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terça-feira, 14 de julho de 2009

Falhas de sacerdotes não justificam abolição do celibato



Falhas de sacerdotes não justificam abolição do celibato



Reflexão do bispo de San Cristóbal de las Casas
Por Jaime Septién





SAN CRISTÓBAL DE LAS CASAS, quinta-feira, 21 de maio de 2009 (ZENIT.org-El Observador).- O bispo de San Cristóbal de las Casas, Dom Felipe Arizmendi Esquivel, fez uma defesa frontal do celibato sacerdotal, após os recentes episódios ocorridos na Igreja Católica da América de sacerdotes que não foram fiéis a este compromisso.





Entre estes casos, encontram-se os descobrimentos de novas paternidades do atual presidente do Paraguai, Fernando Lugo, que fora bispo católico; o caso de um sacerdote acusado de uso de pornografia infantil na arquidiocese de Jalapa (México); e o recente escândalo de um sacerdote muito popular na televisão hispânica dos Estados Unidos – Alberto Cutié – que, após a publicação de algumas fotos comprometedoras, reconhece uma mulher como amante desde muito tempo.





Diante desses casos, escreve Dom Arizmendi Esquivel, “não falta quem insista em que a Igreja Católica deveria revisar sua norma de admitir ao sacerdócio só aqueles que tenham recebido o carisma do celibato e se comprometam a cumpri-lo por toda a vida. Outros afirmam que, enquanto não se faça esta mudança, a Igreja continuará perdendo fiéis”.





“Por outro lado, continuou dizendo o prelado mexicano, é repetitivo escutar que o celibato não combina com as culturas indígenas, pois nestes povos só a um homem casado se reconhece a autoridade e não se costuma confiar a solteiros cargos de responsabilidade social. Por tanto, concluem, se deveria abrir a porta para ordenar presbíteros a indígenas casados, para que se inculturem.”





Em seu documento, o bispo de San Cristóbal de las Casas afirma que, em primeiro lugar, o celibato “não é de acordo com nenhuma cultura, nem judaica, grega ou romana, nem espanhola, francesa, alemã, italiana, mexicana, indígena, mestiça”.





Em segundo lugar, afirma que “é inegável que houve e há muitas falhas e defeitos; mas a imensa maioria vive com alegria e plenitude esta vocação, apesar das limitações”.





“Eu me sinto muito fecundo, muito realizado, graças ao celibato”, confessa o bispo mexicano em seu escrito, publicado pela página eletrônica da Conferência do Episcopado Mexicano; e agrega: “O matrimônio teria me limitado muito em meu serviço à comunidade. O celibato me faz livre para servir onde for preciso, para amar e estar muito perto de quem precisa experimentar o amor de Deus”.





Mais adiante explica: “Ninguém nos obrigou a emitir este compromisso antes da ordenação; nós o assumimos com plena liberdade. Eu decidi livre e conscientemente não me casar, não por egoísmo, não por rejeição à mulher, nem por desconhecer ou desprezar a beleza do sexo e do matrimônio, mas por graça do Espírito Santo, para consagrar todo o meu ser, com todas as suas energias, ao Reino de Deus, em particular aos pobres. Sou feliz sendo celibatário. Peço ao Senhor que nos conserve em fidelidade”.





Depois de recordar que Jesus “decidiu não se casar; sua mãe permaneceu virgem, o apóstolo mais próximo era celibatário e Paulo recomendou este caminho, não como mandato, mas como conselho digno de confiança”, pede que “nos comprometamos a viver celibatários, mantendo-nos fiéis e alegres, com oração, sacrifício e vigilância, pois as tentações se aproximam por todos os lados”.





“Que a comunidade e as famílias nos ajudem a desfrutar desta paternidade espiritual, e que ninguém seja motivo de tropeço. Que os seminaristas conheçam as razões deste estilo de vida e orem para que se lhes conceda este carisma, que os fará pais e irmãos em Cristo, e assim os povos n’Ele terão vida”
, termina dizendo Dom Arizmendi Esquivel.




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Reitero o convite à nossa Campanha:

Reze uma Ave-Maria diária por seu Sacerdote. Creio que muitos desses escândalos não teriam acontecido se esses sacerdotes tivessem sido fortalecidos em suas escolhas por nossas orações. Façamos nossa parte, e levemos essa campanha para nossas comunidade, amigos familiares!
Abraços
João Batista
Ecclesiae Dei Blog


quarta-feira, 20 de agosto de 2008

O Sacramento da Ordem

Continuando a falar sobre a bela vocação ao sacerdócio, segue um texto do prof. Felipe Aquino sobre o Sacramento da Ordem.

Abraços e uma ótima quarta feira para você!

