Em 2017, a Organização das Nações Unidas (ONU) elegeu a mandioca como o alimento do século 21. A raiz é um dos principais alimentos para mais de 700 milhões de pessoas, principalmente em países em desenvolvimento.
Um tukul, a cabana tradicional etíope, com uma plantação de ensete na estrada para Boricha, na Região das Nações e Nacionalidades dos Povos do Sul da Etiópia (Foto: Giselle Paulino/ÉPOCA)
Quem olha para essa planta de aparência tropical, com caule suculento e folhas largas verdes e brilhantes, pensa que se trata de uma bananeira comum, apenas sem os cachos da fruta paradisíaca. Ainda que pertença à mesma família musácea de nossa banana comestível, a ensete (Ensete ventricosum) é muito mais que uma simples herbácea. Nativa da Etiópia, a falsa banana ou banana-da-abissínia oferece uma fibra muito usada pela população do sul do país – até mesmo para construir casas –, possui propriedades medicinais e é a base da alimentação de quase 10 milhões de pessoas que vivem na região.
Em 1640, o padre português Jerônimo Lobo viajava pela antiga Abissínia e descreveu a ensete como “uma árvore peculiar do país” que, quando preparada para comer, “lembrava o nabo.” A planta passou a ser chamada “árvore dos pobres”, embora fosse consumida também pelos ricos. Seu outro nome é “árvore contra a fome”, já que todos aqueles que plantavam a espécie não corriam o risco de não ter o que comer. Com uma ensete no quintal, sempre há alimento.
Vimos plantações de ensete pela primeira vez em uma comunidade Dorze, na Região das Nações e Nacionalidades dos Povos do Sul da Etiópia (RNNPS) que, como o nome sugere, abriga mais de 50 diferentes etnias concentradas no vale do Rio Omo, perto das fronteiras do Quênia e do Sudão do Sul. Essas tribos, como Mursi, Hammer, Karo, Tsemay ou Arbore, representam alguns dos últimos exemplos de povos nativos africanos que ainda vivem com pouca influência ocidental e mantém seus costumes e tradições.
A etnia Dorze vive nas montanhas, a 3.000 metros de altitude, a algumas dezenas de quilômetros de Arba Minch. A principal característica da comunidade são suas casas construídas a partir de bambu e “folhas de bananeira”, ou o que pensávamos ser uma bananeira. Chegando a atingir 10 metros de altura, apesar da aparência frágil, as cabanas podem durar até meio século.
Além de abrigar a (extensa) família etíope, a casa feita com folhas de banana tem espaço suficiente para acolher animais domésticos da família, como bezerros, cabras e bodes. Não há problema em conviver com os animais, pois, segundo o povo Dorze, estes ajudam a manter o calor no interior das casas. Vistas à distância, as cabaninhas parecem uma família de elefantes, tanto pela cor acinzentada como pela forma ondulada.
Mas foi apenas um ano mais tarde, durante uma pesquisa de campo com o povo Sidama, também na RNNPS, que fomos compreender a importância dessa planta para a segurança alimentar e nutricional da Etiópia. Embora pareça paradoxal, a Etiópia é um país rico em biodiversidade com grande diversidade genética de culturas como cevada, milhete, sorgo, gergelim, moringa ou linhaça, além de possuir espécies nativas como o tef e a ensete. Relatos de exploradores do século 16 dão detalhes da riqueza do país e da beleza das montanhas cobertas por uma, então, vegetação exuberante.
No entanto, de acordo com o World Resource Institute, atualmente apenas 4% da vegetação nativa restou no país. Um dos motivos desse verdadeiro colapso foram os séculos de governos autoritários e exploratórios que obrigaram os agricultores a entregarem parte de suas produções e a pagar taxas abusivas à aristocracia da época. Essas medidas forçaram a população a viver em situação de pobreza extrema na qual as únicas alternativas eram avançar com a agricultura sobre as terras virgens e cortar a madeira das florestas para serem processadas e vendidas como carvão.
