Mostrar mensagens com a etiqueta Mario Soares. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Mario Soares. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Em que ficamos?

Sócrates e Luis Amado anunciaram o apoio Português à recandidatura de Durão Barroso.
Mário Soares e o ex-comunista, agora candidato socialista, Vital Moreira dizem aos quatro ventos que o PS deveria ter um candidato próprio!
Não é uma divergência de pormenor, esta declarada entre o secretário-geral do PS, o seu candidato á Europa e o ex-secretário-geral do PS. Convinha esclarecer quem decide o quê e quando. Seria interessante conhecer que outras divergências desta magnitude dividem Vital moreira e a direcção do PS...

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Clara Ferreira Alves e a irrelevância cavaquista


Quem se tiver dado ao trabalho de ler o que vou escrevendo sabe que não sou admirador de Cavaco Silva. Não admirar Cavaco, não gostar do seu estilo, não me identificar com quase nada do que pensa, honestamente, não me permite que o tente denegrir a partir de qualquer pedestal de pretensa superioridade. É aqui que Clara Ferreira Alves se espalha ao comprido e com estrondo.

Clara Ferreira Alves é, pior que Cavaco, uma das faces da pequenez nacional; rainha de petit-comité, onde grassa a sobranceria, a soberba e uma confrangedora estreiteza mental. A ideia que Ferreira Alves e os seus pares fazem de si próprios não cabe neste pequeno Portugal, a sua realidade, porém, caberia bem num T2 no Fogueteiro. Pior, Ferreira Alves, na intocabilidade que o seu meio lhe garante, não cura sequer das aparências: deleita-se babada com Soares nos ecrãs públicos e malha sobranceira em Cavaco no Expresso.
Mas, o mais importante é a falta de critério e lucidez que o torpor soarista lhe induz.
Goste-se, ou não, Cavaco Silva é tudo menos o burro que Clara apresenta. Cavaco é um homem determinado, com uma ambição muito concreta, com uma análise fria e calculista do país e uma interpretação do sentir popular que lhe permite atingir com sucesso os seus objectivos pessoais. A política também se pode fazer assim e, neste domínio, Cavaco é objectivamente inteligente e eficaz. Pensar-se que foi à Figueira rodar o BX é de uma estupidez confrangedora, Cavaco saiu de casa para ser presidente do PSD, em condições que planeou rigorosamente. Se houve mérito de Cavaco, foi ter um início de presidência do partido relativamente livre do baronato e de pressões.
O erro de Clara é confundir cultura com inteligência. De facto, Cavaco é ostensivamente inculto, tal como Sócrates, tal como o povo parece gostar. Salazar, homem de uma cultura clássica notável, escondia-a dos portugueses e aparecia de férias na aldeia rodeado de galinhas, muito rural e muito povo. Em tempos difíceis os portugueses parecem gostar de feitores de aldeia, rígidos no porte e aparentemente rigorosos nas contas. Sá Carneiro, Soares e Sampaio são homens de outro momento, da revolução, da novidade, do grande debate ideológico. Deixam um legado infinitamente mais interessante e rico do que Cavaco mas, repito, isto não faz de Cavaco um burro. Cavaco não precisou de uma mundividência esclarecida para atingir os seus objectivos, mais, o seu desprezo pelo "bom pensamento" estreita os seus laços com todos os incultos que, são, infelizmente, em numero avassaladoramente maior que os cultos.
Depois, há a falta de vergonha de Clara. Chama, sem pudor, economista mediano a Cavaco; ela a quem não se conhece percurso para além da lingua afiada e venenosa; ela que idolatra Soares, um advogado menos que medíocre. Inventa a inviabilidade de Cavaco governar qualquer outro país europeu, esquecendo, por exemplo, John Major em Inglaterra. Aliás, tal como Cavaco, um apreciador de Albufeira and yet prime minister of the United Kingdom. A democracia tem destas coisas que, pelos vistos, Clara digere mal.
Clara Ferreira Alves terá razão quando diz que Cavaco não tem mundo, que é ostensivamente inculto, que não foi o bom governante que quis fazer parecer. Faltou-lhe ir buscar D. Maria Cavaco; de facto, a imensa piroseira do quadro, quase legitima todas as barbaridades que apeteçam dizer. Quase.
Ter opinião é legítimo, não gostar de uma ou de outra figura pública é natural, apontar-lhe os defeitos é normal, o que não fica bem a quem critica é a arrogância sem limites, a cegueira desonesta e, ao fim e ao cabo, a mediocridade do ataque que iliba o criticado.
Nestes casos, mais vale dizer como eu digo de Soares: O homem irrita-me até à medula, não gosto dele, sonho todas as noites que lhe atiro um ovo podre! Infelizmente, para ser honesto, não lhe posso chamar burro. Nem a Cavaco.

domingo, 22 de junho de 2008

A semana que passou


Devido à falta de tempo, vou hoje, Domingo, fazer aqui uma repescagem dos insólitos da semana que passou.

