discurso ao príncipe de epaminondas, mancebo de grande futuro
Despe-te de verdades
das grandes primeiro que das pequenas
das tuas antes que de quaisquer outras
abre uma cova e enterra-as
a teu lado
primeiro as que te impuseram eras ainda imbele
e não possuías mácula senão a de um nome estranho
depois as que crescendo penosamente vestiste
a verdade do pão a verdade das lágrimas
pois não és a flor nem luto nem acalanto nem estrêla
depois as que ganhaste com o teu sémen
onde a manhã ergue um espêlho vazio
e uma criança chora entre nuvens e abismos
depois as que hão-de pôr em cima do teu retrato
quando lhes forneceres a grande recordação
que todos esperam tanto porque a esperam de ti
Nada depois, só tu e o teu silêncio
e veias de coral, rasgando-os os pulsos
Então, meu senhor, poderemos passar
pela planície nua
o teu corpo com nuvens pelos ombros
as minhas mãos cheias de barbas brancas
Aí não haverá demora nem abrigo nem chegada
mas um quadrado de fogo sobre as nossas cabeças
e uma estrada de pedra até ao fim das luzes
e um silêncio de morte à nossa passagem
Mário Cesariny
manual de prestidigitação
Não faças Terrorismo Poético para outros artistas, fá-lo para pessoas que não perceberão que o que acabaste de fazer é arte. Hakim Bey
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segunda-feira, 1 de setembro de 2014
segunda-feira, 31 de março de 2014
cesariny & vian
as obsessões têm algumas vantagens. espalhamos pelos amigos e conhecidos, por blogs e redes sociais que estamos a trabalhar determinado autor. vivemos aquilo com bastante convicção. por isso, em Setúbal, no início do Encontro Livreiro, aparece um amigo que me traz estes dois livros que tinha encontrado em alfarrabistas. são duas pérolas. do Cesariny são cartas que trocou com o Cândido Franco sobre temas variados, ricos e múltiplos, no final do séc. passado. o outro uma edição francesa dos anos 60 de um livro fundamental na obra de Boris Vian.
uma pequena referência para a doce introdução que Cândido Franco faz ao livro, referindo como por vezes há edições que fazemos de amigos para que o diálogo não tenha de terminar.
uma pequena referência para a doce introdução que Cândido Franco faz ao livro, referindo como por vezes há edições que fazemos de amigos para que o diálogo não tenha de terminar.
segunda-feira, 17 de março de 2014
ciclo de cinema PARA ACABAR DE VEZ COM A LEITURA
O PARA ACABAR DE VEZ COM A LEITURA regressa com um ciclo de cinema em parceria com a Salamandra Dourada, na Ameixoeira. Ameixoeira que parece longe mas é na linha amarela do metro logo depois do Lumiar, nada mais fácil.
A ideia é fazer um ciclo de filmes relacionados com a literatura com toda a abertura que isso permite. Filmes documentais sobre escritores, filmes relacionados com temáticas vizinhas ou irmãs da literatura. Preferíamos, e apenas para não abrir o leque à exaustão, que não fossem filmes adaptados de livros a não ser que a temática o justifique. Depois, no dia em que víssemos o filme, haveria um evento (e aqui o leque é infinito) relacionado com algumas das linhas do filme.
E já temos primeiro filme!
Autografia
(sobre Mário Cesariny)
de Miguel Gonçalves Mendes
domingo, 23 de Março
17h30
com leitura de poemas surrealistas
evento facebook
A ideia é fazer um ciclo de filmes relacionados com a literatura com toda a abertura que isso permite. Filmes documentais sobre escritores, filmes relacionados com temáticas vizinhas ou irmãs da literatura. Preferíamos, e apenas para não abrir o leque à exaustão, que não fossem filmes adaptados de livros a não ser que a temática o justifique. Depois, no dia em que víssemos o filme, haveria um evento (e aqui o leque é infinito) relacionado com algumas das linhas do filme.
E já temos primeiro filme!
