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segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Noções elementares de lógica

RACIONALIDADE ARGUMENTATIVA DA FILOSOFIA E A DIMENSÃO DISCURSIVA DO TRABALHO FILOSÓFICO

“RACIONALIDADE ARGUMENTATIVA DA FILOSOFIA E A DIMENSÃO DISCURSIVA DO TRABALHO FILOSÓFICO” é um documento, da autoria de Aires Almeida, “elaborado no âmbito da definição das Aprendizagens Essenciais” e que visa apresentar algumas “Noções elementares de lógica para a disciplina de Filosofia”. Pode encontrá-lo AQUI, na página da APF. Ainda não li, mas, dado o trabalho anterior do autor, é certamente muito bom e útil.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Para além da argumentação

manipulação retórica

Se a excisão faz as mulheres sofrerem desnecessariamente, então não deve ser realizada.
A excisão faz as mulheres sofrerem desnecessariamente.
Logo, a excisão não deve ser realizada.

Se existem rochas com milhões de anos, então o mundo não começou há cerca de seis mil anos como diz a Bíblia.
Existem rochas com milhões de anos.
Logo, o mundo não começou há cerca de seis mil anos como diz a Bíblia.

A lógica diz-nos que estes argumentos são válidos. Serão sólidos? A reflexão ética dá-nos boas razões para pensar que o primeiro é sólido. A ciência mostra que o segundo é sólido.

Ainda assim, há pessoas que os rejeitam e acham as suas premissas e conclusões falsas.

Será possível persuadir essas pessoas? Além de argumentos sólidos que recursos temos para convencer uma pessoa acerca da verdade de uma tese?

Segundo Aristóteles, um orador tem à sua disposição três meios de persuasão: os argumentos (logos) com que defende a sua tese, o seu próprio carácter (ethos) e o estado emocional (pathos) do auditório que pretende convencer.

«As provas de persuasão fornecidas pelo discurso são de três tipos: umas residem no carácter moral do orador; outras, no modo como se dispõe o ouvinte; outras, no próprio discurso, naquilo que ele demonstra ou parece demonstrar. Persuade-se pelo carácter quando o discurso é proferido de modo a deixar a impressão do orador ser digno de confiança. Acreditamos mais e mais depressa em pessoas honestas (…). Persuade-se pela disposição dos ouvintes, quando estes são levados a sentir emoção por causa do discurso, pois os juízos que emitimos variam conforme sentimos tristeza ou alegria, amor ou ódio. […] Persuadimos, enfim, pelo raciocínio quando mostramos a verdade ou o que parece verdade, a partir do que é persuasivo em cada caso particular.»

Aristóteles, Retórica

Nos posts Ethos, logos, pathos, Ethos, Logos, Pathos & pizza e Como usar a retórica para conseguir o que queremos? encontra diversos exemplos.

A retórica ocupa-se dos aspetos da persuasão que vão além da argumentação. A retórica é muitas vezes definida como a arte de bem falar, ou seja, a arte de convencer através do discurso.

Os especialistas em retórica estudam a melhor forma de persuadir as pessoas. Dão atenção a muitos aspetos, além da qualidade dos argumentos – que por vezes pode até ser considerada secundária.

A ideia central é que é preciso adequar a mensagem aos destinatários – ou seja, ao auditório. Para isso é preciso conhecer as suas características: idade, nível educacional, interesses, gostos, preocupações, opiniões, etc. O pathos aristotélico é um aspeto entre outros.

Para ser eficaz, o discurso do orador deve ser construído em função dessas características. Por exemplo: a escolha de palavras mais ou menos simples deve ser feita em função da idade e nível educacional do auditório, dar mais ou menos atenção a certos temas depende do que se conhece dos interesses, preocupações e opiniões do auditório, etc.

Imagine um médico que tem de dar palestras acerca de uma doença nova e muito contagiosa. Se falar para ouvintes pouco escolarizados deve usar ou evitar termos técnicos da medicina?

