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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

E a Molie se foi...

A minha menina me deixou... Dia 08/11, depois de 40 dias de intensa convivência...

Em 28/09 ela apareceu na obra e marido me levou para conhecê-la. Seu olhar e expressão me pediam para cuidar dela, levá-la para casa. Assim fizemos.

Nunca me interessei por cachorros e sempre achei que deveríamos cuidar de crianças abandonadas, sem lar, invés  de cachorros...
Mas aí, ela apreceu, acho que com o propóstio de me mostrar que podemos e temos muito amor para dividir entre os humanos e animais, que podemos amar mais e mais e se divertir com tudo isso.

Ela queria viver e talvez, Deus tenha a colocado em minha vida, para lhe dar esta condição, dar mais tempo de vida  e me dar amor.

No início era tímida...
 Quietinha...
Depois se sentiu em casa, a dona do pedaço e aprontou muito, nos divertimos, rimos e passeávamos de carro. Aqui, entre minhas pernas.
Aprendeu a fazer xixi no lugar certo, a pedir comida, a fazer buraco, subir no sofá, a respeitar meu espaço, dar carinho, latir para o gato, jogar bola, se esconder atrás do sofá e embaixo da cama, roer meu chinelo, subir e descer a escada e dormir na sala. Olha que folga!
 Aprendeu também a bagunçar a casa, arrepiava...
 Ainda não havia se habituado com a coleira, mas, gostava de dar umas voltinhas. Aqui, com o marido.
No final de outubro teve uma crise de arritmia cardíaca. Exames de eletrocardiograma, raio x de tórax e pulmão foram feitos e, além da arritmia, havia o coração grande, sopro no pulmão e a incerteza sobre seu tempo de vida. Tomava medicação diária.
No domingo a piora e na segunda-feira seus olhos me diziam que não estava bem. Encostou seu focinho no meu nariz e concentrou seu olhar no meu por um longo período. Senti amor, muito amor, gratidão e a perda.
Na madrugada do dia 08 ela me deixou. A tristeza é enorme e o choro vem toda vez que chego em casa, porque ela não vem mais ao meu encontro e nem pede carinho.
Agora, falta algo em casa, falta a Molie...