Autografia
(sobre Mário Cesariny)
de Miguel Gonçalves Mendes
domingo, 23 de Março
17h30
com leitura de poemas surrealistas
evento facebook
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
sobre o surrealismo
A poesia não necessita de "ser salva" porque o que nós entendemos por poesia não necessita de espécie alguma de salvação. Todo o acto de revolta ou de rebeldia, todo o processo de violentar "a natureza" e de desconhecer o direito e a moral é para nós poesia embora não se plasme, não se fixe, não se possa generalizar - e aqui está, implícita, a recusa terminante de amarrar o poeta a uma técnica, seja ela qual for, mesmo a mais actual, a mais opurtuna, porque, precisamente, o que o distingue do homem da técnica é um sentido de não oportunidade, de inoportunidade, que lhe advém de uma clarividência total e duma insubmissão permanente ante os conceitos, regras e princípios estabelecidos. Com isto não queremos dizer (Deus nos livre!) que o poeta seja um louco, um visionário, mas que, se ele tem de possuir uma estética e uma moral é, sem sombra de dúvida, uma estética e uma moral próprias.
Pedro Oom
“[o surrealismo] nunca vai acabar. Quem leu o André Breton com atenção percebe isso, não só não vai acabar como não teve começo. Claro. A investigação do Breton na literatura e na pintura refere os povos primitivos, os quadros de areia dos índios, as pinturas rupestres, de uma maneira que influenciaram muito depois a chamada arte moderna. A única coisa que o Breton fez foi reunir numa espécie de teoria, ou de filosofia ou de bloco, o que parecia que ao longo dos tempos não fazia sentido. Numa altura chamou-se Romantismo, depois noutra altura chamou-se não-sei-quê, depois outra coisa... Ainda há e há-de haver sempre Surrealismo”
Cesariny
A actividade Surrealista não é [...] uma simples acção libertadora das coisas que chateiam, mas um golpe fundo de cada vez que é dado na realidade presente. Não é de facto uma simples purga seguida de um dia de descanso a caldos de galinha mas revolta permanente contra a estabilidade e cristalização das coisas. Não é um mero exercício para se dormir melhor na noite seguinte, mas esforço demoníaco para se dormir de maneira diferente.
António Maria Lisboa
O único fim que eu persigo / é a fusão rebelde dos contrários as mãos livres os grandes transparentes.
Cesariny
terça-feira, 1 de outubro de 2013
cesariny lê autografia
cesariny lê o seu poema Autografia, o poema mais perfeito do séc. XX.
audio retirado do doc "Autografia" de Miguel Gonçalves Mendes.
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
escritores malditos
andam na boca do mundo. é uma nova polémica. diz-se que os escritores malditos existem como uma nova forma de se promoverem. que a atitude controversa existe para vender livros, para aparecerem nas primeiras páginas dos jornais e para terem o nome na boca do mundo.
acho tudo isto um absurdo. um escritor maldito é-o por convicção, por forma de estar. não porque decidiu sê-lo ou porque os seus objectivos definiram esse caminho.
cesariny dizia sobre os surrealistas que ninguém decide ser surrealista, é-se surrealista. e ser surrealista é ter a postura do escritor maldito. é ser livre de convenções, de preceitos esclerosados, de ideias feitas, de preconceitos literários. é retirar o mais possível a acção da razão sobre a obra de arte se entendermos a razão como a operação racional que busca estas amarras literárias e sociais por forma a que o que escrevemos encaixe numa determinada aceitação.
por norma, e aqui já não falamos de características deles próprios, o escritor maldito vive mal, é mal aceite, pouco lido, passa fome e não procura que a sua obra o recompense financeiramente (o que não quer necessariamente dizer que não quer que a obra chegue ao público).
falo de escritores mas podia falar de artistas no geral. temos poucos artistas malditos hoje em dia. artistas que apenas com o tornar a obra pública nos incomodem e nos tirem do nosso espaço de conforto exactamente por não nos permitirem colocar aquilo a que assistimos em nenhuma das nossas "caixas". cada vez mais nos habituamos a colocar tudo em caixas, modos de vida, ambições, relações humanas e amorosas, trabalho, futuro, arte e literatura. é uma doença da vida moderna. e é difícil sair desse quadrado.
