quinta-feira, 29 de outubro de 2015
Animismo na Cultura Africana
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Curandeiros em Moçambique
A epidemia da Aids se transformou em uma fonte de lucro para os curandeiros de Moçambique, que prometem recuperar a saúde dos doentes desesperados.
Em todos os jornais há anúncios dos curandeiros – também chamados de “nyanga”, ou médicos tradicionais, que afirmam conseguir o que os médicos convencionais não conseguem.
Não só garantem curar a Aids, mas também se oferecem para obter aumentos salariais para seus clientes, resolver problemas espirituais ou mentais e solucionar questões amorosas.
O “nyanga” Kennet Mudine, que vive em um bairro periférico de Maputo, cerca de trinta minutos de automóvel do centro da capital, é um dos curandeiros mais conhecidos, devido ao grande volume de publicidade que coloca na imprensa.
Mudine recebe seus clientes, que devem tirar seus sapatos, em seu “consultório”, repleto de plantas, raízes e peles de cobras e outros animais.
Perguntado pela EFE sobre como consegue curar uma doença como a Aids, que a medicina moderna considera incurável, Mudine apontou para algumas raízes especiais, que segundo ele garantiu, acabam com a doença.
“Tratei muitas pessoas aqui, incluindo índios e sul-africanos, e tive muito êxito”, disse o curandeiro. Mudine comentou o caso de uma mulher, Lucia, a quem chamou para dar seu testemunho. “Eu estava muito debilitada e nem podia andar, mas depois do tratamento posso comer, andar e trabalhar”, disse por telefone. Kennet Mudine pediu que as autoridades competentes testassem seus tratamentos. No entanto, alegando “segredo profissional”, negou-se a identificar as raízes ou outros remédios utilizados para curar os doentes de Aids, para não estragar seu negócio.
Apesar de insistir que pode curar a Aids, o “nyanga” reconheceu que essa é “uma doença perigosa” e recomendou que sejam tomadas precauções para evitar a infecção.
O curandeiro lamentou que muitos dos doentes que trata sejam jovens, aos quais muitas vezes não cobra, já que não têm dinheiro para pagar, embora normalmente peça um milhão de “meticais” (cerca de 22 dólares / 18 euros).
Outro curandeiro de outro bairro periférico de Maputo, que se chama “o doutor Soba”, com menos de 30 anos, também garante que tem conhecimentos que superam os dos médicos convencionais, o que lhe permite curar doenças como a Aids.
Mas adverte que para combater a Aids é preciso começar o tratamento em menos de um mês depois do contágio, porque se for mais tarde, sua “intervenção não surte nenhum efeito”. “Recebo aqui muitas pessoas que querem tratamento, mas primeiro as mando fazer um teste para ver há quanto tempo estão infectadas”, acrescentou.
“Quando os pacientes estão muito mal, aconselho que eles recorram a um médico convencional”, disse. O tema destes “charlatões” de Moçambique que dizem poder curar a Aids é cada vez mais controverso. São muitos os que ficam indignados pelo fato dos jornais publicarem seus anúncios, quando sabe-se que a Aids não tem cura. O Diretor Nacional de Saúde de Moçambique, João Fumane, disse à EFE que esse é “um assunto extremamente complexo, e é complicado dizer que os curandeiros não podem fazer publicidade nos jornais”.
Pessoalmente, Fumane prefere que as pessoas que desconfiam ter Aids façam testes em hospitais convencionais, em vez de procurar os curandeiros, porque estes “podem extorquir dinheiro da pessoa desesperada”.
A diretora do Departamento de Medicina Tradicional do Ministério da Saúde, Adelaide Bela Agostinho, declarou: “Eu não tenho argumentos para dizer que os médicos tradicionais tratem ou não esta doença. Como vou dizer que seus tratamentos funcionam se não fizemos análise daquelas raízes e outros produtos que utilizam?”, pergunta.
“Cientificamente, ou seja, através da medicina moderna, não há cura (da Aids), mas eles dizem que curam, e eu não posso dizer que é mentira sem analisar aquelas raízes”, acrescenta Agostinho. “É preciso levar em conta que muitos remédios são fabricados à base de raízes. Por exemplo, há um remédio contra a malária que foi descoberto há milhares de anos e ninguém queria acreditar que aquelas raízes podiam curar a malária”, disse.
Moçambique tem uma das taxas mais elevadas na África subsaariana de infecção do HIV, que causa a Aids, já que dos 18 milhões de habitantes, 2 milhões são soro positivo. Calcula-se que há 700 novos casos por dia. Apenas 8 mil pessoas têm acesso aos remédios anti-retrovirais, enquanto cerca de 120 mil pessoas deveriam tomá-los.
