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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

6 fronteiras muito perigosas mundo afora


Por Luíza Antunes
Intimidade demais é um problema. Principalmente quando as duas (ou mais) envolvidas partes têm diferenças irreconciliáveis. Há algumas fronteiras mundo afora que exemplificam bem esse problema. Os limites entre territórios conflituosos são, obviamente, lugares perigosos. Não precisa nem dizer: se você estiver planejando as próximas férias, tente a todo custo evitar essas áreas. Conheça algumas histórias:

1. Sudão e Sudão do Sul / Sudão e Chade
darfur-fronteira
O Sudão tem duas fronteiras extremamente perigosas. Ao sul existe um país que só se tornou independente em 2011, após uma das mais longas guerras civis na África. Sudão do Sul e Sudão ainda disputam uma região chamada Abyei, que é rica em petróleo. Com isso, ocorrem ataques violentos de milícias nas fronteiras entre os dois países.
Outra fronteira perigosa é com Chade. O problema é que Darfur, região a oeste do Sudão, vive um conflito armado entre árabes e não-árabes, com uma milícia chamada Janjaweed, que tem apoio do governo e promove um genocídio contra os habitantes da área. Esse conflito acabou se expandindo para Chade, país que já sofria com guerras civis entre árabes e cristãos. Existem grandes campos de refugiados em Chade e, apesar dos dois países terem assinado um acordo de paz em 2010, a situação na fronteira ainda é grave, com muitos assassinatos, estupros e sequestros ocorrendo. De acordo com a ONU, somente em 2013, mais de 460 mil pessoas foram retiradas de suas casas.


2. Índia e Paquistão
india-paquistao
Desde 1947, quando o Paquistão surgiu, a fronteira desse país com a Índia é marcada pela violência. Os dois países já entraram em guerra algumas vezes e cerca de 1 milhão de pessoas morreram em conflitos. Hoje, Índia e Paquistão estão num momento de cessar-fogo. Porém, a situação é muito tensa na longa fronteira, principalmente na disputada região da Caxemira. Hoje, essa área no Himalaia sofre com ataques de guerrilheiros.
Dos quase 3 mil quilômetros de fronteira, há apenas um ponto de passagem: Wagah, que fica próximo à Amritsar na Índia e Lahore, no Paquistão. Todos os dias os dois países fazem uma espécie de disputa de melhor troca da guarda e fechamento dos portões. O show dos exércitos virou uma atração turística que atrai multidões, com direito a arquibancada e torcida.

3. Estados Unidos e México
fronteira-mex-usa
Apesar da divisa entre México e Estados Unidos ser a fronteira internacional mais cruzada do mundo, com mais de 300 milhões de pessoas legalmente passando pelos dois lados, a região também vive muitos problemas com a violência, imigração ilegal e tráfico de drogas. Os estados fronteiriços no México sofrem com a atuação dos cartéis de drogas, que geram números assombrosos de assassinatos, estupros, sequestros e tráfico de pessoas.
Além disso, essa violência se estende para os imigrantes ilegais, que convivem com violência e extorsão de quadrilhas de coiotes, na tentativa de atravessar para os Estados Unidos. O país, que tem até um grande muro para evitar esse tipo de imigração, mantém mais de 20 mil policiais guardando suas entradas e tem problemas sérios com violência policial extrema, com casos de assassinatos e torturas relatados na fronteira.


4. Camboja e Tailândia
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A fronteira entre Camboja e Tailândia sofre com a disputa dos dois países por alguns templos.  A briga remonta ao período colonial, no início do século 20. O templo Preah Vihear, construído no século 11, fica no Camboja, mas a Tailândia reclama a posse da área. Desde 2008, as tensões nas fronteiras entre esses países têm aumentado, com aumento das tropas de ambos os lados e alguns conflitos armados. Cerca de 10 mil refugiados tiveram que sair da região. Outros templos, Ta Moan and Ta Krabey, próximos à fronteira também passaram a ser disputados.
Há um risco iminente de mais conflitos armados entre essas fronteiras, além da possibilidade da existência de minas terrestres.