O primeiro insólito, realmente disgusting, é a dita entrevista de Soares a Chavez. Verdadeiramente merecedora do prémio "Porqué no te callas?", em dose dupla, para cada um dos intervenientes na sessão de propaganda. O pior desta palhaçada é que passou em canal público e foi paga com o nosso dinheiro! O aviltante foi a inaudível reacção das forças políticas a este escândalo! O preocupante é que o povo, a fazer contas para comprar o pão, já nem tem capacidade crítica para protestar contra esta infâmia! Soares, impunemente e arrogantemente, como sempre, convida o ditadorzeco desprezível, para no canal público português, pago pelos portugueses, fazer uma operação de charme e lavagem de imagem de Hugo Chavez. Lamentável. Mais uma vez, nota zero para Soares nesta sua fase decrépita de sedução da extrema-esquerda.

O segundo insólito, realmente incredible, é a minha primeira concordância conhecida com Cavaco. Tento ser honesto em todas as minhas análises, isto ás vezes obriga-me a dar por mim a pensar o impensável, mas é o custo do exercício da liberdade. Pois é, ao ver Cavaco na mesquita de Lisboa e ao escutar atentamente cada uma das suas palavras, concordei e revi-me em cada uma delas. O aviso que fez aos parceiros europeus, nesta fase de disparates sobre a emigração e integração, foi avisado, inteligente e pertinente. Pronto, já disse, nem custou assim tanto.

O terceiro insólito, realmente stupid, é o anúncio de Socrates de uma "taxa Robin Wood". Num mercado de preços livres, como assegura Sócrates que o novo imposto a aplicar às petrolíferas não será imediatamente reflectido no preço a pagar pelos consumidores? Que meios de regulação tem Sócrates? Zero. Mais um anúncio impensado, eu diria vindo da cabecinha pensadora de Manuel Pinho...

O quarto, parece insólito, mas não é. A selecção de todos nós voltou para casa. So what? O futebol é assim, umas vezes ganha-se e outras perde-se. Teria sido luto nacional na Alemanha, em caso de derrota? Não creio. Continuo a achar que Scolari foi um excelente treinador e a minha admiração permanece intacta, passamos de um bando sem credibilidade a uma equipa respeitada e tida entre os favoritos. Não é pouco. Não ganhamos sempre, mas jogamos sempre bem. Chega-me. Wellcome back home boys!

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Soarite aguda


Depois de mais uma terça-feira electiva, Barack Obama comfirma-se "o" candidato. Não há recuo possível. Tem a maioria absoluta dos pledged delegates e tem a maioria dos super delegates. O prolongar da contenda até Junho não alterará este quadro, com dívidas de 32 milhões de dolares, não há momentum possível para Hillary. Os americanos não entendem esta cega obstinação, o Partido Democrata corre sérios riscos e John McCain esfrega as mãos de contente.

Aqui no nosso cantinho, é impossível não nos lembrarmos de Soares. Como Hillary, desenvolveu no exercício do poder uma distorcida imagem de si próprio, uma ilusória percepção da realidade. São os resquícios de um conceito há muito ultrapassado de monarquia, em que o monarca se arroga todos os direitos, impõe-se sem legitimidade e consigo afunda os seus na sua cegueira. Têm uma visão instrumental do partido que os suporta, acalentam o sentimento profundo de que tudo lhes é devido, que apenas por serem quem são o povo deverá servilismo por todos os séculos dos séculos.
Felizmente não é assim.
Se, no caso de Soares, o dano em Alegre foi relativo perante um Cavaco imparável, no caso de Hillary, a sua soberba poderá entregar a eleição ao Partido Republicano. Não é que lhe interesse, talvez até goste, talvez na sua infinita arrogância venha a dizer: se fosse eu, obviamente ganhava!