O livro publicado pelas universidades da Flórida e de Hawassa Ensete: The tree against hunger mostra que, no passado, a falsa banana espalhava-se por todo o território etíope, mas hoje é encontrada apenas na RNNPS e em alguns lugares ao redor do Lago Tana, nas montanhas Simien e no sul da Eritreia.
Variedades selvagens da ensete também podem ser encontradas na Ásia, em alguns países da África Subsaariana e em Madagascar. No entanto, apenas na Etiópia a planta foi domesticada em uma escala maior. Alguns historiadores e antropólogos acreditam que esse processo pode ter começado há cerca de 10 mil anos.
Durante a fome que atingiu o país em 1983 e 1984, as comunidades que cultivavam ensete em suas roças conseguiram superar com menos dificuldades os terríveis meses de seca. A planta é capaz de resistir a períodos de estiagem. Ao mesmo tempo, quando a chuva cai com violência, sua vasta folhagem ajuda a proteger o solo das enxurradas, evitando a perda de nutrientes e a consequente erosão.
Nos arredores de Hawassa, a capital da RNNPS, o cenário rural é composto pelos tradicionais tukuls, cabanas circulares de palha, nas quais a eletricidade ainda não chegou. Na região, todo tukul está sempre rodeado por uma plantação de falsa banana. Foi lá que aprendi a importância do kocho, alimento parecido a um pão produzido a partir da ensete e principal componente da dieta da região. “Comemos kocho de manhã, na hora do almoço e no jantar. Não podemos viver sem ensete”, diz Mikael Babe, agricultor de Boricha.
Para preparar o kocho é preciso extrair a polpa do pseudocaule não lenhoso da falsa banana e enterrar a massa por cerca de 12 a 15 dias para que um processo de fermentação aconteça. Após esse período, o produto é retirado do buraco cavado no solo, hidratado, amassado e assado dentro de uma folha da própria ensete. O ritual vem se repetindo por muitas gerações.
Toda a produção de ensete é destinada ao consumo próprio local. Quando uma família está sem a planta, basta recorrer ao vizinho e pedir emprestado alguns caules ou até mesmo encontrá-la na feira local. Nessas regiões onde os agricultores vivem exclusivamente do que produzem, plantar os alimentos básicos é uma prioridade, principalmente quando se trata de áreas vulneráveis a períodos de seca e riscos de situações de fome, como é o caso da Etiópia e de outros países da África Subsaariana.
Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), a ensete produz mais alimento do que a maioria dos cereais. Estima-se que uma plantação com 50 pés de falsa banana, ocupando apenas cerca de 300 metros quadrados, possa alimentar diariamente uma família de cinco a seis pessoas. Um simples pé de ensete rende, durante seu ciclo, cerca de 40 quilos de kocho.
Outro benefício da planta é que os campos de ensete são adubados por compostos orgânicos feitos a partir dos excrementos de animais domésticos. Esse procedimento contribui com a fertilidade do solo e ajuda a aumentar a capacidade da terra em absorver a água da chuva. Como o cultivo de ensete acaba melhorando a qualidade do solo, sua produção tem sido contínua por séculos a fio.
Para nós ocidentais, não acostumados com comidas fermentadas, o kocho pode parecer pesado e de gosto estranho. Mas na zona rural de Hawassa, a polpa da ensete está presente todos os dias nos pratos dos camponeses.
Em uma fazenda no interior da Etiópia, sob o céu azul, um jovem agricultor encoraja bois a pisotear palha de cereais no chão, para ajudar a separar as sementes.
Essa cena se repete em toda a zona rural do país. Dessas plantas sai a semente de um grão chamado teff, consumido no país africano há centenas de anos, mas agora exaltado na Europa e na América do Norte como um "supergrão" - assim como a quinoa.
Rico em proteínas e cálcio, além de livre de glúten, o teff tem crescido em popularidade internacionalmente.