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O sacramento da ordem
Este é o Sacramento que constitui os Ministros do Senhor. Ele pode ser ministrado em três Ordens: episcopado, presbiterado e diaconato.
No Antigo Testamento, Deus escolheu a tribo de Levi para dela saírem os sacerdotes da antiga aliança. Eram muitos os sacerdotes, os ritos e os sacrifícios (Nm 3,11-13; Lv 1,27-34).
Jesus veio para com o seu sacrifício levar à plenitude os sacrifícios da Antiga Aliança; por isso, Ele aboliu o sacerdócio levítico e fez-se Ele mesmo o Único Sacerdote da Nova e Eterna Aliança, de acordo com Melquisedec, Rei e Sacerdote (Hb 7,1-10; 10,4-10). Como único Sacerdote ofereceu um Único sacrifício, oblação perfeita da sua vida da sua vontade, entregues ao Pai. O seu Sim, inspirado no amor a nós, apagou o Não dito pelo primeiro homem por falta de amor ao Pai.
Até que Ele volte Cristo quer continuar o seu sacerdócio para aplicar os frutos da Redenção aos homens, através dos ministros que Ele escolheu e escolhe. Estes participam do único e mesmo sacerdócio de Jesus e oferecem o único sacrifício do Senhor na cruz; agem como se fossem a mão e o braço de Jesus estendido através de todos os séculos, para salvar todos os homens. Jesus escolheu os Doze Apóstolos para dar início à Igreja, porque quis que ela não fosse um povo sem forma, ao contrário, a quis estruturada em uma hierarquia definida, como mostram os Evangelhos: “Ele escolheu Doze para estarem com Jesus” (Mc 3, 13-16).
Jesus lhes deu ordem e poder de agirem como se fosse Ele mesmo: “Quem vos ouve, a mim ouve; que vos rejeita a mim rejeita; e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou” (Lc 10,16).
Segundo o Concílio de Trento, os Apóstolos foram constituídos sacerdotes na última Ceia. (DS, 1752[949]).
Além dos Doze, Jesus chamou mais 72 colaboradores, com missão análoga à dos Apóstolos. Os Atos dos Apóstolos mostram que Pedro e Paulo iam instituindo presbíteros (epískopoi em grego) onde passavam (At 14,23; 15,2-6; 11,30; Tt 1,5; 1Tm 4,14; 5,17; 1Pd5,1), para que esses dirigissem a comunidade.
Não havia igrejas independentes dos Apóstolos, como muitas são hoje criadas. Os Apóstolos também instituíram diáconos que ocupavam um lugar abaixo dos presbíteros (At 6,1-6; 1Tm 3,8-13).
Enquanto os Apóstolos eram vivos, eles eram os responsáveis pelas comunidades cristãs, abaixo deles havia um colegiado de anciãos (presbyteroi em grego) ou episkopoi (superintendente), e mais abaixo os diáconos. No fim da vida dos Apóstolos, foi surgindo o “episcopado monárquico”, sendo escolhido um presbítero que se tornava o pastor estável da comunidade, com o título exclusivo de episkopos (= bispo), enquanto os demais ficavam com o título e presbíteros. Assim, os bispos são os sucessores dos Apóstolos. Cada um tem jurisdição apenas sobre a sua diocese, enquanto o bispo de Roma, o Papa, que é sucessor direto de São Pedro, tem jurisdição sobre a Igreja toda.
A plenitude do sacerdócio de Cristo é conferida ao bispo. Ele pode consagrar a Eucaristia e ordenar presbíteros. Esses não podem ordenar outros presbíteros.
Nos primeiros séculos da Igreja houve as diaconisas, mulheres encarregadas da catequese e outras funções, mas não recebiam o sacramento da Ordem, apenas uma bênção (sacramental) para exercer o ministério.
O SACRAMENTO DA ORDEM NO CATECISMO
O Catecismo da Igreja ensina os pontos mais importantes do Sacramento da Ordem.
§ 1536 – A Ordem é o sacramento graças ao qual a missão confiada por Cristo a seus Apóstolos continua sendo exercida na Igreja até o fim dos tempos; é, portanto, o sacramento do ministério apostólico.
Comporta três graus: o episcopado, o presbiterado e o diaconado.
(...)
§ 1539 – O povo eleito foi constituído por Deus como “um reino de sacerdotes e uma nação santa” (Ex 19,6) (Cf. Is 61,6). Mas, dentro do povo de Israel, Deus escolheu uma das doze tribos, a de Levi, reservando-a para o serviço litúrgico (Cf. Nm 1,48-53), Deus mesmo é sua herança (Cf. Js 13,33). Um rito próprio consagrou as origens do sacerdócio da antiga aliança (Cf. Ex 29,1-30; Lv 8).
Os sacerdotes são aí “constituídos para intervir em favor dos homens em suas relações com Deus, a fim de oferecer dons e sacrifícios pelos pecados” (Cf. Hb 5,1).
§ 1540 – Instituído para anunciar a palavra de Deus (Cf. Ml 2,7-9) e para restabelecer a comunhão com Deus pelos sacrifícios e pela oração, esse sacerdócio continua, não obstante, impotente para operar a salvação. Precisa, por isso, repetir sem cessar os sacrifícios, e não é capaz de levar à santificação definitiva (Cf. Hb 5,3.7,27; 10,1-4), que só o sacrifício de Cristo deveria operar.
(...)
O Único sacerdócio de Cristo
§ 1544 – Todas as prefigurações do sacerdócio da antiga aliança encontram seu cumprimento em Cristo Jesus, “único mediador entre Deus e os homens” (1Tm 2,5). Melquisedec, “sacerdote do Deus Altíssimo” (Gn 14,18), é considerado pela Tradição cristã como uma prefiguração do sacerdócio de Cristo, único “sumo sacerdote segundo a ordem de Melquisedec” (Hb 5,10;6,20), santo, inocente, imaculado” (Hb 7,16), que “com uma única oferenda levou à perfeição, e para sempre, os que ele santifica” (Hb 10,14), isto é, pelo único sacrifício de sua Cruz.
§ 1545 – O sacrifício redentor de Cristo é único, realizado uma vez por todas. Não obstante, torna-se presente no sacrifício eucarístico da Igreja. O mesmo acontece com o único sacerdócio de Cristo: torna-se presente pelo sacerdócio ministerial, sem diminuir em nada a unicidade do sacerdócio de Cristo. “Por isso, somente Cristo é o verdadeiro sacerdote; os outros são meus ministros.” (Sto. Tomás de Aquino, Hebr., 7,4).
(...)
§ 1547 – O sacerdócio ministerial ou hierárquico dos bispos e dos presbíteros e o sacerdócio comum de todos os fiéis, embora “ambos participem, cada qual a seu modo, do único sacerdócio de Cristo” (LG 10), diferem, entretanto, essencialmente, mesmo sendo “ordenados um ao outro” (LG 10). Em que sentido? Enquanto o sacerdócio comum dos fiéis se realiza no desenvolvimento da graça batismal, vida de fé, de esperança e de caridade, vida segundo o Espírito, o sacerdócio ministerial está a serviço do sacerdócio comum, refere-se ao desenvolvimento da graça batismal de todos os cristãos.
É um dos meios pelos quais Cristo não cessa de construir e de conduzir sua Igreja. Por isso, é transmitido por um sacramento próprio, o sacramento da Ordem.“In persona Christi Capitis” (Na pessoa de Cristo Cabeça...)
§ 1548 – No serviço eclesial do ministro ordenado, é o próprio Cristo que está presente à sua Igreja enquanto Cabeça de seu Corpo, Pastor de seu rebanho, Sumo Sacerdote do sacrifício redentor, Mestre da verdade. A Igreja o expressa dizendo que o sacerdote, em virtude do sacramento da Ordem, age “in persona Christi Capitis” (na pessoa de Cristo Cabeça) ( Cf. LG 10; 28; SC 33; CD 11; PO 2; 6).
Na verdade, o ministro faz as vezes do próprio Sacerdote, Cristo Jesus. Se, na verdade, o ministro é assimilado ao Sumo Sacerdote por causa da consagração sacerdotal que recebeu, goza do poder de agir pela força do próprio Cristo que representa (“Virtute ac persona ipsius Christi”) ( Pio XII, enc. Mediator Dei).“Cristo é a origem de todo sacerdócio: pois o sacerdote da [Antiga] Lei era figura dele, ao passo que o sacerdote da nova lei age em sua pessoa.”(Sto. Tomás de Aquino, S. Th III, 22,4).
(...)
§ 1550 – Esta presença de Cristo no ministro não deve ser compreendida como se estivesse imune a todas as fraquezas humanas, ao espírito de dominação, aos erros e até aos pecados. A força do Espírito Santo não garante do mesmo modo todos os atos dos ministros. Enquanto nos sacramentos esta garantia é assegurada, de tal forma que mesmo o pecado do ministro não possa impedir o fruto da graça, há muitos outros atos em que a conduta humana do ministro deixa traços que nem sempre são sinal de fidelidade apostólica da Igreja.
§ 1556 – Para desempenhar sua missão, “os Apóstolos foram enriquecidos por Cristo com especial efusão do Espírito Santo, que desceu sobre eles. E eles mesmos transmitiram a seus colaboradores, mediante a imposição das mãos, este dom espiritual que chegou até nós pela sagração episcopal” (LG 21).
(...)
§ 1558 – “A sagração episcopal, juntamente com o múnus de santificar, confere também os de ensinar e de reger... De fato, mediante a imposição das mãos e as palavras da sagração, é concedida a graça do Espírito Santo e impresso o caráter sagrado, de tal modo que os Bispos, de maneira eminente e visível, fazem as vezes do próprio Cristo, Mestre, Pastor e Pontífice, e agem em seu nome (“in eius persona agant”)” (Ibid). “Os Bispos, portanto, pelo Espírito Santo que lhes foi dado, foram constituídos como verdadeiros e autênticos mestres da fé, pontífices e pastores”(CD. 2).
(...)
Do livro OS SETE SACRAMENTOS
Do Prof. Felipe Aquino

