções. Pensamos sobretudo o que nos dói. Temática de inquietude muito bem tratada,como assinalas, na Lírica Camoniana, em Pessoa, e em vozes como a de A. Variações em "Estou Além", ou de J. Mário Branco em "Inquietação".
EliminarObrigada, Odete. Os teus comentários, de excelência, valorizam muito o que escrevo.
xx
Às vezes desconheço-me quando de alguns dos meus procedimentos, o que me leva ao autoconhecimento e um possível reencontro com o meu eu. Lindo soneto Laura. Parabéns!
ResponderEliminarAbraços!
Furtado.
Andamos sempre a correr atrás de nós!...:-)
EliminarObrigada, Furtado.
xx
Laura,
ResponderEliminarQue preciosidade este teu excelente e tão belo (Inspirado)
Soneto.
Este contato interior nos caminhos dos chamados e nas ausências das luminosidades guardadas e nas travessias
das noites por dentro...
Somos a impermanência de fora, que nos acende por
dentro as mudanças e nossas conexões
neste labirinto Ser!...
Que perfeição (tão bela) expressiva da arte
no seu todo, o título, imagem, soneto e música.
Adoro a música do Sassetti e a tua escolha foi
especial paar o teu belo Soneto que nos toca
profundamente, na alma...
Grata por esta leitura, para mim tão especial!
Não importa que seja repetida, mas, mesmo assim,
te digo: Tua Poética é Grandiosa, Laura!!
Beijos.
As noites por dentro pressupõem túneis que exigem uma luz, e essa luz é intermitente, porque sempre relacionada e dependente da luminosidade das travessias exteriores. Mas existe uma presença de ser tenaz que não desiste e não se entrega. Um ser que aspira à permanência ontologicamente possível, esporadicamente.
EliminarGrata sou eu, Suzete, pelo entendimento perfeito do que tento dizer, e pela tua generosidade nas apreciações que fazes.
xx
Oi Laura,
EliminarPara te agradecer o belíssimo comentário e te
avisar que respondi lá (como não tenho costume
de responder, tu podes não ler o meu agradecimento)
...rss
Um domingo inspirador e uma semana alto
astral para ti, querida!
Beijos.
Obrigada, Suzete. Vou lá ler a resposta. :-)
Eliminarxx
Ainda bem que não somos constantes...
ResponderEliminarUm excelente soneto. Faço minhas as palavras da Odete (se eu soubesse comentar poesia, era que que diria...).
Bom resto de semana, querida amiga Laura.
Beijo.
Ah, tens razão, a Odete para além de grande escritora, é também exímia a comentar poesia.
EliminarAs ondulações da vida obrigam-nos a ser seres ondulantes e não lineares.
Obrigada, Jaime.
Bom resto de semana!
xx
Lindo o poema, muitas vezes nos mesmo não nos reconhecemos, não ouvimos a nós mesmo, a música é belíssima, calma tranquila, suave, Laura bjs.
ResponderEliminarA música também pode desempenhar um papel importante para nos escutarmos a nós próprios. :-)
EliminarObrigada, Lucimar.
xx
Ando a ler - "A Vida não é aqui" (Milan Kundera) de onde retirei esta frase: "Mas também o poeta conhece a diferença. E só ele sabe como é triste o interior da casa da poesia!"
ResponderEliminar...
Neste soneto há algo que me faz lembrar Fernando Pessoa. A Laura não tem abusado do absinto?
:)
Não se sinta inebriada... isto pretende ser um elogio. E é!
Ó Rui, você anda a ler tanto que qualquer dia ainda queima as pestanas!:-)
EliminarUma boa citação, essa. O jardim da casa da poesia até poderá ser colorido e alegre, mas o seu interior é quase sempre mais sombrio.
Ahahah absinto!...Pobre F. Pessoa e Mário de Sá Carneiro.
Obrigada, Rui.
xx
Boa noite, Laura.
ResponderEliminarLindo trecho poético, tocou-me a fundo o encontro e desencontro com nós mesmos, o alguém que somos, que formos e que seremos, cuja falta sempre é lembrada. Um lindo final de semana. Enorme abraço.
Estamos condenados a esta impermanência da plenitude do nosso ser. Uns dias para cima, outros dias para baixo.