No entanto, como o grão é parte fundamental da dieta etíope - comumente transformado em um pão achatado acinzentado chamado injera -, o país proíbe a exportação do teff, seja ele em sua forma mais crua ou depois de ser transformado em farinha.
Direito de imagemBBC WORLD SERVICEImage captionRico em proteínas e cálcio, além de livre de glúten, o teff tem crescido em popularidade internacionalmente
Por isso, empresas etíopes só podem, por enquanto, exportar o pão injera e outros derivados do teff, como bolos e biscoitos.
A expectativa dos empresários, porém, é de que a Etiópia consiga aumentar significativamente sua colheita de teff, para que o grão possa ser exportado em um futuro não muito distante.
"Começamos do zero e agora estamos levando nossa comida tradicional a todo o mundo", diz Hailu Tessema, fundador da Mama Fresh, primeiro produtor de injera em grande escala na Etiópia.
Demanda crescente
Direito de imagemBBC WORLD SERVICEImage captionA farinha de teff é misturada com água dentro de barris, onde fermenta por quatro diasDireito de imagemBBC WORLD SERVICEImage captionGrão é transformado em pão achatado acinzentado chamado 'injera'
Seis dias por semana, a Mama Fresh usa voos da Ethiopian Airlines para levar 3 mil pães da capital, Adis Abeba, a Washington, nos EUA, onde vivem vários imigrantes etíopes.
O injera também é transportado à Suécia três vezes por semana, à Noruega duas vezes por semana, e à Alemanha três vezes ao mês.
"A demanda tem aumentado cerca de 10% por mês", diz Tessema, 60, que não se incomoda com o veto à exportação de sementes de teff.
"É melhor exportar produtos com valor agregado, porque isso cria mais empregos."
A Mama Fresh emprega mais de cem pessoas e pretende contratar mais 50 neste ano. Sua matéria-prima vem de 300 produtores.
Tessema começou seu negócio em 2003, com 100 mil birrs etíopes (cerca de R$ 15 mil) e um barraco.
Hoje, sua receita anual é de cerca de 17 milhões de birrs (R$ 2,5 milhões), e no ano passado a empresa inaugurou uma nova fábrica.
Ali dentro, a farinha de teff é misturada com água dentro de barris, onde fermenta por quatro dias, para depois serem usados na produção do injera.
No exterior, o pão já tem consumidores cativos, muitos deles expatriados etíopes.
Pequeno grão do tamanho de uma semente de papoula, o teff também pode ser processado na forma de farinha e usado para produzir pães no estilo ocidental ou mesmo massas. Em Londres, a empresa Tobia Teff usa teff produzido nos EUA para fazer pães e mingau.
Direito de imagemBBC WORLD SERVICEImage captionEm Londres, empresa Tobia Teff usa teff produzido nos EUA para fazer pães e mingau
O negócio foi fundado pela etíope-britânica Sophie Sirak-Kebede, 58, que comandava também um restaurante na capital britânica, mas decidiu dedicar-se apenas ao teff.
"As pessoas têm sonhado com teff ultimamente", diz ela. "Depois de milhares de anos (de existência), ele virou moda por aqui."
Suas vendas aumentaram 40% nos últimos 14 meses.
Até mesmo o Serviço de Saúde Britânico (NHS na sigla ingesa, equivalente ao SUS no Brasil) passou a servir o teff para pacientes com intolerância a glúten.
Produtividade
No entanto, apesar de suas elogiadas propriedades nutricionais, o teff tem um problema produtivo: "Ele não dá muito rendimento. Houve pouco investimento e pesquisa nas colheitas", diz Zerihun Tadele, pesquisador etíope da Universidade de Berna, na Suíça.
A produtividade média de teff na Etiópia é de 1,4 tonelada por hectare, menos da metade da média global de 3,2 toneladas para variedades modernas de trigo.
Tadele espera que, por meio de pesquisas e métodos agrícolas mais eficientes, seja possível elevar a plantação para 5 toneladas por hectare.
