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sábado, 29 de junho de 2024

Google Tradutor faz expansão inédita com adição de mais de 110 idiomas


 Tecmundo

O Google Tradutor fez a maior expansão de sua história, com a adição de 111 novos idiomas. A atualização da ferramenta foi impulsionada pela tecnologia de inteligência artificial, que permite introduzir as novas línguas com mais rapidez.

A adição dos novos idiomas abrange mais de 660 milhões de falantes. Isso significa que o recurso de tradução agora está disponível para mais cerca de 8% da população do planeta. Entre essas línguas, há algumas com grande quantidade de falantes, enquanto outras são faladas por pequenas comunidades indígenas.

Google destacou que também adicionou alguns idiomas que praticamente não têm mais falantes nativos. Esse esforço vem em conjunto com grupos de especialistas e voluntários que lutam para recuperar esses dialetos, revitalizando culturas quase extintas.

Essa atualização foi a maior da história com relação às línguas africanas. Cerca de um quarto dos novos dialetos vêm da África. São eles: Fon, Kikongo, Luo, Ga, Swati (ou Swazi), Venda e Wolof. Outro exemplos de línguas adicionadas são:

  • Afar: falada em Djibuti, Eritreia e Etiópia;
  • Cantonês: falado na China, Hong Kong, Macau, Vietnã, Malásia, Camboja e Singapura;
  • Manês: falado na Ilha de Man;
  • N'Ko: forma padronizada das línguas Mandinka da África Ocidental;
  • Punjabi (Shahmukhi): é o tipo de escrita do alfabeto perso-árabe (Shahmukhi) e a língua mais falada no Paquistão;
  • Tamazight: língua berbere falada em todo o Norte da África;
  • Tok Pisin: língua crioula baseada no inglês e na língua franca de Papua Nova Guiné.
  • Critérios para escolher um novo idioma

    Em 2022, o Google anunciou a iniciativa dos 1.000 idiomas, com a adição de 24 deles. Para isso, a empresa usou a tradução automática Zero-Shot, na qual um modelo de aprendizado de máquina aprende a traduzir para outro idioma sem nunca ter visto um exemplo antes.

    Agora, a companhia está aprimorando a ferramenta com uso da IA, por meio do grande modelo de linguagem PaLM 2.

    Mas a tecnologia só ajuda até certo ponto. Incluir uma língua no Tradutor é uma tarefa árdua, que requer muita pesquisa e considerações difíceis.

    A empresa explica que muitos idiomas possuem variações a depender das regiões onde são falados. Por isso, é impossível definir uma variedade “correta” que possa ser considerada como padrão. Nesses casos, a companhia prioriza a variedade mais utilizada, principalmente online.


domingo, 12 de julho de 2020

Aliança Francesa dá aulas online gratuitas de francês para iniciantes


Aliança Francesa de São Paulo está ministrando aulas semanais online e gratuitas de francês para iniciantes.
O curso traz aulas temáticas por meio da plataforma Zoom. Durante os Ateliers de Francês ao vivo, os alunos aprendem os elementos de base da língua para iniciarem uma conversa em francês.
É justamente para um público iniciante, que teve pouco ou nenhum contato com o idioma. Entre os temas desenvolvidos estão: se apresentar, expressar e explicar seus gostos pessoais, falar sobre a família e atividades cotidianas.
As aulas acontecem todas as sextas-feiras (de 3 a 24 de julho), sempre às 18h e com 1h de duração. Para participar é necessário se inscrever três dias antes, na terça-feira de cada semana, a partir de um evento digital na plataforma Sympla. O interessado recupera seu ingresso e, em seguida, recebe o link de acesso por e-mail. Vale lembrar que os ingressos estão sujeitos a esgotamento.
A iniciativa, segundo a Aliança Francesa, é para seguir com a missão de divulgar a língua francesa e a cultura francófona no Brasil, que agora chega ao público diretamente em sua casa ou onde quer que esteja.
Ateliers de Francês (VAGAS LIMITADAS):
Próxima Aula: sexta-feira 10/07, às 18h
Ne ratez pas!
Temas:
Aula: Se présenter (Apresentar-se)
Aula: Exprimer ses goûts et préferences (Expressar seus gostos e preferências)
Aula: Présenter sa famille et actions quotidiennes (Apresentar sua família e atividades quotidianas)

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Brasil: Número de povos indígenas em cada família linguística

Número de povos indígenas em cada família linguística

(Passe o cursor sobre os quadrados para visualizar os números. Clique nos círculos para visualizar mais partes do gráfico)

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Mapa mostra as línguas faladas no mundo e permite que você ouça os sotaques regionais



Qualquer um que já viajou de uma região a outra do Brasil, e, em alguns casos, mesmo de uma cidade a outra, sabe que há diferenças marcantes no vocabulário utilizado e mesmo no jeito como as palavras são pronunciadas.
Essas diferenças territoriais na forma como se fala são suficientes para constituir dialetos. No Brasil, por exemplo, há o dialeto recifense, falado na região metropolitana do Recife; o dialeto caipira, falado em partes de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás e Paraná; e o cearense.
Para quem não conhece uma língua, compreender e se acostumar com essas diferentes formas de falar pode ser tão difícil quanto aprender uma nova gramática. Foi a partir desse problema que David Ding, ex-engenheiro de softwares da Microsoft, criou o Localingual, um mapa interativo on-line no qual é possível ouvir trechos de falas de pessoas de diversas regiões do globo.
Clique aqui e veja o mapa interativo.
Com ele é possível ouvir não só as diferenças entre o português de um gaúcho e de um paraibano, mas também entre um falante de francês de Paris ou de Québec, no Canadá, por exemplo.
O site mostra um mapa-múndi com todos os países. Conforme se dá um zoom na imagem, as divisões administrativas internas — Estados, no caso do Brasil —, assim como algumas das principais cidades, são destacadas. Ao clicar nelas é possível ouvir o som de vozes locais.
O site foi ao ar no dia 8 de janeiro de 2017, e as gravações são enviadas por voluntários. Por isso, mesmo com mais de 18 mil diferentes gravações, ainda há diversos locais com poucos ou nenhum exemplo de falas.
Segundo o criador do Localingual, o objetivo é fazer com que o site, que é mantido à base de doações, se transforme em uma “Wikipédia das línguas e dialetos”, que poderia ser consultada por qualquer interessado em aprender a pronunciar as palavras de acordo com a região do globo.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Google Noto: A primeira tipografia (fonte) universal

