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quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Brasileiro lança site para turista sem dinheiro trocar trabalho por estadia pelo mundo

Em 2010, o economista Riq Lima decidiu largar o emprego estável e bem remunerado em um banco de investimentos e comprou uma passagem só de ida para a África. A viagem, que deveria ser de apenas alguns meses, se estendeu por três anos e mais de 50 países. Na volta, além da vivência, Lima trouxe na bagagem a ideia para um novo negócio: o Worldpackers, site que faz o contato entre viajantes em busca de hospedagem e hostels em busca de serviços.
Helvio Romero/Estadão
Helvio Romero/Estadão
Riq Lima (segundo a partir da esquerda), criador do Worldpackers
A iniciativa deu certo e conquistou a categoria Startup de Potencial. “Para uma Startup, é muito difícil competir com as grandes. E essa premiação nos ajuda a fazer contatos, abrir portas, além do respaldo que recebemos. Esse reconhecimento é muito gratificante”, afirmou Lima durante a premiação.
O empresário conta que, durante a viagem, sempre que queria ficar mais tempo num lugar, optava por oferecer seus serviços, tudo baseado em suas aptidões. “É um jeito de baratear os custos e valorizar o que cada um sabe fazer”, explica.
A ideia do site surgiu de uma conversa entre ele e seu sócio, Eric Faria, na Califórnia. Lima estava no fim da viagem pelo mundo e Faria era sócio de um albergue para turistas que hospedava apenas pessoas dispostas a colaborar com seu trabalho. “Esse já é um sistema comum nos hostels. O que trouxemos é uma tecnologia para facilitar o contato entre o viajante e esses lugares. Fazemos um cruzamento de datas, dos locais de interesse e do perfil dos interessados para conseguir a melhor combinação possível para os dois lados”, descreve Lima.
Lançado em fevereiro deste ano, o site já reúne 400 hostels, espalhados por 96 países, e tem 13 mil viajantes inscritos, de 100 nacionalidades diferentes. O número de usuários cresce a uma média de 50% ao mês, diz Lima, que não está preocupado, pelo menos por enquanto, com o faturamento do empreendimento: “Por enquanto, nosso objetivo é ser referência em viagens de baixo custo. Faturamento é algo para pensarmos mais para frente”, finaliza.
O Worldpackers superou duas concorrentes de peso. A Wiki4fit desenvolveu um site com aplicativo para celular em que os usuários podem acessar treinos físicos para se exercitar.
A Juv Acessórios, por outro lado, usa a internet para potencializar a venda direta de bolsas e também de bijuterias.

sábado, 6 de abril de 2013

Atenção Missionários Fazedores de Tenda: Conheçam os 20 profissionais estrangeiros mais procurados em diversos países



Em todo o mundo, a imigração é um assunto controverso e imigrantes estão sujeitos a restrições. Mas profissionais altamente qualificados têm uma posição especial dentro do contingente de 200 milhões de imigrantes internacionais - eles estão em alta demanda em diversos países.
A demanda por enfermeiras e médicos talvez seja a mais conhecida, mas também há países onde há falta de chefs, como a Bélgica, e de radiógrafos, como a Grã-Bretanha.
Psicólogos e dentistas buscando uma mudança na vida também podem tentar os países nórdicos, onde são necessitados.
Use o guia interativo abaixo para explorar os 20 profissionais internacionais mais procurados e os países que querem seus talentos. Leia também alguns casos de profissionais que mudaram para outros países.
Escolha uma profissão para revelar que países estão interessados nesses profissionais. Compartilhe os resultados com seus amigos!
Em todo o mundo há demanda por alguns profissionais altamente qualificados. Mas quem são esses imigrantes e por que são necessários? Explore o guia interativo abaixo e descubra. Escolha uma profissão para revelar que países estão interessados nesses profissionais. Compartilhe os resultados com seus amigos!
Leia online ou faça o download da base de dados completa, abarcando xx países de quatro continentes: CLIQUE AQUI.
Ou leia a reportagem diretamente no site da BBC, onde é possível visualizar a tabela de dados, AQUI.

sábado, 13 de outubro de 2012

De volta ao país, brasileiros sofrem 'síndrome do regresso'


AMANDA LOURENÇO e JULIANA CUNHA
Folha de São Paulo


A crise dos países desenvolvidos está levando muitos brasileiros a fazerem as malas de volta para casa. Segundo o Itamaraty, 20% dos que moravam nos EUA e um quarto dos que moravam no Japão já retornaram desde o começo da recessão, em 2008.