infelizmente temos poucos artistas que o consigam fazer. hoje estamos dentro das caixas. talvez seja porque a seu tempo poucos os conheçam, mas duvido que seja por isso. a lógica de mercado é radical e muitos dos que querem afirmar-se como malditos são apenas réplicas de artistas que em tempos viveram à margem. artistas que escolheram viver assim. e lá está, não se escolhe ser maldito, é-se maldito. e o nosso mundo cultural está desesperadamente a precisar de uma revolução maldita.
acho tudo isto um absurdo. um escritor maldito é-o por convicção, por forma de estar. não porque decidiu sê-lo ou porque os seus objectivos definiram esse caminho.
cesariny dizia sobre os surrealistas que ninguém decide ser surrealista, é-se surrealista. e ser surrealista é ter a postura do escritor maldito. é ser livre de convenções, de preceitos esclerosados, de ideias feitas, de preconceitos literários. é retirar o mais possível a acção da razão sobre a obra de arte se entendermos a razão como a operação racional que busca estas amarras literárias e sociais por forma a que o que escrevemos encaixe numa determinada aceitação.
por norma, e aqui já não falamos de características deles próprios, o escritor maldito vive mal, é mal aceite, pouco lido, passa fome e não procura que a sua obra o recompense financeiramente (o que não quer necessariamente dizer que não quer que a obra chegue ao público).
falo de escritores mas podia falar de artistas no geral. temos poucos artistas malditos hoje em dia. artistas que apenas com o tornar a obra pública nos incomodem e nos tirem do nosso espaço de conforto exactamente por não nos permitirem colocar aquilo a que assistimos em nenhuma das nossas "caixas". cada vez mais nos habituamos a colocar tudo em caixas, modos de vida, ambições, relações humanas e amorosas, trabalho, futuro, arte e literatura. é uma doença da vida moderna. e é difícil sair desse quadrado.
infelizmente temos poucos artistas que o consigam fazer. hoje estamos dentro das caixas. talvez seja porque a seu tempo poucos os conheçam, mas duvido que seja por isso. a lógica de mercado é radical e muitos dos que querem afirmar-se como malditos são apenas réplicas de artistas que em tempos viveram à margem. artistas que escolheram viver assim. e lá está, não se escolhe ser maldito, é-se maldito. e o nosso mundo cultural está desesperadamente a precisar de uma revolução maldita.
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
terça-feira, 27 de agosto de 2013
surrealisticando
You are welcome to Elsinore
Entre nós e as palavras há metal fundente
entre nós e as palavras há hélices que andam
e podem dar-nos a morte violar-nos tirar
do mais fundo de nós o mais útil segredo
entre nós e as palavras há perfis ardentes
espaços cheios de gente de costas
altas flores venenosas portas por abrir
e escadas e ponteiros e crianças sentadas
à espera do seu tempo e do seu precipício
Ao longo da muralha que habitamos
há palavras de vida há palavras de morte
há palavras imensas, que esperam por nós
e outras, frágeis, que deixaram de esperar
há palavras acesas como barcos
e há palavras homens, palavras que guardam
o seu segredo e a sua posição
Entre nós e as palavras, surdamente,
as mãos e as paredes de Elsenor
E há palavras nocturnas palavras gemidos
palavras que nos sobem ilegíveis à boca
palavras diamantes palavras nunca escritas
palavras impossíveis de escrever
por não termos connosco cordas de violinos
nem todo o sangue do mundo nem todo o amplexo do ar
e os braços dos amantes escrevem muito alto
muito além do azul onde oxidados morrem
palavras maternais só sombra só soluço
só espasmos só amor só solidão desfeita
Entre nós e as palavras, os emparedados
e entre nós e as palavras, o nosso dever falar
Mário Cesariny
Pena Capital
Lisboa, Assírio & Alvim, 1982
quinta-feira, 27 de junho de 2013
vamos ser surrealistas em setúbal?
