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7.2.13

O Costa é que a sabe toda (*)


António José Seguro arrisca-se a ser outro Ferro Rodrigues. Aguentar o embate frontal, fazer a travessia do deserto e dinamitar o governo para que António Costa, acione o mecanismo que vai fazer desabar o governo.
O partido socialista tem esta apetência particular para lutas fratricidas na hora da tentativa de assalto ao poder com uma intensidade superior – pelo menos pública – que os outros partidos políticos. O poder sempre foi tentador e o assassínio político uma ferramenta para a concretização dos objetivos.

Todos sabíamos que Seguro seria um líder a prazo, a não ser que os tabus – António Costa e António Vitorino – nada fizessem. António Costa fez, ou melhor, outros fizeram com que acontecesse. O sempre omnipresente braço direito de José Sócrates, Pedro Silva Pereira, em conjunto com Francisco Assis e Sérgio Sousa Pinto encarregaram-se de fazer acontecer agora, “por acaso” a crise de liderança socialista. E vão manter Seguro em lume brando até ao momento que deixe de ter condições para liderar. António Costa impõe condições para que Seguro una o partido e ainda estabelece prazo até ao dia 10 de Fevereiro!

Mas Seguro geriu mal todo o processo. Começou por tentar desvalorizar os avanços da oposição interna, deixou subir de intensidade a discussão pública para depois tentar fechar tudo nos órgãos do partido. Como diria Irina Golovanova, especialista em linguagem corporal, Seguro dizia uma coisa e o seu corpo mostrava toda a preocupação e desconforto perante a situação. Da mesma forma, foi interessante analisar o comportamento de Pedro Silva Pereira no momento em que António Costa proferia umas declarações à saída da reunião da comissão política e, do meu ponto de vista, é mesmo uma questão de tempo até Seguro ser afastado.

Em Felgueiras, a câmara municipal em parceria com a ANIMAR e a ADERSOUSA realizou uma ação de sensibilização para as redes colaborativas de produção local. Coisa de pouca monta, dirão alguns, mas muito importante na minha opinião. É com ações como estas que se mudam as atitudes enraizadas de gerações de negócios em busca de novos produtos e/ou melhoria dos existentes como forma de criar valor no produto e assim aumentar as vendas criando ou abrindo novos mercados. Agora só falta mesmo que surjam ideias, que sejam colocadas em prática e que, mais importante, os empresários e produtores vejam uma oportunidade de, em conjunto, se tornarem mais fortes.

(*) Expresso de Felgueiras, 1 fevereiro 2013

13.5.10

Assobiar para o lado

Enquanto nos vamos entretendo com a visita do Papa, com o Benfica e a discutir as opções do seleccionador nacional para o Mundial de Futebol, o país avança com mudanças. No espaço de mês e meio, o Primeiro-ministro afirmou na Assembleia da República por duas vezes que não aumentaria os impostos. Aqui estamos, com os impostos aumentados… e é apenas o início.

25.1.05

Eles dizem...

«Para ele, o poder está acima do resto»
Manuel Alegre sobre a decisão do então Ministro do Ambiente José Sócrates, Público, 21 de Agosto de 2001.
«Por razões que eu não quero adiantar, o ministro Sócrates tem cobertura política»
Manuel Alegre comentando a ligação de Sócrates com António Guterres - Público, 21 de Agosto de 2001

17.1.05

Um Rumo

Depois da inútil confusão de volta dos cartazes do PSD, com ou sem imagem do Prof. Cavaco Silva, das cores e mensagem do outdoor "contra ventos e marés", o PS apresentou o seu. "Agora Portugal vai ter um rumo", com o devido destaque gráfico no "Portugal" e no "um Rumo". O marketing tem destas coisas, associar ideias e induzir linhas de raciocínio. O mais distraído até podia pensar que o Engº Sócrates apresentou alguma solução, ou ideias concretas para problemas ainda mais concretos, mas não. O que vi até agora foi nada, não há uma única solução, só promessas vagas e demagógicas.

15.1.05

Sondagens

Segundo o último estudo da Eurosondagem, para a SIC, Expresso e Rádio Renascença, apesar do PS continuar a liderar as sondagens, cai mais que o PSD. Quem parece estar a beneficiar é o BE que subiu mais de 1%. É já uma repercussão do desnorte do Engº José Sócrates nesta semana, optando os eleitores pelo voto útil. Outro facto importante é que as declarações do PS passam a ser feitas por António Vitorino como forma de preservar a imagem do candidato, estratégia sempre utilizada pelos partidos políticos quando o líder está debaixo de fogo.

13.1.05

Sócrates = Populismo

Ao melhor estilo, só visto por mim no presidente do parceiro da coligação, Sócrates entrou numa rota populista da promessa fácil. Aumentar a pensão dos mais pobres "logo acima do limiar da pobreza", sem definir os valores nem como o vai fazer, assim como dizer que vai reduzir o défice "sem recurso a medidas extraordinárias" é desde logo um fácil e demagógico populismo. Outro exemplo é o aproveitamento escabroso da viagem do Ministro Morais Sarmento a S. Tomé, para quando a apresentação de verdadeiras alternativas ao existente? Para quando a tomada de posição definitiva sobre temas como o referendo ao aborto, gestão dos hospitais, IRC, redução do peso do Estado e um sem número de outros?