Thoughtful guy in a white T-shirt



 Imagem: Fotolia
http://www.designculture.com.br/


O mundo nunca esteve tão focado em resolver problemas. O design tem sido a principal ferramenta para tal. Através do dele, já foi possível resolver problemas em indústrias, tecnologias, no espaço urbano e até na sociedade. Desta vez, o alvo é uma das coisas mais valiosas para o ser humano: a linguagem escrita. Como torná-la global?
Pensando nisso, o Google e a Monotype estão realizando um marco na história. As duas empresas se juntaram para criar Noto, uma tipografia que está em desenvolvimento há mais de 5 anos.  O novo tipo já pode ser usado em 100 sistemas de escrita diferentes e está disponível em 800 idiomas. Sem erros, sem bugs e com todos os acentos que você puder imaginar.
O FIM DO TOFU
Calma, não vão acabar com o queijo de soja. De acordo com o site da Monotype, “O Google enviou para nós um briefing direto: ‘sem mais tofu’ – tofu sendo o apelido para a aquelas caixas brancas, que são mostradas quando um computador ou site não possui suporte de fonte para um tipo particular de caractere. Clique aqui para ver um exemplo. Daí veio o nome do projeto, ao juntar duas sílabas do pedido no more tofu”. a
mt_noto_languages_100writingsystems
malayalam-devanagari
O objetivo do Google Noto é tornar a comunicação mais fácil entre todos os dispositivos do mundo. Bob Jung, especialista em internacionalização do Google, diz que a sua visão é de manter a informação sempre viva. “Se tratando de idiomas menos utilizados, línguas mortas e outros que só existem para fins acadêmicos, nós acreditamos que é muito importante preservá-los”. O Latim (aquele do Lorem Ipsum, manja?) e o Copto são duas línguas mortas, mas que foram inclusas na família do Google Noto. O Noto também suporta símbolos, emojis e caracteres musicais.
“É difícil para mim ter uma noção de quantas pessoas realmente utilizarão isso, ou conseguirão se comunicar em várias linguagens com seus idiomas nativos, que conseguirão traduzir e preservar suas culturas. Acho que este trabalho tem um significado duradouro para o futuro da comunicação digital.” disse Steve Matterson, designer da Monotype.
Louco pra baixar o Noto? É só clicar aqui e você terá acesso a toda família desta tipografia que veio para revolucionar a comunicação.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Conheça os fones de ouvido que prometem traduzir idiomas em tempo real




Não se trata de uma espécie de Peixe de Babel (Babel Fish), criado por Douglas Adams em “O Guia dos Mochileiros das Galáxias”, e tampouco traduzirá palavras alienígenas.
Porém, o conceito é semelhante. Trata-se uma nova tecnologia criada pela startup Waverly Labs, de Nova York, que, em breve, facilitará o contato entre pessoas de diversas culturas. O aparelho funciona como um pequeno fone de ouvido que traduz em tempo real o que está sendo falando em diversos idiomas.
Apelidado de Pilot, ele é muito semelhante a um fone regular, só que não possui fios ou cabos, e permite conexão com a internet. Dessa forma, para as pessoas que costumam viajar para países onde o idioma falado é desconhecido por ela, a internet poderá intermediar a tradução.

A versão inicial será lançada na próxima semana e a campanha de financiamento coletivo, intermediada pelo site Indiegogo, iniciará no dia 25 de maio. Serão dispostas traduções para idiomas em inglês, espanhol, francês e italiano. De acordo com a empresa, em breve serão dispostas outras línguas, tais como, hindi, árabe, algumas línguas do leste asiático e também eslavas. Português? Não tem previsão.
Até o momento, os detalhes tecnológicos sobre o funcionamento do produto são poucos. Ao que tudo indica, segundo relatado pela Science Alert, ele é capaz também de funcionar sem conexão com a internet apenas emparelhando-o com um aplicativo de smartphone. Estima-se que o produto final vá custar entre U$ 249 e U$299 (R$ 880 e R$ 1057, respectivamente) e o início das vendas ainda não foi anunciado.
A primeira versão do dispositivo só funcionará quando a pessoa estiver falando com alguém que também possua o auricular. Porém, a empresa disse que as versões futuras serão capazes de traduzir qualquer fonte falada que esteja perto da pessoa com o Pilot.


sábado, 12 de dezembro de 2015

10 truques para aprender qualquer idioma


https://pt.babbel.com

Matthew Youlden fala nove idiomas fluentemente e entende, pelo menos, mais de doze. Nós trabalhamos no mesmo escritório em Berlim, assim, frequentemente, eu o vejo em ação utilizando suas ferramentas, trocando de idioma como um camaleão muda de cor. Na verdade, por um bom tempo, eu sequer sabia que ele era britânico.
Quando eu contei ao Matthew a batalha que foi para eu aprender um segundo idioma, ele me deu os seguintes conselhos. Dessa forma, se você acreditar que você nunca poderá ser bilíngue, preste bem atenção nas próximas linhas!

1. SAIBA O PORQUÊ VOCÊ ESTÁ FAZENDO ISSO

Isso parece óbvio mas se você não tiver uma boa razão para aprender um idioma, haverá menos probalidade de você se manter motivado durante a longa caminhada. Querer impressionar falantes do inglês com o seu francês não é uma boa razão: já, querer conhecer um francês ou uma francesa no seu próprio idioma, é algo completamente diferente. Não interessa o seu motivo, uma vez que você decidiu aprender um idioma, é fundamental se manter firme em sua decisão: “Tudo bem, eu quero aprender esse idioma e, por isso, vou fazer tudo o que puder neste idioma, com este idioma e por esse idioma.”

2. MERGULHE DE CABEÇA

Então, você fez a promessa. E agora, como fica? Como continuar? Há uma maneira certa, um caminho apropriado para aprender? Matthew recomenda a abordagem máxima de 360°: não importa quais ferramentas você usar, é fundamental praticar seu novo idioma todos os dias. “Eu tenho uma tendência de querer absorver o máximo possível no início. Assim, se eu estou aprendendo algo eu mergulho no aprendizado e tento usar o que estou aprendendo sempre que posso e todos os dias. Conforme os dias passam, eu tento pensar, escrever e falar comigo mesmo neste idioma. Para mim é preciso colocar em prática aquilo que você está aprendendo - seja escrevendo um e-mail, falando sozinho, ouvindo música, ouvindo rádio. Envolver-se, mergulhar na nova cultura é extremamente importante.” Lembre-se, a melhor forma de falar um idioma é fazer com que as pessoas falem com você. Ser capaz de ter uma simples conversa com alguém é uma enorme recompensa para si mesmo. Atingir metas como essas no início, tornará mais fácil a tarefa de manter-se motivado e continuar praticando: “Eu sempre tenho em mente que o melhor caminho é adaptar o próprio jeito de pensar ao jeito de pensar daquele idioma. Obviamente, o falante do espanhol ou o falante do hebraíco ou o falante do holandês não possue somente uma forma única de pensar, mas a ideia é utilizar o idioma para criar o seu próprio mundo linguístico.”

