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sábado, 5 de setembro de 2009

Queirosiano


O Queiroz sisudo, era um realista.
O Queiroz risonho, é um idealista... só que idealiza sempre algo pior do que aquilo que tinha idealizado uma hora antes.
Nomes iguais e tanta diferença.


quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Saudade!


Uma imagem vale mais que mil palavras


A imagem até não é do jogo de ontem. Mas a posição dos artistas representa fielmente aquilo que aconteceu e que eu me escuso de reproduzir...

Tudo começou mal com uma interpretação do Hino Nacional inenarrável e espero eu que irrepetível no futuro. Sempre é preferível ver os jogadores a fazer play-back.

Com tudo isto não se podia pedir aos futebolistas que jogassem aquilo que sabem. Estiveram ao nível da Eugénia Melo e Castro.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Promessas credíveis


Carlos Queiroz, o grande treinador que tantos pediram para substituir o mau treinador Scolari, parecia um mestre do suspense ao gerir, como está a fazer, a qualificação lusa. Afinal não, não é suspense, Queiroz garante agora que a selecção ganhará o próximo jogo, inexorávelmente. Se a equipa adversária aparecer morta, já sabemos quem foi...

Interessante também, a performance de Ronaldo; com a família e amigos que tem, tinha obrigação de lidar melhor com os albaneses. Sem ofensa para os albaneses.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Fútebois...


Os que disseram mal de Felipão, ainda hão-de vir dizer que, afinal não era este! Era a outra sumidade, o Artur Jorge!

Eu só espero que, para além de saudades, o tempo não me venha a dar razão! A bem da nação.

Al-valade

Aprendemos que as palavras começadas por al têm origem árabe.
De valade, não conheço o significado, mas, em tradução livre, poderá ser vala, fosso, o que também corresponde ao que existe no local.
Nunca lá tinha ido e escolhi o dia de ontem, pois pensei que poderia ser interessante ver a Selecção Queirosiana a jogar bem e a ganhar aos vikings.
Mas com Nanis, Dannys e outros mais, saí do fosso na fossa.
Acho que, após esta experiência, tenho motivos mais que suficientes para não voltar a um local tão sinistro.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Selecção Nacional

A propósito do jogo da Selecção ontem à noite, em Aveiro...

  1. O magnífico perfume com que a ERSUC decidiu brindar todos os presentes no estádio, demonstra um magnífico sentido de marketing e talvez uma nova forma de publicidade.
  2. A clarividência da FPF ao escolher este adversário, um verdadeiro 2 em 1. Reparem que os próximos adversários de Portugal são Malta, uma pequena ilha e a Dinamarca, terra em que quase todos os apelidos terminam em ...sen. Com as Ilhas Faroé tivemos como adversário uma ilha e jogadores cujos nomes terminam quase todos em ...sen.
  3. A razão de ser do patrocínio da Galp à FPF. Quase uma hora para sair do parque de estacionamento é uma boa contrapartida dada pela FPF à Galp. Esperamos mais jogos em Aveiro.
  4. Uma nova forma de equilibrar jogos de futebol que, à partida, parece que irão ser muito desiquilibrados. Jogam 10 contra 12. Andava lá um rapaz vestido de vermelho (teoricamente da nossa selecção) que, além de falhar golos incrivéis, ainda conseguia atrapalhar os outros rapazes de vermelho e até mesmo desviar os remates que eles faziam à baliza adversária.
  5. O estádio quase cheio. Afinal em Aveiro sempre se gosta de ver futebol.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

É desta!


Carlos Queiroz, adjunto de um treinador importante até hoje, chegou há pouco a Portugal para levar a Selecção das Quinas até onde Felipão não conseguiu: o primeiro lugar. Vai ser canja. Com a clarividência com que identificou os erros e defeitos de Scolari, com a ajuda dos milhares de críticos que sabiam como tornar Portugal campeão, não tem desculpas. Scolari impediu uma equipa perfeita de conseguir a sua natural supremacia, Queiroz vai torná-la galáctica! O apoio e encorajamento de Cavaco são decisivos.

Ok, já perceberam que não gosto do sujeito. Irrita-me o estilo de falsa modéstia, a azeitice do porte, a inflação do percurso, a mediocridade do curriculum. Mas, devo estar enganado. Até gostaria de estar enganado, pela honra do nome Portugal.

domingo, 22 de junho de 2008

A semana que passou


Devido à falta de tempo, vou hoje, Domingo, fazer aqui uma repescagem dos insólitos da semana que passou.