Se esse médico falar para pessoas que, presumivelmente, não têm grande capacidade de concentração (como crianças ou idosos), deve fazer um discurso longo ou breve? E como deve organizar as ideias: dizer o mais importante no princípio ou no final?

Imagine que um político português durante uma campanha eleitoral visita uma aldeia onde recentemente um imigrante assassinou uma pessoa. Seria prudente esse político dar grande relevância à questão dos refugiados e defender que Portugal deve receber muitos refugiados?

Imagine que um político durante uma campanha eleitoral visita uma aldeia onde recentemente várias pessoas morreram num grave acidente de viação. Seria adequado esse político falar em tom muito inflamado e entusiasmado? Ou seria preferível falar de maneira mais calma, grave e séria?

A retórica surgiu na Grécia, quando no século V a. C. a democracia surgiu em Atenas. Os políticos democráticos precisavam de falar bem para conseguir convencer os cidadãos nas Assembleias e votações. Muitos desses políticos recorreram aos serviços dos sofistas.

Os sofistas eram professores itinerantes que, entre outras coisas, ensinavam (a troco de dinheiro) retórica. Foram acusados por diversos filósofos, nomeadamente Platão, de fazer um mau uso da retórica – um uso não ético. Mais precisamente, foram acusados de promoverem a manipulação e não a persuasão racional.

Persuadir racionalmente consiste em tentar convencer as pessoas sem as enganar, sem usar mentiras e falácias. Manipular consiste em persuadir irracionalmente, tentando convencer as pessoas a todo o custo e sem olhar a meios, enganando-as se necessário.

Segundo Platão, os sofistas ensinavam as pessoas a vencer as discussões mesmo que não tivessem razão, recorrendo a mentiras e a qualquer outro artifício que fosse persuasivo. Devido a isso, ainda hoje a palavra “sofista” designa alguém engandor, alguém que usa sofismas – ou seja, argumentos propositamente falaciosos.

Para Platão esse comportamento era indigno de um filósofo. Para ele a retórica devia ser apenas uma defesa da verdade.

Leituras:

Aires Almeida e Desidério Murcho, 50 Lições de Filosofia – 11º ano, Didáctica Editora, Lisboa, 2014.

Paula Mateus e outros, Cogito – 11º ano, Asa, 2014.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

A vitória de Trump é a derrota de quem?

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A surpreendente vitória de Trump nos Estados Unidos deve fazer pensar os cidadãos defensores da democracia, todos e não apenas os americanos.

Como se explica o ponto de vista adotado pela maioria dos meios de comunicação social que, ao longo do processo eleitoral, foi dando como certa a vitória de Hillary Clinton?

Por outro lado, como se explica que a maioria dos votantes tenha preferido um candidato claramente mal preparado para o cargo e que fez afirmações inacreditáveis e indignas de um chefe de estado?

Este resultado eleitoral leva-nos a pensar que as opiniões, maioritariamente anti-Trump, veiculadas nos meios de comunicação não foram isentas, pois não relataram de forma fidedigna a adesão que a campanha de Trump teve no terreno. Relataram sim a perspetiva, não isenta, dos jornalistas e dos “políticos profissionais”. Talvez esse mau trabalho dos jornalistas tenha produzido o efeito contrário e contribuído para a vitória de Trump.

O povo americano preferiu Trump como presidente. E isso deveria fazer pensar os políticos que têm exercido o poder: sem o seu falhanço talvez esta vitória não fosse possível.

Seja como for, em democracia temos de aceitar opinião da maioria dos cidadãos.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Sobre o poder da retórica

