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terça-feira, 24 de novembro de 2009

8.4%

Já passaram algumas horas desde o anúncio feito pelo Governo para o novo valor do défice - 8.4% segundo o que ouvi.
Espanta-me que o confrade supremo dos valores certos - Vitor Constâncio, pois quem haveria de ser - ainda não tenha vindo corrigir o valor e dizer que o valor correcto é 8,37% ou 8, 42%.
Há uns anos atrás não se coibiu a fazê-lo.
Agora não.
Será que as funções que desempenha - as mesmas - sofreram alguma alteração funcional?

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

O Governador do desgoverno

Mais uma vez o Governador, não o Civil mas o do Banco de Portugal, falou.
E, mais uma vez, para não variar, disse asneira.
Está correcto que estamos em crise, está correcto que temos de fazer sacrifícios. Todos estamos de acordo.
Agora quando o cavalheiro se refere a aumentos de salários, talvez fosse melhor fazê-lo apenas no que respeita à chafarica que lhe pagam para dirigir mas que, aparentemente, não o faz.
E quando vem falar de aumento de impostos, deve estar a relembrar os seus tempos em que fazia parte do Governo.
Surpreendente mesmo é o facto de não referir, nem por uma vez, que a despesa pública tem de diminuir, muito, e que o Estado, no seu todo, tem de procurar ser eficiente e fazer as poupanças por essa via, acabando de vez com o desperdício que todos nós, todos os dias, vemos quando contactamos com serviços públicos.
Se fosse esse o discurso de alguém com as responsabilidades de Vitor Constâncio, certamente que todos estariam de acordo com ele. Da forma como o faz, só o PS aplaude. E Portugal vai muito além dos interesses socialistas.
Esperemos que o BCE o chame para um belo tacho em Frankfurt e que alguém competente o substitua por cá.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

AC, DC e VC

Parece que estamos a entrar numa nova era histórica.
Tivemos AC, estamos em DC e temos VC.
VC é um caso de estudo.
A instituição que dirige (BdP) não utiliza listas telefónicas. Por isso o Banco Insular teve uma delegação em Lisboa, com morada física e número de telefone atribuído, mas o BdP não sabia de nada.
Hoje tivemos outra saída de antologia.
A recusa em divulgar a ligação de um nome a um cargo, alegando sigilo profissional, quando essa informação está disponível na internet.
Isto para não falar da forma despropositada e mal-educada com que trata quem o interpela, principalmente quando se tratam dos deputados da nação, eleitos, ao contrário de VC que foi nomeado.
Será que não há alguém que diga a este senhor que a sua permanência como governador do BdP já ultrapassou o prazo de validade?

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Pobres de nós, contribuintes !!

O «.. pobre dr. Vítor Constâncio e demais administradores do Banco de Portugal, (..) queixam(-se) de que já não são aumentados desde 2005. Tão precária deve ser a situação de todos eles que os seus salários (ao contrário do que sucede, por exemplo, na Reserva Federal americana) nem são tornados públicos para lhes evitar a vergonha.

(...), segundo a sua declaração de rendimentos de 2006, sabe-se que o dr. Vítor Constâncio ganha pouco mais de 23 mil euros por mês (o presidente da Reserva Federal ganha 15 mil).
É certo que o dr. Vitor Constâncio tem direito a carro de alta cilindrada e motorista pagos pelos contribuintes, taxas de juro bonificadas e reforma ao fim de 5 anos, mas que é isso para um licenciado pelo ISCEF e ex-secretário-geral do PS?

Por isso, mais louvável ainda é o desprendimento e apego à causa pública com que o dr. Vítor Constâncio e seus pares dolorosamente aceitaram prescindir este ano do aumento de 5% (mais 14 mil euros anuais) que chegou a ser anunciado.
Deus lhes pague.»
in Jornal de Negócios

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Alto Salário vs Resultados Nulos...

Vítor Constâncio admitiu ontem implicitamente que o salário do governador do Banco de Portugal é muito elevado, aceitando por isso que a sua remuneração venha a ser reduzida.
"Já tenho dito que deveria haver uma redução [do salário do governador do Banco de Portugal]", afirmou Constâncio em declarações aos jornalistas.
Esta declaração surge no dia em que a imprensa noticiava que Vítor Constâncio está entre os banqueiros centrais mais bem pagos do mundo: o governador do banco central português ganha 250 mil euros por ano, 18 vezes mais que o rendimento per capita nacional....
Pois, estas declarações são certamente fruto das recentes criticas em torno da falta de produtividade e de resultados da actuação do governador do BdP ....
Ou será que Vítor Constâncio também se dispõe a devolver os salários que ganhou a mais enquanto fechava os olhos á supervisão bancária ??

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Pois não, pá!

Diz o Governador do Banco de Portugal que a economia Portuguesa ainda não está em recessão técnica. Não está, nem estará, acrescento eu.
Passámos directamente para a recessão real.
Aquela em que os clientes não pagam, os bancos cortam crédito às empresas (mas "sustentam" os disparates dos banqueiros à nossa moda) e cada dia que passa é uma pequena vitória na vida das PME's.
Mas o que estes senhores que andam lá por Lisboa precisavam mesmo era de vir ao mundo real e ver como elas doem.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Vencê-los pelo cansaço. Ou pelo sono ....


..... é a estratégia de Vitor Constâncio esta noite no Parlamento: como "introdução", Vitor Constâncio discursou durante uma hora e dez minutos, num relato que supostamente demoraria trinta minutos, para explicar aos deputados os passos dados pela supervisão do Banco de Portugal no caso BPN.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

A cara de pau de Vitor Constâncio


Vitor Constâncio pretende justificar o obviamente injustificável: o que andou a supervisão bancária do Banco de Portugal a fazer ao longo destes anos ? Resulta claro que pouco, muito pouco.
Foi claramente ineficiente.

Pior, Vitor Constâncio tem o descaramento de se arrogar a descoberta das irregularidades ocorridas no BPN, quando estas lhe foram comunicadas pelo próprio banco na sequência de auditorias encomendadas pela nova administração de Miguel Cadilhe – cuja fúria de ontem se justifica.

Tem toda a razão Paulo Portas quando pede a demissão de Vítor Constâncio, afirmando "O governador do Banco de Portugal já devia ter feito o exame de consciência e percebido, a bem do país e da confiança no sistema, que falhou no caso BCP e voltou a falhar no caso país e da confiança no sistema, que falhou no caso BCP e voltou a falhar no caso BPN".

Quanto á proposta de lei do Governo para a nacionalização do BPN, um pormenor salta á vista: enquanto nos EUA e em Inglaterra, e por essa Europa fora, foram os próprios gestores dos bancos nacionalizados a reconhecer a necesssidade da nacionalização, em Portugal os gestores do BPN divergem substancialmente do Governo quanto á indispensabilidade da nacionalização do banco….
Por algo será.