quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Causas e consequências
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Deus em Tudo
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
Cuidando do nosso tempo
NÃO PODEMOS VIVER AO SABOR DO IMPROVISO
A palavra "ascese" precisa deixar as páginas empoeiradas de nossos
dicionários e ganhar espaço na vida. Junto com ela, a palavra "mística" são
como os dois trilhos por onde caminha o trem da santidade. A mística
significa "buscar as coisas do alto". Um resumo do caminho místico está na
primeira parte da oração do Pai-nosso. Louvamos o Pai que está no céu,
santificamos seu nome, pedimos que venha logo o Reino do Céu, e desejamos
que sua vontade soberana reine em nosso mundo do jeito que já reina no
paraíso.
A "ascese" significa a disciplina necessária para "buscar as coisas da
terra". Não somos anjos. A segunda parte do Pai-nosso é um roteiro de
"ascese" para nós, comuns mortais. Pedimos o pão de todo dia, conquistado
pelo suor e pelo trabalho. Combatemos toda preguiça. Nos comprometemos a
viver em fraternidade, perdoando o que for necessário e pedindo perdão a
Deus. Suplicamos que o Senhor nos preserve em pé na hora da tentação e que
nos liberte de todo o mal.
Uma das formas de viver a "ascese" é organizar bem o nosso tempo. Como
pecamos pela perda de tempo! Muitas vezes gastamos horas com bobagens. A
ascese de usar bem cada minuto exige disciplina e inteligência. Conheço
pessoas que simplesmente não sabem o que fazer com o tempo livre. Acabam
deixando os minutos passarem e aquela listinha de coisas a fazer continua
pendurada na porta da geladeira.
Faça o teste. Se você quiser pedir um favor, peça-o para alguém ocupado.
Pessoas que tem tempo sobrando normalmente não têm tempo para ninguém.
É curioso o modo como Jesus utilizou seu tempo. Ficou 30 anos em Nazaré
trabalhando com seu pai. Em três anos apenas tornou-se o pregador mais
famoso da história e realizou seu plano de salvação. Precisamos aprender
esta lição. É necessário gastar mais tempo preparando bem as coisas do que
as executando. Não podemos viver ao sabor do improviso. Jesus se preparou
bastante.
Bastaram três anos para realizar a obra. Quando preparo um retiro, um
sermão, uma palestra, um show de evangelização, uma aula, normalmente o
tempo que levo preparando é maior do que os minutos da apresentação. Mas
quanto mais preparo, mais as pessoas se sentem amadas na hora da
apresentação. Um músico ensaia horas para executar uma canção de 4 minutos.
Isto é a "ascese do tempo".
Pe. Joãozinho, SCJ
terça-feira, 30 de outubro de 2007
Novelas
Vivemos num mundo que busca o ateísmo. Hoje, muito mais do que o nome de Jesus, as magias, as ciências que dizem que Deus não existe chamam a atenção das pessoas.
As novelas levam para dentro de nossa casa o ódio, o egoísmo, a traição, a sedução do mundo... e nós, vamos aceitando...
Abrindo um parêntese aqui, você conhece o experimento do sapo? Ouvi isso, mas não pretendo fazer em casa, para descobrir se é verdade, coitado do sapo... mas é assim: dizem que se você jogar um sapo numa bacia de água fervendo, ele imediatamente pula para fora... mas se você colocá-lo numa bacia de água morna, ele fica... aí, se você puser fogo embaixo da tal bacia, e a água for esquentando, ele não percebe, vai inchando, até morrer queimado... sem nem perceber...
Nossa sociedade é formada de muitos sapos... lembra das primeiras novelas, quando éramos pequenos, e que beijo na boca era motivo de mudar de canal? Ou de mandar as crianças dormirem pois a programação era de adulto?
Então... a água já está borbulhando, os sapos estão morrendo... as tais novelas hoje estão monstruosamente mais devastadoras do que naquele tempo, e vemos os frutos: as famílias estão cada vez mais arrebentadas (quantos pais separados, filhos sem família?), desagregadas, sem amor. Os filhos vêm sendo criados consumistas, egoístas, egocêntricos, sem Deus....
As novelas, numa artimanha do inimigo, nos fazem começar a ver as coisas por um outro ângulo, e achar normal coisas que antes não achávamos, como a traição, a homossexualidade, o assassinato, o roubo, as drogas... e como se não bastasse, ainda tiram sarro de nossa fé, com padres safados, pastores, crentes, santos... tudo no mesmo caldeirão, buscando minar nossa fé.