3. ENCONTRE UM PARCEIRO

Matthew aprendeu vários idiomas junto com o seu irmão gêmeo Michael (eles decifraram o seu primeiro idioma estrangeiro, o grego, quando tinham apenas oito anos). Matthew e Michael ou os irmãos super-poliglotas, como eu gosto de chamá-los, ganharam seus superpoderes através de uma saudável rivalidade entre irmãos. “Nós estávamos sempre muito motivados e ainda estamos. Nós nos provocamos constantemente, praticamente empurramos um ao outro para conseguirmos chegar lá de verdade. Se ele percebe que estou conseguindo mais que ele, ele fica meio enciumado e tenta me alcançar (talvez porque ele seja meu irmão gêmeo) - e vice-versa.” Mesmo que você não tenha um irmão para viver sua aventura linguística, ter qualquer outro tipo de parceiro estimulará os dois a sempre se esforçarem um pouco mais e não deixar a bola cair: “Eu acho que essa é uma forma muito boa de aprender. Ter alguém com quem você possa falar é a ideia atrás do aprendizado de um idioma.”

4. CONCENTRE-SE NAQUILO QUE É IMPORTANTE

Se você fizer da conversação o seu objetivo desde o início, você provavelmente não ficará se perdendo nos livros didáticos. Assim, conversar com pessoas que falam esse idioma será a parte mais relevante do seu processo de aprendizado: “Você está aprendendo um idioma para ser capaz de usá-lo. Você não vai falá-lo consigo mesmo. O lado criativo de aprender um idioma, é realmente colocá-lo em uso em situações do dia a dia - seja escrevendo letras de música, conversando com pessoas ou usando-o quando você viaja para o exterior. Se bem que você não precisa, necessariamente, viajar para o exterior para usá-lo, você pode ir no restaurante grego ali na esquina e pedir em grego.”

5. DIVIRTA-SE COM O APRENDIZADO

Usar o seu novo idioma é, de qualquer forma, um ato criativo. Os irmãos super-poliglotas praticavam seu grego compondo e gravando músicas. Pense em algumas formas divertidas de praticar seu novo idioma: faça um programa de rádio com um amigo, desenhe histórias em quadrinhos, escreva poemas ou simplesmente fale, fale e fale o máximo que você puder. Se você não conseguir descobrir uma forma de se divertir com o seu novo idioma, é possível que você não esteja seguindo o passo número quatro.

6. VIRE CRIANÇA NOVAMENTE

Isto não quer dizer que você deva sair por aí gritando sem parar, tendo ataques de choro ou que você deva melecar seu cabelo com comida quando for a um restaurante, mas sim, que você deve tentar aprender do jeito que as crianças aprendem. A ideia de que crianças aprendem melhor do que adultos tem provado ser apenas um mito. Novas pesquisas não puderam encontrar uma ligação direta entre idade e habilidade para aprender. A chave para aprender tão rápido como as crianças deve estar simplesmente em agir, em certas situações, da mesma forma que elas agem: por exemplo, a espontaneidade em falar aquilo que lhes vem à cabeça, o jeito com que brincam com tudo, inclusive com o idioma e a inexistência de bloqueios. Crianças, normalmente, não têm medo de dizer bobagens na hora de falar. Nós aprendemos errando. No caso das crianças espera-se que elas cometam alguns erros, já no caso dos adultos, isso parece ser um tabu. Pense em como é mais fácil ouvir de uma pessoa adulta, “Eu não sei”, do que, “ Eu ainda não aprendi isso” (Eu não sei nadar, eu não sei dirigir, eu não sei falar espanhol). Ser visto errando (ou tentando acertar) é um tabu social que não atinge as crianças. Aprender um idioma admitindo que você não sabe tudo (e que isso não é um problema) é a chave para se desenvolver e ser livre. Assim, deixe pra lá suas inibições do mundo adulto!

7. SAIA DA SUA ZONA DE CONFORTO

Boa vontade para cometer erros significa estar preparado para se colocar em situações embaraçosas. Eu sei, isso pode dar um medo danado, mas é a única maneira de se desenvolver e progredir. Não interessa o quanto você aprende, você não vai conseguir falar um idioma sem se mostrar: fale com estrangeiros na sua língua materna, pergunte pelo caminho, peça a comida no restaurante, tente contar uma piada. Quanto mais vezes você fizer isso, maior se tornará a sua zona de conforto e ficará muito mais fácil se sair bem em novas situações: “No início, você vai encontrar dificuldade: talvez com a pronúncia, talvez com a gramática, a sintaxe, ou você não conseguirá realmente entender as palavras. Mas eu acho que o mais importante é estar sempre desenvolvendo essa sensibilidade. Todo falante nativo tem uma sensibilidade para a sua língua materna e isto é o que faz dele um falante nativo - a capacidade de fazer do idioma o seu próprio idioma.”

8. OUÇA COM ATENÇÃO

Para aprender a desenhar, você precisa primeiro aprender a olhar, a observar. Da mesma forma, você precisa primeiro aprender a escutar para depois aprender a falar. O som de qualquer idioma parece meio estranho quando você o escuta pela primeira vez. Assim, quanto mais contato você tiver com esse idioma melhor. Os sons se tornarão cada vez mais familiares e, assim, será mais fácil falá-lo corretamente:
“ Nós somos capazes de pronunciar qualquer coisa, nós só não estamos acostumados a fazer isso. Por exemplo, o “r” rolado não existe na minha forma do inglês. Quado eu estavaaprendendo espanhol havia palavras com esse “r” duro como em perro e reunión. Para mim, a melhor forma de lidar com a situação era ouvir constantemente e visualizá-lo ou imaginar como ele deveria ser pronunciado, pois para cada som há uma parte específica da boca e da garganta que nós usamos para conseguirmos produzir aquele som.”

9. OBSERVE AS PESSOAS FALAREM

Idiomas diferentes exigem diferentes movimentos da sua língua, lábios e garganta. A pronúncia é muito mais um processo físico do que mental. “Uma forma de treino - e isso pode parecer bem estranho - é realmente olhar uma pessoa enquanto ela está pronunciando aquele som que você não consegue produzir e tentar imitar esse som o máximo de vezes que você puder. Confie em mim, vai parecer ser bem difícil no começo, mas você vai conseguir. Na verdade, pronúncia é algo bem fácil de ser feito corretamente; você só precisa treinar.” Se você não pode observar um falante nativo ao vivo e a cores, assistir filmes estrangeiros ou televisão pode ser um bom substituto.

10. FALE SOZINHO

Não há problema algum em falar sozinho quando você não tem ninguém para conversar. “Isso pode parecer muito estranho mas, na verdade, falar sozinho no idioma é uma forma excelente de praticá-lo se você não pode utilizá-lo o tempo todo.” Esse método pode manter novas frases e palavras na sua mente e ajudá-lo a melhorar sua confiança na próxima vez que você conversar com alguém.

(Bonus) RELAXE!

