Os dias cinzentos de chuva empurram-me ainda mais para dentro de mim mesma, sentindo-me enjaulada, quase sufocada. Olho os livros que tenho sobre a mesa e vejo que, nem aqui, nem na minha biblioteca, tenho qualquer tipo de "literaturalight", que, porventura, me fizesse abstrair desta espécie de peso que sinto no peito em dias assim. Os livros que tenho à mão são precisamente os das minhas almas gémeas, que sentem como eu e sofrem como eu. Por isso chove lá fora e cá dentro.