Esse avanço já virá tarde: as recentes colheitas de teff não têm conseguido acompanhar a população crescente da Etiópia, fazendo com que os preços subam acima do que muitos conseguem pagar, sobretudo os que moram longe de Adis Abeba.
Sirak-Kebede, da Tobia Teff, diz que a situação cria um dilema porque "o teff é a espinha dorsal (da dieta) da Etiópia".
Direito de imagemBBC WORLD SERVICEImage captionEtiópia proíbe exportação do teff, seja ele em sua forma mais crua ou depois de ser transformado em farinha
"A escassez do teff seria como pedir aos etíopes que parassem de respirar", diz ela.
Ao mesmo tempo, porém, a empresária nota que o governo da Etiópia não deveria desperdiçar a oportunidade de exportar o produto, o que beneficiaria mais de 6 milhões de agricultores no país e gerar divisas.
A Agência de Transformação Agrícola, órgão governamental, está focada em aumentar a produção do grão para ao menos atender a demanda interna. Depois disso, talvez seja possível exportar sementes e farinha.
"A oportunidade para o país é significativa e o benefício de longo prazo supera os riscos", diz Matthew Davis, sócio do fundo de investimentos americano Renew Strategies, que investe na Mama Fresh.
"O governo provavelmente vai proceder com cautela, concedendo licenças apenas para exportadores selecionados."
Certamente o governo etíope acompanha com nervosismo o exemplo da quinoa, que se tornou tão popular globalmente que se tornou caro demais para muitas pessoas na Bolívia e no Peru - origem do grão.
Se a exportação de teff da Etiópia acabar sendo autorizada, Sirak-Kebede diz que comprará terras no país para produzir o grão e suprir com ele sua empresa britânica.
"Sendo de origem etíope, preferiria comprar o teff da Etiópia", diz ela. "A qualidade é incomparável."
Poucos brasileiros ouviram falar de uma planta chamada moringa. Originária da Ásia e da África, a árvore de até 12 metros de altura fornece abundantes galhos carregados de pequenas folhinhas verdes. Considerada como uma panaceia para muitos males – de tratamento da malária a dores de estômago – e um alimento com alto valor nutritivo e com uma excelente composição de proteínas, vitaminas e sais minerais, a moringa é uma daquelas árvore que todos habitantes dos trópicos deveriam ter no quintal de casa.
Das 14 espécies identificadas, duas são as mais populares. Nativa das encostas do Himalaia, a Moringa oleifera foi reconhecida pela medicina ayurvédica como uma importante erva medicinal há quatro mil anos. A planta indiana acabou sendo disseminada por todo o mundo e chegou até o Brasil.
Uma espécie próxima é a Moringa stenotepala, nativa do leste da África. Segundo pesquisadores da Universidade de Addis Ababa, da Etiópia, que pesquisam a planta há quase duas décadas, a moringa possui uma elevada capacidade para combater diferentes doenças tropicais, tais como a leishmaniose.
Mas o que assombra os nutricionistas é sua composição como alimento. Pesquisadores concluíram que, comparada grama por grama com outros produtos, a moringa possui sete vezes maisvitamina C que a laranja, quatro vezes mais vitamina A que a cenoura, quatro vezes mais cálcio que o leite de vaca, três vezes mais ferro que o espinafre e três vezes mais potássio que a banana. E mais: a composição de sua proteína mostra um balanço excelente de aminoácidos essenciais (aqueles que precisamos ingerir pois o corpo humano não os produz).
Em um país lembrado por imagens de subnutrição, observar que a moringa etíope – a espécie Moringa stenotepala – é fartamente plantada na zona tropical do país nos dá um grande entusiasmo. Na estrada que sai de Arba Minch em direção ao sul, a árvore está espalhada em diversos campos de cultivo de milho, assim como ao redor das cabanas de palha dos habitantes da região.
Cerca de 90 km depois, chegamos em Konso, a porta de entrada para o território nativo dos povos do vale do rio Omo. Os vilarejos tradicionais da etnia Konso foram proclamados Patrimônio Mundial pela Unesco em 2011 devido aos terraços criados para a agricultura e às muralhas de pedras que protegem os assentamentos humanos.
