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sábado, 13 de fevereiro de 2021

Agências Missionárias e o tempo de resposta

 Estudo de inquérito da agência missionária

Um dos funcionários do Centro para Mobilização e Retenção Missionária dos Estados Unidos contatou 26 agências missionárias daquele país pedindo-lhes mais informações sobre as oportunidades missionárias de longo prazo. Eles queriam rastrear o tempo que as agências levaram para responder pessoalmente às nossas solicitações. Dadas as preferências da Geração Z e da Geração Y por respostas rápidas, ficaram curiosos para saber quantas agências enviaram uma resposta pessoal por e-mail em 24 e 48 horas. O gráfico de pizza da imagem mostra os resultados deste estudo. Como você pode ver, 50% das agências enviaram uma resposta pessoal em 24 horas, 7,7% responderam em 48 horas e 34,6% não responderam em uma semana.
Tempo de resposta da agência missionária



Isso me recorda de um episódio acontecido comigo há alguns anos, quando precisei de informações sobre a biografia de um determinado missionário. Contatei uma Missão brasileira focada em evangelização indígena, a qual me enviou o e-mail de um de seus missionários, um norte-americano que estava em missão em plena selva amazônica. Enviado o e-mail, o referido missionário me respondeu em apenas quatro horas. Aquilo me espantou, pois nossa cultura tem algumas deficiências estruturais (e eu mesmo sou um perfeito membro de nossa cultura), dentre elas falhas em prontidão e pontualidade, desconfiança gratuita em relação a estranhos ou elementos que podemos avaliar como desimportantes em nossa escala de prioridades, e por aí vai.
Que de tudo isso possamos extrair lições preciosas. A geração atual, bombardeada por informações que tendem a causar dispersão, como bem referiu o texto acima, demanda respostas se não urgentes, ao menos céleres. Disso também depende o bom avanço do Reino de Deus através da missão.

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

LISTA DAS MAIORES MEGACIDADES GLOBAIS


LISTA DAS MAIORES MEGACIDADES GLOBAIS

"Megacidade é o termo usado pela ONU para definir a área metropolitana que some mais de 10 milhões de habitantes. A área metropolitana pode incluir distritos ou cidades vizinhas conurbadas. Os números desta lista são de 2015, por censos ou estimativas." (BOL)

Tais centros são estratégicos para a implantação do evangelho, pois além do virtual alcance de grande população, facilitam a difusão direta e indireta do mesmo para outras regiões do país (mas não deixe de levar em conta que muitos povos não-alcançados [PNAs] em geral encontram-se em regiões remotas desses países, longe das megacidades).

E você, tem sonhos de plantar a Semente em alguma dessas megacidades? A maioria delas encontra-se em países não-cristãos!