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Quino, Potentes, prepotentes e impotentes, Ed. D. Quixote.
image Quino, "Potentes, Prepotentes e Impotentes", Editorial Teorema, 2004.
image Cartoon retirado daqui.
Nos dois textos seguintes são apresentados  pontos de vista diferentes sobre o papel da retórica, caracterize cada um deles.
«Um retórico do passado dizia que o seu ofício era fazer que as coisas pequenas parecessem grandes e como tal fossem julgadas.
(…) Arquidamo (…) não terá ouvido sem espanto a resposta de Tucídides, ao qual perguntara quem era mais forte na luta, se Péricles, se ele: “Isso será difícil de verificar, pois quando o deito por terra, ele convence os espectadores que não caiu, e ganha”.
Os que, com os cosméticos, caracterizam e pintam as mulheres fazem menos mal, pois é coisa de pouca perda não as ver ao natural, ao passo que estes outros fazem tenção de enganar, não já os olhos mas o nosso juízo, e de abastardar e corromper a essência das coisas.»
Montaigne, Ensaios, antologia, tradução de Rui Bertrand Romão, Relógio de Água Editores, Lisboa, 1998, pág. 147.
***
Num diálogo intitulado Críton, Platão relata a forma como Sócrates (condenado à morte pelo tribunal em 399 a.C por, entre outras acusações, corromper a juventude) responde à proposta que alguns dos seus discípulos lhe fazem: fugir em vez de aceitar a sentença fatal.
“Críton: (…) Mas, caro Sócrates, uma vez mais te peço, obedece-me e salva-te. É que, se morreres não será para mim uma desgraça só, além de ficar privado de um amigo como não tornarei a achar outro, ainda farei aos olhos da maioria, que não nos conhece bem, nem a mim nem a ti, o papel de alguém que podendo salvar-te, se quisesse gastar dinheiro, não esteve para se incomodar. E que fama pode haver mais vergonhosa que parecer ter em maior conta o dinheiro do que os amigos? A maioria das pessoas nunca acreditará que foste tu que não quiseste sair daqui, apesar da insistência dos nossos pedidos.
Sócrates: Portanto, meu caro, não devemos preocupar-nos muito com as afirmações da maioria, mas sim (…) com a verdade. Não é, por isso, boa a tua sugestão inicial de que devemos preocupar-nos com a opinião da maioria sobre a justiça e a bondade (…). Em todo o caso, poderá alguém observar: a maioria é muito capaz de nos mandar matar.
Críton: Evidentemente, poderia muito bem dizer-se isso, ó Sócrates.
Sócrates: Mas, meu caro, a lógica seguida parece-me ser a mesma de há pouco. E repara de novo se este princípio permanece ou não: o que mais importa não é viver, mas viver bem.”
Platão, Êutifron, Apologia de Sócrates, Críton, Edição Imprensa Nacional – Casa da Moeda, Lisboa, 1990.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

O que refutar não é

"Os adversários acreditam que nos refutam quando repetem a própria opinião e não consideram a nossa."

Johann Wolfgang von Goethe

Citação encontrada algures na internet, pelo que não garanto a sua exatidão nem autoria. Seja como for, é uma ideia correta, exceto na omissão da palavra “alguns”: trata-se de alguns adversários e não de todos.

JW Goethe by Kraus 1775

domingo, 14 de abril de 2013

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Lincoln: será correto mentir para defender a verdade?

Um argumento bom ou cogente é um argumento que – além de ser válido e ter premissas verdadeiras – tem premissas mais plausíveis que a conclusão. A importância desta última característica prende-se com a necessidade de persuadir alguém: se as premissas não forem mais aceitáveis que a conclusão as pessoas que discordam desta não encontrarão no argumento razões para mudar de posição.

Vamos supor que não conhecemos razões que sejam simultaneamente verdadeiras e aceitáveis para um auditório X de modo a convencê-lo acerca de uma tese Y. Contudo, somos capazes de apresentar razões falsas mas plausíveis e aceitáveis para X. Vamos supor também que Y é uma ideia verdadeira – por exemplo, que a escravatura é errada e deve ser abolida.

Será correto persuadir X acerca de Y recorrendo a falsidades? Persuadir através de falsidades é uma forma de persuasão irracional ou manipulação. Será correto, portanto, manipular uma pessoa para a convencer de uma verdade  (caso ela seja incapaz de se deixar convencer através das verdadeiras razões)?

O filme Lincoln, de Steven Spielberg, leva o espetador a pensar nessa questão, na medida em que apresenta alguns defensores da abolição da escravatura perante o dilema de assumir publicamente todas as suas ideias e assustar eventuais apoiantes ou apresentar apenas algumas dessas ideias e suavizá-las (deturpando-as um pouco) para tentar conquistar mais apoiantes para a sua causa.

