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terça-feira, 13 de abril de 2010

É disto que vou falar hoje na Trama (II)

Quando dizemos que o homem se escolhe a si, queremos dizer que cada um de nós se escolhe a si próprio; mas com isso queremos também dizer que, ao escolher-se a si próprio, ele escolhe todos os homens. Com efeito, não há dos nossos actos um sequer que ao criar o homem que desejamos ser, não crie ao mesmo tempo uma imagem do homem como julgamos que deve ser. Escolher ser isto ou aquilo, é afirmar ao mesmo tempo o valor do que escolhemos, porque nunca podemos escolher o mal o que escolhemos é sempre o bem, e nada pode ser bom para nós sem que o seja para todos. Se a existência, por outro lado, precede a essência e se quisermos existir, ao mesmo tempo que construímos a nossa imagem, esta imagem é válida para todos e para toda a nossa época. Assim, a nossa responsabilidade é muito maior do que poderíamos supor, porque ela envolve toda a humanidade.

Jean Paul Sartre, Existencialismo é um Humanismo

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

eu bem queria ser camponesa mas ele é que tem a razão toda

"Deixavam-me vagabundear pela biblioteca e assaltava a sabedoria humana. Foi ela quem me fez. Nunca esgravatei a terra nem andei à caça de ninhos, não herborizei nem atirei pedras aos pássaros. Mas os livros foram os meus passarinhos e os meus ninhos, os meus animais domésticos, o meu estábulo e o meu campo."

J-P Sartre, As Palavras

sábado, 19 de setembro de 2009

Trama a livraria tramada

é oficial, não dá para entrar naquela livraria sem uma preciosidade. Ou duas neste caso. É que ali chovem preciosidades.


Um é este:



A biografia de Sartre, por ele mesmo.
O outro é uma maravilhosa edição dos contos do Steinbeck, pela Atlântida, de 1958. Eu não sabia da existência deste livro o que inicialmente me irritou um pouco e me encantou de seguida. Viva a Trama. Vou ler, já!