Tóquio, Japão
38,8 milhões de habitantes

Jacarta, Indonésia
31,5 milhões de habitantes

Seul, Coreia do Sul
25,6 milhões de habitantes

Karachi, Paquistão
24,3 milhões de habitantes

Xangai, China
24,2 milhões de habitantes

Nova York, Estados Unidos
23,6 milhões de habitantes

Manila, Filipinas
22,7 milhões de habitantes

Cidade do México, México
22,2 milhões de habitantes

Delhi, Índia
21,8 milhões de habitantes

Pequim, China
21,5 milhões de habitantes

São Paulo, Brasil
21,3 milhões de habitantes

Lagos, Nigéria
21 milhões de habitantes

Mumbai, Índia
20,7 milhões de habitantes

Wuhan, China
20,6 milhões de habitantes

Kioto/Osaka/Kobe, Japão
20,3 milhões de habitantes

Guangzhou, China
19,9 milhões de habitantes

Chongqing, China
19,4 milhões de habitantes

Cairo, Egito
18,8 milhões de habitantes

Los Angeles, Estados Unidos
18,6 milhões de habitantes

Chengdu, China
18,4 milhões de habitantes

Dhaka, Bangladesh
18,3 milhões de habitantes

Moscou, Rússia
16,9 milhões de habitantes

Tianjin, China
15,5 milhões de habitantes

Bancoc, Tailândia
15,4 milhões de habitantes

Istambul, Turquia
14,8 milhões de habitantes

Kolkata, Índia
14,8 milhões de habitantes

Rio de Janeiro, Brasil
14,5 milhões de habitantes

Londres, Reino Unido
14 milhões de habitantes

Buenos Aires, Argentina
13,8 milhões de habitantes

Teerã, Irã
13,7 milhões de habitantes

Kinshasa, Congo
12,5 milhões de habitantes

Paris, França
12,4 milhões de habitantes

Shenzen, China
12,3 milhões de habitantes

Harbin, China
11,6 milhões de habitantes

Rhine/Rhur, Alemanha
11,3 milhões de habitantes

Bengaluru, Índia
10,6 milhões de habitantes

Lahore, Paquistão
10,6 milhões de habitantes


segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Um mapa para viajantes: quais os países mais perigosos do mundo?


Pode ser um mapa útil para quem está a planear viajar nos próximos tempos ou para quem, por motivos profissionais, passa o tempo a saltitar entre países. A empresa de estudos de mercado Ipsos Mori juntou-se à SOS International and Control Risks para desenhar um mapa interactivo que deixe os viajantes fora de perigo. A Síria, o Afeganistão e o Iémen são dos mais perigosos. Portugal é um um bom lugar para estar, com níveis baixos de perigo.

O mapa classifica países de todo o mundo segundo cinco níveis de perigo: insignificante, baixo, médio, alto e extremo. Além do trio atrás referido também a Colômbia, o México e o Paquistão integram os destinos mais perigosos. Do outro lado da escala, estão países como a Noruega, a Suécia, a Suíça, a Finlândia, Eslovénia, Dinamarca ou a Islândia.

Além da classificação geral, o mapa permite analisar a segurança em termos médicos e segurança na estrada.

Baixe o mapa em PDF, CLICANDO AQUI.

sábado, 29 de outubro de 2016

Doenças que atingem 1 bi de pessoas: E ninguém se importa


Negligência
Com o impacto gerado pela epidemia do vírus zika, que se espalha para outras partes do mundo, parece fácil esquecer que centenas de milhões de pessoas nos países mais pobres ou em desenvolvimento sofrem de "doenças tropicais negligenciadas", ou DTNs.
Trata-se de um grupo de doenças tropicais endêmicas, especialmente entre populações pobres da África, Ásia e América Latina.
A negligência é das autoridades de saúde e das empresas farmacêuticas, que não veem essa parcela da população como mercado capaz de comprar medicamentos.
Surtos como o de zika, emergência internacional presente hoje em mais de 60 países e territórios, vêm e vão ao longo do tempo e ganham as manchetes da imprensa. Porém, silenciosamente, mais de 1 bilhão de pessoas em 149 países sofrem com as doenças tropicais negligenciadas.

DTNs
A Organização Mundial de Saúde (OMS) reconhece 18 doenças como DTNs: dengue, raiva, tracoma, úlcera de Buruli, bouba, hanseníase, doença de Chagas, doença do sono, leishmaniose, teníase/neurocisticercose, dracunculíase, equinococose, trematodíases de origem alimentar, filariose linfática, oncocercose (cegueira dos rios), esquistossomose, helmintíases transmitidas pelo solo e micetoma.
No Brasil, a DTN que tem maior incidência, em números absolutos, é a dengue, segundo a entidade Médicos Sem Fronteiras - ainda que, mais recentemente, venha havendo um esforço consistente para o desenvolvimento de uma vacina. Outra doença preocupante em território nacional é a hanseníase (lepra): o Ministério da Saúde registrou cerca de 28 mil novos casos de infecção em 2015.
Diferentemente da infecção por zika ou ebola - ou da gripe aviária e da Sars, voltando um pouco no tempo -, há pouco risco de as DTNs se espalharem pelo mundo desenvolvido.
Os atingidos se concentram em áreas rurais remotas ou aglomerados urbanos, e a voz dessas pessoas quase não se faz ouvir pelo mundo.

Anos Vividos com Incapacidade
Nem todas as infecções por DTNs resultam em morte, mas conviver com elas pode ser debilitante. Uma maneira de medir o impacto de doenças na saúde da população é relacionar a duração média da enfermidade com sua gravidade, um indicador chamado Anos Vividos com Incapacidade (AVIs).


