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sexta-feira, 25 de abril de 2008



Sento-me e inspiro bem fundo porque, em viagem, o tempo pertence-me. Não tenho pressa. Não tenho pressa de nada. Nem de chegar nem de conhecer.
Não tenho pressa porque o tempo pertence-me.
Sonho que o tempo é meu, imagino o mundo que se abre para eu descobrir, as ruas que vou pisar, as cores e as montanhas que vou sentir. Imagino tudo o que quero ser, o que desejo conhecer, o que gostaria de ter e estaria disposta a dar.
Sonho com este tempo que me pertence, e isso é o melhor das viagens. Desta viagem que me poderá levar mais além do destino. Deixo-me levar e sinto o vento que me acaricia o rosto. Abandono-me e posso tocar as nuvens.o céu rodeia-me.
Viajar com o tempo como única e melhor bagagem porque o tempo não se esquece nunca. O demais, os sonhos incluídos, espera sempre.

quarta-feira, 19 de março de 2008

VIAJAR


Em tempo de férias, vou viajar ao som destas belíssimas palavras.


Um homem precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar do calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio tecto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como imaginamos, e não simplesmente como é, ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver.


Amir Klink, no seu livro ” Mar Sem Fim”.