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Celibato Sacerdotal

Nessa semana, recordamos a vocação à vida consagrada: religiosos, religiosas, consagradas e consagrados nos institutos e comunidade de vida apostólica e nas novas comunidades.
Essa recordação é feita porque no dia 15 celebramos o Dia da Assunção de Maria aos céus - que comemoramos ontem na Liturgia. Maria, como mulher modelo de consagração a Deus dá o tom da comemoração do dia da vocação à vida consagrada.
Segue um documento do cardeal Claudio Hummes sobre o tema tão comentado que é o celibato sacerdotal. Importante que nós católicos, conheçamos os motivos e necessidades desse dom que é o celibato, que Deus concede aos nossos queridos sacerdotes e religiosos.
A nós, leigos que não somos celibatários, a mesma castidade nos é requerida, mas de uma outra forma, pela é a fidelidade à esposa/esposo. A eles (os padres e religiosos), o chamado vai além, por isso, exige vocação diferente da nossa, um amor superior a Jesus, a formação, e dedicação total à Jesus e ao Reino de Deus.
Uma ótima semana a todos e boa leitura.
Oremos sempre pela santificação de nossos queridos padres, religiosos e religiosas, para que possam assumir com amor e santidade essa bela vocação que receberam de Jesus.
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REFLEXÕES DO CARDEAL CLAÚDIO HUMMES
POR OCASIÃO DO XL ANIVERSÁRIO DA CARTA ENCÍCLICA
«SACERDOTALIS CAELIBATUS»
DO PAPA PAULO VI



A importância do celibato sacerdotal


Entrando no XL aniversário da publicação da Encíclica "Sacerdotalis caelibatus" de Sua Santidade Paulo VI, a Congregação para o Clero considera oportuno recordar o ensinamento magisterial deste importante documento pontifício.


Verdadeiramente, o celibato sacerdotal é um dom precioso de Cristo à sua Igreja, um dom sobre o qual é necessário meditar e revigorar sempre de novo, sobretudo no mundo de hoje profundamente secularizado.


De fato os estudiosos indicam que as origens do celibato sacerdotal nos fazem remontar aos tempos apostólicos. Ignace de la Potterie escreve: "Há uma geral sintonia entre os estudiosos para dizer que a obrigação do celibato ou pelo menos da continência se tornou lei canônica desde o século IV. [...]. Mas é importante observar que os legisladores do IV ou V século afirmavam que esta disposição canônica se baseava numa tradição apostólica. Dizia por exemplo o Concílio de Cartagena (de 390): "Convém que aqueles que estão ao serviço dos mistérios divinos sejam perfeitamente continentes (continentes esse in omnibus) para que aquilo que os apóstolos ensinaram e a própria antiguidade manteve, o observemos nós também"(1). No mesmo sentido, A. M. Stickler fala de assuntos bíblicos em favor do celibato de inspiração apostólica (2).


Desenvolvimento histórico


O Magistério solene da Igreja recorda ininterruptamente as disposições sobre o celibato eclesiástico. O Sínodo de Elvira (300-303?) no Cânone 27 prescreve: "Um Bispo, como qualquer outro clérigo, tenha consigo unicamente ou uma irmã ou uma virgem consagrada; estabeleceu-se que não deva absolutamente ter uma estranha"; e no cânone 33: "Decidiu-se amplamente a seguinte proibição aos Bispos, aos presbíteros e aos diáconos, assim como a todos os clérigos que exercem um ministério: abstenham-se das suas esposas e não gerem filhos; quem o fizer deverá ser afastado do estado clerical"(3).

Também o Papa Cirício (384-399), na carta ao Bispo Imério de Tarragona de 10 de Fevereiro de 385, afirma: "O Senhor Jesus [...] quis que a figura da Igreja, da qual é o esposo, emane o esplendor da castidade [...] pela lei indissolúvel destas disposições todos nós sacerdotes estamos ligados [...] para que desde o dia da nossa ordenação entreguemos quer os nossos corações quer os nossos corpos à sobriedade e à castidade, para agradar ao Senhor nosso Deus nos sacrifícios que oferecemos todos os dias" (4).


No Concílio Ecumênico Lateranense I de 1123, no Cânone 3, lemos: "Proibimos do modo mais absoluto aos sacerdotes, diáconos, subdiáconos, de viver com as concubinas ou com as esposas e de coabitar com mulheres diversas das que o Concílio de Nicéia (325) permitiu que se viva"(5). Assim também na sessão XXIV do Concílio de Trento, no Cânone 9, se recorda a absoluta impossibilidade de contrair matrimônio aos clérigos constituídos nas ordens sagradas ou aos religiosos que fizeram profissão solene de castidade; com ela a nulidade do próprio matrimônio, juntamente com o dever de pedir a Deus o dom da castidade com intenção reta(6).

Em tempos mais recentes o Concílio Vaticano II recordou na declaração "Presbyterorum ordinis", 7 o vínculo estreito entre celibato e Reino de Deus, vendo no primeiro um sinal que anuncia de modo radioso o segundo, um início de vida nova, a cujo serviço o ministro da Igreja é consagrado.

Com a encíclica de 24 de Junho de 1967, Paulo VI manteve uma promessa feita aos Padres conciliares dois anos antes. Ele examina as objeções apresentadas em relação à disciplina do celibato e, ressaltando os seus fundamentos cristológicos e fazendo apelo à história e ao que os documentos dos primeiros séculos nos ensinam a propósito das origens do celibato-continência, confirma plenamente o seu valor.

O Sínodo dos Bispos de 1971, quer no esquema pré-sinodal Mysterium presbyterorum (15 de Fevereiro), quer no documento final Ultimis temporibus (30 de Novembro), afirma a necessidade de conservar o celibato na Igreja latina, iluminando o seu fundamento, a convergência dos motivos e as condições que o favorecem(8).

A nova codificação da Igreja latina de 1983 reafirma a tradição de sempre: "Os clérigos são obrigados a observar a continência perfeita e perpétua pelo Reino dos céus; por isso são obrigados ao celibato, que é um dom especial de Deus, pelo qual os ministros sagrados podem mais facilmente unir-se a Cristo de coração indiviso e dedicar-se mais livremente ao serviço de Deus e dos homens"(9).

Na mesma linha se move o Sínodo de 1990, do qual surgiu a exortação apostólica do Servo de Deus o Papa João Paulo II Pastores dabo vobis, na qual o Pontífice apresenta o celibato como uma exigência de radicalismo evangélico, que favorece de modo especial o estilo de vida esponsal e que brota da configuração do sacerdote com Jesus Cristo, através do Sacramento da Ordem(10).

O Catecismo da Igreja Católica, publicado em 1992 e que recolhe os primeiros frutos do grande acontecimento do Concílio Ecumênico Vaticano II, reafirma a mesma doutrina: "Todos os ministros ordenados na Igreja Latina, à exceção dos diáconos permanentes, são normalmente escolhidos entre os homens crentes que vivem celibatários e têm vontade de guardar o celibato "por amor do Reino dos Céus""(11).

