«Pela estrada da Vida vai andando,
E, aos que vires passar, interrogando
Acerca do Amor, que hás-de encontrar.»
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Fui pela estrada a rir e a cantar,
As contas do meu sonho desfiando ...
E noite e dia, à chuva e ao luar,
Fui sempre caminhando e perguntando ...
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Mesmo a um velho eu perguntei: «Velhinho,
Viste o Amor acaso em teu caminho?»
E o velho estremeceu ... olhou ... e riu ...
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Agora pela estrada, já cansados,
Voltam todos pra trás desanimados ...
E eu paro a murmurar: «Ninguém o viu! ...»
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(1894-1930)
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(1894-1930)