ontem ligou-me a fátima, a minha querida livreira e amiga da culsete. apanhou-me num momento confuso no trabalho para me fazer uma proposta. tenho a sensação clara que lhe disse que sim antes de perceber o que me pedia. para além de ser incapaz de dizer que não aos meus dois livreiros sabia que ia ser um desafio do melhor que há. não vos vou ainda revelar nada, só dizer que uma noite destas estaremos a ser surrealistas em setúbal. daqui a poucas noites.
por isso hoje estou na baixa luz da minha sala rodeada de livros surrealistas a ler poesia e a magicar ideias. estes são os meus momentos cheios. os surrealistas são do caraças.
e a propósito da greve geral de amanhã deixo-vos um poema do Cesariny e um ponto de encontro, às 15h, no rossio. sem medos, para não continuarmos no bolso de ninguém.
Ora deixai-me dizer
que vejo tudo ao contrário
do que era lícito ver
Ontem encontrei um operário
todo de pernas para o ao
no bolso de um usurário
"Que linda vista para o mar!"
dizia - e dizendo isto
tinha uns olhos de chorar
(...)
Cesariny
por isso hoje estou na baixa luz da minha sala rodeada de livros surrealistas a ler poesia e a magicar ideias. estes são os meus momentos cheios. os surrealistas são do caraças.
e a propósito da greve geral de amanhã deixo-vos um poema do Cesariny e um ponto de encontro, às 15h, no rossio. sem medos, para não continuarmos no bolso de ninguém.
Ora deixai-me dizer
que vejo tudo ao contrário
do que era lícito ver
Ontem encontrei um operário
todo de pernas para o ao
no bolso de um usurário
"Que linda vista para o mar!"
dizia - e dizendo isto
tinha uns olhos de chorar
(...)
Cesariny
segunda-feira, 3 de junho de 2013
on surrealismo
e é preciso correr é preciso ligar é preciso sorrir
é preciso suor
é preciso ser livre é preciso ser fácil é preciso a roda
o fogo de artifício
é preciso o demónio ainda corpulento
é preciso a rosa sob o cavalinho
é preciso o revólver de um só tiro na boca
é preciso o amor de repente de graça
é preciso a relva de bichos ignotos
e o lago é preciso digam que é preciso
é preciso comprar movimentar comércio
é preciso ter feira nas vértebras todas
é preciso o fato é preciso a vida
da mulher cadáver até de manhã
é preciso um risco na boca do pobre
para averiguar de como é que eles entram
é preciso a máquina a quatro mil vóltios
é preciso a ponte rolante no espaço
é preciso o porco é preciso a valsa
o estrídulo o roxo o palavrão de costas
é preciso uma vista para ver sem perfume
e outra menos vista para olhar em silêncio
é preciso o logro a infância depressa
o peso de um homem é demais aqui
é preciso a faca é preciso o touro
é preciso o miúdo despenhado no túnel
é preciso forças para a hemoptise
é preciso a mosca um por cento doméstica
é preciso o braço coberto de espuma
a luz o grito o grande olho gelado
E é preciso gente para a debandada
é preciso o raio a cabeça o trovão
a rua a memória a panóplia das árvores
é preciso a chuva para correres ainda
é preciso ainda que caias de borco
na cama no choro no rogo na treva
é precisa a treva para ficar um verme
roendo cidades de trapo sem pernas
mário cesariny
manual de prestidigitação
assírio & alvim
1981
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
a revolução nunca estará fora de moda
Pode prender-se um homem e pô-lo a pão e água. Pode tirar-se-lhe o pão e não se lhe dar a água. Pode-se pô-lo a morrer, pendurado no ar, ou à dentada com cães. Mas é impossível tirar-lhe seja que parte for da liberdade que ele é.
Ser-se livre é possuir-se a capacidade de lutar contra o que nos oprime. Quanto mais perseguido mais perigoso. Quanto mais livre mais capaz.