EliminarObrigada, Mirtes, e bom de fim de semana.
xx
Se o sentido do terceiro verso da primeira estrofe do soneto é o de que: se é sem se ser porém, por ser desdobramento do eu num constante vai e vem ...então o verso fica em configuração mais símbólica do que expressiva-se fosse assim quereria dizer mais do que o que realmente consegue dizer. Ao ler o soneto que na globalidade contém potencial estético-ficou-me esta lacuna-que provavelmente será minha e não do verso que refiro...apenas um detalhe...porque para qualquer "alguém" que se situe num plano existencial, a figura do desdobramento num permanente vai e vem, é mais real do que a de ser alguém, sem ser porém. Obrigado pela partilha do seu soneto, Laura Santos. L. L.
ResponderEliminarCada um interpretará o terceiro verso da 1ª estrofe como entender. Contudo acho que esse verso não pode ser lido isoladamente, não devendo como tal, ser desligado do verso seguinte : "Diluída num sol que entardeceu", ou seja; a ideia de um ser que é, mas ao qual surgem dúvidas acerca da sua própria consistência, e por isso há uma sensação de deixar de ser temporalmente, à medida que o sol deixa de brilhar, quando entardece ( fora e dentro do sujeito poético).
EliminarUm pouco a questão do " Ser ou não ser eis a questão", mas aqui não enquanto dilema ético mas filosófico (de essência); será que essa ausência de ser é o vazio ou apenas uma forma diferente de ser na qual não se reconhece? Um não ser que exige um reconhecimento na necessidade de readaptação. No fundo, um ser que se ausenta de si e que retorna a si, sendo o mesmo ou já outro?...
Confesso que nem percebi bem a sua questão, e por isso não sei se a minha resposta consegue esclarecer alguma coisa.
Obrigada, Luis.
xx
Em contradições!
ResponderEliminarNão pretendo entrar
Sem andar aos encontrões
Porque em si, de si se ausentar?
Sente em si a falta de alguém,
Isso será pura imaginação
Perdida não andará, porém
Nem eludida por falsa paixão?
Sabe que existe e não está em si,
de acontecer na sua imaginação é capaz
como uma lágrima que no vento se desfaz
dos olhos de alguém caída no chão não vi!
Tenha uma boa tarde, amiga Laura, um abraço,
Eduardo.
Entrar em contradição é mesmo "andar aos encontrões". É tudo imaginação, e não há aqui paixão nenhuma. Nem iludida nem desiludida.
EliminarObrigada, Eduardo.
xx
a exigente arte do soneto - que domina na perfeição.
ResponderEliminargostei, deveras.
Uma forma um pouco "calculista".
EliminarObrigada, Manuel.
xx
Transferencia?
ResponderEliminarMetamorfose, ou simples estado de alma em que nao acredito por dexcrito "x"a proposito...
Clato que gostei!
Metamorfose, talvez. :-)
EliminarObrigada, Xico.
xx
Decifrar as tuas palavras por vezes não é fácil, mas depreendo que tenham a ver com a nossa instabilidade emocional. Mas já imaginaste a monotonia que seria sem esses altos e baixos de que falas?
ResponderEliminarA essência da vida é andar para a frente, independentemente do nosso estado de espírito!
Beijinho Laura e bom fim-de-semana!
Também tem a ver com isso, sim. E claro que já basta a monotonia exterior.
EliminarObrigada, Jorge.
xx
UN TEXTO BELLO Y MUY SIGNIFICATIVO.
ResponderEliminarABRAZOS
Obrigada, ReltiH.
Eliminarxx
Na minha maneira de ser e ver as coisas, o "eu" não nos falta, nós seguimos o nosso caminho e a dado passo vamos adaptando-nos consoante...
ResponderEliminarAcho que a realidade é mesmo esta.
Bom fim de semana.
Não é propriamente a falta do eu, mas a sensação de falta do eu em algumas dessas etapas de adaptação. Sensação que umas pessoas sentirão, e pelos vistos, outras não. Mas acho que disseste de forma prosaica, sem arabescos, o que o poema tenta dizer. :-)
EliminarObrigada, Paula.
xx
Que saudades de Bernardo...
ResponderEliminarDo poema também gostei muito
Bom fim de semana
Obrigada, São.
Eliminarxx
Passei aqui para lhe deixar um beijo e aproveitei reler esse lindo, doce e bem arquitetado soneto.
ResponderEliminarPaz e Luz!!!
Não acho que este soneto seja doce, mas enfim, também não é amargo. ;-)
EliminarObrigada, Shirley.
xx
Boa tarde, em cada dia encontramos o "eu" e sempre assim será, só deixamos de ser "eu" quando se escolhe a submissão.
