A partir deste ano os Grupos de Leitores das Bibliotecas Municipais de Oeiras são os representantes de Portugal neste Festival, indicando uma lista de autores de primeiros romances seleccionados de entre os que foram publicados no último ano.
quarta-feira
Bibliotecas Municipais de Oeiras são parceiras do Festival do Primeiro Romance de Chambéry
A partir deste ano os Grupos de Leitores das Bibliotecas Municipais de Oeiras são os representantes de Portugal neste Festival, indicando uma lista de autores de primeiros romances seleccionados de entre os que foram publicados no último ano.
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Bruno Duarte Eiras
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16.5.12
"2666" em Grupo de Leitores
O êxito e a receptividade dos leitores é tal (7.000 exemplares vendidos num fim-de-semana) que este título está em primeiro lugar nos TOPs de venda nacionais e até já motivou a criação de um Grupo de Leitores.
Esta excelente ideia está a ser organizada pela Casa da América-Latina, em colaboração com a Quetzal, que vai promover a partir de dia 12 de Outubro um Grupo de Leitores sobre os livros de autores latino-americanos publicados por esta editora na colecções série américas e série língua comum (autores brasileiros).
O Clube de Leitura das Américas - Livros que vêm dos mares do Sul, começa com a leitura da obra de Roberto Bolaño, "2666". Pela dimensão e importância deste livro, as sessões até Dezembro são dedicadas a este romance e serão conduzidas pelo crítico, jornalista e blogger José Mário Silva.
Estão marcados já dois encontros em Outubro (12 e 26), um em Novembro (16) e um em Dezembro. As inscrições são recebidas pela Casa da América Latina 213 955 309 ou geral@c-americalatina.pt <http://geral@c-americalatina.pt> e os participantes podem beneficiar de um desconto de 10% na aquisição do primeiro livro proposto.
Aqui está uma boa justificação (como qualquer outra!) para a criação de um Grupo de Leitores.
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Bruno Duarte Eiras
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7.10.09
domingo
A leitura é um prazer completo
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Bruno Duarte Eiras
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17.5.09
quinta-feira
"Ler não é um acto solidário"
A referência às comunidades de leitores em Portugal não estaria completa sem uma referência a Conceição Caleiro que em 2001, através da actual DGLB liderou o primento projecto daecomunidades de leitores. Na altura, como ainda hoje, a principal intenção era a de estabelecer laços afectivos sociais entre os participantes.
Para quem dinamiza, lidera, orienta ou gere (ainda não percebi exactamente o que se faz... mas talvez seja um pouco de tudo isto) a ideia que deve manter-se sempre bem definida é a de que as comunidades de leitores (ou Grupos de Leitores) não são palestras, não são conferências, não são momentos reverenciais em relação a autores ou a textos, são uma partilha de ideias e de opiniões, tal como defende Helena Vasconcelos, que desde 2006 orienta uma Comunidade na Culturgest.
As Bibliotecas Municipais foram desde o início do projecto um local de eleição para a implementação destes projectos. Infelizmente por vicissitudes várias muitas Comunidades apenas funcionaram durante o apoio por parte da DGLB ou enquanto o líder se manteve na Biblioteca. Para além desta questão o acto de a maioria das bibliotecas não ter capacidade para disponibilizar 10 ou 15 exemplares de cada obra, dificulta a leitura por todo o grupo.
Da minha experiência pessoal na Biblioteca Municipal de Oeiras posso dizer que o líder tem um papel que é ao mesmo tempo fundamental e dispensável. Se por um lado é uma figura que apenas deve intervir para regular as participações e inserir tópicos de discussão ou orientar a conversa, por outro, o Grupo tende a ficar demasiado preso a essa figura. Pessoalmente prefiro deixar as minhas opiniões para o final da conversa e intervir o menos possível, de forma a não inibir as ideias, experiências e opiniões de nenhum dos participantes.
Para quem dinamiza ou participa num Grupo de Leitores facilmente compreenderá porque razão o elemento sociabilizador está tão presente. Ao longo das sessões criam-se laços entre as pessoas que ficam para lá das sessões e que por vezes crescem em paralelo.
Na última vez que contabilizei (2008) existiam em Portugal no espaço de um ano mais de 30 Grupos de Leitores regulares, se contarmos com os que ocorrem em Bibliotecas, Livrarias e Museus.
Tal como se diz no artigo existem muitos Grupos de Leitores a funcionar por todo o país e por isso não faltam opções a quem queira arriscar... basta escolher!