No mesmo recentíssimo Sínodo sobre a Eucaristia, segundo a publicação provisória, oficiosa e não oficial das suas proposições finais, concedida pelo Papa Bento XVI, na proposição n. 11, sobre a escassez de clero em algumas partes do mundo e sobre a "fome eucarística" do povo de Deus, reconhece-se "a importância do dom inestimável do celibato eclesiástico na prática da Igreja latina".
Com referência ao Magistério, particularmente ao Concílio Ecumênico Vaticano II e aos últimos pontífices, os padres pediram que fossem ilustradas adequadamente as razões da relação entre celibato e ordenação sacerdotal, no pleno respeito da tradição das Igrejas Orientais. Houve quem fizesse referência à questão dos viri probati, mas a hipótese foi avaliada como um caminho que não se deve percorrer.


Só no passado dia 16 de Novembro de 2006 o Papa Bento XVI presidiu no Palácio Apostólico a uma das periódicas reuniões dos Chefes de Congregações da Cúria Romana. Naquela sede foi reafirmado o valor da opção do celibato sacerdotal segundo a ininterrupta tradição católica e foi reafirmada a exigência de uma sólida formação humana e cristã quer para os seminaristas quer para os sacerdotes já ordenados.


As razões do Sagrado Celibato


Na Encíclica "Sacerdotalis caelibatus", Paulo VI apresenta inicialmente a situação em que se encontrava naquele tempo a questão do celibato sacerdotal, quer sob o ponto de vista do seu apreço quer das objeções.
As suas primeiras palavras são determinantes e ainda atuais: "O celibato sacerdotal, que a Igreja guarda desde há séculos como brilhante pedra preciosa, conserva todo o seu valor mesmo nos nossos tempos, caracterizados por uma transformação profunda na mentalidade e nas estruturas"(12).
Paulo VI revela o que ele mesmo meditou, interrogando-se sobre o assunto para poder responder às objeções, e conclui: "Julgamos portanto que a lei vigente do celibato consagrado deve ainda hoje, acompanhar firmemente o ministério eclesiástico; deve tornar possível ao ministro a sua escolha exclusiva, perene e total do amor único de Deus e ao serviço da Igreja, e deve ser característica do seu estado de vida, tanto na comunidade dos fiéis como na profana"(13).

"É certo", acrescenta o Papa, "conforme declarou o Concílio Ecumênico Vaticano II, a virgindade não é requerida pela própria natureza do sacerdócio, como se conclui da prática da Igreja primitiva e da tradição das Igrejas Orientais ( "Presb. Ord", 16). Mas o mesmo Sagrado Concílio não hesitou em confirmar solenemente a antiga, sagrada e providencial lei vigente do celibato sacerdotal, expondo também os motivos que a justificam aos olhos de quem sabe apreciar com espírito de fé e com íntimo e generoso fervor os dons divinos"(14).

É verdade. O celibato é um dom que Cristo oferece a quantos são chamados ao sacerdócio. Este dom deve ser acolhido com amor, alegria e gratidão. Assim, será fonte de felicidade e de santidade.

As razões do celibato sagrado, expostas por Paulo VI, são três: o seu significado cristológico, o significado eclesiológico e o escatológico.

Comecemos com o significado cristológico.
Cristo é novidade. Realiza uma nova criação. O seu sacerdócio é novo. Ele renova todas as coisas. Jesus, o Filho unigênito do Pai, enviado ao mundo, "fez-se homem para que a humanidade sujeita ao pecado e à morte, fosse regenerada e, por meio dum nascimento novo, entrasse no Reino dos céus.
Consagrando-se inteiramente à vontade do Pai, Jesus realizou, por meio do seu mistério pascal, esta nova criação, introduzindo no tempo e no mundo uma forma de vida, sublime e divina, que transforma a própria condição terrena da humanidade"(15).

O próprio matrimônio natural, abençoado por Deus desde a criação, mas ferido pelo pecado, foi renovado por Cristo, que "o elevou à dignidade de sacramento e de sinal misterioso da sua união com a Igreja. [...]
Mas Cristo, Mediador de um Testamento mais excelente (cf. Hb 8, 6), abriu também um novo caminho, em que a criatura humana, unindo-se total e diretamente ao Senhor, e preocupada apenas com Ele e com as coisas que Lhe dizem respeito, manifesta de maneira mais clara e completa a realidade profundamente inovadora do Novo Testamento"(16).

Esta novidade, este novo caminho, é a vida na virgindade, que o próprio Jesus viveu, em harmonia com o seu ser mediador entre o céu e a terra, entre o Pai e o gênero humano. "Em plena harmonia com esta missão, Cristo manteve-se toda a vida no estado de virgindade, o que significa a sua dedicação total ao serviço de Deus e dos homens"(17). Serviço de Deus e dos homens significa amor total e sem reservas, que marcou o viver de Jesus entre nós. Virgindade por amor do Reino de Deus!

Mas, Cristo, chamando os seus sacerdotes a serem ministros da salvação, isto é, da nova criação, chama-os a ser e a viver em novidade de vida, unidos e semelhantes a Ele na forma mais perfeita possível. Disto deriva o dom do sagrado celibato, como configuração mais plena com o Senhor Jesus e profecia da nova criação.
Os seus apóstolos foram por Ele chamados "amigos". Chamou-os a segui-lo muito de perto, em tudo, até à cruz. E a cruz os levará à ressurreição, à nova criação realizada.
Por isso sabemos que segui-lo com fidelidade na virgindade, que inclui uma imolação, nos conduzirá à felicidade. Deus não chama à infelicidade, mas à felicidade. A felicidade, contudo, conjuga-se sempre com a fidelidade. Disse-o o saudoso Papa João Paulo II aos esposos reunidos com ele no II Encontro Mundial das Famílias, no Rio de Janeiro.

Assim emerge o tema do significado escatológico do celibato, enquanto sinal e profecia da nova criação, ou seja, do Reino definitivo de Deus na Parusia, quando todos ressuscitarem da morte.

"Deste Reino, a Igreja constitui na terra o germe e o início", como nos ensina o Concílio Vaticano II(18). Nestes "últimos tempos", a virgindade, vivida por amor do Reino de Deus, constitui um sinal particular, porque o Senhor anunciou que "com a ressurreição [...] não se tem nem esposa nem marido, mas somos como anjos de Deus no céu" (19).

Num mundo como o nosso, mundo do espetáculo e dos prazeres fáceis, profundamente fascinado pelas coisas terrenas, sobretudo pelo progresso das ciências e das tecnologias recordamos as ciências biológicas e as biotecnologias o anúncio de um além, ou seja, de um mundo futuro, de uma parusia, como acontecimento definitivo de uma nova criação, é determinante e ao mesmo tempo liberta da ambigüidade das aporias, das vozearias, dos sofrimentos e contradições, em relação aos verdadeiros bens e aos novos conhecimentos profundos que o progresso humano atual traz consigo.

Finalmente, o significado eclesiológico do celibato conduz-nos mais diretamente à atividade pastoral do sacerdote.