ResponderEliminarBernardo Sassetti é uma excelente escolha musical.
AG
A questão da submissão levar-nos-ia muito longe.
EliminarTalvez todo o eu integrado em sociedade tenha que ser submisso em algumas circunstâncias.
Obrigada, António.
xx
... quando li a primeira frase, minha imaginação me remeteu automaticamente a uma segunda pessoa...
ResponderEliminarE logo disseste que precisa de ti mesma...
Profundo isso... isso ocorre, muitas vezes precisamos nos resgatar dentro de nós mesmos...
Amei ler-ter querida amiga Laura!
Um beijo em seu coração!
Muito bem utilizado o termo "resgate". às vezes é disso que se trata.
EliminarObrigada, Nanda.
xx
Somos verdadeiramente nossa única companhia. Só nossa a dor, o prazer verdadeiramente. Nascemos sós, vivemos sós, partiremos só. Sós... Nossos passos na areia, o lado da cama com o jeito do nosso corpo, o suor, toda noite, as canções prediletas, as sensações, a outros, indiferentes. A intensidade do medo, a personalidade intransferível, forte, frágil, isso, aquilo, cimentada aos longos dos anos, dos aprendizados, nos moldando, processada, filtrada e assentadas no fundo dos nossos âmagos. Tudo intransferível, inalienável. O outro, o desafio, nosso prazer e tortura, nossa doença, nossa cura, nossa busca incessante, nossa vontade, nosso ideal de completude. Legal, Laura, gostei.
ResponderEliminarhttps://www.youtube.com/watch?v=gzMwcSPsRmU
A questão de ser forte, de ser fraco, do sentido de permanência que pressupõe estabilidade, da superação, da vulnerabilidade.
EliminarBelíssimo o video, Fábio. Muito grata.
xx
Poema maravilhoso amei, tenha uma semana abençoada.
ResponderEliminarCanal:https://www.youtube.com/watch?v=DmO8csZDARM
Blog:http://arrasandonobatomvermelho.blogspot.com.br/
Obrigada, Nequéren.
Eliminarxx
Laura
ResponderEliminarDevo confessar q sou nula em entender poesia, a ñ ser aquelas tipo batatinha quando nasce, mas é só, rss, mas posso falar que adorei as rimas. É pouco e de nada vale dizer isto, mas menina, este negócio de estar em si e ao mesmo tempo ñ estar, sentir falta da gente mesmo estando a gente dentro da gente, ah, isto é coisa pra gente grande entender e comentar, por isso, Laurinha, vou dizer apenas q gostei e pedir desculpas. Muitas vezes leio alguma coisa q a Leninha escreveu e ñ entendo bulhufas, vai daí q fico fazendo caçoada e acabamos as duas rindo de montão. Alguém já falou q poesia ñ precisa ser explicada, mas sentida, e eu acho q passa por aí mesmo, a gente lê e absorve o q a pessoa estava sentindo naquele momento, coisa triste ou alegre, ou simplesmente a expressão de um momento, daí a gente vê se agradou ou ñ. Meio infantil esta minha afirmação, mas sou mesmo bronca para estas coisas, rss. Mas se me apresentam uma literatura científica, aí eu vou longe, falo quinem pobre na chuva, kkkkk. Como diz uma amiga: cada um no seu cada qual.
Mas quero agradecer sua presença no blog da Leninha e as palavras ali deixadas. A lua de mel da Leninha e do meu mano é uma das muitas q eles aprontam, esta deve ser a trigésima deste tempo todo, rss. Eles são assim, afetuosos demais, se amam de montão, e um vive fazendo surpresa para o outro o tempo todo. Eles são um casal desses q vão chegar ao fim da vida se amando como no primeiro dia. Quanto ao q vc falou q talvez um dia possa existir uma boa notícia... Infelizmente Laurinha, este sono dos dois nunca se realizará, pelo menos no sentido de ter nos braços um rebento fruto do seu amor, pois a Leninha ficou impossibilitada devido às dificuldades no parto. No pouco tempo q tiveram a filha nos braços existiu tanto amor entre eles q acredito q um dia possam adotar uma criança q venha, ñ para substituir a q se foi, mas para q possam dar a uma outra criança a oportunidade de uma vida diferente, baseada em muito amor e carinho. Eles estão pensando nesta adoção, mas nós da família preferimos ñ opinar, é uma coisa somente deles. Vamos ver no q vai dar. Está nas mãos de Deus.
