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domingo, 15 de julho de 2012

Cresce intercâmbio de trabalho voluntário no exterior - oportunidades missionárias?

Países da África e Ásia são os principais destinos escolhidos por brasileiros que querem aprimorar idiomas e ajudar comunidades carentes


Além de viajar para aprimorar o conhecimento de um idioma, brasileiros estão escolhendo uma atividade voluntária, seja pelo lado pessoal ou profissional. A turismóloga Mariana Chibebe, de 34 anos, escolheu ser voluntária em Istambul, na Turquia. Ela trabalhou durante um mês em uma fundação de arte que preserva a arte otomana, dando aula de inglês para a comunidade local e recepcionando turistas que visitavam o local e compravam as cerâmicas Ebru, produzidas na instituição.
Arquivo pessoal
Mariana Chibebe mostra cerâmica feita em fundação de arte de Istambul, na Turquia, onde trabalhou como voluntária
Duas vezes por semana, Mariana trabalhava em um abrigo com 400 cachorros e gatos, ajudando na alimentação e cuidado com os animais. “A Turquia tem uma forma diferente de tratar os animais. Há muitos nas ruas e as pessoas deixam potinhos de ração e água para eles. A interação com a natureza é maior, e em uma cidade grande, do tamanho de São Paulo. Ou seja, é possível viver outra lógica”, conta. Para ela, conhecer a cidade além da parte turística foi um dos maiores ganhos da viagem.
Há diversas opções de trabalho voluntário no exterior, como trabalhar em reservas ecológicas, abrigos de animais, escolas, orfanatos, asilos, ONGs e unidades de atendimento de saúde (para profissionais desta área). Os destinos são países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento, principalmente do continente africano e asiático – há também opções na América do Sul e Oriente Médio.
Marília Watts, de 26 anos, está no Marrocos, no norte da África, trabalhando em uma ONG que oferece cursos de idiomas e profissionalizantes, como hotelaria. A consultora de vendas dá aulas de inglês para jovens de diferentes idades e níveis. “Tem sido bem gratificante ver o aprendizado deles. No fim o que querem mesmo e atenção, carinho e afeto”, relata. Ela vive em uma casa de família e diz que está aprendendo muito sobre a cultura local.
Crescimento
“As empresas valorizam o trabalho voluntário, então esta modalidade tem crescido bastante”, afirma Fernanda Zocchio Semeoni, diretora de Produtos e Operações, da Experimento. A agência registrou no primeiro semestre deste ano um aumento de 80% nas viagens de intercâmbio com atividade voluntária, em relação ao total de viagens deste tipo realizadas em 2011.
A Central de Intercâmbio começou a oferecer este tipo de viagem em 2007, com apenas um programa. Nos últimos anos a procura aumentou e hoje são oferecidos seis países de destino – Namíbia, Zimbábue, África do Sul, Peru, Índia e Nepal –, com mais de 100 opções de programas. “Sair do país para realizar trabalho voluntário é muito comum entre jovens europeus, americanos e da Oceania também, inclusive no ensino médio. Aqui no Brasil é um movimento novo, e que está crescendo”, diz Gisele Mainardi, gerente educacional de Trabalhos e Estágios da CI.
A acomodação varia de acordo com a localização do projeto escolhido pelo intercambista. Pode ser em casa de família, alojamento para voluntários (com quartos, cozinha e lavanderia) ou ainda em tendas e cabana, caso o trabalho seja em uma reserva, no meio da savana africana, por exemplo.
Rodrigo Donatello, 24 anos, ficou hospedado em um alojamento para voluntários em Majorda Beach, no distrito de Goa, na Índia. Ele trabalhou em uma reserva ambiental, ajudando na limpeza do local, recepção de turistas e até acompanhou a captura de uma cobra na cidade. “Eles têm poucos funcionários e realmente precisam de ajuda. É um trabalho que enobrece a alma, porque você vê que está realmente fazendo a diferenças para aquelas pessoas ou aqueles animais”, resume.
Para fazer este tipo de intercâmbio é preciso ter mais de 18 anos e nível intermediário no idioma que irá usar no local. As agências pedem também para que o voluntário seja pró-ativo, se ofereça para desempenhar e ensinar atividades que domina. “Não é para confundir trabalho voluntário com ‘disponibilidade de acordo com a minha vontade’. Ao ingressar em um projeto, o estudante assume um compromisso. Há pessoas contando com você”, enfatiza Fernanda, da Experimento.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Evento Business as Mission começa com oportunidade para investidores