Afirma a Encíclica: "A virgindade consagrada dos sacerdotes manifesta, de fato, o amor virginal de Cristo pela sua Igreja e a fecundidade virginal e sobrenatural desta união"(20). Semelhante a Cristo e em Cristo, o sacerdote desposa-se misticamente com a Igreja, ama a Igreja com amor exclusivo.

Assim, dedicando-se totalmente às coisas de Cristo e do seu Corpo Místico, o sacerdote goza de uma ampla liberdade espiritual para estar ao serviço amoroso e total de todos os homens, sem distinção.

"Assim o sacerdote, na morte quotidiana de si mesmo, na renúncia ao amor legítimo de uma própria família por amor de Cristo e do seu Reino, encontrará a glória de uma vida em Cristo pleníssima e fecunda, porque como Ele e n'Ele ama e se entrega a todos os filhos de Deus"(21).

A Encíclica acrescenta ainda como o celibato faça crescer a idoneidade do sacerdote à escuta da Palavra de Deus e à oração, assim como o habilita para colocar totalmente no altar a própria vida, que traz os sinais do sacrifício(22).


Valor da castidade e do celibato


O celibato, antes de ser uma disposição canônica, é um dom de Deus à sua Igreja, é uma questão ligada à dedicação total ao Senhor. Mesmo na distinção entre a disciplina celibatária dos seculares e a experiência religiosa da consagração e da emissão dos votos, está fora de questão que não há outra interpretação nem justificação possível do celibato eclesiástico fora da dedicação total ao Senhor, numa relação que seja, também sob o ponto de vista afetivo, exclusiva; isto pressupõe uma forte relação pessoal e comunitária com Cristo, que transforma os corações dos Seus discípulos.

A opção celibatária da Igreja Católica de rito latino desenvolveu-se, desde os tempos apostólicos, precisamente no seguimento da relação do sacerdote com o seu Senhor, tendo como grande ícone o "Amas-me mais do que estes?" (23)que Jesus Ressuscitado dirige a Pedro.

As razões cristológicas, eclesiológicas e escatológicas do celibato, todas radicadas na comunhão especial com Cristo à qual o sacerdote é chamado, são portanto declináveis em diversos modos segundo quanto é afirmado expressamente pela "Sacerdotalis caelibatus".


Antes de tudo o celibato é "sinal e estímulo da caridade pastoral"(24). Ela é o critério supremo para julgar a vida cristã em todos os seus aspectos; o celibato é um caminho de amor, mesmo se o próprio Jesus, como refere o Evangelho segundo Mateus, afirma que nem todos podem compreender esta realidade: "Nem todos compreendem esta linguagem, mas apenas aqueles a quem isso é dado"(25).


Esta caridade declina-se no clássico dúplice aspecto de amor a Deus e aos irmãos: "Com a virgindade ou o celibato observado pelo Reino dos céus os presbíteros consagram-se a Deus com um novo e excelso título, aderem mais facilmente a Ele com coração indiviso"(26).
São Paulo, num trecho ao qual aqui se alude, apresenta o celibato e a virgindade como "caminho para agradar a Deus" sem divisões(27): por outras palavras, um "caminho do amor" que certamente pressupõe uma vocação particular, e neste sentido é um carisma, e que é em si mesmo excelente quer para o cristão quer para o sacerdote.

O amor radical para com Deus torna-se através da caridade pastoral amor para com os irmãos. Na "Presbyterorum ordinis" lemos que os sacerdotes "se dedicam mais livremente a ele e para ele ao serviço de Deus e dos homens, servem com maior eficiência o seu Reino e a sua obra de regeneração divina e deste modo se dispõem melhor para receber uma paternidade mais ampla em Cristo"(28).
A experiência comum confirma como seja mais simples abrir o coração aos irmãos plenamente e sem reservas para quem não está ligado a outros afetos, por muito legítimos ou santos que sejam, além do de Cristo.

O celibato é o exemplo que o próprio Cristo nos deixou. Ele quis ser celibatário. Explica ainda a Encíclica: "Cristo permaneceu por toda a sua vida no estado de virgindade, o que significa a sua total dedicação ao serviço de Deus e dos homens. Esta profunda relação entre a virgindade e o sacerdócio de Cristo reflete-se em quantos têm o privilégio de participar da dignidade e da missão do Mediador e Sacerdote eterno, e esta participação será tanto mais perfeita, quanto mais o sagrado ministério estiver livre de vínculos de carne e de sangue"(29).


A existência histórica de Jesus Cristo é o sinal mais evidente de que a castidade assumida de modo voluntário por Deus é uma vocação solidamente fundada quer a nível cristão quer da comum racionalidade humana.


Se a vida cristã comum não pode ser legitimamente considerada tal excluindo a dimensão da Cruz, tanto mais a existência sacerdotal seria ininteligível prescindindo da óptica do Crucificado. O sofrimento, por vezes a fadiga e o tédio, até o impasse, têm o seu lugar na existência de um sacerdote, que, contudo, não é por eles definitivamente determinada.
Escolhendo seguir Cristo, desde o primeiro momento, comprometemo-nos a segui-lo até ao Calvário, recordando-nos que é a assunção da própria cruz o elemento que qualifica a radicalidade do seguimento.


Por fim, como foi dito, o celibato é um sinal escatológico. Na Igreja, está presente desde agora o Reino futuro: ela não só o anuncia, mas realiza-o sacramentalmente contribuindo para a "criação nova", enquanto a Sua glória não se manifestar plenamente.


Enquanto o sacramento do matrimônio enraíza a Igreja no presente, imergindo-a totalmente na ordem terrena, a qual se torna ela mesma possível lugar de santificação, a virgindade remete imediatamente para o futuro, para aquela perfeição da criação que será levada a pleno cumprimento somente no final dos tempos.


Meios para ser fiéis ao celibato


A sabedoria bimilenária da Igreja, perita em humanidade, tem indicado constantemente ao longo dos tempos alguns elementos fundamentais e irrenunciáveis para favorecer a fidelidade dos seus filhos ao carisma sobrenatural do celibato.

Entre eles, sobressai, também no recente magistério, a importância da formação espiritual do sacerdote chamado a ser "testemunha do Absoluto". Afirma a Pastores dabo vobis: "Formar-se para o sacerdócio significa habituar-se a dar uma resposta pessoal à questão fundamental de Cristo: "Tu amas-me?". A resposta, para o futuro sacerdote, não pode ser senão o dom total da sua própria vida" (30).
Neste sentido são absolutamente fundamentais os anos da formação quer a remota, vivida em família, quer sobretudo a próxima, nos anos do Seminário, verdadeira escola de amor, na qual, como a comunidade apostólica, os jovens seminaristas se estreitam à volta de Jesus na expectativa do dom do Espírito para a missão.
"A relação do sacerdote com Jesus Cristo e, n'Ele, com a Sua Igreja situa-se no próprio ser do presbítero, em virtude da sua consagração/unção sacramental, e no seu agir, isto é, na sua missão ou ministério"(31). O sacerdócio mais não é do que um "viver intimamente unidos a Ele"(32), numa relação de íntima comunhão que é descrita "com o matiz da amizade"(33).
A vida sacerdotal é, no fundo, aquela forma de existência que seria inconcebível se Cristo não existisse. Precisamente nisto consiste a força do Seu testemunho: a virgindade pelo Reino de Deus é um dado real, existe, porque Cristo, que a torna possível, existe.