5. Coreia do Sul e Coreia do Norte
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A fronteira entre as Coreias do Sul e do Norte já virou até ponto turístico. Mas as coisas são tensas por lá. Há quase 2 milhões de soldados dos dois lados, além das armas nucleares que o país do norte posiciona contra o vizinho. A divisão dos países ocorreu em 1948. Dois anos depois começou a Guerra das Coreias, que só terminou em 1953, e os dois lados concordaram em criar a Zona Desmilitarizada da Coreia (ZDC), uma faixa de segurança de 4 km de largura e 238km de comprimento. Os Estados Unidos também mantém 28 mil soldados na Coreia do Sul.
Em 2013, depois de uma nova série de sanções da ONU contra a Coreia do Norte, devido a testes nucleares realizados pelo país, o governo de Kim Jong-un decretou que o armistício de 1953 é nulo.


6. Israel, Síria, Líbano e Palestina
israel-palestina
As fronteiras do Estado de Israel são bastante tensas. Como já contamos antes, a história da formação desse Estado foi marcada com guerras regionais que até hoje causam muita tensão e mortes. Principalmente por conta de um conflito de 1967, quando Israel foi atacada por vários de seus vizinhos árabes, mas acabou vencendo a guerra em 6 dias e ocupou alguns territórios importantes.
Na fronteira com a Síria ficam as Colinas de Golã, que hoje são ocupadas por Israel. Desde 1973, a ONU monitora uma Zona Desmilitarizada entre os dois países. Porém, em 2012, com a Primavera Árabe e a Guerra Civil na Síria, a tensão se transformou em conflito entre tropas israelenses e o grupo Hezbollah.
Na fronteira norte, com o Líbano, os rebeldes árabes também são motivo de briga com Israel. O Líbano foi um dos poucos na região que nunca entrou em guerra contra Israel e reconheceu o Estado Judeu em 1949. Ainda assim, Israel invadiu o sul do Líbano por duas vezes, em 1978 e 1985, para expulsar grupos rebeldes da facção Fatah, que eles consideravam ameaça à segurança israelense. Hoje, a região da fronteira é dominada pelo Hezbollah e também abriga militantes do Hamas, que são considerados terroristas por Israel.
Mas a situação mais grave fica em Gaza, região palestina que fica ao sul de Israel, dominada pelo Hamas. Os ataques são constantes e quem mais sofrem são os civis palestinos, que vivem ilhados em Gaza, convivem com racionamento e perigo constante de serem atingidos pelas forças armadas israelenses.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

sábado, 19 de novembro de 2011

Arquivos Abertos do Sudão




O Sudan Open Archive (SOA) oferece acesso digital livre ao conhecimento sobre todas as regiões do Sudão. É um banco de dados de texto completo de livros históricos e contemporâneos e documentos. 

Foi projetado e implementado pelo Quênia e Reino Unido com base em Rift Valley Institute , trabalhando com parceiros institucionais no norte e no sul do Sudão. O Arquivo foi criado pelo DL Consulting usando open-source Greenstone software de arquivamento desenvolvido pela Biblioteca Digital da Nova Zelândia projeto da Universidade de Waikato. Outros parceiros incluem UNICEF , UNEP e do Sul do Sudão Centro de Recenseamento, Estatísticas e Avaliação. 

A primeira fase do Arquivo envolveu a digitalização de relatórios técnicos sobre ajuda e desenvolvimento da Operation Lifeline Sudan (1989-2005). Uma biblioteca de literatura contemporânea e histórica sobre as questões ambientais foi adicionada em 2006, uma coleção de relatórios sobre os processos de paz locais em 2007. 