Você não chateará as pessoas se não falar bem o idioma delas. Se você começar uma conversa dizendo “Eu estou aprendendo e gostaria de praticar…”, a maioria das pessoas será paciente, encorajando você e sentido-se feliz em ajudar. Além disso, há aproximadamente um bilhão de falantes do inglês não-nativos no mundo todo, a maioria deles preferiria falar o seu próprio idioma se pudesse escolher. Tomar a iniciativa para entrar no mundo linguístico de alguém pode deixá-lo à vontade e fazer com que todos se sintam bem: “Com certeza, você pode viajar para o exterior falando seu próprio idioma mas você aproveitará muito mais se puder realmente se sentir à vontade no lugar onde está - conseguindo se comunicar, entender, interagir em todo tipo de situação que você possa imaginar.”

MAS QUAL É O SENTIDO?

Nós demos uma introdução em COMO começar a aprender um idioma mas talvez você ainda esteja pensando em PORQUE aprendê-lo? Matthew tem uma última observação a esse respeito: “Eu acho que cada idioma revela uma forma de ver o mundo. Se você fala um determinado idioma, você terá uma forma diferente de analisar e interpretar o mundo da do falante de um outro idioma. Até mesmo idiomas que são bem próximos como espanhol e português, que podem ser considerados mutuamente inteligíveis, são da mesma forma dois mundos diferentes - duas mentalidades diferentes. Por isso, depois de ter aprendido outros idiomas e de estar cercado por outros idiomas , eu não poderia renunciar a qualquer um deles pois eu estaria renunciando a possibilidade de ver o mundo de formas diferentes. Não somente de uma forma, mas de diferentes formas. O estilo de vida monolingual para mim, é muito triste, muito só, é uma forma mais chata de ver o mundo. Há tantas vantagens em aprender um idioma; eu realmente não consigo achar nenhuma outra razão para não fazer isso.”
Traduzido por: Camila Nobiling

domingo, 27 de setembro de 2015

O alfabeto mais longo do mundo

Você sabe qual é o alfabeto mais longo do mundo?
É o Khmer, ou Cambojano, com 68 caracteres. É o idioma oficial do Camboja e é falado por mais de 25 milhões de pessoas – entre cambojanos, tailandeses, vietnamitas e alguns chineses. São 33 consoantes, 24 vogais, 11 independentes vogais (não precisam das consoantes e podem formar palavras monossilábicas) – e ainda temos os números!
Cambodian Alphabet: Khmer ConsonantsCambodian Alphabet: Khmer VowelsCambodian Alphabet: Khmer Numerals
Por incrível que pareça, é uma língua relativamente fácil de aprender. Em Khmer, os verbos e os nomes não são flexionados (não há verbos irregulares e a maioria dos nomes não contém sufixos, prefixos, derivações ou flexões de gênero, número ou grau), a conjugação é simples e as palavras não tem singular nem plural. Claro que não seria brincadeira memorizarmos esses símbolos todos, principalmente para nós que já estamos acostumados com o nosso ABC.
Veja como fica a palavra ‘professor’ (ou ‘professora’) em Khmer: គ្រូបង្រៀន
Oi ou Olá escreve-se ជំរាបសួរ e pronuncia-se  /shumripsua/ (formal) e /sousdei/ (informal).
Fácil não é?
Há alguns outros idiomas com longos alfabetos, mas para ser chamado “alfabeto”, tudo depende se o símbolo representa uma palavra, uma sílaba ou um fonema. Nem todas as formas de escrita são representadas por um alfabeto, alguns são chamados sistemas de escrita logográficos (Chinês, Japonês, Coreano) ou silábicos (Cherokee). No “verdadeiro” alfabeto, cada caractere ou letra deve representar um fonema e as vogais tem o mesmo status que as consoantes.
Deixemos a teoria de lado e vejamos mais alguns exemplos, só por curiosidade: o Thai possui 44 consoantes e 15 símbolos para as vogais; o antigo eslavo tem 43 letras; o !Xu falado pelos Ikung na Namíbia, Botswuana e Angola tem mais de 100 símbolos, o Cherokee tem 85 e o Yi, usado apenas para escrita das línguas Yi, tem mais de 800 símbolos.
De repente, eu fiquei muito feliz e satisfeita com o nosso maravilhoso alfabetinho de apenas 26 letrinhas. Right?
Leia mais sobre a Língua Khmer: https://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_khmer

sábado, 29 de agosto de 2015

OS 5 ALFABETOS MAIS 'BONITOS' DO MUNDO


Desde os primeiros alfabetos, nascidos nos arredores da Mesopotâmia por volta de 2000 A.C., incontáveis sistemas de escrita, das mais diversas línguas e culturas, floresceram e padeceram na Terra. O exemplo mais clássico talvez seja o egípcio: uma civilização evoluída em vários campos do conhecimento, geograficamente vasta, que materializou seu legado em imponentes realizações arquitetônicas e um famoso sistema de escrita cuneiforme… que até hoje não conseguimos decifrar direito.
De uns tempos pra cá (2500 anos, mais precisamente), o alfabeto latino se popularizou a ponto de escantear e até extinguir os sistemas de escrita dos povos dominados pelos romanos, e pelos povos que deles descenderam. No entanto, ainda que seja o alfabeto mais usado no planeta, é a forma de comunicação escrita de menos de três quartos da humanidade. Mais de dois bilhões de pessoas ainda escrevem em outros formatos, e muitos deles impressionam pela beleza quase artesanal. Abaixo, conheça cinco dos alfabetos mais belos do mundo, e as razões pelas quais provavelmente eles vão se extinguir antes que você aprenda a lê-los.
1

Birmano (Myanmar)

O alfabeto birmano (da antiga Birmânia, moderna Myanmar) é composto por formas circulares que devem ser desenhadas sempre em sentido horário. A escrita hipnotizante tem uma razão mais prática que estética: as folhas de palmeira, nas quais as letras eram tradicionalmente entalhadas, seriam facilmente rasgadas por traços retos. Ainda que menos ameaçado que outros alfabetos dessa lista, o birmano tem cada vez mais ficado relegado a liturgias, enquanto, no uso cotidiano, é substituído pelo híndi e até pelo latino. Myanmar, que até pouco restringia o turismo estrangeiro, recentemente abriu suas fronteiras para visitantes, e deixou o seleto grupo de países nos quais não se vende Coca-Cola (ainda restam a Coréia do Norte e, discutivelmente, Cuba) / Foto: BBC.
2

Geórgio (Geórgia)

Espremida entre a Turquia e a Rússia, a Geórgia tem uma língua e um alfabeto próprios, que perduram sob fortes ameaças. No último século, a política imperialista russa tomou mais da metade da área original da Geórgia, e as atuais pressões para que o pequeno país ceda a independência para algumas porções de seu território indicam que cada vez menos caucasianos estarão falando e escrevendo em geórgio, e cada vez mais estarão falando russo e escrevendo pelo alfabeto cirílico. O desejo russo de controlar os oleodutos que passam pela Geórgia também ameaçam a soberania cultural local. É uma pena: o alfabeto geórgio tem uma elegância que remete ao árabe, combinada com uma simplicidade quase infantil expressa pelas curvas arredondadas.
3