O amor ao Senhor é autêntico quando tende para ser total: inamorar-se de Cristo significa conhecê-lo profundamente, freqüentar a Sua pessoa, identificar-se e assimilar o Seu pensamento e, finalmente, acolher sem reservas as exigências radicais do Evangelho. Só podemos ser testemunhas de Deus se fizermos uma experiência profunda de Cristo; da relação com o Senhor depende toda a existência sacerdotal, a qualidade da sua experiência de martyria, do seu testemunho.


Testemunha do Absoluto é unicamente aquele que tem Jesus por amigo e Senhor, que goza da Sua comunhão. Cristo não é apenas objeto de reflexão, tese teológica ou recordação histórica; Ele é o Senhor presente, é vivo porque Ressuscitado e nós somos vivos só na medida em que participamos cada vez mais profundamente da Sua vida.
Sobre esta fé explícita funda-se toda e existência sacerdotal. Por isso a Encíclica diz: "O sacerdote aplique-se antes de tudo a cultivar com todo o amor que a graça lhe inspira a sua intimidade com Cristo, aprofundando o seu mistério inexorável e beatificante; adquire um sentido cada vez mais profundo do mistério da Igreja, fora do qual o seu estado de vida correria o risco de parecer inconsistente e incongruente"(34).


Além da formação e do amor a Cristo, elemento essencial para preservar o celibato é a paixão pelo Reino de Deus, que significa a capacidade de trabalhar ativamente e sem se poupar para que Cristo seja conhecido, amado e seguido. Como o camponês que, tendo encontrado a pérola preciosa, vende tudo para comprar o campo, assim quem encontra Cristo e emprega toda a sua existência com e para Ele, não pode não viver trabalhando para que outros O possam encontrar.


Sem esta perspectiva, qualquer "impulso missionário" destina-se à falência, as metodologias transformam-se em técnicas de conservação de um aparato, e até as orações poderão tornar-se técnicas de meditação e de contacto com o sagrado, nas quais se dissolvem quer o eu humano quer o Tu de Deus.


Uma ocupação fundamental e necessária do sacerdote, como exigência e tarefa, é a oração que, ao contrário, é insubstituível na vida cristã e por conseguinte na sacerdotal. A ela deve ser reservada uma atenção particular: a celebração eucarística, o Ofício divino, a confissão freqüente, a relação afetuosa com Maria Santíssima, os Exercícios Espirituais, a recitação quotidiana do Santo Rosário, são alguns dos sinais espirituais de um amor que, se faltasse, arriscaria inexoravelmente a substituição com os sucedâneos, com freqüência desprezíveis, da imagem, da carreira, do dinheiro, da sexualidade.


O sacerdote é homem de Deus porque é chamado por Deus a sê-lo e vive esta identidade pessoal na pertença exclusiva ao seu Senhor, que se documenta também na opção celibatária. É homem de Deus porque vive d'Ele, a Ele fala, com Ele discerne e decide, em obediência filial, os passos da sua existência cristã.
Quanto mais os sacerdotes forem radicalmente homens de Deus, através de uma existência totalmente teocêntrica, como foi ressaltado pelo Santo Padre Bento XVI nos votos de Natal à Cúria Romana no passado dia 22 de Dezembro de 2006, tanto mais eficaz e fecundo será o seu testemunho, e o seu ministério rico de frutos de conversão. Não há oposição entre a fidelidade a Deus e a fidelidade ao homem mas, ao contrário, a primeira é condição de possibilidade para a segunda.


Conclusão: uma vocação santa


A Pastores dabo vobis, falando da vocação do padre à santidade, depois de ter ressaltado a importância da relação pessoal com Cristo, expressa outra exigência: ao sacerdote, chamado à missão do anúncio, é confiada a Boa Nova para a doar a todos. Contudo, ele é chamado a acolher o Evangelho antes de tudo como dom oferecido à sua existência, à sua pessoa e como acontecimento salvífico que o compromete a uma vida santa.

Nesta perspectiva João Paulo II falou do radicalismo evangélico que deve caracterizar a santidade do sacerdote; portanto é possível indicar nos conselhos evangélicos tradicionalmente propostos pela Igreja e vividos nos estados de vida consagrada os itinerários de um radicalismo vital ao qual também, a seu modo, o sacerdote é chamado a ser fiel.

A exortação afirma: "Expressão privilegiada da radicalidade são os diversos "conselhos evangélicos", que Jesus propõe no Sermão da Montanha e, entre estes, os conselhos, intimamente coordenados entre si, da obediência, pobreza e castidade: o sacerdote é chamado a vivê-los segundo as modalidades, e mais profundamente segundo as finalidades e significado original, que derivam e exprimem a identidade própria do presbítero"(35).

E ainda, retomando a dimensão ontológica sobre a qual o radicalismo evangélico se funda: "O Espírito, consagrando-o e configurando-o a Jesus Cristo Cabeça e Pastor, cria uma ligação que, situada no próprio ser do sacerdote, precisa de ser assimilada e vivida de maneira pessoal, isto é, consciente e livre, mediante uma comunhão de vida e de amor cada vez mais rica e uma partilha sempre mais ampla e radical dos sentimentos e das atitudes de Jesus Cristo. Neste liga-me entre o Senhor Jesus e o padre, liga-me ontológico e psicológico, sacramental e moral, está o fundamento e, ao mesmo tempo, a força para aquela "vida segundo o Espírito" e aquela "radicalidade evangélica", à qual é chamado todo o sacerdote, e que é favorecida pela formação permanente no seu aspecto espiritual"(36).


A nupcialidade do celibato eclesiástico, precisamente por esta relação entre Cristo e a Igreja que o sacerdote é chamado a interpretar e a viver, deveria dilatar o seu espírito, iluminando a sua vida, acendendo o seu coração. O celibato deve ser uma oblação feliz, uma necessidade de viver com Cristo para que Ele derrame no sacerdote aquelas efusões da sua bondade e do seu amor que são inefavelmente plenas e perfeitas.


A este propósito, são iluminadoras as palavras do Santo Padre Bento XVI: "O verdadeiro fundamento do celibato pode estar contido numa só frase: Dominus pars (mea) Tu és a minha terra. Pode ser apenas teocêntrico. Não pode significar o permanecer privados de amor, mas deve significar deixar-se tomar pela paixão por Deus, e aprender depois, graças a um estar mais intimamente com Ele, a servir também os homens. O celibato deve ser um testemunho de fé: a fé em Deus torna-se concreta naquela forma de vida que tem sentido só a partir de Deus. Apoiar a vida n'Ele, renunciando ao matrimônio e à família, significa que acolho e experimento Deus como realidade e por isso posso levá-lo aos homens"(37).