O trabalho do Arquivo é guiado por um conselho consultivo internacional composto por estudiosos do Sudão, especialistas e peritos técnicos internacionais. 


sudanarchive.net

Tradução livre
Fonte: http://www.pesquisamundi.org

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Sudão: uma lição de genocídio anticristão

Os mais de um milhão de sudaneses mortos são o monumento da inutilidade da ONU na proteção dos direitos humanos dos inocentes.
Nasceu na África o Sudão do Sul, que teve sua independência e soberania formalmente reconhecido em 9 de julho de 2011. Não foi uma guerra contra os chamados colonizadores europeus que libertou a nova nação africana de uma dominação cruel. Na verdade, o povo Sudão do Sul, composto por animistas e cristãos, estava oprimido pelos sudaneses muçulmanos do Norte.

Mais de um milhão e meio de sudaneses foram mortos durante os anos em que os sudaneses muçulmanos estavam determinados a matar, estuprar e escravizar seus compatriotas cristãos e animistas do Sul. A imprensa mundial fala de um grande número de mortos como resultado de uma guerra, como se muçulmanos e cristãos tivessem lutado uns contra os outros em igualdade de atrocidades, escravidão e crucificações.
Entretanto, o genocídio que foi cometido não foi contra os muçulmanos. Os autores desse genocídio não são cristãos. A ONU quase nada fez para incomodar os muçulmanos do Norte do Sudão, a não ser oferecer condenações diplomáticas capazes de fazer qualquer ditador bocejar. Os mais de um milhão de sudaneses mortos são o monumento da inutilidade da ONU na proteção dos direitos humanos dos inocentes. A Missão Portas Abertas -   http://www.google.com/search?q=Sud%C3%A3o+site%3Ahttp%3A%2F%2Fwww.portasabertas.org.br%2F&hl=en&num=100&lr=&ft=i&cr=&safe=images&tbs= tem um registro público da perseguição aos cristãos no Sudão.


A ONU, que se gaba de se preocupar com os direitos humanos de meninas e mulheres, não interveio enquanto milhares delas estavam sendo estupradas no Sudão. As feministas ocidentais também não abriram a boca. Será que há uma exceção para homens muçulmanos que estupram?
Em pleno século XX e XXI, a escravidão descarada dos sudaneses muçulmanos contra os cristãos e animistas foi praticada bem debaixo do nariz da ONU e das nações. Os oportunistas que dizem lamentar a escravidão do passado mal levantaram um dedo para deter a escravidão bem nos dias de hoje.
O governo dos Estados Unidos, que intervém em qualquer país com a desculpa gasta de proteger direitos humanos, nunca invadiu o Sudão para impedir o genocídio que virou história.
Mesmo que os americanos tivessem invadido, é pouco provável que os cristãos escapariam de massacres. Para proteger seus próprios interesses, o governo dos EUA tem uma política de não incomodar os muçulmanos. Assim, por onde passam as forças militares americanas, os muçulmanos se sentem à vontade para perseguir os cristãos com mais liberdade. Esse foi o caso do Iraque e do Afeganistão. Depois que os americanos invadiram esses países, a minoria cristã iraquiana e afegã ficou muito mais à merce da violência islâmica do que antes.
No caso do Sudão, muitos cristãos foram martirizados, até mesmo com crucificações literais, porque aparentemente as bestas islâmicas achavam que ninguém os incomodaria. De fato, a OTAN não jogou nenhuma bomba nos muçulmanos do Norte. E mesmo que americanos tivessem invadido o Sudão, que benefício os pobres cristãos negros teriam?
Contudo, a ONU, os EUA, a Europa e outros fariam vista grossa se o caso fosse inverso? E se um milhão de muçulmanos corresse perigo de ser massacrado por cristãos, com centenas de crianças e mulheres muçulmanas sob risco de estupros e escravidão?
Será que a ONU, os EUA, a Europa e outros esperariam, sentados em suas poltronas confortáveis, a concretização cruel de um genocídio contra os muçulmanos para iniciar uma burocrática solução diplomática?

Fonte: Julio Severo
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