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sexta-feira, 11 de junho de 2021

DOMINGO DA IGREJA ACOLHEDORA - Participe e envolva a sua igreja!

 O Domingo da Igreja Acolhedora é um movimento internacional de conscientização e intercessão aos migrantes internacionais e refugiados em todo mundo, que acontece no mês de junho pelo Dia Internacional do Refugiado.

Em 2021, o Domingo da Igreja Acolhedora acontecerá no dia 20 de junho, no Dia Internacional do Refugiado, e nosso clamor e ação será em favor dos milhares de migrantes internacionais que se encontram no Brasil, muitos com dificuldades documentais, de saúde, de emprego e até mesmo em risco alimentar.
Tire uns minutinhos para assistir o vídeo e também orar pela causa do migrante e refugiado!!!
Te animamos para que participe deste movimento internacional de conscientização e intercessão aos migrantes internacionais e refugiados *juntamente com sua igreja e/ou organização*.
Seja organizador deste evento!

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Conceito de tenda dobrável promete obtenção de água e energia para refugiados

Desastres naturais, guerras e disputas políticas são responsáveis pelo deslocamento de milhões de refugiados ao redor do mundo. Muitos deles procuram asilo em terras desconhecidas com uma simples tenda para chamar de lar.

Foi com isso em mente que Abeer Seikaly, uma arquiteta e designer que atualmente mora na Jordânia, criou a Weaving a Home (Tecendo um Lar), uma tenda que procura reexaminar o conceito arquitetônico tradicional ao criar uma estrutura capaz de prover mais conforto, como energia, água e calor, ao mesmo tempo em que é prática, leve e fácil de transportar.
Não é somente o conceito social da obra de Seikaly que é impressionante. A tenda está preparada para necessidades e dificuldades vividas por refugiados em diferentes locais do mundo. O astro da tenda é seu tecido, que tem células fotovoltaicas acopladas – elas absorvem radiação solar, de modo a transformá-la posteriormente em eletricidade, e servem também para o aquecimento de água, graças à proximidade da tubulação com o material de absorção da radiação solar.
Sistema de drenagem
Através de um sistema natural de termossifão, a água da chuva sobe em direção ao tanque de armazenamento de água. A tenda também possui um sistema de drenagem que impede inundamentos, além de ter uma estrutura feita para se adaptar a diferentes climas, como em situação de neve forte (foto acima), o que permite a abertura do material para a entrada do ar frio e a saída do ar quente; também é possível isolar o calor na tenda, caso o usuário deseje selar completamente as aberturas.
Para Abeer, o design do conceito deve ser capaz de preencher a lacuna entre necessidade e desejo, colocando nas mãos das pessoas em situação de fragilidade devido a conflitos políticos a capacidade de fazer seu próprio lar um local minimamente habitável.
Para saber mais sobre o design, confira o site de Abeer Seikaly.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Número de pedidos de refúgio no Brasil cresce 2.000%, diz ONU


O número de solicitações de refúgio no Brasil cresceu mais de 2.000% em quatro anos, mas a estrutura para atender a demanda praticamente não mudou, comentou nesta segunda-feira o representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), Andrés Ramires, durante Seminário Trabalho e os Direitos dos Refugiados no Brasil, promovido pela Cáritas no Rio de Janeiro e o Ministério Público do Trabalho no Estado (MPT-RJ).
— No ano de 2010, recebemos por volta de 560 solicitações. Ao final de 2014, tivemos 12 mil. Esta é uma tendência mundial, mas a porcentagem de crescimento no Brasil é maior do que todas as outras regiões do mundo — afirmou.
Anistia denuncia fracasso de líderes mundiais diante da crise de refugiados
O principal desafio do Brasil para atender essa demanda, que só vem crescendo, é aumentar a estrutura do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) que, segundo ele, permanece praticamente a mesma, desde que foi criada.
— Essa estrutura precisa ser fortalecida para poder dar conta da grande quantidade de refugiados que estão chegando.
expectativa do órgão no Brasil é que esse número chegue a 17 mil neste ano. Os principais grupos, de acordo com o Conare, vêm da Síria, Colômbia, Angola e República Democrática do Congo. O representante da ONU ressaltou que o número de refugiados no mundo já ultrapassou o de deslocados na 2ª Guerra Mundial. Ainda há os imigrantes que não são considerados refugiados, como os haitianos e sul-americanos.
Fonte: Jornal Zero Hora
Via MIAF