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Bruno Duarte Eiras
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7.5.09
quarta-feira
Banda Desenhada e Grupos de Leitores
Pela especificidade do grupo, pelos resultados apresentados e porque é sempre interessante conhecer outras experiências deixo aqui a referência a este projecto e consequentemente a este Grupo de Leitores. Pelo que li o grupo de leitores da Bedeteca de Lisboa está a reiniciar as suas sessões, pelo que aproveito para desejar os maiores sucessos.
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Bruno Duarte Eiras
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12.11.08
segunda-feira
Grupo de Leitores na TV
Pelo que tenho lido os estudos sobre o mercado livreiro e editorial em Portugal são praticamente inexistentes; seja porque a indústria não se interessa, seja porque não existe vontade política ou ainda porque estas e outras questões relacionadas com a Sociologia da Leitura ainda não preocupam a sociedade académica.
Quem não se lembra dos tempos em que "os livros de Marcelo Rebelo de Sousa" aos fins-de-semana faziam aumentar as vendas na segunda-feira seguinte?
Conheci pessoas que trabalhavam em livrarias e para as quais ver este programa ajudava bastante os cliente que menos atentos sabiam títulos, autores, capas ou simplesmente que era um livro referido pelo Prof. Marcelo.
Que impacto têm nas vendas (e já agora nos empréstimos das bibliotecas) as referências de Paula Moura Pinheiro e Filipa Melo no programa Câmara Clara? Ou as entrevistas de Bárbara de Guimarães no Páginas Soltas?
Pessoalmente não faço ideia.
Aquilo de que me apercebo no dia-a-dia, é que as livrarias estão a fazer um bom trabalho de promoção de leitura, porque são cada vez mais as pessoas que aparecem na biblioteca para saber se temos um livro que estava numa livraria.
É caso para dizer: - Obrigado livrarias de Portugal!
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Bruno Duarte Eiras
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11.8.08
Inquérito sobre Grupos de Leitores
I am posting on behalf of the Readers' Advisory Committee of the American Library Association.
This is our second call out to book group members. We know you like to talk about books, but we want you to talk to us about your book group. Please help us get a picture of book groups by participating in a short informal survey from the Readers' Advisory Committee of the American Library Association.
To visit the survey, go to http://www.readersadvisory.org
Click on the link on the left that says "Book Group Survey".
Preliminary data will be presented at the ALA Annual Conference in Anaheim, CA at the program "Reading Group Therapy: How to Repair,Revamp and Revitalize Your Book Group". This program will be presented by book group expert Nancy Pearl, and is being held Sunday, June 29th, 2008, from 10:30 a.m.-12 p.m.
As we are trying to get as broad a picture as possible of the book groups, please pass the link to the survey along to other book group members and book group support organizations in your community.
Thanks,
Megan McArdle
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Bruno Duarte Eiras
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28.4.08
Grupo de Leitores de BD na Bedeteca de Lisboa
O GLBD é uma actividade da Bedeteca de Lisboa, concebida em colaboração com Sara Figueiredo Costa e Pedro Moura, sendo este último o moderador de cada sessão. O objectivo principal deste GLBD é a partilha das leituras de um conjunto de títulos de banda desenhada. Este conjunto está seleccionado e será apresentado pelo moderador na primeira sessão, assim como a sua justificação e a metodologia de trabalho a seguir. Todavia, para que haja uma maior proximidade das expectativas e conhecimentos dos leitores, espera-se uma participação activa dos mesmos na primeira sessão a delinear toda a estratégia, admitindo-se a alteração dos títulos.
A metodologia geral prevê a leitura de cada título antes da sessão correspondente, na qual será facultado apoio documental. Leitura entre pares, alargar os horizontes de leitura, aprender mais sobre o universo da banda desenhada são os objectivos desta iniciativa.As sessões decorrerão no auditório da Bedeteca de Lisboa, de 15 em 15 dias. A partir de Sábado, dia 19 de Abril, às 16h30. Seguem-se dias 3, 17 e 21 de Maio, 14 e 28 de Junho e 12 de Julho. As inscrições estão abertas a pessoas a partir dos 16 anos, sem qualquer outro tipo de limitação. Poderão ser feitas através de telefone (21 853 66 76), contactando-se Marcos Farrajota ou Ana Júdice, ou o email bedeteca@cm-lisboa.pt.
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Bruno Duarte Eiras
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14.4.08
As muitas faces dos grupos de leitores
Muito embora o artigo procure valorizar (quanto a mim de forma um pouco infeliz!) este grupo de leitores dizendo que os seus participantes nada têm a ver com "os reformados, as donas-de-casa, os desocupados, o cliché do grupo feminino, espécie de reunião de tupperware", esta é apenas mais uma das muitas faces que os grupos de leitores podem conhecer conforme o local onde decorram, os livros seleccionados ou a forma como as sessões são orientadas.