O primeiro insólito, realmente disgusting, é a dita entrevista de Soares a Chavez. Verdadeiramente merecedora do prémio "Porqué no te callas?", em dose dupla, para cada um dos intervenientes na sessão de propaganda. O pior desta palhaçada é que passou em canal público e foi paga com o nosso dinheiro! O aviltante foi a inaudível reacção das forças políticas a este escândalo! O preocupante é que o povo, a fazer contas para comprar o pão, já nem tem capacidade crítica para protestar contra esta infâmia! Soares, impunemente e arrogantemente, como sempre, convida o ditadorzeco desprezível, para no canal público português, pago pelos portugueses, fazer uma operação de charme e lavagem de imagem de Hugo Chavez. Lamentável. Mais uma vez, nota zero para Soares nesta sua fase decrépita de sedução da extrema-esquerda.

O segundo insólito, realmente incredible, é a minha primeira concordância conhecida com Cavaco. Tento ser honesto em todas as minhas análises, isto ás vezes obriga-me a dar por mim a pensar o impensável, mas é o custo do exercício da liberdade. Pois é, ao ver Cavaco na mesquita de Lisboa e ao escutar atentamente cada uma das suas palavras, concordei e revi-me em cada uma delas. O aviso que fez aos parceiros europeus, nesta fase de disparates sobre a emigração e integração, foi avisado, inteligente e pertinente. Pronto, já disse, nem custou assim tanto.

O terceiro insólito, realmente stupid, é o anúncio de Socrates de uma "taxa Robin Wood". Num mercado de preços livres, como assegura Sócrates que o novo imposto a aplicar às petrolíferas não será imediatamente reflectido no preço a pagar pelos consumidores? Que meios de regulação tem Sócrates? Zero. Mais um anúncio impensado, eu diria vindo da cabecinha pensadora de Manuel Pinho...

O quarto, parece insólito, mas não é. A selecção de todos nós voltou para casa. So what? O futebol é assim, umas vezes ganha-se e outras perde-se. Teria sido luto nacional na Alemanha, em caso de derrota? Não creio. Continuo a achar que Scolari foi um excelente treinador e a minha admiração permanece intacta, passamos de um bando sem credibilidade a uma equipa respeitada e tida entre os favoritos. Não é pouco. Não ganhamos sempre, mas jogamos sempre bem. Chega-me. Wellcome back home boys!

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Notícias


Com o auto-contentamento de Sócrates, Lino & Pinho, os aplausos dos comentadores da praxe, fico perplexo com a apatía anestésica em que o país contempla o caos em curso. A qualidade de vida em frangalhos, a incapacidade de reacção do governo, o desmoronamento da autoridade do Estado, são sublimados pelos milagres de Scolari. Empurramos alegremente a camioneta que a Galp não pode abastecer de combustível carissimo, em falta por causa do bloqueio camionista. É a vida. À pergunta de notícias de um bom amigo a viver em terras bem mais simpáticas, só me apeteceu cantarolar (desafinar) o Chico Buarque dos idos de 70, tão actual por cá... sintomas?


Meu caro amigo eu não pretendo provocar
Nem atiçar suas saudades
Mas acontece que não posso me furtar
A lhe contar as novidades
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n' roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
É pirueta pra cavar o ganha-pão
Que a gente vai cavando só de birra, só de sarro
E a gente vai fumando que, também, sem um cigarro
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu quis até telefonar
Mas a tarifa não tem graça
Eu ando aflito pra fazer você ficar
A par de tudo que se passa
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n' roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
Muita careta pra engolir a transação
E a gente tá engolindo cada sapo no caminho
E a gente vai se amando que, também, sem um carinho
Ninguém segura esse rojão

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Galp II


Com a verdade me enganas! Ando com a Galp e outras petroliferas pela tampa, assaltam-nos todos os dias sem pudor num imparável card-jacking. Mas, justiça seja feita, a Galp é diferente e tem sentido crítico, começa por pôr os portugueses apeados e, não satisfeita com isso, como a camioneta da selecção gasta muito, lá vão os portugueses a empurrar! Brilhante! É assim uma coisa tipo a Compal subir tanto os seus sumos que os portugueses andassem só a água, depois apareciam a espremer laranjas para os rapazinhos da bola! Get it?