Como se não bastasse a engenhosidade dos Konso com seus terraços, possibilitando uma agricultura sustentável nas encostas áridas das montanhas, os líderes da etnia plantam, há muitas gerações, árvores de moringa ao redor de suas casas. Assim, a folhinha verde tão nutritiva não falta a ninguém na comunidade e traz um mínimo de elementos nutritivos a toda a população, principalmente às crianças.
Graças à moringa abundante e aos cereais e as leguminosas plantados nos terraços Konso, o fantasma da subnutrição afasta-se cada vez mais do sul da Etiópia. De fato, em todos os mercados semanais da região, sempre encontramos pencas e pencas de moringa fresca sendo vendidas para aqueles que não possuem uma árvore em seu quintal.
Thamyres Matarozzi, uma fotógrafa paulistana que viaja com nosso pequeno grupo de brasileiros, já conhecia a fama da moringa desde 2011 quando vivia em Londres. Por ser vegana e buscar uma alimentação consciente, Thamyres comprara na Europa dezenas de saquinhos de pó de moringa para complementar uma possível falta de proteínas ou vitaminas durante sua viagem à Etiópia. Qual não foi sua surpresa ao ver que quase todos os restaurantes onde comemos ofereciam moringa – ou, no idioma local, aleko – nas mais variadas formas, de sopa a refogado!
A moringa oferece ainda mais um presente às comunidades rurais. Devido a uma composição particular dos óleos e das proteínas contidas nas sementes, quando trituradas e misturadas a uma água turva e não potável, uma reação extraordinária é produzida: a água fica limpa. Como isso acontece? O pó das sementes de moringa possui a propriedade de atrair argila, sedimentos e bactérias, os quais acabam indo para o fundo do recipiente e deixando a água clara e potável.
Tanto as sementes da espécie etíope (Moringa stenopatala) como da asiática (Moringa oleífera) possuem as mesmas características de decantar a água. Pesquisadores do Instituto de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Minas Gerais comprovaram, em testes de laboratório, que as sementes da moringa asiática conseguem remover 99% da turbidez da água.
Com todos esses atributos, não é difícil considerar a moringa como uma das plantas mais generosas do planeta. Por isso, várias ONGs de desenvolvimento humano que combatem a pobreza e a fome a chamam de “super planta”, “árvore milagrosa” ou “folha que salva vidas”.
Depois de saber tudo isso, nosso próximo passo será comprar sementes e plantar moringa em casa!
Segundo a FAO, o sistema é o mais confiável já criado, marcando uma melhora significativa sobre o quanto da superfície está coberta por terras aráveis, árvores, florestas ou solo sem vegetação.
Padrão Internacional
A agência da ONU explica que o desafio sempre foi ter uma visão global sobre a cobertura terrestre, já que os países mediam esses dados de forma diferenciada.
Com a nova base de dados, as informações passaram por um controle de qualidade e foram submetidas a um padrão internacional, gerando uma riqueza de informações, que agora estão consolidadas neste sistema único para todo o planeta.
Vegetação e Geleiras
As superfícies artificiais cobrem 0,6% da superfície da Terra; já os solos sem vegetação cobrem 15,2%; as terras aráveis, 12,6%; as pastagens correspondem a 13%; as florestas, 27,7%.
O sistema traz ainda informações sobre a presença mundial de vegetações herbáceas, manguezais, vegetação esparsa e até geleiras.
A novidade deve ajudar a calcular o impacto da mudança climática para a segurança alimentar e contribuir para o planejamento do uso da terra.
A FAO acredita que a produção mundial de alimentos precisará subir 60% até 2050, sendo que a maioria das terras já está sendo cultivada.
Eita, Nordeste da peste, Mesmo com toda sêca Abandono e solidão, Talvez pouca gente perceba Que teu mapa aproximado Tem forma de coração. E se dizem que temos pobreza E atribuem à natureza, contra isso, eu digo não.