Para quem já teve alguma contacto na dinamização de grupos de leitores apercebe-se muito facilmente que raramente este tipo de actividade cria leitores; na melhor das hipóteses constitui espaços de partilha de opiniões e de troca de experiências de leitura.
Não obstante a selecção de livros e as formas de abordagem das obras feita nas sessões efectua logo à partida uma selecção do tipo de participantes.
Recentemente num encontro de profissionais alguém se queixava de que no grupo de leitores da sua biblioteca apenas participavam pessoas que já eram leitores frequentes e que lamentava-se por não ter conseguido chegar aos que não eram leitores... Ao mesmo tempo um outro colega desabafava que noutro grupo de leitores não aparecia ninguém, nem os que eram leitores!
Em 2004 tive oportunidade de conversar com algumas pessoas que dinamizavam "comunidades de leitores" pelo país fora através do então IPLB (actual DGLB). Nessa altura fiquei a saber aquilo que vim a confirmar mais tarde com os Grupos de Leitores das Bibliotecas Municipais de Oeiras:
- Apenas as pessoas que já tinham hábitos de leitura constituídos se interessavam por este tipo de actividades;
- A grande mais-valia dos grupos de leitores reside na criação de laços entre os participantes, na troca de opiniões e de experiências de leituras e na identificação do leitor com a biblioteca;
- Algumas pessoas preferem sessões mais próximas da aula de literatura ou da crítica textual pelo conforto que uma atitude passiva representa ou simplesmente porque é isso que procuram;
- Quando as sessões eram dinamizadas por figuras conhecidas do grande público, apareciam algumas pessoas que não eram leitores (nem tinham lido o livro recomendado) e que apenas estavam interessadas em VER o dinamizador.
Tal como prometido voltarei a este assunto muito em breve!
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Bruno Duarte Eiras
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7.4.08
quarta-feira
Grupos de Leitores II
Para quem ainda não se apercebeu desde Janeiro de 2007 que modero-dinamizo-oriento (ainda não sei exactamente o que lhe chamar!) um Grupo de Leitores na Biblioteca Municipal de Oeiras.
Durante o curso de Pós-Graduação já muito me tinham falado nesta biblioteca quase mítica e onde um conjunto de excelentes profissionais desenvolvia um trabalho exemplar para um comunidade muito interessada e dedicada. Ter tido o oportunidade de ver este trabalho de perto e acompanhar algumas das suas rotinas e procedimentos, foi mais produtivo do que qualquer experiência profissional que tinha tido até então. A forma de trabalhar, a relação com os leitores, os objectivo a que se propunham tudo se tornou mais claro e mais lógico depois deste estágio.
O mesmo aconteceu face a trabalho que desenvolviam com os Taller de lectura para adultos. Num ambiente de total informalidade e descontracção conseguiram logo na primeira edição 30 pessoas com profissões variadas como professores, domésticas, mecânicos, estudantes, reformados, advogados, engenheiros e arquitectos. As sessões decorriam semanalmente na biblioteca, no café, na praça central, no jardim... em qualquer local onde fosse mais fácil juntar todos os inscritos.
A ideia principal era sempre a de ir onde as pessoas queriam estar!
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Bruno Duarte Eiras
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30.1.08
segunda-feira
Grupos de Leitores
Desde o início que o principal objectivo foi o de criar um espaço para troca de opiniões e partilha de experiências de leitura, construindo um espaço quinzenal de sociabilização em torno do livro e da leitura, sem dirigismos, academismos e tentativas de formatar opiniões e consciências no âmbito da literatura. Num ambiente informal falamos sobre o livro, conversando sobre o enredo e descobrindo o autor. Para tornar as sessões mais convidativas e informais todas as sessões são acompanhadas de bolinhos, sumos e água...
Daí que pergunte, tal como refere o bibliotecário anarquista, se isto será uma piada a quem durante as sessões dos grupos de leitores oferece bolinhos... Humm?!
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Bruno Duarte Eiras
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21.1.08
quinta-feira
Nunca leio um livro que tenho de criticar; influencia-me muito!*
Por mais estranho que esta situação possa parecer - tendo em conta as minhas actuais funções no Grupo de Leitores - tenho de reconhecer que tal situação é possível e mais frequente do que se possa imaginar. Já todos ouvidos alguém falar com bastante propriedade de livros sobre os quais se nota que só leram a contracapa, deduziram pelo título ou pelo género literário do autor, ou seja, personagens muito semelhantes à do "Pacheco" criada por Eça de Queirós.
