Agora nem nómada, nem emigrante.
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terça-feira, abril 10, 2012
Espero-te
Estava a escrever. Sentia o de sempre.
Uma pontada na veia, uma inspiração.
Incomum, mexo-me, mas não movo.
Deixa que a primeira pessoa fale. Em ti.
Trespassa o abandono, repele a falta.
Coragem, meu amigo, meu amor. Vem.
Segue a minha voz, pelos túmulos...
Sem passado, sem métrica, connosco.
Bicicletas a voar no azul do sonho.
Esquina, encontro. Apressa-te. Anda.
Abraço os meus olhos, sem dormir.
O sono pesa, o número sonha-se.
Agarra o rodopiar, aquela música.
Eu sou como tu, sendo eu. Mim.
Vem e descobre-me. Não durmas.
Conta as sílabas da respiração. Tu.
Ama as palavras. Sonho-te, sempre.
Não sabes.
Saberás?
Eli
terça-feira, fevereiro 01, 2011
Apoio
Muito obrigada pelos comentários que têm feito neste blogue, mesmo quando não mereço. (É quando mais preciso!) Este blogue é uma parte de mim e, como cheguei a dizer num jantar de blogueiros, ele está sempre lá. Nesta caso, cá. Embora eu esteja em constante mudança... daí o "Eu sou nómada"...
Então vou voltar a responder aos vossos comentários!
Eu sei que nunca devia ter deixado de o fazer, mas às vezes a inspiração fica bloqueada e, como escrevo sempre o que sai, não me saía nada... embora tivesse muito a dizer, como sempre. Peço desculpa a quem esperava uma resposta (podem cobrar).
Eli
:)
quinta-feira, dezembro 09, 2010
Descontracção
Imagem de Eli
Mesmo que a minha cara tenha estado descontraída, assim que me sento para escrever, os meus pensamentos recorrem àquelas imagens tão únicas, tão minhas, tão... parte de um passado que não volta. O lamento não vale a pena, os troncos das árvores apenas envelhecem, parte por parte, castanho por verde e amarelo a imitar azul... Nas festas e jantares, um novo brilho se abre à humildade e ao amor... um pedaço de mim escreve automaticamente e as letras fogem ao ritmo da música que não, não me traz poemas. A poesia magoa-me. A ausência de palavras também. Necessito disto. Numa perspectiva quase animalesca, sobrevivo graças a isto. Clico em ti e não me trazes nada de novo. Esqueço. Horas e horas a esquecer. Olho através dos vidros do carro. Aumento o volume de uma guitarra tão sonhadora quanto a minha alma me permite. Não desisti. Eliminei-te. Não fazes parte, jamais. A mentira dá sempre lugar a uma outra vontade. Qualquer, sim, mas outra!
:)
segunda-feira, julho 12, 2010
Velejamos
Gostava de fazer só o que me manda a razão, mas ela baralha-me e eu vejo-me confundida. Parece que prefiro naufragar contigo em vez de velejar com que me convida. Sinto-me dividida entr vários parágrafos e sei que não quero deixar para trás algo que me faz sentir tão bem. Quem quis a perfeição, questionou-se vezes demais sobre a sua inexistência. Brindo aos nossos momentos felizes e... está tudo em aberto.
Eli
:)
segunda-feira, abril 26, 2010
Curta Viagem Interior
Imagem daqui
Num dos dias em que mais de custa aguentar, tenho alguém que partilha comigo parte da sua história de vida, fazendo-me sentir útil e importante. Entretanto, ouço uma música que parte comigo entre palavras e sonhos. É o som de uma viagem que sinto. Faz-me esquecer as dores físicas e a alma eleva-se. O violino saúda-me, como se me pedisse para dançar. Entretanto, já as janelas do comboio me vão mostrando os filmes exteriores. Eu viajo dentro de mim. Consigo ver-me protegida por quem sentiu o mesmo que eu. Uma cumplicidade, um entendimento. Dou conta que perdi a inocência que me restava.
Eli
domingo, abril 25, 2010
Ténue...
Imagem de Eli
Radiante. A sabedoria esqueceu-me aqui. Há semanas que tento compreender. O esquecimento é impossível. A lembrança é penosa. Quando fico na linha ténue do equilíbrio entre a depressão e a euforia, acredito que é possível manter-me assim. Mas, eu nunca fui de ficar simplesmente pelo suportável. Tornar-me-ei cada vez mais inconstante?!
Eli
quarta-feira, fevereiro 10, 2010
Colaride
Desenhos de Ricardo Quissanga
Estou com um sorrisinho daqueles. Assim, meio de lado, como se escondesse um grande segredo. Dentro do meu coração, reside a saudade de um colorido mundo que já tive o privilégio de conhecer. Ela chegou e instalou-se confortavelmente. Sinto a capacidade de chegar, adaptar-me e transformar-me, assim como fazer com que os demais à minha volta também evoluam comigo. As histórias fazem parte deste encanto. Saudavelmente, redescubro o caminho que me fará vencer. Ainda estou no (re)início do percurso, mas já vislumbro um desafio com verdadeiras potencialidades.
Sei que parece fora de tempo, mas escrevo o que sinto e agora é o momento para escrever isto. Obrigada. Inspiração desta música linda.
Eli
:)
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