Olha o tanto q escrevi! Já está na hora de começar meus atendimentos. Até outra hora e fique com uma beijoca no seu coração,
Aninha
Ah Aninha, pedir desculpa porquê?!...No fundo a poesia é muitas vezes não muito mais do que uma hiperbolização (e uma tentativa de sublimação somente conseguida pelos grandes poetas). Exageramos a dor, alegria, o encanto, o desencanto.Com alguma imaginação à mistura.
EliminarEntender "bulhufas" é uma bela expressão! E afirmando que não sabes comentar acabaste por comentar muito bem. Porque as afirmações "infantis" são sempre as mais sinceras.
Muito bonito esse amor da Leninha e do Guy, e que terrível a ironia da vida ao retirar-lhes tão de repente a filha dos braços... Tens razão, talvez a adopção de uma criança possa acontecer futuramente, mas sem pressas e sem pressões, porque há um tempo para fazer o luto dessa perda
tão dolorosa e desconcertante.
Falas pelos cotovelos, Aninha...Vai já atender as futuras mamâs lá na clínica! :-))
Obrigada pela visita.
xx
Vi o filme ontem à tarde, Marcos.
ResponderEliminarAcho que começa muito bem com a linha de informações de atendimentos celestiais. E muito curioso o nome do barco :"Tira Teima"! :-)
Foi divertido, mas aquela tentativa de conversão à força pela tortura da água, deixou-me a pensar...
xx
O "eu" obrigatoriamente tem que conviver com o "nós", mas as vezes eles se conflitam.
ResponderEliminarLindo poema, muito inteligente!
Tenha uma linda semana minha amiga!
Também. Con-viver com outros eus pode não ser nada fácil.
EliminarObrigada, André.
xx
Boa noite querida Laura.
ResponderEliminarVim lhe desejar uma iluminada e feliz semana. Um grande abraço.
Obrigada, Mirtes. Boa semana!
Eliminarxx
Desejando um brilhante dia.
ResponderEliminarObrigada, Francis.
Eliminarxx
feeling sorry as i missed your so interesting writing as i couldn't locate the translator ,still i can realize that you have written something very sensitive touching which warmed many hearts ,pic is also describing sensitivity of your words ,so lovely
ResponderEliminarEven with Translator it would be impossible to get the real meaning of this or other poems. Thank you for your visit, but you don´t have to comment what you can´t understand. :-)
Eliminarxx
Laura minha querida passando pra desejar uma ótima semana, bjs.
ResponderEliminarObrigada, Lucimar. Óptima semana.
Eliminarxx
Olá Laura.
ResponderEliminarVim lhe desejar que o seu feliz dia, seja cheio de alegrias. Beijos.
Ó mirtes, enches-me de beijos!!...:-) Obrigada, mas não precisas comentar, não há nada de novo por aqui.
Eliminarxx
Vim lhe desejar um feliz e abençoado final de semana, li a sua resposta e fiquei sem jeito. Voltarei quando tiver postagem nova amiga. Um grande abraço.
EliminarPor favor, Mirtes, não me interpretes mal; é que eu é que fico sem jeito com tanta atenção e carinho. :-)
EliminarAh e desculpa por ter escrito o teu nome em letras minúsculas. É a pressa!
Um fim de semana muito feliz para ti também, e para a tua filha.
xx
Laura,
ResponderEliminarUm belo poema o seu, com a densidade própria para a introspecção, que a tem como fundo, no meu sentir. Parabéns.
Abraços,
Pedro.
Obrigada, Pedro.
Eliminarxx
Acredita que só hoje vi esta sua postagem?
ResponderEliminarQue dizer do soneto? Que é bonito? É um facto mas não chega.
Que me passou um certo desassossego? Pois também, mas ainda é pouco. Se há coisa para a qual não tenho o menor jeito é para comentar poesia. Sempre entendi que poesia sente-se. Não se comenta. Daí que me desculpe se não tenho engenho para mais do que um gostei muito.
Abraço
Comentar é dar uma opinião. Acabou de dá-la; sucinta e muito clara.
EliminarObrigada, Elvira.
xx
É verdade, um Deus muito impaciente, cansado de ser tão misericordioso. :-)
ResponderEliminarComo crente com elevado sentido de humor o teu Deus teria de gostar de rir. A concepção de Deus varia de pessoa para pessoa, mesmo dentro da própria religião.