Embora a China e a Índia sejam os países mais afetados por DTNs, isso ocorre pelo tamanho das populações dessas nações. Ajustando a medição por população, países africanos, do Sudeste Asiático e pequenos arquipélagos como Kiribati e ilhas Marshall se destacam como as áreas mais atingidas.
Na República Democrática do Congo, um dos países mais afetados, o Instituto para Métricas Médicas e Avaliações, centro de pesquisa da Universidade de Washington, disse que apenas em 2013 houve mais de 8 milhões de casos de apenas uma DTN, a oncocercose ou cegueira dos rios, resultando em 500 mil AVIs.
oncocercose é uma doença parasitária crônica transmitida por mosquitos que carregam o nematódeo Onchocerca volvulus. No corpo humano, essas larvas se tornam vermes adultos que podem causar cegueira, lesões cutâneas, coceira intensa e despigmentação da pele quando os vermes morrem.

Avanços e retrocessos
Apesar de a oncocercose ser uma das DTNs mais disseminadas, muitos países a controlaram pela aplicação de inseticidas, e houve uma queda de 24% de 1990 a 2013 nos AVIs causados pela enfermidade no mundo.
Há outros casos bem-sucedidos. Infecções intestinais por nematódeos, como aquelas causadas por vermes em forma de gancho, registraram a maior queda entre as DTNs - 46% até 2013. Já o chamado verme-da-Guiné, causador da dracunculíase, está quase erradicado.
Mas enquanto a maioria das DTNs registram prevalência menor em 2013 do que em 1990, algumas estão em alta, e certas doenças possuem um potencial de estrago maior do que as enfermidades que estão recuando.
leishmaniose é uma delas: Cerca de 12 milhões de pessoas estão infectadas, e houve um aumento de 136% nos AVIs desde 1990. E o caso mais preocupante é da dengue, doença conhecida dos brasileiros, mas distante do mundo desenvolvido. Segundo a OMS, há registro de cerca de 390 milhões de casos de dengue no mundo por ano, e 96 milhões desses casos resultam em doenças com alguma severidade. Houve aumento superior a 600% nos AVIs causados pela dengue desde 1990.

BBC

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Uma coleção de mapas inusitados para aumentar sua visão de mundo

Países que possuem população menor que a cidade de Xangai (China).




Marcas de carro mais procuradas nos países.


Mapa das principais doenças que acometem as populações dos continentes. Para cada doença ou grupo de doenças, a autora do mapa representou ilustrou o mapa com a célula do coro humano correspondente. América do Norte: células de gordura (tecido adiposo), em virtude da epidemia de obesidade. Europa e a Rússia: tecido cerebral, em virtude das doenças neurodegenerativas que afetam principalmente a população com idade avançada. Ásia Oriental e a região do Oceano Pacífico: Tecido pancreático, que, quando em disfunção, pode resultar em diabetes. África: Células do sangue, representando as doenças que mais vítimas fazem no continente – a malária e o HIV.  Brasil e o restante da América do Sul: Células pulmonares em virtude das mortes causadas pelo tabagismo e infecções respiratórias.
Mapa: Odra Noel



A Gallup fez uma pesquisa em 136 países a respeito da quantidade de amor que as pessoas percebiam em suas próprias vidas. A pergunta foi "Você experimentou amor durante grande parte do dia de ontem?".



Mapa representando os nomes das moedas dos países.



População do Sul/Sudeste asiático.

domingo, 24 de julho de 2016

Suicídio indígena: entenda como povos e antropólogos da Amazônia avaliam o ato

Foto: Divulgação/Gcom-MT

MANAUS – O suicídio indígena vai além das estatísticas divulgadas pelos órgãos de Segurança Pública na Amazônia. A atitude é complexa e envolve questões sociais, culturais e cosmologias que vão além do conhecimento da sociedade. Segundo antropólogos, para alguns povos indígenas, a morte não encerra a existência humana. Entre as causas para o suicídio indígena estão paixões, encantamentos e rupturas culturais sob um contexto de perda de território e direitos.
“Temos debates para mostrar a complexidade e a dimensão profunda de todo o aspecto que envolve [o suicídio indígena] e que está situada em cosmologias indígenas pouco conhecidas, por isso a tendência é projetar o nosso drama do suicídio para estas sociedades”, explica o antropólogo Gilton Mendes, coordenador da mesa-redonda sobre “Suicídio entre os Povos Indígenas” promovida pelo Núcleo de Estudos da Amazônia Indígena (Neai) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), nesta quarta-feira (29).
Mesa-redonda promovida pelo Neai. Foto: Izabel Santos/Portal Amazônia

