Ser mãe sempre foi, para mim, algo muito importante e especial. Tive a oportunidade e a sorte de ser mãe de dois seres verdadeiramente «especiais ». Amo-os incondicionalmente, e ambos sabem disso. Mas não quero dizer que isso lhes dê o direito de ultrapassarem as marcas da boa educação e respeito. Os filhos precisam de amor, apoio mas também e igualmente importante, a educação. Se a que tentei dar não fez grandes efeitos, de uma certeza eu tenho, fiz o MEU melhor, e continuo a fazê-lo. Independemente de tudo, estou e estarei cá para eles.
Ter um filho é, para mim, uma das maiores partilhas de amor entre duas pessoas. No fundo, uma extensão dos dois… e tanto eu como o meu marido tivemos essa partilha só que, com outras pessoas, e não o temos um com o outro. Chamo a isso : CIRCUNSTÂNCIAS DA VIDA ! Só que há um ano para cá que não paro de pensar em ter esse tipo de partilha com ele. Há muitos contras e a favor a ter num passo destes. Não é a mesma coisa que ir á loja e comprar um novo telémovel, é uma responsabilidade para a vida. Esta ano entro na casa dos « entas » e decidir ter um filho já com outros 2 crescidos parece até de doidos… « agora que já passaste a fase das fraldas e os choros e que podes começar a aproveitar a vida é que queres mais uma criança ? » - é a pergunta que faço constantemente a mim mesma. As fraldas e os choros não me assustam, e isto até pode ser apenas uma fase, uma tontice minha que certamente passará. Agora é esperar pelos netos (CRUZES)… apenas o desejo (ainda) não desapareceu.
Eu e o marido somos muitos cúmplices e falamos do assunto, só que se sente que há algo que nos falta de certa forma, simplesmente porque a ligação que temos com as nossas anteriores relações irão existir sempre, quer queiramos quer não…
Gostava… queria mais mas, muito provavelmente estou a ser exigente… é paranoina não é? Só pode !