Do cadáver dum homem que morre livre pode sair acentuado mau cheiro - nunca sairá um escravo.
Cesariny
terça-feira, 9 de agosto de 2011
ele fazia hoje 88 anos
o nosso cesariny fazia hoje 88 anos. estou aqui a olhar para este computador e esta página em branco e não consigo falar dele. só me vêm à cabeça palavras do Autografia. e por isso deixo-vos o Autografia. e o statement de que sinto mesmo amor pelos poemas e pinturas do cesariny. mesmo amor, à séria, daquele que damos apenas com peso e medida. daquele amor que cada livro que lemos sua as estopinhas para conseguir um pequeno rasto. um resto, um rasgo, o que seja. e em forma de parabéns leiam este poema devagar. no meu último workshop de surrealismo apresentei este poema e podíamos estar (e quase estivemos) longas horas a partilhar leituras. Todos tinham leituras diferentes e eu que o sabia de cor descobri leituras muito diferentes da minha. é isto o cesariny!
Autografia
sou um homem
um poeta
uma máquina de passar vidro colorido
um copo uma pedra
uma pedra configurada
um avião que sobe levando-te nos seus braços
que atravessam agora o último glaciar da terra
o meu nome está farto de ser escrito na lista dos tiranos: condenado
à morte!
os dias e as noites deste século têm gritado tanto no meu peito que
existe nele uma árvore miraculada
tenho um pé que já deu a volta ao mundo
e a família na rua
um é loiro
outro moreno
e nunca se encontrarão
conheço a tua voz como os meus dedos
( antes de conhecer-te já eu te ia beijar a tua casa )
tenho um sol sobre a pleura
e toda a água do mar à minha espera
quando amo imito o movimento das marés
e os assassínios mais vulgares do ano
sou, por fora de mim, a minha gabardina
e eu o pico Everest
posso ser visto à noite na companhia de gente altamente suspeita
e nunca de dia a teus pés florindo a tua boca
porque tu és o dia porque tu és
a terra onde eu há milhares de anos vivo a parábola
do rei morto, do vento e da primavera
Quanto ao de toda a gente - tenho visto qualquer coisa
Viagens a Paris - já se arranjaram algumas.
Enlaces e divórcios de ocasião - não foram poucos.
Conversas com meteoros internacionais - também, já por cá
passaram.
Eu sou, no sentido mais enérgico da palavra
uma carruagem de propulsão por hálito
os amigos que tive as mulheres que assombrei as ruas por onde
passei uma só vez
tudo isso vive em mim para uma história
de sentido ainda oculto
magnifica irreal
como uma povoação abandonada aos lobos
lapidar e seca
como uma linha-férrea ultrajada pelo tempo
é por isso que eu trago um certo peso extinto
nas costas
a servir de combustível
e é por isso que eu acho que as paisagens ainda hão-de vir a ser
escrupulosamente electrocutadas vivas
para não termos de atirá-las semi-mortas à linha
E para dizer-te tudo
dir-te-ei que aos meus vinte e cinco anos de existência solar estou
em franca ascensão para ti O Magnifico
na cama no espaço duma pedra em Lisboa-Os-Sustos
e que o homem-expedição de que não há notícias nos jornais
nem
lágrimas à porta das famílias
sou eu meu bem sou eu
partido de manhã encontrado perdido entre
lagos de incêndio e o teu retrato grande!
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
pudesse eu e estava lá caída
É tudo bom. É na Assírio. É o Mário Cesariny. É o Cabral Martins.
"A Fundação Luís Miguel Nava e a editora Assírio & Alvim convidam-no a assistir ao lançamento do número 26 da revista de poesia Relâmpago, que se realizará no dia 4 de Novembro, pelas 18h30, na Livraria Assírio & Alvim, Rua Passos Manuel, 67 – B.
Este número, que tem como tema central a poesia de Mário Cesariny, será apresentado por Fernando Cabral Martins. Os actores Eurico Lopes e Paulo Pires lerão poemas do poeta homenageado.
No final será servido um pequeno cocktail."
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