1/24/2010

Canto ao vivo



Da esquerda para a direita: Miguel Pastrana, Matías Escalera Cordero, Antonio Martínez i Ferrer (autor do canto da casa "Efeitos Secundários) e Antonio Crespo Massieu.

Local: Ateneo de Madrid.

Etiquetas: , , , ,

1/18/2010

Canto em Madrid

Efeitos Secundários apresentados pelo cantautor Antonio Martínez i Ferrer, Matías Escalera Cordero, Antonio Crespo Massieu e Miguel Pastrana, no Ateneo de Madrid, às 19:30, da próxima sexta-feira, 22 de Janeiro.


Apareçam.

Etiquetas: , , , ,

9/10/2009

Composicao do Canto



Acaba de sair o novo poemário do Jorge Peso Villanueva, poeta catalao e cúmplice do Canto na composicao gráfica.

Aceitamos pedidos, de unidades ou bultos.

Etiquetas: , ,

5/12/2009

Canto ao vivo




Lisboa: dia 15 Maio, 18:30, na Livraria Pó dos Livros

Porto: dia 16 Maio, 18:00, na Fnac Norte Shopping

Etiquetas: , , ,

4/19/2009

Canto ao vivo



Na próxima sexta-feira, 24 de Abril, às 19:30, na Casa da Cultura de Alzira, ali prós lados da Comunidade Valenciana, em Espanha, vai ser apresentado Efeitos Secundários, do poeta Antonio Martínez i Ferrer.
No final da sessão, conduzida pelos poetas argentinos
Laura Giordani e Arturo Borra, haverá autógrafos e vinho.

Etiquetas: , , ,

3/21/2009

Canto fotografado

Apresentação algarvia (Pátio de Letras, Faro) de Privado

Nas três fotos, podem-se ver estes três:Miguel Godinho, Fernando Esteves Pinto e Vitor Vicente





Etiquetas: , , , , ,

3/20/2009

Caminho do Canto

Daqui a meia-dúzia de horas embarco para Lisboa.


visited 12 states (5.33%)
Create your own visited map of The World



Depois afundar-me-ei em Portugal, até ao Algarve.



Antes de regressar à Catalunya, jantarei com o autor do novo canto da casa.

Etiquetas: , , , , , , ,

3/01/2009

Canto Fotografado

2/23/2009

Vamos a Valencia ¿!


Apresentação espanhola de Efeitos Secundários, da autoria do poeta espanhol Antonio Martínez i Ferrer.

Dia 27 de fevereiro às 19,30 h na Libreria Primado, em Valencia.

Apresentação assegurada pelos poetas Vitor Vicente, Antonio Crespo Massieu, Laura Giordani, Quique Falcón e Víktor Gomez.

Etiquetas: , , ,

2/20/2009

Canto Citado


Privado, um título que em si parece fechado, inacessível, foi afinal motivo para umas boas gargalhadas durante a sua apresentação. Fernando Esteves Pinto, autor, explicou que este foi lançado pela editora Canto Escuro “que é afinal onde estão as editoras independentes”, gracejou. “Tem uma capa atraente, é capaz de vender, da autoria de Manuel Almeida, que fez também a contracapa mas que já não soube fazer a lombada.” Ironizando ainda sobre as mudanças físicas que sofreu durante o período de escrita do livro, Fernando Esteves Pinto explicou que Privado nasceu de um blog que mantinha e para onde as pessoas foram enviando as suas histórias. “São pequenas histórias conjugais com uma vertente de sexualidade e psicológica.” E para o fim, deixou um pedido “não tenham pudor em comprar um livro sobre sexo, porque afinal toda a gente alinha.”

Etiquetas: , , ,

Já lá cantam II


Os novos cantos da casa, Privado, falsa novela erótica do Fernando Esteves Pinto e Efeitos Secundários, poemário sobre o tratamento da hepatitis C, do Antonio Martínez i Ferrer, já cantam nas livrarias portuenses Gato Vadio e Utopia.

Etiquetas: , , , , , ,

Canto Fotografado

2/03/2009

Alguns Efeitos Secundários III

Sexta-feira 27

A fúria
floresce com pestilentes odores.