O relatório de 2011 sobre a população expatriada sai no fim deste mês, e a taxa de retorno deve ser ainda maior. Há tanta gente comprando a passagem de volta e tanta dificuldade de reintegração ao mercado de trabalho brasileiro que o Itamaraty lançou o "Guia de Retorno ao Brasil", distribuído nas embaixadas.
O caminho de volta pode gerar depressão. É a "síndrome do regresso", termo cunhado pelo neuropsiquiatra Décio Nakagawa para designar certo "jet lag espiritual" que aflige ex-imigrantes.
Morto em 2011, Nakagawa estudava a frustração de brasileiros que voltavam ao país após uma temporada de trabalho em fábricas japonesas.
"A adaptação em um país diferente acontece em seis meses, já a readaptação ao país de origem demora dois anos", diz a psicóloga Kyoko Nakagawa, viúva do psiquiatra e coordenadora do projeto Kaeru, de reintegração de crianças que voltam do Japão.

BONDE ANDANDO
Silvia Zamboni - 27.fev.12/Folhapress
O gerente de marketing Rafael Marques, 33, no centro de São Paulo
O gerente de marketing Rafael Marques, 33, no centro de São Paulo
Se ao sair do país o imigrante se cerca de cuidados para amenizar o choque cultural, no retorno a ilusão é de que basta descer do avião para se sentir em casa.
"Retornar é uma nova imigração", diz a psicoterapeuta Sylvia Dantas, coordenadora do projeto de Orientação Intercultural da Unifesp. "A sensação é de que perdemos o bonde, estamos por fora do que deveríamos conhecer como a palma da mão."
Quando voltou do segundo intercâmbio no Canadá, o gerente de marketing Rafael Marques, 33, descobriu que havia ficado para tio: "Todos os meus amigos estavam casados, com outras prioridades. Demorei meses para me situar". Resultado: deprimiu. Recuperado, hoje ele trabalha com intercâmbios.
Para amenizar o estranhamento, a analista de marketing Natasha Pinassi, 34, se refugiou nos amigos feitos durante sua vivência de um ano na Austrália: "Em pouco tempo no Brasil percebi que deveria ter feito minha vida na Austrália. Já não via graça nas pessoas e nos lugares que frequentava antes. Só conversava com brasileiros que conheci no exterior".
A família pouco ajudava: "Não pude falar o que sentia. Eu me culpava por estar sofrendo enquanto meus pais estavam felizes com minha volta", diz Natasha, que tomou antidepressivos para tentar sair desse estado.
A síndrome não é exclusividade dos brasileiros. "Em minhas pesquisas com imigrantes, percebi um sentimento geral de que o país deixado não é o mesmo na volta", diz Caroline Freitas, professora de antropologia da Faculdade Santa Marcelina. "Um português me disse não querer voltar por saber que Portugal já não estaria lá."
ABANDONO
Quem sofre de síndrome do regresso é frequentemente considerado esnobe. Parentes e amigos têm pouca paciência com quem volta reclamando: "O retorno tem uma significação para aquele que ficou. Junto com saudade, há um sentimento inconsciente de abandono, ressentimento e de inveja daquele que se aventurou", explica Dantas.
Para Nakagawa, amigos costumam simplificar o processo de reintegração: "Há uma pressão para que a pessoa 'se divirta'. Na melhor das intenções, os amigos não respeitam o tempo do viajante".
Se a família também não ajudar, o ideal é procurar um psicólogo com formação intercultural. Em São Paulo, o núcleo intercultural da Unifesp dá orientação gratuita.
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Para quem está retornando, a “Cartilha: Brasileiras e Brasileiros no Exterior - Informações Úteis”,lançada pelo Itamaraty em 15 de janeiro de 2008, contém um capítulo entitulado "Voltando ao Brasil", com dicas que visam ajudar imigrantes e expatriados na reintegração ao mercado de trabalho brasileiro. Vale a pena conferir. Alguns dos tópicos abordados na cartilha são:








Assista também a este vídeo sobre o tema:
 
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