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terça-feira, 23 de setembro de 2008

Fantasmas e clones

Quando há uns meses me convidaram para fazer parte do “Enguia Fresca” aceitei porque entendo que a blogosfera é um espaço onde podemos dar as nossas opiniões, fazer as nossas críticas ou mesmo “picarmos” os nossos parceiros de blog.
Optei por escrever sob pseudónimo. Julgo que é uma opção tão legítima quanto a de escrever comentários devidamente identificados, mais a mais quando alguns dos parceiros aqui do blog estão devidamente identificados e, se algum problema houvesse, facilmente nos contactariam. Mas optei igualmente por ter uma caixa de mail dedicada a este blog, a qual é naturalmente acessível a partir do meu perfil.
Perguntarão os que me lêem a que propósito virá este tipo de conversa?
Efectivamente há uma justificação.
É que surgiu recentemente um novo blog que se dedica a falar da política aveirense, O Fantasma da Ópera, também devidamente arquitectado por detrás de um pseudónimo, mas que, para além das opiniões aí projectadas pelo seu proprietário, permite que aqueles que aí deixam os seus comentários o façam usurpando identidades de outros.
A estes “artistas” que usam esta forma de clonagem, o anonimato dos comentários não lhes é suficiente. Querem que outros sejam conotados com afirmações que não fizeram, que provavelmente não subscrevem mas que, para quem lê numa passagem rápida, pode pensar que pertencem ao comentador originalmente identificado.
Desta vez aconteceu comigo.
Se repararem nos comentários deste post, onde há um que é meu, há já quem comece a usurpar o meu pseudónimo. Avisei o Fantasma da Ópera do que se passava, ele publicou o meu aviso mas não apagou o comentário que não me pertence, tendo até permitido mais umas larachas a propósito da situação.
Neste post, repete-se a história. E, não contentes com a situação, aqui e aqui é o Zé das Enguias que é alvo do mesmo processo de clonagem.
Face ao que está a acontecer, parece-me que é tempo do Fantasma deixar de pairar e, pelo menos no seu blog, dar uma vassourada a estes clones, sob pena de ser mais um como eles e deixar que o espaço de comentário se transforme numa verdadeira casa assombrada cheia de palhacinhos que não arranjaram lugar em nenhum outro circo.