A raiva
esmaga o sorriso,
e come o alento das minhas palavras.

O bater do chicote
mostra minha outra pele miserável.

Perdi
os passos da calma.

Que desditosa
a voz irascível que destrói.

Antonio Martínez i Ferrer in Efeitos Secundários

Etiquetas: , ,

Privado feito público III

29

Apetecia-lhe ter sexo, mas uma coisa rápida e directa, sem preliminares. Um acto que não implicasse a procura do prazer através duma poética da sexualidade. Aproximar-se e desfrutar o corpo de Olga, como se não tivesse de analisar exaustivamente a própria poesia do instante. Olga também não estava para grandes complexidades. A abordagem simplificada, instintiva e primária elevava-a a um ponto mais alto na escala do erotismo. Não haveria lirismo encenado nem fingimento a encobrir o aborrecimento e a preguiça.
O sexo não programado é um bom motivo de experimentação neste tipo de atitude. Evita-se uma sobrecarga psicológica, sem culpa formada sobre quem deu e ou recebeu mais prazer. A preparação intensiva num acto sexual pode levar a um enfraquecimento do desempenho. Mas também pode ser uma causa de prematuridade orgástica.
Em relacionamentos degradados e pobremente investidos de imaginário, o sexo é a capa do livro que se tem entre as mãos e que nunca se lê até ao fim. A aproximação ao corpo é a busca anestesiante do paraíso mental que prolonga a sexualidade e lhe dá um sentido mais intenso. É a viagem circular do prazer. Sem preliminares não existe a consciência da vertigem. O sexo é a forma urgente do esgotamento. Desenvolve-se a crueldade como subsistência emocional.
Representantes da nova vaga de comportamentos e produtos super rápidos: sexo, pizza e amores desfeitos – eles já estavam preparados para embarcar num cruzeiro sentimental, não necessariamente por essa ordem.

Fernando Esteves Pinto, in Privado

Etiquetas: , ,

1/27/2009

Alguns Efeitos Secundários II

Sábado 17

De mares
com espumas de pedra
elevam-se aburres
com olhar de arrancar estrelas.

As unhas
formam um cortejo
de aterradoras ansiedades.

A angústia
do labirinto intestinal
estabelece regras para
impedir o descanso.

Antonio Martínez i Ferrer in Efeitos Secundários

Adenda: Efeitos Secundários, na pessoa do poeta, terá dupla data, portuguesa e espanhola, a anunciar no decorrer da semana.

Etiquetas: , ,

Privado feito público II

A vizinha de Olga não pára de gemer do princípio ao fim quando fode com o namorado. Quando está sozinha em casa, Olga deita-se no chão da sala, encosta o ouvido no chão frio e deleita-se com a ressonância sexual que ecoa dentro dela. Parecia-lhe estranho que alguém pudesse manter aquela melodia do prazer sem quebras de intensidade. Chegou a pôr a hipótese de que a rapariga realizava pequenos filmes pornográficos caseiros com banda sonora suspirosa. Ou então, tudo era possível no mundo do prazer, que os gemidos dela eram o canto da sereia com poderes encantatórios para atrair os homens. Nem quando a rapariga se distraía na meditação oral os sons do prazer se deixavam de ouvir, levando Olga a acreditar que ela gemia pelo nariz.
Normalmente, para Olga a duração do acto sexual prolongava-se para além do suportável, com pausas estratégicas para mudança de posição e recuperação dos níveis de apetência sexual. Nesse momento, o silêncio era uma página escrita com as indicações da vizinha fodilhona. Olga memorizava tudo para posterior ensaio com o marido, mas o grau de dificuldade em visualizar o que as palavras da rapariga murmuravam levavam-na a imaginar-se numa situação em que o acto sexual seria uma perversão artística de Gustav Klimt.
Olga nunca poderia compreender que os gemidos que a enfeitiçavam eram o prolongamento do corpo da rapariga. Cruzara-se com ela várias vezes nas escadas do prédio e achara-a vulgar e pouco atraente. Tinha uma voz quente e invulgar nos cumprimentos que lhe dirigia, e talvez essa particularidade fosse o seu lock quando estava completamente despida. Toda a luxúria residia na sua voz, e os vários namorados que frequentavam a casa dela eram possuídos por aquele trinado encantador. Está encontrada a explicação.
Já no fim da queca é que a melodia desafinava, pois eram três a cantar a mesma música e a gemer um refrão orgástico como se fosse um fado de prazer e solidão.

