No último período invernoso quis o Universo que aumentasse de peso.
Chegada ao tempo morno e ao consequente despojamento de roupa eis-me confrontada com cerca de 6 kg em excesso (atenção que sempre fui considerada magérrima, quase anorética para as pessoas com outras mentalidades).
Pois bem, iniciei o verão com o firme propósito de perder o excesso de peso e consequentes gordurinhas instaladas.
Declarei-lhes guerra.
Porém, o verão findou e só nas últimas semanas tenho constatado os números menores na balança digital.
Nem vos conto como desejei o retorno do meu antigo peso. O quanto sonhei voltar a conseguir abotoar as tais calças-bitola que no meu caso são vermelhas.
Não vestia, não visto, mas está quase.
Só falta um niquinho para conseguir puxar o fecho, quase nada.
Já próxima da concretização deste meu desejo/sonho, considerado tarefa impossível, analiso-me.
Que sinto?
Pois, não vejo fogo de artíficio.
Não me sinto mais feliz pelo facto.
Tenho a prova de que não há impossíveis se assim o determinarmos.
Quero dizer: fiquei satisfeita! É uma verdade.
Porém, o culminar do senda torna-se muito menos importante do que o trilhar da mesma.
Como lá dizem os pensadores: o que importa não é a meta, mas o caminho.
Tal como na vida, no amor e até na dieta.
O êxtase final não tem comparação com os preliminares, 'os durantes'.
Será que me entendem?
Sejam felizes com kilinhos extra ou subtraídos.
No final, a felicidade reside realmente nos momentos, em cada instante inspirado, vivido intensamente, em cada passada, em cada afecto dado e recebido, em cada gesto, em cada beijo, em cada toque. . .
Por isso, aconselho:
Vivam!
Actuem!
Ajam como se não houvesse amanhã!
Não deixem para depois . . .
P.S. Cá continuo na minha saga, só faltam 2kg, contudo deixou de ser tão importante.
Porque será?
Tenho cá para mim que a instrospeção e o falarmos connosco pode ajudar e muito.