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quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Brideshead Revisited

Parece que visitas indesejáveis resolveram revisitar Brideshead sem convite. Como todas as investidas do género, resulta num momento constrangedor, daqueles que não se desejam ao pior inimigo.
Ainda não houve uma alma capaz de interpor uma providência cautelar para fechar os cinemas que poluem o ambiente com este remake sórdido. Tivemos puritanos a protestar contra Je vous salue Marie, cegos que não podem ver Meirelles, judeus a quererem cruxificar Mel Gibson. Não há quem ponha termo á imoralidade que é achincalhar a memória de uma grande história e da melhor série de televisão de sempre.
Anyway, até o protesto é um bom pretexto para voltarmos a deliciar-nos com a série ou com o livro. Se se despacharem, no amazon.co.uk, ainda chega antes de Natal, os dvd's e o livro. Que melhor presente nos podemos dar? A ver se Evelyn Waugh pára de dar voltas no túmulo.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Brideshead



"The elegance and nostalgia, the longing for a bygone "Englishness" of empire and perceived stability led to Brideshead being widely attacked in cultural criticism. It was seen as a "Thatcherite text", part of a resurgence of regressive nationalism. It was criticised for its slow, reverential pace, for wallowing in inherited wealth, for being a glorified "soap". Nevertheless, the production is seen internationally as an example of what the British do best, a large-scale "quality" production of television drama. "
Brideshead revisited é dos meus objectos de culto televisivos, acho mesmo que deveria haver um canal de cabo com Brideshead non stop. Outro com Monty Python. Outro com... Adiante....
Então, como sempre, os tristes da esquerda pseudo-intelectual criticaram: pobres, pobres mesmo! Não perceberam o contexto nem a mensagem, era de revolução que se falava, uma revolução diferente, interior, em cada personagem. E um império que acabava e se transfigurava naquele palácio no meio do verde. A tensão inerente a cada cena tranquila, o mundo de cada personagem. A vida, nunca simples, que pulsa intensa a cada minuto, do primeiro ao último.

Anyway, fico feliz por ver que a obra de Evelyn Waugh é politicamente incorrecta para esta esquerda pseudo-chique e intelectualmente inerte.