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Rádio paranaense cria programa voltado a haitianos no Brasil


[Folha de São Paulo]

Desde o início do mês, a comunidade de cerca de 1.300 haitianos que vive na cidade, a 498 km de Curitiba, tem uma nova forma de comunicação com os familiares que estão no país caribenho e com os demais conterrâneos espalhados pelo Brasil.
O "Haiti Universal" é um programa veiculado em uma rádio local. Iniciativa da Norte FM em parceria com a Igreja Anglicana, vai ao ar todos os domingos, das 20h às 21h.
Também pode ser ouvido no site www.nortefm.com, em qualquer lugar do mundo, como no Haiti.

Leia a matéria completa da Folha de São Paulo:

domingo, 30 de março de 2014

Brasil é o 75º país com mais refugiados do mundo, aponta ONU

Refugiados sírios perto da fronteira com a Turquia (Foto: AP)Refugiados sírios perto da fronteira com a Turquia
(Foto: AP)
Em 2013, o Brasil foi o 75º país com o maior número de refugiados do mundo, segundo dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), órgão da ONU. No ano passado, o país tinha 4.296 refugiados, além de 3.075 pedidos de asilo pendentes. De acordo com o Ministério da Justiça, 649 novas concessões de refúgio foram aprovadas em 2013, o que representa o triplo das registradas em 2012 (199).
As informações do Acnur são mantidas em um banco de dados online que o comissariado atualiza à medida que são feitos novos levantamentos e estimativas. Como os dados ainda não foram consolidados para 2013, os números são considerados provisórios e podem sofrer alterações.
De acordo com as informações mais recentes do comissariado, havia 10,5 milhões de pessoas vivendo como refugiados no mundo em 2013. O país com a maior quantidade de pessoas nestas condições era o Paquistão, com 1,6 milhão. Ele era seguido por Irã (862,8 mil), Jordânia (613,1 mil), Líbano (577,2 mil), Quênia (550,5 mil), Turquia (511,9 mil), Chade (418,4 mil), Etiópia (407,6 mil), China (301 mil) e Estados Unidos (262 mil).
Ranking dos dez países com mais refugiados do mundo
País
Refugiados
Paquistão
1.621.525
862.790
613.104
577.212
550.506
511.936
418.451
407.646
301.068
262.023
Fonte: Acnur
No ranking, o Brasil figurava entre países como Espanha (4.510 refugiados), Moçambique (4.413), Serra Leoa (4.154) e Hungria (4.054). As vizinhas Argentina e Venezuela também apresentavam números próximos aos brasileiros, com 3.604 e 3.974 refugiados, respectivamente.
Concentração asiática
Considerando regiões mais amplas, a Ásia concentrava o maior número de refugiados, com 5,5 milhões (52,7% do total). A África figurava em segundo lugar, com 3,3 milhões (31,5%), e a Europa, em terceiro, com 1 milhão (10,4%).