        Começa nesta terça-feira, dia 26, nas cidades de Monte Verde, Minas Gerais e Sorocaba, São Paulo, o 1º Business as Mission. Na ocasião, serão promovidos encontros entre autoridades, empresários e investidores cristãos de diversas partes do mundo, que também terão a oportunidade de se atualizar sobre notícias dos campos missionários. A realização é do Conec Brasil, Horizontes América Latina e da Shelter Now International.
        Segundo o pastor David Botelho, o projeto Business as Mission se baseia no princípio da missão integral. “ Evangelização e preocupação social, com frequência, ainda são tratados como se fossem separados e sem relação uma com a outra. Isso presume uma divisão entre o que consideramos “sagrado” ou “espiritual” e o que consideramos “secular” ou “físico”. A cosmovisão bíblica, porém, tem uma perspectiva integrada e inteira da vida. O ministério não deve ser compartimentalizado ou fragmentado em “espiritual” e “físico”. Missão empresarial é uma expressão desse paradigma verdadeiramente integral”, destaca.
        Serão nove palestras com preletores nacionais ou internacionais, entre eles pastor Suart Robinson, e John PasterKamp, da Holanda. Para David Botelho é importante a igreja recorrer a novas estratégias e ser uma empreendedora missionária transcultural. Ele cita como exemplo uma parceria feita entre a Igreja Adonai com aproximadamente 700 membros e de maioria adolescente e jovem que aceitou o desafio de enviar 120 jovens a Bolívia para implantar uma igreja de 1200 membros em um ano. Os recursos serão levantados com a venda de livros e o lucro será revertido para o projeto.O complemento virá dos recursos provenientes de cofrinhos. “O candidato oferecerá quatro cofrinhos a 55 amigos e familiares que os encherão no prazo de um ano, isto é, no período de treinamento que será feito na própria igreja com um intensivão mensal e outro a cada três meses em Monte Verde, sede da missão em Minas Gerais. Neste projeto inclui formar empresas que ajudarão no sustento dos candidatos no campo. Estamos prontos a cooperar com estratégias missionárias para líderes e temos um curso para ajudar que denominamos Visão Global.”

Mais informações: www.conecbrasil.com.br

sábado, 2 de outubro de 2010

Como obter cidadania de vários países

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Um artigo da revista Época #633 fala sobre a obtenção de segunda cidadania por parte de brasileiros, para trabalhar em outros países. O foco, claro, são os países ricos (União Européia, EUA, Austrália, etc.). Mas não seria esta uma alternativa para, EM CASOS ESPECÍFICOS, facilitar o trabalho missionário em alguns países? Leia abaixo a matéria:
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O cidadão do mundo
Como obter cidadania de vários países e ter acesso aos melhores empregos

