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terça-feira, 21 de abril de 2009

Pregar moral...


O PS veio ontem denunciar, e bem, as declarações de elementos do PSD-Madeira sobre a presença de Teresa Morais e Regina Bastos na lista europeia como forma eventual de contorno da lei da paridade.
Disse eu ontem aqui que não me acreditava na má fé das visadas. Já quanto a Ana Gomes e Elisa Ferreira, nem sei o que pensar! Ambas são candidatas a duas eleições consecutivas, sendo obvio que só poderão assumir um dos cargos a que concorrem. Descartarão um dos cargos, assim torpedeando os objectivos da lei da paridade e baralhando o eleitor!
Será que Edite Estrela pensou nisto antes de falar ontem???

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Delírios insulares

Não foi coisa que não se adivinhasse. Uma lei pouco razoável, convida a atitudes pouco razoáveis. Tudo bem, mas a lei foi feita por políticos e, os políticos mais do que ninguém, devem cumprir com máximo escrúpulo as leis da nação; mesmo as que aparentem maior estupidez.
Posto isto, se houvesse um pingo de verdade na notícia de hoje do Público, estariamos perante uma intenção de contorno da lei da maior gravidade.
Quero francamente acreditar que se trata de mais uma dietribe madeirense que, descuidadamente, põe em cheque duas cidadãs respeitáveis. Teresa Morais e Regina Bastos, caso sejam eleitas, cumprirão os seus mandatos de cinco anos no Parlamento Europeu, sobre isto não pode haver dúvidas. O PSD e as próprias devem deixar os portugueses esclarecidos e seguros quanto a este delírio insular. A bem da transparência e da democracía.

domingo, 15 de março de 2009

Castro e a Europa


Ribeiro e Castro está numa ofensiva mediática para tentar segurar o seu lugar no parlamento europeu. Não me choca minimamente, tem trabalho feito, é dedicado e seria injusto sugerir que o seu principal motivo é segurar o "tacho". Ribeiro e Castro parece gostar genuinamente do lugar e ter vocação para o seu desempenho.
O problema de Castro volta a ser a gestão política dos assuntos. Mandar á frente José Paulo Carvalho, é assegurar a antipatia de todo o partido á ideia da sua candidatura e dar a ideia de sede de poder a qualquer custo.
Alimentar uma pequena claque sem escrúpulos, que vive de uma guerrilha estéril, de mails anónimos e com espirito de seita, nada ajuda á sua reintegração.
As entrevistas que tem dado, mostrando um ressabiamento exagerado, um azedume mal digerido, dificultam de sobremaneira a boa vontade de quem o queira ajudar.
Aparecer Narana Coissoró a falar nos termos em que fala, parece mais uma provocação gratuita do que uma sugestão bem intencionada.
A candidatura de Castro faria sentido se fosse um momento de reunficação do partido, se o próprio tivesse demostrado alguma vontade de que tal acontecesse, se os seus apoios fossem credíveis e construtivos, se a sua candidatura não fosse apresentada como uma afronta.
Sou dos que gostava que estivessem reunidas as condições para Ribeiro e Castro poder integrar a lista das europeias em lugar elegível; infelizmente, são os seus próximos, e o próprio, que activamente mais contribuem para inviabilizar esta possibilidade.