Essa questão é uma especificação de uma questão ética mais geral que atravessa o filme do princípio ao fim: será que os fins justificam os meios? Por exemplo: será correto alcançar um fim moralmente bom (como a proibição da escravatura) através de meios moralmente reprováveis (como a corrupção)?

As personagens não citam Kant nem Stuart Mill, mas decerto o argumentista do filme pensou neles e no debate entre a deontologia e o consequencialismo ao escrever a história.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Ethos, logos, pathos

Segundo Aristóteles, um orador tem à sua disposição três meios de persuasão: o seu próprio carácter (ethos), os argumentos (logos) com que defende a sua tese e o estado emocional (pathos) do auditório que pretende convencer.

Vejamos dois exemplos ilustrativos desses conceitos.

I

romance A vida de PiO Xavier quer persuadir alguns amigos e colegas da turma de que devem ler o romance A Vida de Pi, de Yann Martel (que fala de um rapaz que, após um naufrágio, se vê obrigado a partilhar um barco salva-vidas com um tigre e outros animais).

O Xavier começa por dizer que gostou muito do livro e que nunca o recomendaria se não o achasse realmente muito bom. Os colegas acreditam nele, pois acham-no uma pessoa sincera e confiam no seu carácter.

Depois, o Xavier argumentou que o livro está escrito de uma maneira bela e clara e que a história é divertida e interessante, pelo que prende o leitor da primeira à última página e o leva, até, a pensar em questões filosóficas importantes.

Os interlocutores de Xavier mostraram-se bastante interessados, mas este decidiu reforçar o seu esforço persuasivo com uma referência emocional: chamou a atenção para a relação, insólita mas especial e comovente, que o rapaz e o tigre estabeleceram e que, no fundo, não era muito diferente da relação que eles tinham com o Tareco Austero (o gato da escola que, para grande pena e tristeza de todos, tinha morrido havia pouco tempo).

II

Um político que na campanha eleitoral refere a sua experiência militar (quando é sabido que foi condecorado pela sua coragem em combate), tenta persuadir os eleitores baseando-se no seu próprio carácter.

Um político que na campanha eleitoral compara as suas propostas com as propostas dos adversários e tenta mostrar que as suas são melhores, tenta persuadir os eleitores baseando-se em argumentos.

Um político que na campanha eleitoral usa uma linguagem emotiva e privilegia temas que despertam emoções fortes em muitas pessoas (como por exemplo a criminalidade e a insegurança), tenta persuadir os eleitores baseando-se no estado emocional destes.

Pode ou não tratar-se do mesmo político, ou seja, esses meios de persuasão podem ser usados em conjunto ou separadamente. Presumivelmente, a eficácia será maior no primeiro caso.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Na ESPR debateram-se problemas políticos

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No âmbito do projecto "Parlamento dos jovens" (para mais informações, ver AQUI) realizou-se, no dia 3 de Dezembro no auditório da escola, uma sessão de esclarecimento, seguida de um debate, sobre o tema: "os jovens e o emprego - Que futuro? Contou com a presença do deputado Paulo Sá e dos alunos de duas turmas do 11º ano (turmas A e D) e três do 12º ano (turmas B, E e F) .

O deputado começou por apresentar os dados existentes sobre o problema e esclareceu - de forma simples, clara e com exemplos pertinentes - alguns conceitos políticos fundamentais: o défice, a troika, a dívida pública, os números do desemprego em geral e entre os jovens e por ai em diante.

Após a exposição inicial, abriu-se espaço ao debate. Os alunos, contrariando a ideia habitual que os jovens não se interessam pela política, foram bastante interventivos, colocaram muitas questões, de tal modo que a sessão acabou por se prolongar fora da hora estabelecida para que as perguntas não ficassem sem resposta.