Gostei sobretudo da interpretação do Wagner Moura.
xx
Olá, Laura,
ResponderEliminarSei que não chego tarde à tua casa. Desta vez demorei um pouco mais para vir vê-la. E o faço depois de ler os teus comentários nas Dobras e nas Dúvidas Aquilinas. Sempre muito pertinentes as tuas leituras, é sempre um diálogo à distância que nos faz bem porque não falta lucidez no que você diz. E o jeito de dizê-lo é sempre muito especial.
As decisões do Congresso atropelaram o que ainda tinha para lhe dizer sobre a crise brasileira. Essa crise sem precedentes, Laura. Uma crise moral. A pior de todas. Não há medida para descrevê-la. Acho que o mundo assistiu estarrecido à cena deprimente que foi a admissibilidade do pedido de impedimento da Sra. Presidente.
De fato, já lhe falta governabilidade, mas seguramente não há político que se salve no território brasileiro. A começar por Lula, um oportunista. Um esperto que fez muitos espertalhões no Brasil. Estamos quebrados. Afundamos. E a profundidade desse mar é o equivalente à profundidade do petróleo do pré-sal. Deixemos a crise...
Aproveito, então, para dizer-lhe que o teu olhar sobre o Metaplágio resultou numa leitura [escrita] maravilhosa, que me fez acreditar que o meu poema seria uma "invenção" no bom sentido.
Vou repartido (rs). Serei o próximo...
Um abraço,
Não há pressas aqui por estas bandas.
EliminarMuito triste assistir à forma como o Brasil se adia, e agora parece ter mesmo batido no fundo. É como dizes, a grande ética anda "pelas ruas da amargura", como dizemos por aqui, porque quase todos os políticos têm telhados de vidro, e moral é algo do qual nunca ouviram falar. Um espetáculo deprimente com características de hospício, e quando até se ousa elogiar um torturador do Regime Militar, tudo está mesmo muito feio. A solução minimamente satisfatória seria varrê-los todos, não para debaixo do tapete mas para um desfiladeiro qualquer. E o problema é que não se consegue nunca recomeçar tudo de novo. Dilma poderá não ter condições de governabilidade, mas destituí-la para colocar Eduardo Cunha no seu lugar é mau demais.
A partir da afirmação de Gregório Duvivier : "Querer tirar Dilma por corrupção é limpar o chão com bosta", o colunista português Daniel Oliveira, (filho de Herberto Hélder), escreveu com muita clareza, um artigo intitulado "Limpar chão com bosta", sobre as razões do impeachment. Um pouco a opinião generalizada aqui em Portugal.
http://expresso.sapo.pt/blogues/opiniao_daniel_oliveira_antes_pelo_contrario/2016-04-18-Limpar-o-chao-com-bosta
A tua escrita exige-me muita concentração, mas comentar o Metaplágio até nem foi muito difícil, porque conheço razoavelmente a poesia de Adília Lopes.;-) E conseguiste inventar a partir dela.
xx
Acho que agora posso falar um pouco do soneto, essa forma camoniana por excelência. Falar um pouco da reverberação do seu mundo interior que me parece nítido no poema.
ResponderEliminarNão há como deixar de lembrar-se de Mário de Sá-Carneiro no seu poema. De retomar o mote da lucidez tão bem engendrado nos dois quartetos e nos dois tercetos. Nele apreendemos certa tensão entre o interior e o exterior através do indagar-se, sempre na tentativa de (re) significar a vida.
Neste sentido, percebe-se que não basta existir no fulcro do real, o poeta nota que de algum modo é a pela escrita que resgata a vida, pois como diz Blanchot “[...] escrever... é algo mais simples e premente, de um modo mais imediato: a esperança de não sucumbir [...] e, assim, recuperar-se no último momento". É desse modo, o que me parece, o poeta “justifica” a própria existência.
Belíssimo o poema, essa reinvenção de significantes, essa linguagem que eleva os sentidos.
Um abraço,
Talvez um pouco do "Quase" de Mário de Sá Carneiro a pairar sobre mim. Porque " Se me vagueio encontro só indícios". Esse sim um poema grandioso, de um homem tão jovem cuja energia criativa colocava tanta profundidade em curtos versos.
EliminarAcho que andamos sempre a tentar re-dimensionar significativamente a vida, nessa "esperança de não sucumbir". Vida como texto sempre inacabado.
Obrigada pelos excelentes comentários.
xx
xx
Dúvidas existenciais que, acho que, nos assolam a todos.
