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terça-feira, 6 de novembro de 2012

felice!


"A felicidade não existe mas nós podemos ser felizes sem ela"
frase do ator do Circo Teatro Giullari no Festival de Circo do Brasil


sábado, 25 de fevereiro de 2012

Amanda: a mais nova princesinha da família!





Sei que sou suspeitíssima, afinal sou uma tia supercoruja. Mas essa menina é a coisa mais linda de mô deus! O nome dela é Amanda, filha de uma das minhas primas mais queridas, Andrea, que mora há alguns anos nos Isteites (seu companheiro é estadunidense). Por isso já me considero tia dessa garota. Ainda não a conheço pessoalmente mas vou conhecer, ainda este ano! Amanda completou recentemente 2 aninhos e essas fotos são do seu aniversário. Tem muito mais, inclusive da decoração da festa, uma superprodução da Andrea.

Feliz Aniversário, Amandinha!!! E muitos anos de vida, princesa!!!
Beijos e cheiros da tia Sandra!


Segue a Ciranda da Bailarina (Chico Buarque), versão Adriana "Partimpim" Calcanhotto para a Amandinha :D






segunda-feira, 18 de abril de 2011

Paul Newman fotografado por Dennis Hopper


Eu ia dar uns efeitos nessa foto mas ele é tão perfeito... quero dizer ela, a foto, é tão perfeita (risos) que desisti, só passei do P&B pra sépia. Aiai... 
Podem babar, fiquem à vontade...
Rapazes, não fiquem com ciúmes, eu adoro todos vocês, adoro homem!
Ah,  foto de 1964.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

ainda sobre amor

"Amar não desapaixona. Um não tira o lugar do outro. Amar é terminar, paixão é começar: nunca terminar de começar."


Fabrício Carpinejar (twitter)














O Carpinejar também tem um blog linkado aí ao lado, eu recomendo.

segunda-feira, 8 de março de 2010

uma menina, quase mulher

Não pensei em nada pra escrever nesse Dia da Mulher. Mas vi essas fotos no orkut de Maria Antônia, minha sobrinha e gostei. Ela tá "viajando" com o piercing (ou pírcingue, como se diz em Portugal) que fez na orelha. Amo essa Menina...

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

faltou soprar mais uma velinha...

Em abril deste ano meu pai faleceu.
Hoje, se estivesse vivo, estaria completando 80 primaveras.

Salve, Seu Maurício! Salve!
A saudade é grande...


Ah, a foto acima é do Menino Mauricinho.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

um biscuit tricolor

Uma homenagem ao Santinha... Não sabe quem é Santinha? Santinha é a maneira amorosa como nós, tricolores pernambucanos, chamamos o Mais Querido: Santa Cruz Futebol Clube.

E São Capiba mandou um recado do céu: "O Santinha há de voltar à primeira divisão! Somos madeira de lei que cupim não rói!"

Foto: Joab Borges

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

coisas de madrinha coruja

Gostei demais desta sequência de fotos dos meus afilhados virtuais Ane & César do "blog odara e ame-e-dê-vexame" Anemot. Adoro estas duas criaturas, dá pra entender uma coisa dessa? Nem conheço os dois... Lindos, não?!

terça-feira, 4 de dezembro de 2007


Foto de Pascal Renoux
Pesquei do blogue do meu afilhado César (Animot)
Linda, linda... De tirar o fôlego...

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

pernambucália desvairada 2


Casa de Banhos /Recife – fundada em 1880 pelo Sr. Carlos José de Medeiros que solicitou autorização da Prefeitura para construir sua moradia nos arrecifes, próximo à antiga ponte giratória. Após algum tempo o proprietário decidiu explorar comercialmente o local: além de moradia a casa tornou-se uma hospedaria para fins medicinais. Era feita de madeira e ferro que segundo Mário Sette, “lembrava um navio sem mastro, com suas janelas ‘camarotes’, com seus terraços de convés, um para o rio (capibaribe) e o outro para o Atlântico...”

Chamava-se Grande Estabelecimento Balneário de Pernambuco mas ficou popularmente conhecida como Casa de Banhos. A casa tinha um grande salão de refeições, 5 banheiros que atendiam a 350 pessoas, duas salas, gabinete de leitura e outras dependências. No início do século XX a propaganda da Casa de Banhos dizia que a estadia no estabelecimento contribuía para a cura do beribéri e febres nervosas. Era muito procurada por estrangeiros para repouso e banhos de água salgada. Posteriormente foi comprada pelo inglês Sydney Rodhes que fez melhoramentos no local e aumentou a tabela de preços.