Edição: Luciana Vicária - http://revistaepoca.globo.com
Shutterstock


O valor da anuidade na universidade americana de Yale, uma das mais concorridas do mundo, depende da nacionalidade do aluno. O cidadão americano paga, em média, 50% menos que os estrangeiros. Vantagem parecida leva um europeu em uma disputa de emprego na Inglaterra. Para se candidatar a uma vaga divulgada na última semana na empresa de energia inglesa BG Group, exigia-se – além de fluência em inglês, experiência internacional e boa formação acadêmica – cidadania europeia. Logo, a forma de concorrer em condições de igualdade é ter a segunda ou terceira cidadania. Saiba como obtê-la, assim como as vantagens e os riscos de ter vários passaportes.
A cidadania abre portas – e muitas – para os estrangeiros. Ao se tornar cidadão de algum membro da União Europeia, você poderá estudar, trabalhar e morar em qualquer um dos 27 países que dela fazem parte. Sem trâmites burocráticos. “As fronteiras ficam menores. As possibilidades se multiplicam”, diz a advogada Andrea Girello, especialista em obtenção de cidadanias europeias.
Para quem não tem a cidadania herdada de antepassados e tem um país como meta, a dica é começar pelo domínio do idioma. O publicitário Fernando Hudson sempre foi fascinado pela Alemanha. Visitou o país quatro vezes na adolescência e estudou a língua, que passou a dominar. Foi ela que facilitou seu acesso. Fernando navegava por sites de emprego da Alemanha e se cadastrou em vários deles. Menos de um ano depois de se formar em publicidade, estava trabalhando no país com um visto provisório, que foi renovado até ele obter a cidadania. Hoje, mora em Berlim e compõe jingles em alemão.
Outra forma de encurtar o caminho da cidadania é oferecer ao país o que ele mais precisa. Joanna Magalhães é graduada em informática. Ela sonhava em se mudar para a Nova Zelândia, país que facilita a entrada de profissionais nessa área. Saiu do Brasil com emprego garantido e visto de residência permanente. “É preciso estar atento à demanda por profissionais”, diz Joanna. “Muda o tempo todo. Em algum momento podem estar procurando alguém de sua área.” Mas Joanna avisa que o processo exige perseverança: “Eles quiseram ter certeza de que eu não estava interessada apenas no seguro-desemprego vitalício e nos excelentes serviços de saúde e educação do país”.
Pedidos de segunda cidadania aumentaram 30% nos últimos cinco anos, de acordo com um estudo feito por organizações que monitoram a imigração, entre elas o Escritório de Cidadania e Naturalização dos Estados Unidos. Mas muitos dos brasileiros que procuram outros passaportes não querem sair do país. A demanda por outras cidadanias não tem relação direta com imigração. O chef Carlos Bertolazzi, por exemplo, pretende expandir seus negócios em São Paulo. Mas, para isso, ele diz que ajuda ter trânsito livre lá fora. O passaporte italiano de Bertolazzi foi decisivo para que conquistasse uma vaga em um trabalho na Espanha, ao lado do lendário chef espanhol Ferran Adrià. A cidadania europeia também deu acesso a cursos abertos apenas para cidadãos europeus.
Bertolazzi é descendente de italianos. O empresário e pastor Marcello Malizia também. Ele migrou para Londres com a família sem dificuldades. Como cidadão europeu, pode morar onde tiver as melhores condições de emprego. Ganha a vida com transporte de vans na Inglaterra, mas pode ir atrás de oportunidades melhores. “Estou sempre atento ao que acontece nos outros países da Europa”, afirma. “As fronteiras deixaram de ser obstáculos.”
A cidadania mais difícil de ser adquirida é a americana. Para conseguir o green card, o bancário paulista Alexandre Figueiredo fez graduação e trabalhou mais de dez anos nos EUA. Descendente de portugueses, hoje tem tripla cidadania. E transmitiu as três a suas duas filhas. “São americanas, brasileiras e portuguesas”, diz. “Poderão estudar e trabalhar onde quiserem.”
Autoridades americanas e europeias estão cada vez mais atentas a golpes imigratórios. No último ano, nos EUA, a polícia identificou mais de 200 estrangeiros com casamentos arranjados. Eles não só perderam o green card, como a chance de voltar ao país. Se a sorte não ajudou com um ascendente americano ou europeu, a melhor alternativa é tentar um intercâmbio de estudos e trabalho.
Arq. Pessoal e Rogério Cassimiro
MOBILIDADE
Malizia, com a família no Hyde Park, em Londres. A cidadania italiana permite que ele more em Londres. Ao lado, o chef brasileiro Bertolazzi, em seu restaurante, em São Paulo. Passaporte europeu deu acesso a um curso exclusivo na Espanha.
O caminho do segundo passaporte
As principais regras para conquistar a cidadania em outros países e o que mais atrai os brasileiros
  Reprodução
clique na imagem para ampliar


Informações sobre vistos e cidadania australiana
http://www.vivanaaustralia.com

Informações sobre vistos e cidadania italiana
http://www.dupla.cidadania.nom.br
www.europeus.com.br

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Maior feira de negócios de Moçambique atrai 60 empresas brasileiras

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Empresas brasileiras interessadas em abrir mercado na África trouxeram para a 46ª Feira Internacional de Moçambique (Facim) produtos que variam de xampus e sabonetes a catracas eletrônicas. Aberta ontem (30/08/10) pelo presidente moçambicano Armando Guebuza, a Facim é a mais importante feira de negócios do país. Este ano, a feira atraiu a atenção de 488 empresas, sendo 60 do Brasil. "O interesse em expôr aqui tem aumentado de ano para ano", afirmou o organizador do espaço brasileiro na feira, Marco Audrá.