Apenas o Oriente Médio, cujos países ficam entre os três continentes, hospedava 31,8% dos refugiados do mundo - ou 3,3 milhões. Além dos países já citados, que figuram entre os dez com mais refugiados do mundo (Irã, Jordânia, Líbano e Turquia), o Iêmen também se destacava na região, com 240,4 mil pessoas que receberam asilo, bem como o Iraque (188,5 mil) e o Egito (183,4 mil).
A Síria, país que vive há quase três anos uma guerra civil que já provocou mais de 130 mil mortes, tinha 149,7 mil refugiados no ano. Mais de 2 milhões de pessoas deixaram o país em busca de refúgio em nações vizinhas, o que pode ter colaborado para os altos números do Oriente Médio - bem como os outros conflitos no local.
Segundo a Acnur, as Américas figuravam entre as regiões com menos refugiados do mundo. A América do Norte tinha 425,8 mil pessoas exiladas, o que representava apenas 4% do total global. Já a América Latina e o Caribe tinham 89,6 mil - ou 0,85%.
O que é o refúgio
O refúgio é um direito de estrangeiros garantido por uma convenção da ONU de 1951 e ratificada por lei no Brasil em 1997. Segundo o Ministério da Justiça, o refúgio pode ser solicitado por "qualquer estrangeiro que possua fundado temor de perseguição por motivos de raça, religião, opinião pública, nacionalidade ou por pertencer a grupo social específico e também por aqueles que tenham sido obrigados a deixar seu país de origem devido a uma grave e generalizada violação de direitos humanos”.

Leia online ou baixe o documento Direitos e Deveres dos Solicitantes de Refúgio e Refugiados no Brasil (2012)  , elaborado pela Agência da ONU Para Refugiados (ACNUR).

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Brasil vira rota de bengalis em busca de refúgio

Favelas em Daca (Reuters)
Falta de oportunidades econômicas também forçam bengalis a deixar o país
http://www.bbc.co.uk/portuguese 
O Brasil vem sendo destino, nos últimos anos, de uma nova onda de imigrantes que, em 2013, passaram a assumir a primeira posição na lista de estrangeiros que pediram refugio no país. Trata-se de cidadãos de Bangladesh, um país asiático a milhares de quilômetros do Brasil.
Segundo dados do Conare (Comitê Nacional para os Refugiados), no ano passado, até novembro, 1.830 bengalis entraram no Brasil e solicitaram status de refugiados – mais que o dobro do total de cidadãos do segundo país que mais fizeram a mesma solicitação no mesmo período, Senegal (799).
Apesar de não terem o pedido de refúgio atendido – por não se encaixarem nos critérios do governo para isso -, os bengalis acabaram permanecendo no país, recebendo direito a residência permanente. Sem isso, e sem o status de refugiados, eles poderiam ter sido deportados do país.
O fato reflete um crescimento crescente no número de imigrantes de Bangladesh nos últimos anos. Em 2011, o Conare contabilizou 74 pedidos de refúgio feitos por pessoas do país asiático. No ano seguinte, elas haviam subido para 280.

Projeção atraente

A chegada de imigrantes ou refugiados vindos de Bangladesh ou de nacionalidades que tradicionalmente não migravam em massa ao país é um fenômeno recente.
Essa diversificação, segundo autoridades, é fruto da crescente projeção brasileira no exterior, aliada às crescentes restrições à entrada de imigrantes na Europa e nos Estados Unidos.

Solicitações de refúgio feitas por bengalis

2011: 74
2012: 280
2013: 1.830
* Fonte: Conare
Segundo Ricardo Felix, advogado da Cáritas, ONG de direitos humanos que ajuda refugiados em várias cidades brasileiras, muitos bengalis com quem ele conversou nos últimos meses contam ver o Brasil como um país em paz, cheio de oportunidade e com histórico acolhedor.
"Fora que é um país em evidência, pelo crescimento econômico e pelos grandes eventos. E, junto com isso, também vêm as consequências", diz Ricardo Felix.
De acordo do Felix, muitos que ele entrevistou nos últimos meses contam que chegam no Brasil, diretamente em cidades como Rio ou São Paulo, de avião, portando visto de turistas, para em seguida pedirem refúgio. Outros tantos, porém, chegam por rotas muito mais complicadas.
A Polícia Federal diz que parte dos bengalis entra no Brasil pelas fronteiras com a Bolívia - caso de Hussain - ou com o Paraguai. Muitos vêm ao país para trabalhar em fábricas - especialmente no Paraná.
As primeiras vindas de bengalis, assim como de paquistaneses, ganeses e senegaleses, ocorreu, segundo o Ministério da Justiça, "em razão da crescente necessidade de mão de obra para o abate halal (preparação de carne seguindo os preceitos islâmicos), em consequência do crescimento do mercado no Oriente Médio e da obrigação de que o abate das aves fosse feito exclusivamente pelos praticantes da religião muçulmana".
O abate com o método halal fornece um selo requerido pelos países de maioria islâmica que importam a carne brasileira.