Cingalês (Sri Lanka)

Considerado um dos alfabetos mais extensos do mundo, o cingalês possui mais de 50 fonemas, ainda que só 38 sejam usados com frequência na escrita contemporânea. Continua sendo ensinado em monastérios budistas e escolas, e é a língua-mãe de mais da metade dos 21 milhões de habitantes de Sri Lanka. A improbabilidade de que você aprenda a lê-lo se deve mais a sua baixa relevância geográfica (uma vez que praticamente só é usado na ilha de Sri Lanka) que às ameaças por ele sofridas. Restrito a uma porção de terra cercada de água, o cingalês tem boas chances de sobreviver por mais algum tempo, ainda que a tendência, daqui pra frente, é a de que seu uso só diminua.
4

Tagalogue (Filipinas)

Originado das línguas indianas, o tagalogue era o sistema de escrita dominante nas Filipinas até a chegada dos espanhóis. A colonização primeiro modificou preceitos do alfabeto: antes escrito de baixo pra cima, passou a correr da esquerda para a direita. Mais tarde, o espanhol foi denominado a língua oficial do país, numa imposição cultural devastadora para o antigo alfabeto. Ainda que o filipino (uma mistura de línguas locais antigas com o espanhol) tenha sido designado como língua co-oficial, em 1973, o idioma passou a ser expresso pelo alfabeto latino. A escrita tagalogue sobrevive, hoje, pelo menos segundo as autoridades. Na prática, seu destino deve ser parecido com o dos mais de 120 dialetos locais que, pouco a pouco, vão desaparecendo pelo país.
5

Hanacaraka (Indonésia)

Desenvolvido na ilha mais populosa do arquipélago indonésio como forma de comunicar o idioma javanês, a escrita hanacaraka foi se disseminando para ilhas vizinhas e incorporando variações regionais. Com a popularização das prensas, tentou-se insistentemente padronizar o alfabeto nos séculos XIX e XX, mas esses esforços foram subitamente interrompidos pela ocupação japonesa na Indonésia, no meio da segunda guerra mundial, durante a qual o uso do hanacaraka foi expressamente proibido. Desde então, o alfabeto tem sido suplantado pelo latino, ainda que o governo local tenha preservado seu uso em placas de trânsito, e tornado o seu ensino obrigatório em algumas escolas. Para conhecer o hanacaraka pessoalmente, a recomendação mais prudente é que você pegue logo um vôo para Jakarta. Antes que seja tarde demais. 