A edição portuguesa é da Verso de Kapa que apresenta o livro assim:
Trata-se de uma análise feita sobre o acto de ler ou melhor; sobre a acto de não ler! Este livro é, sobretudo, um ensaio inteligente sobre as várias formas de apreciar um livro. A leitura da primeira à última página, em ordem e sem saltos, é apenas uma entre inúmeras possibilidades – e nem sempre a mais compensadora. O livro largado a meio, ou nas primeiras páginas, ou lido aos pedaços, ou apenas folheado – todos eles fazem parte do histórico do leitor. Isto é válido não apenas para os clássicos mais portentosos como também para as obras de consumo rápido. As quase-leituras são, de acordo com Bayard, tão válidas quanto a leitura integral. Aliás, a ideia de que se pode ler um livro por inteiro é ilusória. As pessoas começam a esquecer uma página quando começam a ler a seguinte. Com o tempo, vão confundindo as obras, ou esquecem-nas totalmente e quando são chamados a dar sua opinião, acabam por falar não do livro efectivo, mas da lembrança imperfeita e distorcida que guardaram dessas mesmas obras. O título é polémico e dá a sensação que a opinião do autor é a de incentivar à não leitura, mas o que se pretende é ensinar a “ler”, não é ler por ler (sem reter), mas saber ler de forma a conseguir falar daquele livro e de outros, sem ter lido tudo. É um livro paradoxal. O autor pretende desmistificar a ideia de que ler um livro é uma coisa que leva muito tempo e apresenta técnicas para não ler, levando assim à leitura. Como já dizia Óscar Wilde "A crítica literária é uma forma de autobiografia. Fale sempre do significado pessoal que um livro tem para si – mesmo que não o tenha lido".
O 1º capítulo do livro pode ser lido aqui.
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Bruno Duarte Eiras
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15.11.07
quarta-feira
Comunidade de Leitores
Esta comunidade faz uma aproximação entre a Literatura e o Cinema - o cinema não filme livros - na segunda e terceira 5ª feira de cada mês às 21:00 horas.
Ao longo das 7 sessões serão lidos/vistos alguns dos mestres da literatura/cinema contemporâneos:
Nabokov - Lolita, Raoul Ruiz - O tempo reencontrado, Marguerite Duras - Hiroshima, meu amor, Milos Forman - Valmont ou Pascal Quignard - Todas as manhãs do mundo.
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Bruno Duarte Eiras
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31.10.07
sexta-feira
Grupos de Leitores ou "Livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas"*
Pelo reacção de alguns colegas e tendo em conta a participação/opiniões dos "leitores" do grupo acho que tenho a obrigação de partilhar esta experiência.
Se tiverem curiosidade podem ver aqui o que temos andado a fazer nos Grupos de Leitores das Bibliotecas Municipais de Oeiras, já que temos em funcionamento dois grupos - um na Biblioteca Municipal de Oeiras e outro na Biblioteca Municipal de Carnaxide.
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Bruno Duarte Eiras
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15.6.07
É tudo uma questão de números?!
"Libraries ponder a collective dilemma: Institutions balance the demand for popular titles with the need to carry scholarly books"
A questão que se coloca é se devemos adquirir vários exemplares de títulos que os leitores vão querer ler e consequentemente requisitar, ou devemos pelo contrário distribuir o nosso orçamento na constituição de uma colecção mais equilibrada e representativa dos vários géneros e autores, mesmo sabendo que a taxa de empréstimos dos documentos vai ser menor.
Sabemos que a opção politicamente correcta é a segunda, mas o que fazer quando orçamentos e recursos humanos dependem de empréstimos elevados e grande número de leitores?
Este é mais um dilema de uma profissão cheia de desafios.
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Bruno Duarte Eiras
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16.3.07
segunda-feira
Comunidades de Leitores
Depois do IPLB ter deixado de apoiar esta iniciativa, as Comunidades de Leitores voltam este mês à Culturgest ainda com liderança de Helena Vasconcelos.
O tema desta comunidade são os "Laços de Família" e conta com 6 sessões em volta da leitura de obras que abordam esta temática, a saber:
14 de Setembro - O Coração dos Homens, de Hugo Gonçalves
28 de Setembro - Washington Squase, de Henry James
12 de Outubro - Os Maias, de Eça de Queirós
2 de Novembro - O Deus das Pequenas Coisas, de Arundhati Roy
16 de Novembro - Expiação, de Ian McEwan
30 de Novembro - Antígona, de Sófocles
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Bruno Duarte Eiras
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4.9.06