Miséria e política

Mas por que tantos bengalis estão deixando seu país e encarando uma jornada que incluiu atravessar dois continentes e dois oceanos para pedir refúgio aqui?

Solicitações de refúgio por nacionalidade (até nov/2013)*

Bangladesh - 1.830
Senegal - 799
Colômbia - 386
Líbano - 233
República Democrátida do Congo - 194
Gana - 172
Nigéria - 154
Somália - 131
Paquistão - 130
República Dominicana - 103
* Fonte: Conare
Em um das pontas desse trajeto está um país miserável, onde 31% da população vive abaixo da linha de pobreza e 40% tem subempregos, trabalhando apenas algumas horas por semana, segundo dados do Banco Mundial.
Os problemas econômicos são agravados pela tensão política latente no país. A rivalidade entre os dois principais partidos - o governista Liga Awami e o opositor Partido Nacional de Bangladesh (PNB) - se reflete no cotidiano do país e gera uma multidão de perseguidos políticos, entre governistas ou opositores, dependendo da região do país.
Um exemplo desse conflito é o fato de mais de cem pessoas terem sido mortas desde o fim do ano passado, em uma escalada de violência que precedeu as eleições do início de janeiro, consideradas uma das mais violentas da história do país.
"Os relatos que recebemos de Bangladesh é que, no conflito entre os dois partidos, é comum que ambos os lados façam a coação de pessoas, às vezes pessoas simples, para levar a cabo a perseguição", disse Ricardo Felix.

Refugiados?

Total de refugiados reconhecidos no Brasil (até dez/2013)

Angola** - 1.062
Colômbia - 794
Rep. Democrática do Congo - 616
Síria - 333
Libéria - 258
Iraque - 216
Bolívia - 143
Demais nacionalidades (78) - 1.273
Total: 4.695
* Fonte: Conare
** Em transformação para permanência
A legislação brasileira prevê a aprovação do pedido de refúgio quando há temores fundamentados de que o estrangeiro no caso sofre perseguição por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas.
Em uma revisão dos casos de 4 mil estrangeiros que haviam pedido o status, realizada em dezembro de 2014, o governo concluiu que os 1.830 bengalis não se encaixavam nessa categoria, já que se concluiu que estavam no Brasil por razões econômicas, em busca de melhores condições de vida e trabalho.
No mesmo mês, esses casos foram enviados para a análise do Conselho Nacional de Migração (CNIg), e o governo lhes concedeu residência permanente.
"A grande questão era como solucionar, de forma que esses milhares de trabalhadores estrangeiros não ficassem em situação migratória irregular em caso de decisão desfavorável", afirmou Paulo Sérgio Almeida, presidente do CNIg, na cerimônia que anunciou a concessão da residência aos estrangeiros, justificando a decisão: "A grande maioria possui emprego e vêm conseguindo se integrar de forma satisfatória ao nosso país."
Segundo o governo brasileiro, não há uma conduta específica para os solicitantes de refúgio vindos de Bangladesh, já que a política segue sendo avaliar caso a caso. "As análises dos procedimentos no âmbito do Conare se dão de maneira individualizada. As regras e acordos internacionais, bem como as reconhecidas boas práticas brasileiras nesse sentido, devem continuar sendo cumpridas", afirmou a assessoria do Ministério da Justiça.