No seu auge a Casa de Banhos era um importante ponto de encontro da sociedade pernambucana, onde almoçava-se em louças inglesas, degustava-se bebidas estrangeiras e saboreava-se finas iguarias. Lá também aconteciam festas e bailes carnavalescos.

No fim da década de 1920, já decadente, a Casa de Banhos foi destruída por um incêndio, ainda nas mãos do proprietário inglês Sydney Rodhes.

Fonte: Fundação Joaquim Nabuco
Foto: http://www.memorialpernambuco.com.br/
Atualmente, no lugar onde havia a Casa de Banhos, existe o Bar do Dique, bem bacana. O acesso é de barco (tem um catamarã que sai do Marco Zero. Custo: R$2,00) ou de carro pelos arrecifes, vindo de Brasília Teimosa. Vale a pena ir!


quinta-feira, 23 de agosto de 2007

pernambucália desvairada 1

Parece cena de filme de ficção científica...Mas isso é uma foto dos anos 30 do dirigível alemão Graf Zeppelin, fazendo manobra para aterrissar no Campo do Jiquiá, Recife, que devido a sua posição geográfica privilegiada foi escolhida para abrigar a primeira estação aeronáutica da América do Sul para os dirigíveis Zeppelin e Hindenburg. Para isso foi construída uma torre de atracação de 16 metros de altura, ainda existente, apesar de mal conservada. 22 de maio de 1930 foi a data do primeiro pouso de um dos dirigiveis no Campo do Jiquiá, onde aterrissaram 8 vezes entre 1930 e 1937.


Fonte: Fundação Joaquim NabucoFoto: coleção Allen Morrison
Não sei se isso é motivo de orgulho pois aconteceu durante o período de uma Alemanha hitlerista às vésperas da Segunda Grande Guerra... Mas não deixa de ser curioso.

quarta-feira, 25 de abril de 2007

haicais urbanos


avenida deserta
minhalma padece
no meio-fio


asfalto quente
sinto falta do cheiro
de terra molhada


um sorriso –
do outro lado da rua
me chama um amigo

sinal vermelho –
na faixa de pedestre
um motorista imbecil



Foto: Raul Kawamura (in Recife em Retratos)
Av. Conde da Boa Vista.

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Dia do Índio



Foi ontem, eu sei. Bem verdade só me lembrei à noite, na hora do jantar, quando minha sobrinha disse que um casal de índios visitara sua escola.

Fiquei pensando como homenagear nossos índios, bravos e resistentes guerreiros e guerreiras. Não tive idéia de poema mas me lembrei deste, belíssimo, que me emocionou quando li pela primeira vez na minha adolescência. E ainda me emociona, seja pelo significado, seja pelo ritmo e musicalidade indígena, bastante forte.



Canção do Tamoio (Natalícia)

Gonçalves Dias


I

Não chores, meu filho;
Não chores, que a vida
É luta renhida:
Viver é lutar.
A vida é combate,
Que os fracos abate,
Que os fortes, os bravos
Só pode exaltar.

II

Um dia vivemos!
O homem que é forte
Não teme da morte;
Só teme fugir;
No arco que entesa
Tem certa uma presa,
Quer seja tapuia,
Condor ou tapir.

III

O forte, o cobarde
Seus feitos inveja
De o ver na peleja
Garboso e feroz;
E os tímidos velhos
Nos graves conselhos,
Curvadas as frontes,
Escutam-lhe a voz!

IV

Domina, se vive;
Se morre, descansa
Dos seus na lembrança,
Na voz do porvir.
Não cures da vida!
Sê bravo, sê forte!
Não fujas da morte,
Que a morte há de vir!

V

E pois que és meu filho,
Meus brios reveste;
Tamoio nasceste,
Valente serás.
Sê duro guerreiro,
Robusto, fragueiro,
Brasão dos tamoios
Na guerra e na paz.

VI

Teu grito de guerra
Retumbe aos ouvidos
D'imigos transidos
Por vil comoção;
E tremam d'ouvi-lo
Pior que o sibilo
Das setas ligeiras,
Pior que o trovão.

VII

E a mão nessas tabas,
Querendo calados
Os filhos criados
Na lei do terror;
Teu nome lhes diga,
Que a gente inimiga
Talvez não escute
Sem pranto, sem dor!

VIII

Porém se a fortuna,
Traindo teus passos,
Te arroja nos laços
Do inimigo falaz!
Na última hora
Teus feitos memora,
Tranqüilo nos gestos,
Impávido, audaz.

IX

E cai como o tronco
Do raio tocado,
Partido, rojado
Por larga extensão;
Assim morre o forte!
No passo da morte
Triunfa, conquista
Mais alto brasão.

