O Ocidente vai se descristianizando a olhos vistos. Mais ainda: há hoje um desejo doentio de desmoralizar a memória de Jesus Cristo. É o modo de desenraizar a cultura ocidental de tudo que recorde Jesus Cristo… Atacar a Igreja já não basta: agora ataca-se o cristianismo e o próprio Jesus. É o que se viu no famigerado Código da Vinci, num descartável Evangelho de Judas e por aí vai… Agora inventaram ter descoberto os restos mortais de Jesus: dele, de sua esposa Maria Madalena e de pelo menos um filho seu: Judas!
Em breve irá ao ar pelo canal Discovery - que gosta de atacar o cristianismo e a Igreja – um documentário “A Tumba perdida de Cristo”. É do mesmo autor do filme Titanic, James Cameron.
Ora, arqueólogos sérios e respeitados de todo o mundo e, de modo particular, de Israel, mostraram-se indignados com essa história toda. O Dr. Amós Kloner, cientista judeu e primeiro arqueólogo a ter examinado a tumba afirmou categoricamente: “Estão somente querendo ganhar dinheiro!” O professor Kloner repetiu em diversas declarações à imprensa que não acredita na hipótese defendida pelo documentário televisivo. “Não é provável que Jesus e seus familiares tivessem uma tumba de família. Jesus era de uma família de Galiléia, sem ligações com Jerusalém, enquanto a tumba de Talpiot pertencia a uma família da classe média do século primeiro depois de Cristo”, disse ele recentemente ao jornal Jerusalém Post. Além do mais os nomes escritos nas urnas eram muito comuns há dois mil anos atrás. Para o arqueólogo israelense “não há prova alguma” de que a tumba de Talpiot possa ser ligada a Jesus, e a tese desenvolvida é “um absurdo”.
Basta que recordemos um pouco: Há alguns anos atrás uma outra urna fúnebre, de propriedade de um controvertido israelense, foi apresentada como aquela de “Yaakov Bar Yosef Ahi Yeshu” (Tiago filho de José, irmão de Jesus). Pronto! Ao que tudo indicava, a Virgem Maria tivera outros filhos e, quem sabe, Jesus seria filho carnal de José! Diante do clamor internacional, a urna foi estudada por especialistas israelenses, os quais concluíram, em 2003, que o ossário parecia ser realmente do século I aC, mas a escrita suscitava fortes dúvidas, seja pelo tipo de caligrafia seja pelo conteúdo seja pela poeira que a cobria. Um relatório apresentado então ao Kenesset, o Parlamento Israelense, estabeleceu que a inscrição era falsa; simplesmente não se sabia nada sobre quem fora colocado naquela urna…
Eis, portanto, toda a questão da tumba de Jesus, que a Globo apresentou na semana passada com muita solenidade! Somente bobagem, somente pseudo-ciência, somente mentiras… Mas, que pensar de tudo isto? Certamente, no próximo mês ninguém falará mais dessa bobagem, como já não se fala mais do Código Da Vinci. Mas, o problema não é este; é outro.