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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

República ma non troppo


Como ponto prévio declaro a minha indiferença quanto ao facto de vivermos numa República ou de não vivermos numa Monarquia.
Há boas e más Repúblicas e há boas e más Monarquias.
No caso Português, pode-se gostar ou não do Presidente mas, temos eleições que nos permitem confirmá-lo se for o caso ou escolher outro candidato.
Se vivessemos em Monarquia teríamos de viver com o Rei até à sua morte e, confesso, se o nosso Rei fosse o actual pretendente ao trono, não me agradaria nada ser seu súbdito.
Posto isto, reparei hoje num mail que recebi com as imagens e explicações das moedas do Euro de cada País, que as faces nacionais das moedas Portuguesa têm apenas símbolos da monarquia.
Será que nos 90 anos de República que decorreram desde a sua implantação até à altura em que as moedas foram desenhadas, não houve um único símbolo republicano que merecesse ser perpetuado? Uma personalidade, uma obra pública? Parece que não. Nada de relevante ocorreu.
Por isso me parece que a República Portuguesa é uma república ma non troppo.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Notícias recentes - a bandeira

Assunto igualmente falado até à exaustão tem sido o da substituição da bandeira de Lisboa pela bandeira da Monarquia nos Paços do Concelho da capital.
Confesso que, tendo nascido numa república, nunca me preocupei se o sistema republicano é melhor ou pior que o monárquico, mas, como o sistema acaba por se personalizar na figura do Presidente ou do Rei, sempre prefiro Cavaco Silva ao pretendende D. Duarte de Bragança.
Julgo que em ambos os casos há bons e maus exemplos e que ninguém pode afirmar que um sistema é mlehor que outro.
Os republicanos cá da terra é que parece que andam muito ofendidos com a "afronta".
Não percebo porquê.
Eles republicanos, democratas, será que serão capazes de explicar qual o motivo pelo qual aceitam que o povo expresse a sua opinião através de referendo sobre o aborto ou sobre a regionalização, mas não o possa fazer relativamente à república ou à monarquia?
Se eu ouvir uma explicação convincente, talvez até a possa apoiar mas, até que isso aconteça, julgo que um referendo pode vir a esclarecer definitivamente a situação.