X

As armas ensaia,
Penetra na vida:
Pesada ou querida,
Viver é lutar.
Se o duro combate
Os fracos abate,
Aos fortes, aos bravos,
Só pode exaltar.


A foto acima é de índios Bororo
(sem data, sem autoria)
do acervo do Museu do Índio

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Hidrante (com H) e fundo colorido



Tinha um falo
no meio do caminho
(a caminho)
No meio do caminho
tinha uma falo
(a caminho)
Tinha um falo
no meio do caminho...

E no fundo
(jorrou)
bem ali
(esporrou)
no fundo, enfim
o paraíso colorido
sorriu pra mim.




Foto: Raul Kawamura (in Recife em Retratos)

domingo, 1 de abril de 2007

brinquedo

cresci
aprendendo a viver e morrer
mas ainda tenho meus brinquedos
que não me deixam envelhecer

sábado, 31 de março de 2007

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

Apoteose do Frevo




Grande Orquestra do Recife sob a regência do maestro Spok.

Que saudade... Té ano que vem...

Fotos: Imago


terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

...enquanto isso no interior de Pernambuco...

Caboclo de lança do Maracatu Rural (ou de baque solto), em Nazaré da Mata.

Os maracatus rurais também se apresentam em Recife e Olinda. É um dos espetáculos mais belos de se ver no Carnaval. O colorido é exuberante. As evoluções, com saltos e malabarismos. As toadas (ou loas), emocionantes. E são os próprios caboclos que bordam as golas que vestem, com vidrilhos e lantejoulas (passam aproximadamente seis meses bordando). A orquestra que acompanha é formada por instrumentos de percussão e sopro, incluindo o trombone. A música é a marcha. E quando o Mestre "puxa" a loa, a orquestra silencia. Lindo lindo lindo!

Sobrevivendo do corte de cana e subempregos, os brincantes desse folguedo dão uma lição de resistência ao manter viva a tradição de sua arte.



Foto: Fred Jordão/ Imago

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

Ô, Coisa Doida!


Essa dupla que vocês estão vendo é eu e meu pai. Ops, me desculpem! Não, não troquei a foto, vocês não conseguem visualizar meu pai porque ele está oculto, por detrás da câmara fotográfica. Meu pai sempre gostou de fotografar as filhas, assim, meio em flagrante (ah, que bobagem, quase todo pai faz isso, né?). Mas acho essa foto bem bacana.

Meu pai foi engenheiro agrônomo. Na década de 60 foi Secretário de Agricultura na Paraíba. Realizou um excelente trabalho neste cargo, seja no interior ou na capital (no início da ditadura militar, putz!). Meu pai nunca foi apaixonado por política, ele apenas queria realizar seu trabalho em paz. Foi um técnico muito respeitável, até hoje as pessoas lembram dele com admiração. Conversava sobre qualquer assunto, foi um homem que gostava de saber, de aprender e também ensinar. Nunca se declarou um socialista mas sempre votou na esquerda, defendendo a igualdade e a justiça. Seus amores eram: minha mãe , suas filhas, o interior e o mato. Preferia o belo da natureza ao belo da arte. Não devo a ele meu amor à música, às artes e à poesia – isso aprendi com minha mãe, que aprendeu com seu pai, meu Vô João – no entanto devo a ele o aprendizado da franqueza, da retidão, do amor à natureza, da contemplação e da indignação diante das injustiças sociais.

Estou falando com o verbo no passado não porque meu pai esteja morto, ele ainda vive mas tem Mal de Alzheimer. Atualmente não distingue uma samambaia de uma bromélia ou uma jibóia. Gostaria de poder conversar com ele sobre a transposição do Rio São Francisco, a questão da Amazônia, sobre construção de cisternas no sertão, sobre o governo Lula, mas isso é impossível: apesar de vivo já o perdi ...

Meu pai também adorava/adora crianças e ainda hoje, mesmo demente, quando vê uma, diz: Ô coisa doida! Diz isso com a maior ternura. E às vezes quando me vê também diz: Ô coisa doida! Eu acho graça e fico pensando se, nesses momentos, ele se lembra daquela menina que ele tanto amava fotografar e levava para a praia, ensinava a boiar e nadar e depois, na beira-mar, brincava de construir castelos de areia...

PS: Essa praia onde estou na foto é no Rio de Janeiro. Vivemos lá (eu, meus pais e minhas duas irmãs) entre 1969 e 1974, mas não sei qual é a praia, provavelmente era a praia do Flamengo, bairro onde residimos.