Notas
1. Cf. I. de la Potterie, Il fondamento biblico del celibato sacerdotale, em Solo per amore. Riflessioni sul celibato sacerdotale, Cinisello Balsamo 1993, pp. 14-15.
2. Cf. A.M. Stickler, em Ch. Cochini, Origines apostoliques du Célibat sacerdotal, Preface, p. 6.
3. Cf. H. Denzinger, Enchiridion symbolorum definitionum et declarationum de rebus fidei et morum, ed., P. Hünermann., Bolonha 1995, nn. 118-119, p. 61.
4. Id., Op. Cit., n. 185, p. 103.
5. Id., Op., Cit., n. 711, p. 405.
6. Id., Op., Cit., n. 1809, p. 739.
7. Conc. Vat. II, Decr. Presbyterorum ordinis, n. 16.
8. Enchiridion do Sínodo dos Bispos, 1.1965-1988, edd. Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos, Bolonha 2005, nn. 755-855; 1068-1114; sobretudo nn. 1100-1105.
9. Codex Iuris canonici, Cân. 277 1.
10. João Paulo II, Exort. Apost. Pastores dabo vobis, 25 de Março de 1992, n. 44.
11. Catecismo da Igreja Católica, n. 1579.
12. Paulo VI, Carta Enc. Sacerdotalis caelibatus, n. 1.
13. Id., n. 14.
14. Id., n. 17.
15.Id., n. 19.
16. Id., n. 20.
17. Id., n. 21.
18. Cf. Conc. Vat. II, Const. Dogm. Lumen gentium, n. 5.
19. Ibidem.
20. Paulo VI, Carta Enc. Sacerdotalis caelibatus, n. 26.
21. Id., n. 30.
22. Cf. Id., nn. 27-29.
23.Jo 21, 15.
24. Paulo VI, Carta Enc. Sacerdotalis caelibatus, n. 24.
25.Mt 19, 11.
26. Conc. Vat. II Decr. Presbyterorum ordinis, n. 16.
27.Cf. 1 Cor 7, 32-33.
28. Conc. Vat. II, Decr. Presbyterorum ordinis, n. 16.
29. Paulo VI, Carta Enc., Sacerdotalis caelibatus, n. 21
30. João Paulo II, Pastores dabo vobis, n.42.
31. Id., n. 16.
32. Id., n. 46.
33.Ibidem.
34. Paulo VI, Carta Enc., Sacerdotalis caelibatus, n. 75.
35. João Paulo II, Pastores dabo vobis, n.27.
36. Id., n. 72.
37. Bento XVI, Discurso por ocasião da Audiência à Cúria Romana para a apresentação dos votos de Natal, 22 de Dezembro de 2006.



terça-feira, 13 de novembro de 2007

Sobre os padres Pedófilos

Recebi um e-mail de um leitor "ateu" com dúvidas sobre como a Igreja Católica via a pedofilia. Acho o texto do Prof. Felipe esclarece essa e outras dúvidas.
Boa leitura
Sobre os padres pedófilos
Por Prof. Felipe Aquino

No domingo (4 nov 07) à noite, a Rede Record de televisão colocou no ar uma matéria sobre os padres processados pela prática de pedofilia (sexo com crianças), no Brasil e no exterior. Alguns leitores me pediram que comentasse o assunto; por isso escrevo essa página.
Alertado por uma ouvinte, assisti o Programa da Record; numa primeira análise me pareceu autêntico, isto é, parece que nada foi forjado, e as entrevistas e testemunhos parecem ser verdadeiros, onde foram mostrados padres envolvidos com este tipo de crime. Foi colocado que o Vaticano não toma providências e que o então Cardeal Joseph Ratzinger, hoje Papa Bento XVI, antigo auxiliar de João Paulo II, Prefeito da Sagrada Congregação da Fé, encobria os erros dos padres pedófilos.
Sabemos que isto não é verdade e que o Papa João Paulo II tomou medidas enérgicas contra esses sacerdotes culpados. Falando aos Bispos dos EUA em 2002, o Papa não se esquivou do problema; entre outras coisas disse aos Bispos em uma reunião no Vaticano: “Como vocês, também eu me entristeço profundamente pelo fato de que padres e religiosos, cuja vocação é ajudar as pessoas a viver vidas santas aos olhos de Deus, tenham, eles próprios, causado tanto sofrimento a jovens e tanto escândalo. Devido ao grande mal causado por alguns padres e religiosos, a própria Igreja está sendo vista com desconfiança, e muitos se ofendem com a maneira como se percebe que seus líderes agiram nesta questão. O abuso que provocou esta crise é errado, por qualquer critério usado, e é visto como crime pela sociedade, com razão; além disso, é um pecado hediondo aos olhos de Deus. Às vítimas e às famílias, estejam elas onde estiverem, expresso minha solidariedade e preocupação profundas.”
“É preciso que fique absolutamente claro aos fiéis católicos e à comunidade mais ampla que os bispos e superiores se preocupam, sobretudo, com o bem espiritual das almas. As pessoas devem saber que não existe, no sacerdócio e na vida religiosa, lugar para aqueles que querem prejudicar os jovens.”
Ao mesmo tempo o Vaticano tomou medidas para afastar os padres que cometem este pecado. Cabe agora ao Bispo de cada diocese tomar as medidas definidas pela Santa Sé.
O papa Bento XVI adotou uma postura ainda mais rígida sobre os casos de abuso sexual do que João Paulo II. Numa entrevista no Vaticano, em seguida, o presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos, Wilton Gregory, divulgou um documento com as conclusões da reunião.
Em resumo, a cúpula da Igreja americana vai ser muito mais severa na questão. Serão instalados processos especiais para a expulsão de padres cuja culpa em casos de violência sexual contra menores seja “notória”. O Cardeal-arcebispo de Washington, defendeu a política de tolerância zero e a expulsão sumária dos padres pedófilos. Também é a favor da denúncia dos casos de abuso sexual à polícia e à Justiça.
Philip Jenkins, professor de Estudos da Religião da Universidade Estadual da Pensilvânia, afirmou que “Os casos de pedofilia propriamente dita são poucos, mas isso poderia ser uma abertura para falar de outros assuntos complicados para a Igreja, como o homossexualismo, por exemplo” (Veja 02.05.2002 – Pedofilia ).
É claro que esta falta desses sacerdotes é muito grave e não tem justificativa, especialmente em se tratando de homens de Deus que devem levar a salvação às pessoas, e a Igreja precisa coibir cada vez mais, e rapidamente esses erros. E eu entendo que nós leigos devemos atuar com sabedoria, ao lado dos senhores bispos, para resolver esta questão.
O Pregador da Casa Pontifícia, o frei Raniero Cantalamessa, em 15/12/2006, pediu ao Papa Bento XVI que fosse celebrado um dia de penitências pelas vítimas de pedofilia, particularmente pelas crianças que tenham sido abusadas por sacerdotes. Ele disse:”A Igreja tem chorado e lamentado recentemente os abomináveis atos cometidos em seu seio por alguns de seus ministros e pastores. Pagou e instituiu regras rígidas para que os abusos não se repitam”.
(...)
Por outro lado é preciso lembrar que a pedofilia está longe de ser um problema só de alguns padres da Igreja Católica. Jael Savelli, em artigo no site www.midiasemmascara.org.br , “Pedofilia já! Enquanto ainda ‘estou com tudo em cima’”, em 14 de julho de 2007, revela em detalhes o pensamento do líder do movimento gay no Brasil, Luiz Mott, e suas simpatias pela pedofilia. Mott é decano do Movimento Homossexual no Brasil; fundador do Grupo Gay da Bahia.
Este é um exemplo de muitos casos de apoio à liberação da pedofilia, o que jamais a Igreja aceita. (Fonte: gaybrasil.com.br)
A Igreja tem arcado com as conseqüências dos atos pecaminosos de muitos padres. O padre Federico Lombardi, porta-voz da Santa Sé, disse que o acordo entre a arquidiocese de Los Angeles e vítimas de abusos sexuais, envolvendo o valor recorde de 600 milhões de dólares, é uma tentativa de “fechar um capítulo doloroso e olhar para frente.” “A Igreja está acima de tudo claramente machucada pelo sofrimento das vítimas e de suas famílias, pelas profundas feridas causadas pelo grave e indesculpável comportamento de alguns de seus membros”.
(...)
Embora todos os casos de pedofilia sejam graves, não se pode generalizar o problema e dar a entender ao povo que é uma epidemia no clero da Igreja. Segundo o jornal ”La Stampa”, dos 150 mil sacerdotes e religiosos que serviram à Igreja Católica americana durante os anos 70 e 80, cerca de 500 foram acusados por pedofilia, o que representa 0,3% do clero do país. (Reuters, Por Philip Pullella, 17 Jul 2007)
Um estudo do Departamento de Saúde estima que em média 93.000 crianças sofram abuso sexual a cada ano nos Estados Unidos. Destas, metade é atacada pelos próprios pais. Os parentes próximos são responsáveis por outros 18% dos casos. Menos de 30% das pessoas que abusam de crianças travam contato com suas vítimas fora de casa. (idem)
O jornal “Folha de São Paulo”, em 08 fev 07, no artigo “Polícia da Áustria descobre rede global de pedofilia”, afirma que “Autoridades da Áustria anunciaram a descoberta de uma rede global de pornografia infantil envolvendo ao menos 2.361 suspeitos de 77 países, em uma operação precedentes na história criminal austríaca”.
De acordo com o ministro do Interior da Áustria, Günther Platter, estão sendo investigados, em seus respectivos países, 600 americanos, 400 alemães, mais de cem franceses.
Enfim, não tem cabimento e justificativa a prática de pedofilia pelo clero da Igreja, e esses homens devem deixar de imediato o exercício do sacerdócio; no entanto, não se pode generalizar o erro de 0,3% do clero, como se fosse algo epidêmico na Igreja.
Em contraste a tudo isto, vimos, por exemplo, no dia 28 de outubro 07, a beatificação de 498 mártires espanhóis no Vaticano, sendo que ao todo foram martirizados cerca de 7000 sacerdotes. Sobre isto a imprensa se cala e Rede Record não diz uma só palavra.
Já se tornou rotina alguns órgãos da imprensa colocarem uma enorme lente de aumento sobre os erros dos filhos da Igreja e não dizerem uma só palavra sobre as suas grandes obras em favor da humanidade.
Não fosse a Igreja Católica não teríamos a cultura e a civilização ocidental. Que esses tristes casos de pedofilia sirvam para que a Igreja melhore a formação dos sacerdotes, aprimore os Seminários e aumente a espiritualidade do clero.
O bom católico, de fé madura, não pode ficar desanimado, desconsolado, ou escandalizado com esses erros graves dos filhos da Igreja, mesmo sendo padres. Infelizmente sempre houve muitos erros e pecados por parte dos filhos da Igreja, mas o número de seus santos sempre foi muito maior.
Para cada padre acusado de pedofilia, podemos certamente mostrar mil outros que vivem com dignidade o seu ministério sacerdotal e que prestam relevantes serviços à Igreja e à humanidade. Não podemos ficar olhando para algumas manchas negras na vida da Igreja e esquecer a grande Luz com a qual ela sempre iluminou o mundo.
Como disse D. Estevão Bettencourt, “o ouro da Igreja muitas vezes passou por mãos impuras, mas sempre continuou sendo ouro”. Esses episódios de padres e leigos pedófilos, homossexuais, fornicadores, etc., não podem nos desanimar, ao contrário, deve ser um motivo a mais para trabalharmos para que o Reino de Cristo se instale neste mundo.
Data Publicação: 08/11/2007

