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segunda-feira, 18 de maio de 2009

Só se for lá na loja


António Arnault veio na semana passada dizer que os magistrados que denunciaram as pressões de Lopes da Mota, não passam de delatores!
Pelo mesmo raciocínio, quem recorre á APAV é um bando sem vergonha de delatores. A violência doméstica é criticável, não pela violência em si, mas por convidar a vitima á "delação"!
É o grau zero da pouca vergonha!
Alguem devia explicar a Arnault o que é o mundo real. Concepções tão distorcidas, só se for lá na loja!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Verdade e consequência?

Para começar o dia, pudemos ouvir o bastonário dos advogados dizer que o processo a Lopes da Mota indiciava um país sinistro que sanciona as conversas privadas entre amigos que, abusivamente, segundo o bastonário, são maléfica e especulativamente classificadas como pressões! Só á bastonada!
De resto, é o costume: os responsáveis políticos remetem-se ao silêncio. Um silêncio de chumbo, insuportável.
Depois de conhecidos os factos, o único meio de evitar a demissão de Sócrates é a demissão de Alberto Costa bem explicada. Alberto Costa terá de explicar que agiu só, à revelia de Sócrates, que errou na forma, que não queria dizer o que disse, mas que assume as consequências do ocorrido. O povo não acreditará em nada, mas é a única saída possível; a única que cumpre limites minimos para evitar consequências máximas.
O caso não é só político, a lei classifica como crime grave a pressão sobre magistrados. A pressão nunca surge do nada. Ninguém acredita num acto solitário de Lopes da Mota.
Consequências?

terça-feira, 12 de maio de 2009

Previsões previsíveis

Lopes da Mota, o pressuroso funcionário, vai ver ser-lhe instaurado um processo disciplinar pela Procuradoria Geral da Republica.
Para tal acontecer, as pressões denunciadas por João Palma devem ter sido de calibre 45.
Confirma-se a alto nível o que todos suspeitavam, houve pressão directa sobre os magistrados para Sócrates ser subtraido ao caso Freeport.
Agora, alguem duvida que Lopes da Mota é apenas um mensageiro?
Quem o mandou?
Quem mandou quem o mandou?
Provavelmente, ninguém! Ainda se há-de concluir que Lopes da Mota agiu só, com a melhor das intenções, eventualmente, com excesso de zelo.
Quando o mar bate na rocha...

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Da série, insuportáveis silêncios


Ao ouvir hoje o forum da Antena 1, onde estiveram Raul Vaz e Carlos Abreu Amorim, fiquei com a mesmíssima triste sensação de ruptura do regime que a todos invadiu.
A absoluta descrença na justiça, mostrada por todos os intervenientes, o abundante mud throwing entre partidários de um e de outro lado, a sensação de que todos os protagonistas da coisa pública têm os seus esqueletos nos armários, geram um clima insuportável.
O silêncio de Cavaco perante este caos, depois de ter feito tanto barulho sobre os Açores, não é entendível, nem aceitável. Esvazia de intenção as suas palavras de preocupação com a qualidade da democracia.
Sr. Presidente, por Portugal, é urgente que fale!

domingo, 5 de abril de 2009

Verdade e consequência

Deixemos de lado os delírios situacionistas da sra. Câncio. Atribuamos o devido valor à especificidade que Lopes da Mota faz do conceito de pressão. O assunto é demasiadamente sério e as explicações de Alberto Costa demasiadamente curtas.
Esqueçamos o conceito de pressão a que os comissários de Sócrates se agarraram. A ter existido a conversa entre Lopes da Mota, ex-governante socialista, e os dois magistrados; a ter sido directamente sugerida a ilibação sem mais de Sócrates; a ter sido mencionada uma conversa com o ministro da justiça, Alberto Costa, neste sentido; a ter sido afirmado o descontentamento de Sócrates com a condução do processo e que, represálias futuras esperariam quem "estragasse" o resultado das europeias... OK. Isto não seria pressão. Seria chantagem, manietação, viciação. Seria razão para em 5 minutos o Presidente demitir Sócrates e os seus acólitos.
Esperemos, por uma vez, a verdade e a consequência.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Eu queria acreditar!


As declarações de Lopes da Mota sobre as alegadas pressões no caso Freeport foram veementes e decididas. Em condições normais, seriam suficientes e encerrariam o caso.
O problema é que, o mais benévolo dos pensamentos populares deve ter desculpado o sr. com a data, pensando que a coisa ficou por uma peta de primeiro de Abril. De facto, ninguém acredita em ninguém e, pior de tudo, a palavra de um magistrado já pouco vale na opinião pública. Na percepção geral, é mais fácil acreditar que existiram e existem pressões, do que fazer fé no livre e isento curso da justiça. Este é o drama maior, o desmoronamento da imagem do Estado.
Pela minha parte, eu quero acreditar!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

terça-feira, 31 de março de 2009

Mais um ensurdecedor silêncio...

João Palma, o novo presidente do sindicato dos Magistrados do Ministério Público, na sua primeira intervenção, queixa-se de "níveis incomportáveis" de pressão sobre quem está a investigar o caso Freeport. Cluny já tinha feito o mesmo.
Num estado de direito, tais afirmações teriam as mais profundas consequências. É obrigação estrita do Presidente da República esclarecer o caso e patrocinar o regresso à normalidade. Contudo, vamos ficar por declarações do Procurador-Geral em quem já pouquissimos acreditam.
Falamos da justiça, da espinha dorsal do Estado; quantos portugueses confiam hoje na justiça do seu país?