sábado, 27 de dezembro de 2014

Brasil perdeu mais de 1.100 línguas indígenas em 500 anos

Índios guarani recebem título de Língua de Referência Cultural Brasileira
Índios guarani recebem título de Língua de Referência Cultural Brasileira
José Ribamar Bessa Freire - http://noticias.terra.com.br/
A cada quinze dias acontece uma morte. Dizem que cortam a língua da vítima com requintes de crueldade. O cadáver desaparece misteriosamente sem deixar vestígio. Daqui até o Natal haverá mais dois assassinatos em algum lugar do mundo, segundo previsão do investigador irlandês David Crystal, que busca pistas para explicar tantos crimes. Nenhum organismo policial, nacional ou estrangeiro, identificou até hoje os assassinos. Um seminário realizado em Foz do Iguaçu (PR), nesta semana, reuniu autoridades e especialistas da América Latina para discutir, entre outras questões, como evitar essas mortes consideradas crime contra  a humanidade.
Parece que os assassinos se inspiram em Genghis Khan que no século XIII, de forma indulgente, poupava a vida dos prisioneiros de guerra, a quem deixava retornar em liberdade às suas casas. No entanto, para impedir que batessem com a língua nos dentes e passassem informações ao inimigo, cortava suas línguas. Daí a origem do provérbio mongol “Quem tem língua cortada não fala.”
A mutilação praticada pelo exército mongol continua sendo feita simbolicamente no planeta. O crime é justamente esse: o glotocídio. Cada quinze dias morre o ultimo falante de uma das 6.700 línguas faladas atualmente em 193 países. Com ele desaparece para sempre mais uma língua.
Com o objetivo de criar estratégias para fortalecer as línguas ameaçadas na América Latina, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Ministério da Cultura organizaram nesta semana, de 17 a 20 de novembro, em Foz do Iguaçu, um encontro de autoridades e de alteridades no Seminário Ibero-americano da Diversidade Linguística, que reuniu mais de 400 pessoas comprometidas com a luta pelos direitos linguísticos das minorias. Participaram dos debates linguistas, historiadores, antropólogos, falantes de línguas indígenas e de línguas minoritárias de migração, além da Língua Brasileira de Sinais (Libras).
Durante o evento foi entregue o certificado das três primeiras línguas reconhecidas como referência cultural brasileira pelo Iphan: o guarani, falado também em outros países do Mercosul, o Assurini do Trocará, língua falada nas margens do Rio Tocantins (PA) e que quase desaparece afogada na hidroelétrica de Tucuruí e o Talián – vinda com os migrantes do norte da Itália e que hoje é falada no sul do Brasil. Essas três línguas, depois de terem sido cuidadosamente documentadas, fazem parte agora do Inventário Nacional da Diversidade Linguística (Indl).
Línguas minorizadas
O reconhecimento de uma língua como referência cultural requer que ela seja falada em território brasileiro há pelo menos três gerações e que seus falantes solicitem ao Iphan o pedido de inclusão no Indl, que é então analisado por uma comissão técnica interministerial. Esse caminho pode ser seguido por mais de 300 línguas faladas no Brasil, entre elas as línguas indígenas, que são autóctones e estão aqui enraizadas, e as línguas alóctones que vieram para o Brasil trazidas por migrantes. Das línguas indígenas apenas 11 têm acima de cinco mil falantes, o que significa que a maioria corre sério risco de extinção.
Essas línguas chamadas minoritárias foram minorizadas no processo histórico, ficando com número reduzido de falantes: apenas 5% da população do planeta. No entanto, elas constituem maioria expressiva se considerarmos a quantidade de línguas faladas no mundo inteiro por tais minorias, que representam 95% das línguas existentes no Atlas Linguístico Mundial, 15% das quais em continente americano. Portanto, os direitos linguísticos reivindicados se referem a uma minoria de falantes, mas também à maioria das línguas existentes no mundo que garantem a manutenção da glotodiversidade.
O que é, afinal, que se quer com a defesa da diversidade linguística? Já seria plenamente justificável lutar exclusivamente pelos direitos legítimos das minorias de continuarem pensando, cantando, amando, narrando, trabalhando e sonhando em suas línguas, mas essa luta ganha força quando sabemos que ela inclui a sobrevivência das próprias línguas, que só seus falantes podem garantir. Muitas espécies vivas de plantas e de animais que estão em perigo são conhecidas apenas por determinados povos cujas línguas – que produziram e armazenam tais conhecimentos – são consideradas moribundas e estão ameaçadas de extinção.
O linguista Aryon Rodrigues, depois de esboçar um panorama das línguas indígenas da Amazônia, concluiu que nelas se encontram fenômenos fonéticos, gramaticais, de construção do discurso e de uso das línguas, que não se encontram em línguas de outras partes do mundo. Daí a preocupação de mantê-las vivas. Essas línguas constituem, junto com o material arqueológico disponível, as pistas que melhor nos informam sobre a ocupação do território americano, datas e movimentos migratórios.
A sobrevivência das línguas ditas minoritárias interessa, portanto, não apenas aos seus falantes, mas ao conjunto da humanidade, pois está relacionada à preservação da biodiversidade. A diversidade linguística se torna assim tão vital para a sobrevivência da espécie humana quanto à diversidade biológica.
O glotocídio
Segundo David Crystal em seu livro "A revolução da linguagem”, hoje, no planeta, ainda são faladas 6.700 línguas, mas a situação é dramática, porque em média, uma língua desaparece a cada duas semanas. Línguas morrem, o que é natural. O preocupante, para ele, é a velocidade da perda que está se fazendo sem precedentes na história escrita, decretando morte prematura, um glotocídio anunciado.
- Uma língua começa a desaparecer quando seus falantes são expulsos de suas terras ou quando a comunidade, por essa e por outras razões, perde o desejo de preservá-la, diz Crystal, para quem se uma língua que nunca foi documentada morre, é como se jamais tivesse existido, porque não deixa qualquer vestígio. E uma língua morre – diz ele – quando o penúltimo falante desaparece, pois então o último já não tem mais ninguém com quem conversar.
No seminário foi lembrado o drama recente de dois índios. Um deles – Tikuein – único falante da língua Xetá, vivia na aldeia São Jerônimo, norte do Paraná, com índios Kaingang e Guarani. Como estratégia para manter a língua viva, ele falava com o espelho e algumas vezes, caminhando pela aldeia, com um interlocutor fictício – leia a crônica "O homem que falava com o espelho"
O outro caso foi registrado em 1978 por Zelito Viana no filme Terra de Índio. Ele gravou dona Maria Rosa, que vivia no Posto Indígena Icatu (SP) e era ali a única falante da língua Ofaié Xavante. Quando a fez escutar o que ela mesma havia dito, dona Maria Rosa estabeleceu um  diálogo com o gravador, a quem perguntou por seu pai, por sua mãe e no final se despediu do aparelho dizendo: "Até logo, agora não falo mais porque estou rouca, viu?".
A extinção é um risco permanente para as línguas minoritárias, principalmente as indígenas, devido ao reduzido número de falantes e ao uso social restrito. Não existe literatura escrita nessas línguas, nem espaço na mídia. Em cinco séculos, nessas condições, mais de 1.100 línguas indígenas desapareceram do mapa do Brasil e outras tantas do continente americano, levando com elas conhecimentos, cantos, rezas, narrativas, poesia, mitos, afetos.
O jesuíta João Daniel, no seu "Tesouro Descoberto do Rio das Amazonas", com distanciamento crítico, conta como um missionário espancou uma índia do Marajó com bolos de palmatória dizendo: "Só paro de bater quando você disser "basta", mas não na tua língua". Ela calou. Suas mãos sangraram. Ele concluiu que as mulheres – a quem talvez o mundo deva a preservação de muitas línguas – eram mais resistentes que os homens, que migravam de uma língua a outra com mais frequência. Desta forma, centenas e centenas de línguas foram extirpadas a ferro e fogo.
Inventário de Línguas
O Inventário Nacional da Diversidade Linguística Brasileira (INDL) criado por Decreto Federal de 2010 tem o objetivo de conhecer e fortalecer as línguas minoritárias. Ele dialoga com a Carta Europeia sobre as Línguas Regionais ou Minoritárias (1992) e a Declaração Universal para a Promoção da Diversidade Cultural – Unesco (2005), além da Declaração Universal dos Direitos Linguísticos (1996) de Barcelona, que surgiu das comunidades linguísticas e não dos Estados nacionais.
No Brasil, existem vários projetos destinados a identificar, documentar, reconhecer  e valorizar as línguas portadoras de referência à identidade como o PRODOCLIN, do Museu do Índio, que documentou cerca de 20 línguas e culturas indígenas e projetos do Museu Goeldi e do Laboratório de Línguas da UnB, entre outros.
Reconhecer essas línguas não é simplesmente aceitar formalmente a sua existência, mas considerá-las parte da nossa história. Como escreveu Bartolomeu Meliá, que fez a conferência final, "a história da América é também a história de suas línguas, que temos de lamentar quando já mortas, que temos de visitar e cuidar quando doentes, que podemos celebrar com alegres cantos de vida quando faladas".