Na verdade temos fartura Do petróleo ao algodão. Isso prova que temos riqueza Embaixo e em cima do chão. Procure por aí a fora "Cabra" que acorda antes da aurora E da enxada lança mão. Procure mulher com dez filhos Que quando a palma não alimenta Bebem leite de jumenta E nenhum dá pra ladrão Procure por aí a fora Quem melhor que a gente canta, Quem melhor que a gente dança Xote, xaxado e baião. Procure no mundo uma cidade Com a beleza e a claridade Do luar do meu sertão.
Neste programa, conheça o programa "Água Doce". A escassez e a salinidade na maioria dos poços artesianos do semiárido brasileiro tornaram necessária a existência de tecnologias para dessalinização e transformação da água em potável. O projeto visa aumentar a oferta de água de boa qualidade para a população da região. O vídeo "Programa Água Doce" foi realizado pelo Ministério do Meio Ambiente. 07/10/12 - TV NBR - 18:19
O mundo está presenciando uma onde atentados por causa de religião, e em meio a estes conflitos uma ONG internacional divulga uma lista dos 10 piores lugares do mundo para se ter e criar filhos. Esta lista faz nos lembrar que existe focos mais importantes que precisa ser cuidado, como este
A ONG internacional Save The Chlidren (Salvem as Crianças, em tradução livre) lançou esta semana uma lista com os melhores e os
piores países do mundo para ter e criar filhos.
Segundo os dados, a cada ano, 6,9 milhões de crianças morrem antes de completar cinco anos de idade. Do total de mortes, 43% delas acontecem no primeiro mês de vida do bebê.
Confira a relação dos lugares e comente…
Entre os piores países para nascer está Madagascar. A ilha do sul da África apresentou progresso nos últimos anos, mas ainda possui índices baixíssimos de desenvolvimento infantil, copando a 10ª colocação entre os piores, com mortalidade infantil de 62 mortos de a cada mil crianças que nascem, e 0,9% de índice de escolaridade primária.
O 9º pior pais do mundo para criar filhos é Serra Leoa, que possui um surpreendente índice de mortalidade infantil, 174 mortes a cada mil nascidos vivos.
Além disso, 21% dos menores de cinco anos estão abaixo do peso, e pouco mais da metade, 55% das crianças, tem acesso à água potável.
A Eritréia é 8º colocado da lista. No país localizado no chifre da África, 35% dos menores de cinco anos nascidos estão abaixo do peso ideal.
O índice de mortalidade infantil chega a 61‰, e 45% das crianças conseguem frequentar a escola primária.
Com um índice de mortalidade infantil de 178‰, Mali ocupa a 7ªcolocação da lista.
A taxa de escolaridade primária neste país é de 82%, mas apenas 0,88% chegam à escola secundária.
O Iêmen é o 6º pior país para criar um filho.
Nesse país árabe, 43% das crianças menores de cinco anos estão subnutridas. E 77% delas morrem antes de completar um ano de vida
Em 5º lugar está a República Democrática do Congo. O índice de mortalidade infantil no país africano é de 170‰.
Além disso, 24% dos nascidos até cinco anos estão abaixo do peso e apenas 45% deles têm acesso à água potável
O Afeganistão aparece na 4ª colação entre os piores países do mundo para nascer.
O país, que vive em guerra desde 2001, possui uma taxa de mortalidade infantil de 149‰.
Além disso, 33% das crianças que chegam aos cinco são subnutridas e apenas metade delas tem acesso à água potável.
O top 3 da lista começa com o Chad, onde 173‰ recém-nascidos morrem antes de completar um ano.
A taxa de desnutrição entre os menores de cinco anos do país é de 30%, e apenas 51% das crianças consomem água tratada.
Lá, 90% dos estudantes frequentam a escola primária, mas apenas 0,7% chegam a frequentar a escola secundária.
O 2º pior país do mundo para ser criança é o Níger.