Na opinião de Mendes, trata-se de um fenômeno complexo que preocupa, de modo geral, pelas concepções da sociedade não-indígena. “Mas outras sociedades também têm esse fenômeno de forma bastante diversa”, acrescenta.
Ataque de espíritos e paixões
A tese de doutorado da antropóloga da Universidade Federal do Pará (UFPA), Beatriz Matos, abordou o suicídio por ataques de espíritos entre os matsés. O povo vive na terra indígena do Vale do Javari, a maior do Brasil e com maior concentração de povos isolados.
Entre as razões apontadas pela pesquisa, está a impossibilidade de realização de um importante ritual de iniciação masculina. “Nesse ritual, que começava na aldeia, os espíritos levavam os jovens para a floresta onde ele era completado. Com a chegada dos missionários, a prática foi interrompida”, conta. Homens e mulheres participavam do ritual, mas o protagonismo era masculino. De acordo com relatos dos matsés, a tradição foi interrompida na década de 1970. “Com isso, os espíritos começaram a atacar os jovens e a provocar o que nossa sociedade chama de suicídio”, explica.
Os jovens ‘atacados’ relatam que tinham a visão do espírito de um parente já falecido, que aparecia quando eles estavam sozinhos e os levava para a floresta. “Quem viu, relata que no momento desses ataques os jovens corriam mata a dentro”. Alguns eram resgatados, mas outros não tinham o mesmo destino.
Na avaliação da antropóloga do Museu Nacional, Luisa Belaúnde, os suicídios também são homicídios provocados por espíritos, mas também um problema de saúde pública. Luisa cita o aspecto das paixões ou encantamentos que levam os indígenas à atitude. “As causas podem ser o alcoolismo, a presença de missionários e a desintegração familiar, mas isso tudo acontece em um pano de fundo de perda de território e direitos”, diz.
“É realmente um problema de saúde pública, mas talvez a aproximação a partir da saúde pública, que procura as causas, e que tenta formular políticas de prevenção, não esteja suficientemente aberta para compreender as razões histórias e políticas do sofrimento ao qual muitos povos indígenas estão atualmente submetidos”, opina.
Como exemplo sobre os encantamentos, a antropóloga cita os kaxinauá, que habitam a fronteira entre o Peru e o Brasil, no Acre. Segundo relatos, os caçadores desse povo estão sujeitos a um encantamento pelo olfato. “Quando eles estão na floresta eles sentem um cheiro semelhante ao de um animal, então eles se encantam, ficam apaixonados por esse cheiro. Voltam para a aldeia e ficam com o olhar perdido, deixam de reconhecer os seus parentes e passam a comer terra. Por fim, acabam se matando”.
Luisa também cita as meninas tikuna, que vivem na fronteira entre Peru, Equador e Colômbia. E compara a situação a dos matsés no Javari, onde a prática tem a ver com a quebra da tradição do ritual da menina nova, que marca a transição da infância para a vida adulta. “Nesse ritual a menina fica sentada por várias horas, tem os cabelos arrancados e fica ouvindo os conselhos dos mais velhos, mas ele não é só isso. Durante o ritual ela aprende a ter paciência, a resistir a dor e a não se deixar enganar pelos espíritos, que também participam do ritual e tentam enganá-la”, explica a antropóloga. Sem o ritual, a menina tikuna não aprende a se defender e se deixa enganar pelas pessoas erradas.
“Ele [o suicídio] é mais comum entre as meninas que frequentam a escola, conhecem rapazes por quem não deveriam se apaixonar e acabam se desiludindo”, explica. “Por isso é um homicídio espiritual. É como se os espíritos ficassem com raiva e levassem a essa atitude”, explica. A maioria dos suicídios acontecem por enforcamento. As meninas que sobrevivem, alegam que não estavam atentando contra a própria vida, dizem que foram induzidas, que viram parentes já mortos e que pediam que elas cometessem o ato.
Os suruwaha e o timbó
Os suruwaha vivem na calha do rio Juruá, no Amazonas. São um grupo único com cerca de 150 pessoas praticamente isoladas. O único contato que têm é com funcionários da Fundação Nacional do Índio (Funai). No entanto, a maioria das mortes entre este povo decorre de suicídio por envenenamento com timbó, uma raiz usada para envenenar a água e matar peixes. “Existem mortes por doenças e incidentes com animais, mas são poucas”, explica o antropólogo Miguel Aparicio, autor da obra ‘Presas del Veneno. Cosmopolítica y Transformaciones Suruwaha’.
O antropólogo descreve os indígenas como um povo coeso e de boa memória. “Se você perguntar, eles são capazes de descrever o tataravô da terceira geração e com quem era casado e tudo mais”, revela. Entre estas memórias, está o primeiro suicídio, ocorrido em 1930.
As razões para a atitude não são claras. Os primeiros contatos com os suruwaha datam de 1920. “Eles sofreram com as expedições de seringalistas e conseguiram voltar ao isolamento em 1930. Somente em 1980 eles voltaram a ser contatados, e por causa da pressão madereira na região”, explica Aparicio. 