"O esforço do governo brasileiro é criar uma capacidade de atendimento em prazo razoável à demanda a nós apresentada e que vem crescendo a cada ano, por meio de acordos de cooperação já firmados com a Defensoria Pública da União e com o Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR)."

sábado, 21 de setembro de 2013

‘A população síria aprendeu a viver com medo, mas ninguém quer a guerra’, conta missionária brasileira


Raquel Elana, ao centro, com refugiados sírios na periferia de Mafre
Foto: Arquivo pessoal
Raquel Elana, ao centro, com refugiados sírios na periferia de MafreARQUIVO PESSOAL




RIO — Aos 40 anos, a brasileira Raquel Elana passou quase metade da vida como voluntária no Oriente Médio. Já são 17 anos como missionária da Igreja Batista, os últimos seis meses na Jordânia, ajudando refugiados que deixaram a Síria, país vizinho mergulhado numa guerra civil que já deixou 100 mil mortos nos últimos dois anos e meio. Antes, esteve em lugares como Líbano e territórios palestinos, onde conviveu com mulheres que sofriam por causa da opressão masculina.

Raquel, que também é professora e tem diversos livros sobre as missões publicados - o próximo será pela editora Multifoco - trabalhou na Jordânia, na periferia de al-Mafraq, ajudando refugiados que deixaram o campo de Zaatari, o maior do país, com 120 mil pessoas. A ONU calcula que pouco mais de 30% dos dois milhões de sírios que deixaram o país vivem nos campos. A grande maioria foge da polícia e acaba encontrando uma vida difícil nas cidades.
- Dentro do campo há várias organizações não governamentais, mas, mesmo com a ajuda, muitos saem de lá porque vivem sem ter o que comer ou o que vestir. Eu atendia cerca de cem famílias por mês, fornecendo cestas básicas, remédios e conforto espiritual - afirma.
Na Jordânia, país predominantemente muçulmano, Raquel tem que lidar ainda com o conflito religioso. Lá, ela é voluntária, e não missionária da Junta Administrativa de Missões (Jami). A professora conta que já chegou a ser interrogada por policiais por ser cristã. E lembra a destruição de Maaloula, vila de cristãos ortodoxos, praticamente destruída pela guerra civil.
- Usamos a palavra “voluntário”. Missionário lá tem outro teor, diferente do daqui. Eles pensam que nosso objetivo é a conversão, o que não é verdade - explica ela, que já atendeu até os rebeldes do Exército Livre da Síria.
Com a iminência de uma intervenção militar americana - nos últimos dias mais distante devido ao acordo russo-americano - o grupo de religiosos que trabalha com os refugiados está menor. Os que ficaram, de outras missões, têm trabalho dobrado, numa situação cada vez mais caótica. E embora a maioria dos jordanianos não acredite que o país vá se envolver em uma possível guerra, muitos temem que a economia afunde ainda mais e que o número de refugiados aumente.
- A população toda aprendeu a viver com medo, mas ninguém quer a guerra. Nem os jordanianos nem os refugiados, que, em sua maioria, não apoiam o Bashar (al-Assad, o presidente sírio), mas também não querem ajuda dos rebeldes. Eles estão depressivos. O povo chora muito pela destruição da Síria. Estão revoltados com os dois lados - afirma a missionária, que tem planos de voltar no ano que vem para continuar o trabalho.



sábado, 13 de julho de 2013

Melodias haitianas embalam cultos em Porto Velho - RO


João Fellet
Enviado Especial da BBC Brasil a Rondônia - http://www.bbc.co.uk/portuguese
Atraídos por empregos nas usinas do rio Madeira, desde 2011 ao menos 3 mil imigrantes do Haiti se mudaram para Porto Velho, capital de Rondônia. E, no Estado com o maior percentual de evangélicos do país, algumas igrejas travam uma disputa por suas almas.