Lá, a taxa de mortalidade infantil chega a 143‰, e menos da metade das crianças, 49%, tem acesso à água potável.
Dos 71% que ingressam na escola primária, apenas 0,8% chegam ao ensino secundário.
Segundo as análises da ONG Save The Children, o pior lugar do mundo para uma criança nascer é a Somália.
Um dos países mais pobres da África, considerado pela ONG como o pior para se criar um filho, tem uma taxa de mortalidade infantil de 180‰. Ou seja, a cada mil crianças que nascem, 180 morrem antes de completar o primeiro ano de vida.
Além disso, apenas 29% das crianças têm acesso à água potável.
Dos nascidos que chegam aos cinco anos, 32% são subnutridos.
Em relação à educação, a taxa da escolaridade primária é de 32%. Destes, apenas 0,55% continuam seus estudos e chegam à escola secundária.
Exatamente há um ano atrás, as Nações Unidas decretaram o estado de fome no sul da Somália. A crise de seis meses causou milhares de mortes e exigiu um programa de ajuda humanitária massivo antes de ter sido declarada oficialmente terminada em 2 de fevereiro de 2012.
Hoje a Somália está no caminho para a recuperação, mas a situação continua crítica e a continuidade da ajuda é vital para preservar a segurança alimentar.
Luca Alinovi, que comanda as operações da FAO na Somália, adverte: “através da conceção e execução de melhores processos de recuperação, vimos as comunidades voltarem a erguer-se em meses. Mas o perigo é que elas poderiam voltar a ficar em crise, se nos desligarmos agora.”
Grave perigo
Esse perigo torna-se ainda mais grave tendo em conta a última previsão da Unidade de Análise de Segurança Alimentar e Nutricional da FAO na Somália que adverte que as chuvas reduzidas deste ano vão resultar numa colheita abaixo da média ou pobre em muitas partes do sul, incluindo a região de Bay, a maior produtora de sorgo. Esta área é normalmente responsável ??por cerca de dois terços da produção total de sorgo do país.
Isto poderia levar a uma deterioração da situação de segurança alimentar – atualmente classificada como muito crítica em muitas partes do sul da Somália – apesar dos consideráveis esforços ??humanitários desenvolvidos pela FAO e outros atores nacionais e internacionais. Cerca de 3,4 milhões de somalis continuam a receber apoio na forma de auxílio em dinheiro ou comida.
Uma produção agrícola fraca é também provável na zona Central agro-pastoril, como resultado de chuvas irregulares e abaixo do normal, que combinadas com a infestação de pragas têm implicações óbvias sobre o acesso das famílias aos alimentos.
Promover a resiliência
A estratégia da FAO no sul da Somália tem passado por ajudar os agricultores e pastores a construir a longo prazo resistência à seca e outras emergências, numa região assolada por secas recorrentes.
A ajuda concedida pela FAO a mais de um milhão de pessoas passou por intervenções com base na transferência de dinheiro, que ajudam as comunidades vulneráveis ??a comprar imediatamente alimentos e que, em conjunto com fatores de produção agrícola e serviços de saúde animal, permitem que as pessoas permaneçam nos seus locais de origem. Foram distribuídos fertilizantes e sementes melhoradas e 14 milhões de animais foram vacinados. A assistência permitiu aos agricultores nas regiões de Bay e Shabelle duplicarem a sua produção de milho e sorgo no ano passado.
“Durante a seca sobrevivemos à base de uma refeição por dia e não podíamos sequer comprar leite”, explicou Abdirahman Fatuma Aden, uma mãe de oito filhos que trabalhava num programa da FAO de dinheiro por trabalho em Gedo, no sul da Somália. “Mas agora ganho pelo menos 18 dólares por semana e posso pagar três refeições aos meus filhos e em breve vou substituir a cabras que perdi na seca”, acrescentou.