Obrigada ao deputado Paulo Sá, aos alunos e professores presentes.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Um anúncio contra o racismo

Eis o trabalho que as alunas, Catarina Bárbara e Maria Bumbuk, do 11º F fizeram sobre um anúncio publicitário.

Vale a pena ver e ler!

O racismo corresponde a um preconceito e conduz a atitudes discriminatórias. Este anúncio pretende levar as pessoas a repensar algumas das suas ideias e a compreender os efeitos negativos que estas podem ter nos outros e em si próprias. No anúncio vemos uma rapariga a aplicar, ao espelho, um creme (Racism) aparentemente para lhe fazer bem à “pele” e ficar mais bela.

No entanto, os efeitos produzidos são o contrário dos desejados, pois com o passar dos dias a rapariga apresenta olheiras, alergia, vermelhidão e borbulhas e começa a ter feridas, chegando a ficar com a cara completamente desfigurada. Assim, apesar deste “creme” a ir desfigurando, ela continua a aplicá-lo, sem se aperceber do mal que este lhe faz. O mesmo se passa com as pessoas com ideias racistas, também elas não se apercebem que ao discriminarem os outros de forma repetida, esses atos acabam por lhes moldar o carácter transformando-as em pessoas “feias” (moralmente desprezíveis). Trata-se, portanto, de um argumento por analogia. Neste caso é um argumento fraco porque a fealdade física e moral não são comparáveis, as diferenças são maiores que as semelhanças.

Os argumentos implícitos no vídeo podem expressar-se do seguinte modo:

Modus ponens

Se és racista, então vais ficar feio.

És racista.

Logo, ficaste feio.

Modus tollens

Se és racista, então vais ficar feio.

Não ficaste feio.

Logo, não és racista.

A principal mensagem transmitida ao espectador é que não devemos ser racistas.  O termo “feio” é utilizado em sentido moral: é algo condenável por ser contrário ao bem e ao dever. Na prática, o racismo deixa marcas, bastante más até, especialmente na vítima, mas também no indivíduo que tem este tipo de atitudes, pois ele em vez de se tornar uma pessoa melhor, regride, tornando-se irreconhecível para si próprio, tal acontece à rapariga do anúncio.

Neste vídeo utilizam-se, de forma implícita,  falácias informais (argumentos em que as premissas não sustentam a conclusão - em virtude do seu conteúdo e/ou da sua forma - embora isso não pareça acontecer). Exemplos:

- Apelo às consequências: o autor para mostrar que uma crença (o racismo) é falsa aponta as consequências desagradáveis que advirão em sua defesa (o facto das pessoas ficarem feias (ou seja moralmente desfiguradas, com dificuldade em se reconhecerem a si próprias).

- Ataque pessoal: em vez de se apresentarem razões para justificar porque motivo esta é uma crença falsa, ataca-se as pessoas racistas dizendo que elas são feias. Quando o que importava era demonstrar que o racismo não tem qualquer fundamento racional.

A nosso ver, este anúncio é apelativo e faz as pessoas (algumas pelo menos) repensarem as suas atitudes. Este anúncio não foi feito para promover um tipo de alimento, uma marca, ou outros objectos, mas sim para despertar as pessoas: aquelas que ainda permanecem na ignorância, pensando que certos indivíduos são superiores a outros devido às suas características físicas. Recentes investigações provam que a “raça” é um conceito inventado. A noção de “raça” não possui qualquer fundamento biológico. Não existe nenhuma prova científica da existência de raças diferentes. A biologia só identificou uma raça: A RAÇA HUMANA.

Catarina Bárbara e Maria Bumbuk

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

O que é necessário para que um debate seja frutuoso?

debate

«Afirma-se muitas vezes que a discussão só é possível entre pessoas que têm uma linguagem comum e que têm  pressupostos básicos em comum. Penso que isto é um erro. Tudo o que é necessário é uma prontidão para aprender com quem discutimos, o que inclui um desejo genuíno de compreender o que essa pessoa quer dizer. Se esta prontidão existir, a discussão será tanto mais frutuosa quanto mais diferirem os pressupostos de fundo de quem discute.»

Karl Popper

Via Blog da Crítica