segunda-feira, 18 de julho de 2016

305 etnias e 274 línguas: estudo revela riqueza cultural entre índios no Brasil

Pesquisa inédita do IBGE detalhou características de povos indígenas brasileiros.

BBC Brasil
Há mais indígenas em São Paulo do que no Pará ou no Maranhão. O número de indígenas que moram em áreas urbanas brasileiras está diminuindo, mas crescendo em aldeias e no campo. O percentual de índios que falam uma língua nativa é seis vezes maior entre os que moram em terras indígenas do que entre os que vivem em cidades.
As conclusões integram o mais detalhado estudo já feito pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) sobre os povos indígenas brasileiros, baseado no Censo de 2010 e lançado nesta semana.
Segundo o instituto, há cerca de 900 mil índios no Brasil, que se dividem entre 305 etnias e falam ao menos 274 línguas. Os dados fazem do Brasil um dos países com maior diversidade sociocultural do planeta. Em comparação, em todo o continente europeu, há cerca de 140 línguas autóctones, segundo um estudo publicado em 2011 pelo Instituto de História Europeia.
No "Caderno Temático: Populações Indígenas", o IBGE faz um mapeamento inédito sobre a localização desses povos e sua movimentação ao longo das últimas décadas.
O estudo diz que, entre 2000 e 2010, os percentuais de indígenas brasileiros que vivem nas regiões Sul e Sudeste caíram, enquanto cresceram nas outras regiões. A região Norte abriga a maior parcela de índios brasileiros (37,4%), seguida pelo Nordeste (25,5%), Centro-Oeste (16%), Sudeste (12%) e Sul (9,2%).
Entre 2000 e 2010, também caiu o percentual de indígenas que moram em áreas urbanas, movimento contrário ao do restante da população nacional.
'Retomadas'
Segundo a pesquisadora do IBGE Nilza Pereira, autora do texto que acompanha o estudo, uma das hipóteses para a redução no percentual de indígenas no Sul, Sudeste e em cidades são os movimentos de retorno a terras tradicionais.