Fernando Esteves Pinto, in Privado

P.S. Apresentação pública de Privado, a publicitar em post próximo.

Etiquetas: , ,

1/14/2009

Alguns Efeitos Secundários I

Sexta-feira 18

Na solidão
a voz perde o grito.

As bombas estoiram,
os ventos de areia
enchem-se
de balas assassinas.

O terror ronda a vida.

Que será dos oásis
onde nasceu a primeira letra,
o primeiro verso?

Antonio Martínez i Ferrer in Efeitos Secundários

Etiquetas: , ,

Privado feito público I

4

Olga estava intrigada com uma situação que lhe ocorrera durante um acto sexual com o seu companheiro. Será que os casais com uma relação idêntica à dela, consideravelmente longa e saturada por todo o tipo de acontecimentos desprezíveis, ainda se olham como marido e mulher ou, por força da intimidade social (sexo, filhos e discussões), começam a revelar-se como dois irmãos mais velhos sobrecarregados de problemas familiares de difícil resolução?
No campo da sexualidade é um desconforto pensar-se que o casal gere os destinos da família e os prazeres dos lençóis como seres do mesmo sangue. No entanto, Olga sentia-se afectada por essa proximidade familiar e conjugal. Consciente do respeito paranóico que sentia por ele durante o acto sexual, nunca Olga conseguira libertar-se totalmente e revelar a mulher possante que existia dentro de si.
O respeito é um sentimento insolúvel quando se trata de sexo. É também um péssimo digestivo sexual. Uma mulher que vai para a cama com a sensação de respeito em relação à sua própria sexualidade, ou é santa ou mentirosa. Se é santa, oferece ao seu companheiro o altar do seu corpo e os gemidos de prazer são rezas interiores que murmuram no seu coração; mas se for mentirosa, deixar-se-á possuir por trás, resguardada do olhar de quem a fode.
Olga tinha uma fantasia que provava isso mesmo: imaginava-se deitada no seu quarto quando era visitada por um amante imprevisível: nem sonho nem pesadelo. Fantasia posta de parte, Olga transformava-se na mulher que a objectiva conjugal tinha pudor em registar. Exposta na cama numa configuração carnal do pecado, argumentando um desejo de masturbação irresistível, o seu corpo era o enigma sagrado da sexualidade reprimida. A sua imaginação tomava a forma de uma farsa da própria sexualidade. E Olga entregava-se à fantasia com todo o seu delírio e perdição.
O que sobrava para o marido, na monotonia das noites intermináveis, não ia além da nudez familiar de Olga e da sua respeitabilidade sexual.

Fernando Esteves Pinto, in Privado

Etiquetas: , ,

1/09/2009

Novos Cantos da Casa III


"Efeitos Secundários", do valenciano Antonio Martínez i Ferrer, é o primeiro canto escuro em idioma estrangeiro.

A edição é bilingue e foi traduzida aqui pelo VV. Começa com um prólogo do poeta espanhol Antonio Crespo Massieu. Na capa pode ver-se a gravura, "Velho sentado num baloiço", do génio gráfico do Goya.

Este poemário é um relato da experiência do autor, no tratamento da Hepatite C. Parte das receitas revertem a favor da associação Sos Hepatites.

Etiquetas: , , , ,

Novos Cantos da Casa II



"Privado", novela erótica do Fernando Esteves Pinto, é o primeiro do par de neo-cantos da casa a integrar a colecção Canto Espanhol.

É uma edição bilingue, traduzida pelo Manuel Moya. Precede-a um prefácio do Henrique Manuel Bento Fialho. Quanto á arte da capa, coube a autoria ao Manuel Almeida e Sousa.

Mais pormenores(partes, por exemplo) de "Privado", serão públicas nos próximos posts.

Etiquetas: , , , , ,