Igrejas disputam fiéis haitianos em Rondônia
A Assembleia de Deus foi a primeira a erguer um templo só para o grupo e diz já ter convertido 100 haitianos.
A poucos quilômetros dali, uma igreja adventista engrossou seu rebanho ao incorporar cerca de 30 haitianos. A igreja também terá um templo só para os imigrantes e diz facilitar a inserção do grupo na sociedade.

Enquanto as igrejas buscam fieis entre os imigrantes, alguns haitianos adeptos do vodu buscam locais mais simpáticos às suas crenças originais. Num terreiro de candomblé ketu, três haitianos descobriram que alguns dos orixás cultuados em seu país também são adorados por religiões afrobrasileiras.

LEIA TAMBÉM:

Igrejas evangélicas disputam imigrantes haitianos em Rondônia
Haitianos adeptos do vodu buscam no candomblé alternativa a igrejas

segunda-feira, 9 de julho de 2012

terça-feira, 24 de junho de 2008

Crescimento do número de refugiados abre campo para missões transculturais em contexto nacional



Fazer missão transcultural dentro de seu próprio país. Este é o desafio que o deslocamento de povos coloca à igreja evangélica. O Brasil abriga atualmente 3.889 pessoas que deixaram seus países porque estavam em risco de perseguição, seja por motivos políticos, raciais, religiosos ou de gênero, conforme dados do Comitê Nacional para Refugiados (Conare). Outra estatística, das Nações Unidas, registra que o número de refugiados em todo o mundo cresceu 15% em 2007, com 11,4 milhões de pessoas que deixaram seu país em busca de melhores condições de vida.

O presidente da Conare, Luiz Paulo Barreto, acredita que muitos refugiados no Brasil sofrem preconceito porque a sociedade desconhece a legislação que trata do tema. Com isso, relata Barreto, os refugiados muitas vezes ficam sem emprego ou assistência. Para ele, é preciso que haja "consciência de que refugiados não são criminosos, baderneiros ou pessoas “más” que foram expulsas do seu país".

Barreto ainda relatou que muitos afirmam que não conseguem emprego pelo fato de terem registrado, na identidade, que são refugiados. Ele lembra que “o título de refugiado é para dar proteção, você não pode expulsar, não pode mandar para um país de fronteira, para o país de origem”. O presidente da Conare explica que muitos empregadores não sabem quem é um refugiado e, por receio, não contratam. “Eles [refugiados] reclamam muito disso, da falta de compreensão”.

Para tentar resolver esse problema, Barreto diz que o Conare, junto com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), está trabalhando num programa de certificação de empresas que contratem refugiados no Brasil. “O importante é que as empresas também percebam que, ao dar emprego a um refugiado, está permitindo que alguém reconstrua a sua vida”, observou.

O relatório das Nações observa que quase metade dos refugiados são afegãos
(cerca de 3 milhões) e iraquianos (2 milhões). Os colombianos formam o
terceiro maior grupo (552 mil refugiados), seguidos dos sudaneses (523
mil) e somalis (457 mil). O Brasil recebe parte destes refugiados, especialmente de países da África e da Colômbia.

Entre os resultados positivos apresentados pelo documento está a redução, em cerca de três milhões, do número de pessoas consideradas apátridas. Segundo o Acnur, essa queda se deve principalmente à nova legislação do Nepal, que garantiu cidadania para aproximadamente 2,6 milhões de pessoas. A pesquisa estima, no entanto, que existam atualmente cerca de 12 milhões de apátridas no mundo.

Refugiados no Brasil

A maior parte dos refugiados no Brasil vem da África: 67,7%. Os países de onde mais vêm refugiados são Angola, com 43,3% (1.686), ainda como conseqüência da guerra civil no país; Colômbia, com 13,5% (528); e a República do Congo, com 7,7% (301).

Para a recepção de refugiados, o Brasil obedece a duas regras jurídicas. A primeira é a Convenção de Genebra, da ONU, de 1951. A segunda é Lei 9.474/1997, conhecida como Lei do Refúgio.

FONTE: www.agenciasoma.org.br
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