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

101 links para aprender um idioma de graça


Quer aprender a falar uma língua estrangeira, mas não tem dinheiro? Confira nossa lista com 101 links para aprender qualquer idioma de graça. Há inglês, espanhol, francês, alemão, chinês…
Se você quer aprender uma língua estrangeira, mas não tem dinheiro para o curso, agora é hora de parar com desculpas. Separamos uma lista com 101 links para aprender qualquer idioma. Os links contêm conteúdos para iniciantes, canais de vídeos no YouTube com aulas, podcastslivros, ferramentas para correção e tradução, comunidades com pessoas que também estão aprendendo e podem ajudar você, aplicativos para celular e muito mais. Fique atento, pois alguns cursos exigem que você já tenha conhecimentos da língua inglesa. Confira:
CURSOS PARA INICIANTES
Se você já fala inglês e deseja aprender outro idioma, como grego, francês, italiano, mandarim ou alemão o site BBC Language pode te ajudar. Ele oferece jogos, exercícios, vídeos, áudios e outros materiais em um curso de idiomas online gratuito.
Em um curso introdutório de 20 horas você terá acesso sem custos para aprender os fundamentos do idioma espanhol.
Esse curso, em inglês, é feito para quem nunca teve contato com o idioma mandarim chinês. Em um total de 6 horas ele apresenta, além do idioma, algumas informações sobre a cultura e sociedade chinesa.
Um total de 15 aulas introdutórias de francês estão disponíveis online gratuitamente. O conteúdo foi desenvolvido pela Universidade Carnegie Mellon e é necessário falar inglês para completar as lições.
Se você não fala inglês, mas deseja aprender, confira os materiais oferecidos pela Englishtown. O site promete que, com cinco minutos de prática por dia, você pode aprender o idioma facilmente.
Crie uma conta grátis no Busuu e aprenda alemão nos cursos com exercícios, conversação, testes e outros materiais. Além do alemão, o site também oferece cursos de inglês, turco, árabe, italiano, japonês, francês, polonês, russo e espanhol.
No Otaku Project você pode aprender a falar japonês online e de graça. Para facilitar a vida dos alunos o site disponibiliza um roteiro de estudos com introduções sobre o idioma, o alfabeto e aspectos da gramática, além de oferecer um espaço para dúvidas, sessão de livros e downloads.
Para aprender a linguagem dos sinais da língua brasileira em uma plataforma online e gratuita confira o curso de libras básico da Prime Cursos.
Se você já fala inglês e deseja aprender latim, confira um curso de introdução ao idioma com 10 horas de duração.
No site você terá acesso gratuito a exercícios, lições e testes que podem ajudá-lo a aprender espanhol.
O blog Russo em Português procura auxiliar pessoas que querem aprender russo e oferece diversos recursos online como guia para autodidatas, notícias sobre a Rússia, dicionários e mais.
Se você pensa que a língua persa é coisa do passado, está muito enganado. Atualmente ela é falada no Irã, no Afeganistão, Tajiquistão, Paquistão, Uzbequistão e, em menor escala, na Armênia, Turcomenistão, Azerbaijão e no Barein. Se você deseja saber o básico do idioma, como, por exemplo, algumas expressões do cotidiano, confira o dicionário de viagem grátis no site Aprender Línguas.
No site Learn English Online você pode conferir de graça mais de 56 lições do nível iniciante ao intermediário e dicas de pronúncia. Além disso, é possível conversar com outras pessoas que fazem o curso no fórum oferecido pelo site.
No site você tem acesso sem custos a lições de gramática, verbos, falsos cognatos, expressões idiomáticas e provérbios em italiano.
O idioma hebraico é falado por mais de 8 milhões de pessoas ao redor do mundo e é uma das línguas mais antigas do mundo. Confira o curso online gratuito oferecido pela Livemocha, faça seu cadastro e comece a aprender.
Se você já é fluente em inglês e deseja aprender a linguagem dos sinais no idioma, confira o curso gratuito no site Lifeprint.com.
O Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) oferece um curso de chinês básico, em inglês, por meio de seu site OpenCourseWare.
Criado no fim da década de 1970 por Ludwig Lazarus Zamenhof, o Esperanto foi feito com o objetivo ser um idioma fácil de aprender, politicamente neutro, que pudesse transcender as divisões nacionais e promover a paz e a compreensão entre as pessoas com diferentes línguas regionais e/ou nacionais. Junte-se ao grupo de 2 milhões de pessoas que falam o idioma e aprenda o Esperanto de graça no site Livemocha.
O blog Brasileiros na Holanda oferece aulas, lições, dicas, exercícios e outros materiais online completamente gratuitos.
O híndi é um dos idiomas mais falados em todo mundo. Aprenda o idioma online e de graça no Livemocha.
Se você gosta de vikings e cultura nórdica, aprenda a falar o idioma nórdico antigo no site Old Norse for Beginners. É necessário falar inglês, pois o curso é feito nesse idioma.
CANAIS DE VÍDEOS
O canal UrgentEnglish é feito para quem quer aprender inglês de maneira rápida e prática. Ele promete prepara o aluno em um período de quatro a seis meses.
Em vídeos curtos de, em média, dois a três minutos, expressões e gírias em inglês são traduzidas para o mandarim chinês de maneira divertida e rápida.
Swahili Lessons oferece uma introdução ao idioma suaíli em lições curtas feitas em inglês.
O canal ruthnp75 oferece 60 vídeos com tutoriais para quem quer falar coreano.
O canal Curso de Latim Online oferece atualmente uma introdução ao idioma com informações sobre a língua e a cultura latina.
O canal oferece mais de 124 vídeos para quem deseja aprender italiano online e de graça.
O canal Curso de idiomas oferece mais de 146 vídeos com aulas em alemão, inglês, espanhol, tártaro, russo e mais.
PODCASTS
O podcast English as a Second Language oferece lições de inglês para pessoas de todo mundo com temas como viagens, relacionamento, entretenimento, negócios, etc.
O programa de voluntariado norte-americano Peace Corps oferece diversos podcasts com lições de idiomas como árabe na Jordânia, russo no Cazaquistão, francês em Mali e mandarim na China.
O site Fale chinês oferece podcasts com diversas lições para que você tenha acesso a uma introdução ao idioma.
Faça o cadastro no site, crie sua conta e aproveita as milhares de lições de alemão disponíveis no site. É necessário falar inglês.
Se você deseja aprender a falar romeno os arquivos do site Learn Romanian Magazine podem ajudá-lo. Confira os podcasts disponíveis e pratique o idioma.
Se você já fala inglês e deseja aprender o mandarim, confira mais de 45 lições em áudio completamente gratuitas feitas pela Open University.
O site FrancêsZero oferece aulas de francês por meio de podcasts e exercícios para quem deseja aprender o idioma.
O portal Lernu! oferece diversas ferramentas e cursos para quem quer aprender o idioma mundial online e de graça.
Confira aulas de italiano no podcast Learn Italian ItalianPod101.com.
Traduza a página e aproveite os podcasts oferecidos pelo site para treinar o idioma finlandês.
Da mesma série dos podcasts em italiano e alemão, confira a lista com mais de 25 lições para aprender japonês.
Se você já fala inglês e deseja aprender híndi confira os arquivos em áudio com cerca de 20 lições do idioma.
No site você pode aprender inglês e espanhol com podcasts de contos clássicos como chapeuzinho vermelho.
O jornal Folha Online disponibiliza podcasts de gramática da língua portuguesa em seu site com dicas de Thaís Nicoleti de Camargo.
Confira 10 lições de hebraico no podcast com áudios sobre temas variados como energia solar, eleições em Israel e impostos
Se sua desculpa não é dinheiro, mas sim tempo, o podcast One Minute Catalan é a solução. Ele oferece lições curtas de um minuto de espanhol.