Nas últimas décadas, intensificaram-se no país as chamadas "retomadas", quando indígenas retornam às regiões de origem e reivindicam a demarcação desses territórios. Em alguns pontos, como no Nordeste e em Mato Grosso do Sul, muitos ainda aguardam a regularização das áreas, em processos conflituosos e contestados judicialmente.
Em outros casos, indígenas podem ter retornado a terras que tiveram sua demarcação concluída. Hoje 57,7% dos índios brasileiros vivem em terras indígenas.
Outra possibilidade, segundo Pereira, é que no Sul, Sudeste e nas cidades muitas pessoas que se declaravam como indígenas tenham deixado de fazê-lo.
Ainda que sua população indígena esteja em declínio, a cidade de São Paulo ocupa o quarto lugar na lista de municípios brasileiros com mais índios, com 13 mil. Parte do grupo vive em aldeias dos povos Guarani Mbya nos arredores da cidade, em territórios ainda em processo de demarcação.
O ranking é encabeçado por São Gabriel da Cachoeira, no noroeste do Amazonas. O município abriga 29 mil indígenas e foi o primeiro do país a aprovar como línguas oficiais, além do português, três idiomas nativos (tukano, baniwa e nheengatu).
O estudo mostra como morar numa terra indígena influencia os indicadores socioculturais dos povos. Entre os índios que residem nessas áreas, 57,3% falam ao menos uma língua nativa, índice que cai para 9,7% entre indígenas que moram em cidades.
Mesmo no Sul, região de intensa colonização e ocupação territorial, 67,5% dos índios que vivem em terras indígenas falam uma língua nativa, número só inferior ao da região Centro-Oeste (72,4%).
A taxa de fecundidade entre mulheres que moram em terras indígenas também é significativamente maior que entre as que vivem em cidades. Em terras indígenas, há 74 crianças de 0 a 4 anos para cada 100 mulheres, enquanto nas cidades há apenas 20.
Para Nilza Pereira, do IBGE, ao mostrar detalhes sobre indígenas de diferentes pontos do país, o estudo será útil para o planejamento de políticas públicas diferenciadas para esses povos. Os dados também foram usados na elaboração de vários mapas, que compõem o "Atlas Nacional do Brasil Milton Santos".
Cultura indígena
O ativista indígena Denilson Baniwa, cofundador da Rádio Yandê, diz à BBC Brasil que o estudo ajuda a combater a falta de conhecimento sobre os povos indígenas no Brasil.

Baniwa, que mora no Rio de Janeiro e é publicitário, diz se deparar frequentemente com pessoas que acham que "o indígena ainda é aquele de 1500". Segundo o ativista, muitos questionam por que ele se considera indígena mesmo falando português ou usando o computador em seu trabalho.
"Respondo que cultura não é algo estático, que ela vai se adaptando com o tempo. E pergunto a eles por que não vestem as mesmas roupas usadas pelos portugueses em 1500, por que não falam aquele mesmo português e por que não usam computadores de 1995."
Para Baniwa, há ainda grande desconhecimento sobre as enormes diferenças culturais entre os povos indígenas brasileiros. Ele exemplifica citando dois povos de sua terra natal (a região do rio Negro, no Amazonas), os baniwa e os tukano.
"Comparar um baniwa a um tukano é como comparar um francês a um japonês. São povos com línguas, hábitos e características físicas bastantes distintas, e isso porque vivem bem próximos. Imagine a diferença entre um baniwa e um kaingang, um povo lá do Rio Grande do Sul?"
Ao mesmo tempo em que combate o preconceito contra indígenas que, como ele, moram em cidades, Baniwa afirma que cada povo deve ser livre para decidir como quer se relacionar com o resto da sociedade.
"Se um povo entender que o contato com o mundo moderno não será benéfico e que prefere ficar mais isolado em sua terra, vamos lutar para que essa decisão seja respeitada."

terça-feira, 12 de julho de 2016

No Dia Mundial da População, veja o avanço populacional através das fotos da National Geographic

Dormitório escolar  na South China Normal University, em Guangzhou, China. Wing Ka H.

A partir desta manhã, há 7,3 bilhão de pessoas que vivem na Terra, de acordo com o Census Bureau's World Population Clock. E o número sobe a cada segundo porque os bebês continuam a nascer.  
Isso é uma estatística para refletirmos hoje, 11 de julho, que foi designado Dia Mundial da População ( #WorldPopulationDay ) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. A ideia é se concentrar em "questões de população", que tocam em muitas preocupações prementes no mundo de hoje - de mortalidade materna até as alterações climáticas. O tema deste ano é "investir em meninas adolescentes" - certificando-se de que elas possam permanecer na escola e obter as informações que precisam sobre saúde, direitos humanos e direitos reprodutivos. 
 É também um dia para pensar sobre os espaços vitais da população sempre crescente do mundo. O Concurso Fotógrafo de Viagens 2016 da National Geographic dá-nos uma ideia de o quanto lotado um mundo de 7 bilhões pode  se sentir: As pessoas literalmente vivem umas sobre as outras em dormitórios de alto crescimento da China. No entanto, ainda há grande solidão em alguns dos pontos remotos da Terra, como uma aldeia de montanha na Índia. 
 Aqui estão algumas imagens que mostram o nosso planeta populoso.
 Nota: As legendas foram fornecidas pelos fotógrafos e foram editadas para ampliar o entendimento e clareza.