Além de colocar dinheiro nos bolsos das pessoas, os programas baseados na transferência de dinheiro também beneficiam as comunidades a longo prazo com a melhoria das infraestruturas. Por exemplo, cerca de 1.626 km de canais foram reabilitados e servem agora 82.231 agricultores, que podem beneficiar da irrigação e não dependem mais da agricultura de sequeiro.
“Há também uma crescente necessidade de construir redes de segurança social para proteger os mais vulneráveis se e quando a seca voltar novamente no futuro”, acrescentou Alinovi. “A continuidade da ajuda humanitária é de extrema importância”.
Exatamente há um ano atrás, as Nações Unidas decretaram o estado de fome no sul da Somália. A crise de seis meses causou milhares de mortes e exigiu um programa de ajuda humanitária massivo antes de ter sido declarada oficialmente terminada em 2 de fevereiro de 2012.
Hoje a Somália está no caminho para a recuperação, mas a situação continua crítica e a continuidade da ajuda é vital para preservar a segurança alimentar.
Luca Alinovi, que comanda as operações da FAO na Somália, adverte: “através da conceção e execução de melhores processos de recuperação, vimos as comunidades voltarem a erguer-se em meses. Mas o perigo é que elas poderiam voltar a ficar em crise, se nos desligarmos agora.”
Grave perigo
Esse perigo torna-se ainda mais grave tendo em conta a última previsão da Unidade de Análise de Segurança Alimentar e Nutricional da FAO na Somália que adverte que as chuvas reduzidas deste ano vão resultar numa colheita abaixo da média ou pobre em muitas partes do sul, incluindo a região de Bay, a maior produtora de sorgo. Esta área é normalmente responsável ??por cerca de dois terços da produção total de sorgo do país.
Isto poderia levar a uma deterioração da situação de segurança alimentar – atualmente classificada como muito crítica em muitas partes do sul da Somália – apesar dos consideráveis esforços ??humanitários desenvolvidos pela FAO e outros atores nacionais e internacionais. Cerca de 3,4 milhões de somalis continuam a receber apoio na forma de auxílio em dinheiro ou comida.
Uma produção agrícola fraca é também provável na zona Central agro-pastoril, como resultado de chuvas irregulares e abaixo do normal, que combinadas com a infestação de pragas têm implicações óbvias sobre o acesso das famílias aos alimentos.
Promover a resiliência
A estratégia da FAO no sul da Somália tem passado por ajudar os agricultores e pastores a construir a longo prazo resistência à seca e outras emergências, numa região assolada por secas recorrentes.
A ajuda concedida pela FAO a mais de um milhão de pessoas passou por intervenções com base na transferência de dinheiro, que ajudam as comunidades vulneráveis ??a comprar imediatamente alimentos e que, em conjunto com fatores de produção agrícola e serviços de saúde animal, permitem que as pessoas permaneçam nos seus locais de origem. Foram distribuídos fertilizantes e sementes melhoradas e 14 milhões de animais foram vacinados. A assistência permitiu aos agricultores nas regiões de Bay e Shabelle duplicarem a sua produção de milho e sorgo no ano passado.
“Durante a seca sobrevivemos à base de uma refeição por dia e não podíamos sequer comprar leite”, explicou Abdirahman Fatuma Aden, uma mãe de oito filhos que trabalhava num programa da FAO de dinheiro por trabalho em Gedo, no sul da Somália. “Mas agora ganho pelo menos 18 dólares por semana e posso pagar três refeições aos meus filhos e em breve vou substituir a cabras que perdi na seca”, acrescentou.
Além de colocar dinheiro nos bolsos das pessoas, os programas baseados na transferência de dinheiro também beneficiam as comunidades a longo prazo com a melhoria das infraestruturas. Por exemplo, cerca de 1.626 km de canais foram reabilitados e servem agora 82.231 agricultores, que podem beneficiar da irrigação e não dependem mais da agricultura de sequeiro.
“Há também uma crescente necessidade de construir redes de segurança social para proteger os mais vulneráveis se e quando a seca voltar novamente no futuro”, acrescentou Alinovi. “A continuidade da ajuda humanitária é de extrema importância”.