Seja qual for o seu nível de proficiência no frânces, iniciante ou avançado, não deixe de conferir esse podcast com as notícias apresentadas de maneira acessível para os estudantes do idioma.
Confira 30 lições gratuitos de árabe no podcast ArabicPod.
O blog Russo para Brasileiros oferece aulas do idioma em formato podcast totalmente gratuito.
Para praticar o idioma, escute o podcast de notícias da BBC em espanhol.
Mais de 80 arquivos estão disponíveis gratuitamente para que você aprenda japonês por meio de exemplos de conversas do cotidiano e anime.
[Livros online]
Na Universia Livros você pode fazer o download de mais de 600 livros grátis em vários idiomas como espanhol e inglês
A página no Wikibooks é em inglês, mas se você já fala o idioma pode conferir diversos recursos em gaélico escocês como gramática, pronúncia, frases e mais.
A página contém um conteúdo que formam um curso de coreano, do nível básico ao intermediário, com materiais como exercícios, lições, alfabeto e história.
Com conteúdo inteiramente em português, você pode fazer um curso de japonês por meio do Wikilivros.
A página do Wikilivros oferece um curso em nível básico do idioma e dispõe diversos conteúdos.
A página dispõe 11 lições sobre a língua com ensinamentos sobre nomes, verbos, pronomes, pronúncia e muito mais.
O curso do idioma Afrikaans oferecido pelo Wikilivros oferece uma introdução e lições que vão do nível básico ao intermediário.
A página exclusiva do idioma oferece livro lições com sobre o alfabeto, verbos, pronomes, vocabulário e mais.
O contéudo de mais de 180 livros está em inglês e oferece lições gratuitas de latim e grego antigo.
A língua ídiche ou iídiche é falada principalmente em comunidades judaicas em países como Alemanha, Estados Unidos, Bélgica, França, Argentina, Brasil, Rússia e outros. Ela se desenvolveu a partir de vários outros idiomas, como alemão, polonês, eslavo, hebraico e aramaico. Sua escrita utiliza os caracteres do idioma hebraico. Se você já fala inglês e deseja descobrir mais sobre esse idioma, confira a página do Wikibooks para essa língua.
A página do Wikilivros de francês contém seis lições para que você aprenda o básico do idioma sem sair de casa e de graça.
Se você já fala alemão e deseja praticar o idioma confira os livros disponíveis no site Virtual Books com obras que vão de Shakespeare a Edgar Allan Poe.
O site acima também oferece diversos livros em italiano para que você treine sua prática na leitura em italiano.
Confira o curso de espanhol do Wikilivros e aprenda o idioma.
O curso do Wikilivros vai do básico ao avançado e disponibiliza também informações sobre a cultura.
O curso do Wikilivros de grego moderno está em desenvolvimento, mas você já pode conferir diversos conteúdos sobre vocabulário, gramática, fonologia e alfabeto.
Se você deseja conhecer um pouco mais sobre as 142 línguas usadas ou faladas no Sudão não perca a página exclusiva do wikilivros para elas.
[Ferramentas para tradução]
A ferramenta funciona como um tradutor online, mas funciona com um limite de 140 caracteres.
O site foi desenvolvido para viagens e além do tradutor possui um conversor de moedas, glossários e outras materiais de referência para seis idiomas diferentes.
É rápido e muito fácil de ser usado, na maioria dos idiomas também oferece uma ferramenta de áudio para que você saiba a pronúncia das palavras traduzidas.
Um dos tradutores com mais opções de idiomas, o Freelang oferece 265 dicionários bilíngües para que você traduza suas dúvidas.
O antigo tradutor Babbel Fish é a ferramenta da Microsoft para tradução online de textos e páginas da web.
COMUNIDADES E GRUPOS
Já demos as dicas do site para aprender diversos idiomas, mas, além disso, você também pode aproveitar o espaço da comunidade dos usuários no site para corrigir seus exercícios, tirar dúvidas e praticar a conversação com pessoas de todo mundo.
No italki, você pode receber respostas sobre suas dúvidas, ter a sua escrita e exercícios corrigidos e se comunicar com diversas pessoas que, como você, também desejam aprender outro idioma.
Nesse site é possível participar de discussões de grupos em fóruns ou conversas com apenas uma pessoa em uma sala de bate papo.
Os fóruns disponíveis no UniLang são um ótimo local para praticar o novo idioma que você está aprendendo. O lema do site é “unindo os amantes dos idiomas”.
Junte-se a mais de 1 milhão de usuários em uma comunidade que reúne pessoas de mais de 130 países ao redor do mundo e pratique a língua aprendida com nativos do país de origem do idioma.
Conhecido como o “Facebook dos idiomas”, o Palabea permite que você coloque vídeos e áudios, grave, traduza e, claro, converse com outras pessoas.
A plataforma de comunicação online possui uma área exclusiva para que os usuários perguntem e respondam dúvidas e façam contato por meio de conversas com pessoas de todo mundo.
O site é parecido com o My Language Exchange, porém é uma plataforma do Dickinson College, nos Estados Unidos, em que os estudantes de idiomas podem ser tanto alunos quanto professores.
No site é possível criar suas próprias lições para outras pessoas ou apenas se comunicar com elas em uma comunidade normal.
FERRAMENTAS
No Babbel é possível aprender inglês, espanhol, francês, italiano, sueco, português brasileiro e alemão. Possui mais de um milhão de usuários e um método de ensino e aprendizado diferenciados.
Não se assuste ao abrir o site. Basta passar o mouse sobre qualquer palavra em japonês para descobrir seu significado. Ele funciona com qualquer endereço eletrônico e pode ser usado em diversos navegadores.
Aproveite todas as facilidades e serviços do Skype diretamente do seu tablet da Apple.
O Byki oferece opções gratuitas e pagas e com ele é possível aprender com um método de ensino baseado em palavras do vocabulário em cartões com informações sobre as palavras.
Como o Rikai, o Lingro funciona como um tradutor de palavras em endereços eletrônicos para mais de 12 idiomas diferentes.
O ProVoc permite que você crie seus próprios cartões de palavras com graus de dificuldade diferentes.
A plataforma funciona em computadores da Apple e oferece mais de 100 mil traduções em espanhol, francês, italiano e alemão.
APLICATIVOS
O aplicativo da Babbel para celular ajuda você a aprender turco, inglês, espanhol, alemão e mais.
Além do alemão, o Busuu oferece versões do aplicativo para celular em inglês, francês, italiano e espanhol.
O idioma Hoocak é nativo dos povos norte-americanos e com esse aplicativo é possível aprender um pouco mais sobre a língua.
Pode acreditar, os desenvolvedores desse aplicativo querem ajudar você a aprender 50 línguas diferentes pelo celular.
Além do frânces, o aplicativo de aprendizagem de idiomas ajuda você a aprender italiano, alemão, espanhol, inglês e mandarim por meio de jogos.
Se você já fala inglês e deseja aprender espanhol ou praticar o que já sabe, confira esse aplicativo para iPad.
O aplicativo é baseado em jogos e permite que você treine mais de 20 idiomas diferentes pelo celular.
Traduza mais de 60 idiomas usando esse tradutor para celular.
Conjugue verbos em espanhol e francês pelo celular.
O Vocre usa tecnologia de reconhecimento de voz para que você traduza o que outras pessoas falam.
Neste aplicativo você pode aprender o básico do hebraico com a professora Shira Cohen Regev.
Aprenda os caracteres Hiragana do japonês com esse aplicativo.
Confira sua pronúncia em inglês americano, espanhol, francês, alemão, italiano e inglês britânico.
Fotografe objetivos do seu dia a dia e descubra a definição em inglês.
Aproveite!
Veja outra opção de cursos gratuitos:
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