AQUINO, Felipe. Apostolado Veritatis Splendor: Sobre os padres pedófilos. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/4657. Desde 12/11/2007.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Monsenhor Padre Jonas

Nas palavras do Prof. Felipe Aquino, nossa sincera homenagem ao Monsenhor Jonas Abib, fundador da Canção Nova!!!

Que Deus continue fazendo maravilhas, pelo Senhor! Parabéns pelo merecido reconhecimento!!!

Ecclesiae Dei


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"O homem é do tamanho do seu sonho” disse um filósofo grego; isto se dá com o padre Jonas. Há quase 40 anos o vejo sonhar grande, não por orgulho ou vaidade, mas por amor a Deus e às almas a serem salvas, especialmente os jovens que ele aprendeu tanto a amar com o seu pai Dom Bosco.

Padre Jonas acreditou, como Maria: “Bem aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas” (Lucas 1, 45). Padre Jonas acreditou, sonhou alto, mas com os pés no chão; lenta e pacientemente soube construir essa longa “escada” que é a Canção Nova, degrau por degrau, até Deus; e sempre fiel ao Papa, ao Bispo, ao Magistério da Igreja e à sua Sagrada Tradição.

Não faltou jamais em sua vida, um dia sequer, o amor apaixonado ao Senhor Eucarístico, à sua Mãe Santíssima e à devoção aos Anjos e Santos. Padre Jonas teve a ousadia e a felicidade de ensinar à Igreja que é possível realizar a Obra de Deus com a generosa doação dos fiéis, como sempre aconteceu nela [Igreja].

Ele muito ajudou com isso a resgatar na Igreja católica a cultura do dízimo. Há 26 anos a Rádio Canção Nova está no ar sem propagandas e comerciais, e o mesmo acontece com a TV Canção Nova há 18 anos. “Se tu creres, verás a glória de Deus” (João 11,40).

Por causa da fé deste homem de Deus, nós a vimos e estamos vendo a cada dia. Entre muitas qualidades desse gigante de Deus, eu gostaria de destacar a sua fé inabalável, operativa, dom do Espírito; o seu amor apaixonado pela santa Palavra de Deus, a confiança depositada em quem trabalha com ele, a bondade e experiência do seu coração de pai, o desprendimento total de si mesmo, o grande amor a Deus e a todos, e sobretudo o imenso zelo apostólico que o devora...
Quantas e quantas pessoas me escrevem e me dizem: “A Canção Nova salvou a minha vida”; “A Canção Nova é a minha companhia constante”; “A Canção Nova é a luz de Deus na minha casa”...O que a Igreja liga na terra Deus liga no céu (cf. Mateus 16,18-19; 18,19).

Assim, padre Jonas, não seremos apenas nós aqui na terra a celebrar esta conquista, mas também o céu. Haverá júbilo no céu entre os Anjos de Deus. E na presença deles e dos Santos cantaremos louvores a Deus por sua vida.

Deus seja louvado pelo Monsenhor Jonas Abib; Deus seja louvado pela Canção Nova!

Prof. Felipe Aquinowww.cleofas.com.br
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