Uma mulher tribal Kinnaura em uma aldeia em Himachal Pradesh, um estado no 
planalto do Himalaia da Índia, carregando lenha. Mattia Passarini 

 Um mercado em Bangkok, Tailândia. Prasad Ambati 

 Os visitantes das margens do rio Ganges, na Índia, considerado sagrado 
pelos hindus. Massimo Rumi 

Hong Kong é o lar de mais de 7 milhões de habitantes. Andy Yeung 

 A cidade de Ho Chi Minh como é vista a partir do 12º andar de um albergue. A cidade vietnamita era anteriormente conhecida como Saigon. Rei Fung Wong 

 Dhaka, Bangladesh, é dito ser a capital mundial do riquixá, com centenas de 
milhares de pessoas em circulação. Zhen Li

Traduzido por Equattoria

sábado, 18 de junho de 2016

FAO: COMO ALIMENTAR A CRESCENTE POPULAÇÃO GLOBAL?


Até 2050, a população mundial irá provavelmente aumentar em 35%. Para alimentar todas e todos, a produção agrícola terá de duplicar. O que podemos fazer para alimentar esta crescente população e proteger o meio ambiente ao mesmo tempo?
A agricultura é maior empreendimento humano na Terra, usando mais de 38% de terra livre. No entanto, apenas 55% das calorias de cereais do mundo alimentam as pessoas diretamente – 36% alimentam o gado e 9% vão para os biocombustíveis e a indústria. Além disso, aproximadamente 25% dos alimentos do mundo são perdidos ou desperdiçados.
Não precisamos necessariamente de mais comida. Precisamos pensar nas prioridades. Em 2050, a população mundial provavelmente aumentará em até 35%. Para alimentar essa população, a produção agrícola terá que duplicar.
Como a prosperidade está impulsionando a demanda por mais carne, um pobre comércio de valiosas calorias, a nossa necessidade de alimentos representa um dos maiores perigos para o mundo. A agricultura emite mais gases de efeito estufa do que os veículos, e limpar o habitat para criar terras agrícolas acelera a perda de biodiversidade.
Então, o que nós podemos fazer? E se a gente parar de cortar as florestas e aprimorar as fazendas que temos? Utilizar os recursos de forma mais eficiente? Mudar nossa alimentação? Reduzir o desperdício? Soluções vão nos ajudar a alimentar um planeta com fome e um planeta saudável.
FONTE: ONU Brasil

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Oito mapas que definem peso do Brasil no mundo

Compilado pelo departamento de pesquisa do Bank of America Merrill Lynch, o "Transforming World Atlas" ("Atlas do Mundo em Transformação") identifica as tendências econômicas mundiais por meio de um conjunto de mapas.
Os dados abaixo foram baseados na segunda edição do estudo do banco americano, publicada no início deste mês.
A BBC Brasil selecionou oito mapas que ajudam a definir o peso do Brasil no mundo. Confira:

1) População

BofAML’s Transforming World Atlas
O mapa mostra os países redimensionados de acordo com sua população.
O Brasil possui a quinta maior população do mundo (204 milhões), atrás de China (1,37 bilhão), Índia (1,25 bilhão), Estados Unidos (323 milhões) e Indonésia (256 milhões).
Em 31 de dezembro de 2015, havia 7,256,490,000 pessoas vivendo na Terra.

2) Pobreza

BofAML’s Transforming World Atlas
O mapa mostra a proporção da população de cada região que vive na extrema pobreza, ou seja, com menos de US$ 1,25 (R$ 4,60) por dia.
Segundo a ONU, os níveis de pobreza foram reduzidos para menos da metade desde 1990.
Mas o Bank of America Merrill Lynch estima que 14% da população mundial (cerca de 1 bilhão de pessoas) ainda vive na extrema pobreza.