"Essa é a maneira mais segura de entrar em um mercado tão particular", disse ele. O número de empresas brasileiras na Facim este ano é 40% maior que em 2009. São empresas que atuam em ramos muito diversos, como cosméticos, melhoramento genético de bovinos, higiene e limpeza, mobiliário para escolas, colheitadeiras e até sincronizadores de semáforos.

Segundo Audrá, o mercado moçambicano é menor que o de países como África do Sul e Angola, mas as perspectivas são muito boas. "Aqui há uma facilidade maior de infraestrutura e a economia do país está crescendo muito". A grande maioria dos expositores brasileiros teve apoio do Sebrae ou do Ministério de Relações Exteriores (MRE) para alugar espaço na feira e divulgar produtos.

Rodrigo Silva veio "experimentar" a feira de Moçambique. Ele é representante da Digicom, líder do mercado brasileiro de catracas eletrônicas e que também desenvolve sincronizadores de semáforos. Depois de instalar as catracas no metrô do Rio de Janeiro e no sistema paulista do Bilhete Único, a empresa sediada em Gravataí (RS) decidiu expandir os horizontes. Já fez contatos no Marrocos, em Angola e no Egito e, agora, chega a Moçambique. "Viemos nos colocar como alternativa para o mercado, que está se abrindo agora".

A KJR, empresa paulista que produz ferramentas e conectores elétricos, também veio "testar a aceitação" de seus produtos e achar um representante local. "Como aqui a empresa de energia é estatal, precisamos conhecer bem as regras e os métodos", disse um dos representantes da companhia, que já vende para Cuba e outros países latino-americanos, como Colômbia, Chile e Peru. Mas é a primeira vez que tenta fazer negócios na África.

Mais experiente no continente, a fábrica de móveis para cozinha Poquema, de Arapongas (PR), chegou à Facim com um objetivo traçado. "Quero vender dois contêineres, cerca de U$ 70 mil dólares em mercadorias (R$ 130 mil)", afirmou o gerente de exportações João Faro, que já tem experiência de fazer negócios na vizinha África do Sul. O mercado moçambicano, disse ele, é promissor. "Aqui estão subindo muitos prédios e o poder aquisitivo da população também cresce."

Pelos dados oficiais do governo, a economia de Moçambique cresceu 9,5% nos três primeiros meses deste ano. Os empresários não comentam abertamente, mas consideram Moçambique um país onde a corrupção não prejudica tanto os negócios, como ocorre em outros países africanos, onde é "mais frequente e mais cara", segundo um executivo de uma das empresas brasileiras.

Além de Moçambique e Brasil, empresas de mais 12 países estão representadas na Facim: Portugal, África do Sul, Indonésia, Malaui, Zâmbia, Tanzânia, Espanha, China, Suazilândia, Quênia, Botsuana e Itália.

FONTE

Agência Brasil
Eduardo Castro - Correspondente da EBC
Vinicius Doria - Edição
via  http://www.agrosoft.org.br

terça-feira, 29 de junho de 2010

O trabalho é plano - Jovens executivos e suas experiências num mercado globalizado

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A revista Época Negócios #38, do mês de Abril, traz como matéria de capa o artigo O Trabalho é Plano. O texto relata as experiências de diversos jovens executivos e profissionais, do Brasil e do exterior, trabalhando em países estrangeiros, nas filiais de empresas multinacionais. Um texto relevante, por falar do choque cultural, e por trazer um tema de interesse para missionários fazedores de tenda.

LEIA ONLINE O ARTIGO NO SITE DA REVISTA, CLICANDO AQUI.

Na mesma revista há um outro artigo interessante, A China que Eu Vi, escrito pela antropóloga Lívia Barbosa, dando conta de suas impressões sobre os aspectos sociais e culturais da China moderna.

LEIA ESTE ARTIGO CLICANDO AQUI.
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