ResponderEliminarTalvez porque não basta existir. Tem que existir-Se.
EliminarObrigada, Diana.
xx
Laura querida,
ResponderEliminarPor aqui há sempre um prato poético que nos sacia e nos abre o apetite para mais. Para além disso, és de uma generosidade imensa, como se nos estendesses um tapete mágico.
Mil beijos.
Viva, Teresa!
EliminarDe um tapete mágico precisava eu!...:-))
Obrigada, Teresa.
xx
Gostei de reler o teu excelente soneto.
ResponderEliminarContinuação de boa semana, querida amiga Laura.
Beijo.
Obrigada, Jaime. Já sei que há novo poema.
Eliminarxx
Olá, Laura! É curioso como várias vezes na vida nos perdemos de quem somos, deixamos de nos reconhecer, de encontrar nossas próprias referências. São momentos tristes, eu acho... momentos em que parecemos apenas sobreviver, sem a sensação de vida plena.
ResponderEliminarO importante é permitir que isso passe, que o reencontro consigo mesmo aconteça. Buscar nossas essência, os bens primordiais que carregamos dentro da gente, é sempre um bom começo, apaziguador.
Abraços!
Eu chamaria a esses momentos, momentos de "reconciliação", e nem sempre serão forçosamente tristes. Quiçá originalmente nascidos da insatisfação (e porventura alguma tristeza), mas também de exigência e inconformismo, porque não somos o que queremos mas o que as contingências nos permitem. A vida é, na maioria das vezes, pouco mais do que sobrevivência, só que a maioria finge viver uma vida plena.
EliminarMas lá nos vamos encontrando, aqui e ali. :-)
Obrigada, Bia. Belo comentário.
xx
Boa noite, Laura.
ResponderEliminarLi, reli.
Gosto muito de ler-te - tanto como gosto de usar esta expressão :)
Mas, Laura, desta vez digo-te: "Tu sabes que existes, ainda que não estejas em ti", pois eu nem sei se existo ...
Mas, existindo ou não, gosto desse fugaz encontro teu contigo, em que, nesse momento permite que cries este poema de encanto.
bj amg
Sei que existo, mas também sei que não basta pensar e sentir para que verdadeiramente se viva. Viver conscientemente é duro. Talvez precisemos de existir também no outro, porque viver é também "ser lembrado". Contudo, do mal o menor, porque não existir é nada. :-)
EliminarObrigada, Carmem.
xx
Laura passei para desejar um excelente fim de semana.
ResponderEliminarBeijinhos
Maria
Obrigada, Maria. Um excelente fim de semana também para ti.
Eliminarxx
Querida Laura
ResponderEliminarPassando para te dizer que foi tão sublime sentir o teu comentário, com o carinho solidário de uma mulher
muito consciente, sensível e profunda que tu és,
estas partilhas tem um valor precioso que nos
reconecta numa ciranda de mãos dadas para uma vontade
de um mundo melhor e a liberdade democrática é
essencial para que um Povo continue caminhando
mesmo com todas as dificuldades existentes.
Uma domingo em paz e alegre para ti!
Beijo e abraço grato, viu?...rss
Sem liberdade, mesmo que essa liberdade não possibilite a tão desejada igualdade social, a democracia enquanto o menos mau dos regimes, nunca será possível. E a cidadania tem de pressupor essa preocupação pela justiça que implica o bem estar de todos. O teu poema calou, ou melhor, gritou fundo em mim. Um poema tão maravilhosamente contundente.
EliminarObrigada sou eu, querida Suzete.
xx
Hola Laura, de nuevo por aquí releyendo tu precioso soneto. En el que expresas un profundo sentir y meditar sobre ti misma como si te vieras en una encrucijada que uno no sabe hacia donde tirar!... Pues lo primero que debemos hacer es buscar el equilibrio dentro del alma y disfrutar de la serenidad de los días dar tiempo al tiempo que es el que pone las cosas en su lugar.
ResponderEliminarHa sido un placer, amiga. Llevo unos días un poco con la salud flaca...
Te dejo mi gratitud, mi cálido abrazo y estima.
Feliz semana, querida amiga.
O tempo, bem ou mal, coloca realmente tudo no seu lugar.
EliminarSinto muito que não estejas muito bem. Espero que a tua saúde melhore rapidamente, porque a saúde é o que temos de melhor.
Obrigada, Marina. As melhoras.
xx