E os sapos (nós), achando que não, que isso não me atinge... que minha fé não vai se abalar por assistir isso... e aos poucos... vamos morrendo. Morrendo para Deus, morrendo como casal... são gotas de veneno sendo despejadas em nossas casas, diariamente.
Existe uma máquina por traz de tudo isso... e essa máquina vem fazendo muitas vítmas... não permita que sua família seja mais uma delas...
Paz e bem Ecclesiae Dei
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
O Silêncio de Deus
Segue uma historinha que recebi por e-mail, com um enorme significado...
Paz e Bem
Ecclesiae Dei
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Uma antiga lenda norueguesa narra este episódio sobre um homem chamado Haakon, que cuidava de uma ermida à qual muita gente vinha orar com devoção. Nesta ermida havia uma cruz muito antiga, e muitos vinham ali para pedir a Cristo que fizesse algum milagre.
Certo dia, o eremita Haakon quis também pedir-lhe um favor. Impulsionava-o um sentimento generoso.
Ajoelhou-se diante da cruz e disse:
-Senhor, quero padecer por vós. Deixai-me ocupar o vosso lugar. Quero substituir-vos na Cruz. E permaneceu com o olhar pendente da cruz, como quem espera uma resposta.
O Senhor abriu os lábios e falou. As suas palavras caíam do alto, sussurrantes e admoestadoras:
-Meu servo, cedo ao teu desejo, mas com uma condição.
- Qual é, Senhor?, perguntou com acento suplicante Haakon. É uma condição difícil? Estou disposto a cumpri-la com a tua ajuda!
-Escuta-me: Aconteça o que acontecer, e vejas tu o que vires, deves guardar sempre o silêncio.
Haakon respondeu:
- Prometo-o, Senhor!
E fizeram a troca sem que ninguém o percebesse. Ninguém reconheceu o eremita pendente da cruz; quanto ao Senhor, ocupava o lugar de Haakon.
-Durante muito tempo, este conseguiu cumprir o seu compromisso e não disse nada a ninguém.
Certo dia, porém, chegou um rico. Depois de orar, deixou ali esquecida a sua bolsa. Haakon viu-o e calou. Também não disse nada quando um pobre, que veio duas horas mais tarde, se apropriou da bolsa do rico. E também não quando um rapaz se prostrou diante dele pouco depois para pedir-lhe a sua graça antes de empreender uma longa viagem. Nesse momento, porém, o rico tornou a entrar em busca da bolsa. Como não encontrasse, pensou que o rapaz se teria apropriado dela; voltou-se para ele e interpelou com raiva:
-Dá-me a bolsa que me roubaste!
O jovem, surpreso, replicou-lhe:
-Não roubei nenhuma bolsa!
- Não mintas; devolve-me já!
- Repito que não apanhei nenhuma bolsa!
O rico arremeteu furioso contra ele. Soou então uma voz forte:
- Para!
O rico olhou para cima e viu que a imagem lhe falava. Haakon, que não conseguiu permanecer em silêncio diante daquela injustiça, gritou-lhe, defendeu o jovem e censurou o rico pela falsa acusação. Este ficou aniquilado e saiu da ermida. E o jovem saiu também porque tinha pressa para empreender a sua viagem.
Quando a ermida ficou vazia, Cristo dirigiu-se ao seu servo e disse-lhe:
- Desce da Cruz. Não serves para ocupar o meu lugar. Não soubeste guardar silêncio.
- Mas, Senhor, como podia eu permitir essa injustiça?
Trocaram de lugar. Cristo voltou a ocupar a cruz e o eremita permaneceu diante dela. O Senhor continuou a falar-lhe:
- Tu não sabias que era conveniente para o rico perder a bolsa, pois trazia nela o preço da virgindade de uma jovem. O pobre, pelo contrário, tinha necessidade desse dinheiro e fez bem em levá-lo; quanto ao rapaz que ia receber os golpes, a suas feridas o teriam impedido de fazer a viagem que, para ele, foi fatal: faz uns minutos que o seu barco acaba de soçobrar e que ele se afogou. Tu também não sabias isto; mas eu sim. E por isso me calo.
E o Senhor tornou a guardar silêncio.
Muitas vezes nos perguntamos por que Deus não nos responde. Por que Deus se cala? Muitos de nós quereríamos que nos respondesse o que desejamos ouvir, mas Ele não o faz: responde-nos com o silêncio. Deveríamos aprender a escutar esse silêncio.
O Divino Silêncio é uma palavra destinada a convencer-nos de que Ele, sim, sabe o que faz.
Com o seu silêncio, diz-nos carinhosamente: "Confia em mim, sei o que é preciso fazer!