Fumane garante que o governo de Moçambique, com a ajuda da Fundação Clinton e do Fundo Global contra a Aids, a Tuberculose e a Malária, poderá atender 400 mil doentes dentro de quatro anos.
Fonte: http://www.evangelizabrasil.com
Para maiores informações sobre o Projeto PORTA INTERNACIONAL da AMME Evangelizar e os países de Língua Portuguesa, acesse: http://www.evangelizabrasil.com/2008/10/27/porta-internacional/ Fale com a missionária Alessandra Moreto pelo e-mail porta.mz@evangelizabrasil.com ou pelo telefone 0800 772 1232. Para contribuir com o programa PORTA Internacional, deposite sua oferta para AMME no Banco do Brasil, agência 3279-4, conta corrente 35.278-0. Para ser um mantenedor, ligue para 0800 121 911.
quinta-feira, 30 de abril de 2009
ANIMISMO
Animismo: é o fenômeno pelo qual a pessoa arroja ao passado os próprios sentimentos, « de onde recolhe as impressões de que se vê possuída ». As forças da natureza, como o sol, a chuva, o trovão, o relâmpago e etc, sempre exerceram um grande fascínio sobre o homem, principalmente no primitivo, que por não os compreender, passou a acreditar que eram deuses, e que eles podiam intervir na vida dos homens, conseqüentemente, deveriam ser venerados e cultuados, como forma de atrair-lhes a proteção. Este é o fundamento do animismo, que pode ser considerada como a primeira manifestação religiosa do ser humano. Inicialmente denominado de fetichismo, pela sua ligação com rituais de feitiçaria, apenas na segunda metade do século XIX é que foi reconhecido como animismo. Segundo Tylor o animismo é o primeiro estágio da evolução do pensamento religioso, que evolui para o politeísmo e posteriormente amadurece ao chegar ao monoteísmo.Tylor afirma que devido à experiência do adormecimento, das doenças, da morte e principalmente dos sonhos é que o homem primitivo desenvolveu a crença na existência da alma, e que a mesma podia atuar com independência e sobreviver após a morte. Mais tarde por analogia também foi atribuída a existência da alma em animais e plantas. Idéia da existência da alma imortal em homens, animais e plantas; As divindades são imortalizadas em lendas e estão ligadas aos elementos da natureza (ar, água, fogo, terra).
Seguidores: 350 milhões no mundo.
Caracteristicas: A presença de homens santos ou de mulheres santas em cerimônias, os curandeiros, as visões, os transes, a feitiçaria; O culto é realizado ao ar livre com a utilização dos elementos da natureza, como animais, uma pedra ou árvore; No animismo a presença divina está em toda parte;
Doutrina: É a primeira etapa da evolução do pensamento religioso que continua pelo politeísmo até culminar no monoteísmo.
Os animais acreditam que todas as coisas são animadas por espíritos: Tudo é sagrado. Eles também acreditam num Deus único.
Localização: Em proporções diferentes, encontram-se em todos os continentes .
O animismo é sem dúvida a prova concreta de que o homem possui uma forte ligação com Deus e que mesmo sem compreendê-lo, e mesmo sem ter quem o ensine, o homem busca intuitivamente a Deus, percebendo a grandeza do universo e a grandeza do Ser que tudo criou e que de tudo cuida. ( esse e o nosso chavão )
Fonte: http://www.faylumissoes.org
terça-feira, 3 de junho de 2008
Um Pouco Sobre a Crença Indígena
A crença indígena é animista. Isto indica que os índios acreditam na existência de um mundo sobrenatural e em sua interação com o mundo natural. A pajelança existe precisamente para fazer a mediação entre um e o outro mundo.
Os índios acreditam que tudo tem vida - as árvores, as águas, as pedras, etc. Para certas tribos, alguns dos seres que fazem parte do mundo sobrenatural habitam as águas, os rios e as matas. A mitologia indígena, que consta de uma série de lendas tidas como fatos dos tempos lendários ou mitológicos, traz a explicação para os vários fenômenos da vida e da natureza, como a própria vida, a morte, a existência do bem e do mal, a dor e o sofrimento, e também explica a gênese de todas as coisas.
A relação entre o natural e o espiritual é tão grande que a origem das doenças, por exemplo, é sempre considerada espiritual. Sempre que alguém adoece, um pajé entra em ação para apaziguar o espírito causador da enfermidade. O mesmo acontece com as atividades de caça e pesca e com o plantio de roças. É necessário guardar os tabus para favorecer os espíritos e conseguir sucesso nos empreendimentos.