3) Orçamento de defesa

BofAML’s Transforming World Atlas
Os Estados Unidos gastam mais com seu orçamento de defesa do que os próximos 15 países da lista combinados, excluindo a China, segundo o Sipri (Instituto Internacional de Estocolmo para Pesquisa sobre a Paz).
Enquanto a população americana responde por apenas 5% da população mundial, os gastos de defesa do país equivalem à metade de tudo o que é gasto no mundo.
O Pentágono gasta mais do que todos os Estados americanos gastam com saúde, educação, bem-estar social e segurança combinados.

4) Emissão de CO2

BofAML’s Transforming World Atlas
O mapa redimensiona cada país de acordo com as emissões anuais de CO2 em 2013.
As emissões de dióxido de carbono e a mudança climática se tornaram grandes questões ambientais, sociais e políticas.
A estimativa é que as perdas econômicas relacionadas ao clima tenham chegado a 200 bilhões por ano na última década.
O investimento em energias renováveis deve responder por 65% dos US$ 12,2 trilhões (R$ 44,8 trilhões) aplicados globalmente em energia nos próximos 25 anos; desse montante, US$ 3,7 trilhões (R$ 13,6 trilhões) serão direcionados à energia solar e US$ 2,4 trilhões (R$ 8,8 trilhões), à energia eólica.
Os combustíveis fósseis devem receber investimentos da ordem de US$ 2,6 trilhões (R$ 9,5 trilhões), 21% do total.

5) Procedimentos estéticos

BofAML’s Transforming World Atlas
O envelhecimento da população e o avanço da tecnologia são os dois principais motores do avanço dos procedimentos estéticos: foram, ao todo, 20 milhões de cirurgias corretivas só em 2014.
O mapa mostra os cinco países líderes em número de cirurgias plásticas em relação ao tamanho de sua população – o Brasil está em terceiro.
Na Coreia do Sul, que está no topo do ranking, uma em cada 50 pessoas fez cirurgia plástica em 2014.
Segundo o Bank of America Merrill Lynch, o gasto com produtos de beleza totalizou US$ 4,5 trilhões (R$ 16,5 trilhões) naquele ano, o equivalente à quarta maior economia do mundo.
6) Números de tuítes em 24h
BofAML’s Transforming World Atlas
O mapa mostra a atividade no Twitter em tempo real entre os dias 29 e 30 de janeiro deste ano.
Foram analisados apenas os tuítes públicos (que podem ser vistos por qualquer pessoas), que compreendem apenas entre 1% e 2% da atividade total na rede social.
As mídias sociais estão por trás da chamada "economia de compartilhamento", cujo potencial de mercado gira em torno de US$ 450 bilhões (R$ 1,6 trilhão), estima o Bank of America Merrill Lynch.

7) Interações no Facebook

BofAML’s Transforming World Atlas
O mapa mostra os dados de amigos conectados pelo Facebook.
O alcance global da rede social chega a 1,5 bilhão de usuários ativos por mês, número equivalente à população da China.
A inovação e as mídias sociais, combinadas, estão na vanguarda da interconectividade mundial; em 1995, menos de 1% da população mundial tinha acesso à internet; entre 1999 e 2014, o número de usuários decuplicou; o primeiro bilhão foi atingido em 2005, o segundo em 2010 e o terceiro, em 2014.
8) Turismo
BofAML’s Transforming World Atlas
Segundo a Organização Mundial do Turismo (OMT), 1,2 bilhão de pessoas viajaram ao exterior em 2015. Os desembarques internacionais subiram mais de 4,4% pelo sexto ano consecutivo.
Em 2014, a França foi o destino turístico mais popular (84 milhões) do mundo, seguida por Estados Unidos, Espanha, China e Itália.
O porcentual de turistas viajando para economias emergentes deve aumentar de 45% em 2014 para 57% em 2013 (em torno de 1 bilhão de chegadas internacionais, segundo a OMT).
fonte:http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/03/160329_mapas_brasil_lgb.shtml?ocid=socialflow_facebook
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