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domingo, 4 de janeiro de 2009

cheap = chic


A recente crise económica está a criar uma espécie de fobia ao consumismo. O slogan do ano 2009 não será “seja ecológico” mas “seja poupadinho “. Repensar a forma como gastamos, ser um comprador sensato tornou-se moda, de tal forma que, hoje em dia, usar um Rolex ou uma carteira Luis Vuitton é um comportamento reprovável. Este novo paradigma cultural afectou de forma decisiva o mundo da moda e do cinema. Na moda, marcas acessíveis tornaram-se chiques, e no cinema a palavra de ordem é contenção: as roupas e jóias que desfilarão nos próximos globos de ouro serão, necessariamente, discretas.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

No country for new movies...


Fui ver o mais novo dos irmãos Coen, "Destruir depois de ler". Gostei muito, a obra está bem acima da mediocridade que tem passado pelas salas ultimamente. John Malkovich compõe um personagem interessantíssimo; Brad Pitt excede-se num papel delirante; Clooney convence, mas não brilha num registo a que os Coen nos habituaram, McDormand idem.
O tema é actual e transporta-nos dos sintomas da crise de valores para a absoluta disfunção comportamental. Por motivos parvos, dá-se uma revolução, que, para alívio da CIA, nunca chega a acontecer. Morre gente por nada, todos traem e perseguem todos, numa sequência burlesca e bem humorada. Dá direito a um bocado bem passado, inteligente e até dá que pensar. Mas...
Pois é, depois do magistral No country for old men, os Coen corriam este risco. Não se lhes pode exigir que sejam sempre superlativos e, se fizermos um exercício de memória, este filme é bem melhor do que Onde estás irmão?, também com Clooney.
Pode-se dizer que, tal como Allen, os Coen entraram na fase de fazerem um fime por ano, este é o de 2008. Muito bom. Mas não foi ano de Barca Velha...