Bem-vindos à nova dimensão... seqüenciador de sonhos online.

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sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Coisas... *arranhado às paredes de uma cela*

Pq tem dias que tudo te enrola e vc precisa extravasar como for. Coisas... a vida é feita de coisas. De momentos, de imagens, de segundos que passam rápido demais pra gente ver. Enfim, coisas! Nem todas elas boas, mas todas importantes. De alguma forma, te obrigam a encaixar essas coisas e montar a vida. É tipo lego, tetris, castelos de cartas. Algumas coisas você toca, outras você sente, tantas você ouve e a maioria você vê.

Hoje estou sentindo algumas tantas. E certas coisas sufocam, não é mesmo?

Mas, mais importante, é ter uma coisa que não seja só coisa. Que seja muito mais. Aquilo que pulsa na sua vida e faz todas as coisas parecerem pequenas o suficiente pra não te soterrarem. Algo q vc não deixe ser coisa ou peça. Algo que na verdade é alguém... que quando vê o seu sufoco, sopra o ar aos seus pulmões.

Um fim de semana cheio de coisas, pessoal. Curtam muito, montem legos fenomenais. E amem o que não for coisa, mas sim amores, amigos e vida.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Subversão é sabonete II *ecoa a risada de Tyler Durden*

O mundo está convidado a ver o tolo bufão apaixonado! Por quê? Por que este palhaço não teme as caras e bocas que faça por tal amor! Por que a vida não existe por outro motivo, senão ser vivida na verdade dos sentimentos, na sinceridade daqueles capazes de vestir o próprio coração e sair pelo mundo, em piruetas apaixonadas, acrobacias furiosas e chuvas de lágrimas. Não há qualquer fuga em ser quem seu peito manda ser. Não há medo algum, nos olhos de quem sabe ser o que quer, não o que precisa ou deveria ser. Que vida tão ridícula é a pintada em quadros! A monotonia de viver emoldurado, belo, estático e perpétuo. Onde está a arte pela arte? Onde está a arte pela vida? Senão em tudo aquilo que começa por um sorriso, constrói-se em suspiros e só então parte para os sentimentos de cada um.

O que você deixa criar raízes em você? Eu gosto do que cheira bem...

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Caça e caçador *em pedaços de pano rasgados*

Como um predador, sinto teu cheiro e teu medo. Perdendo-me na vontade de saborear teu corpo. Em um primeiro toque, açoita-te a vontade de fugir, como presa. Em seus olhos, fascina-me ainda mais a resistência ao momento.

Faminto, invasivo, voraz, ludibrio-te com um beijo. As mãos trilhando os caminhos de teu corpo, esquivando-se de pano, dedos e renda. De teus lábios, em uma voz hesitante, saltam desculpas e defesas. Tua mente teme e tenta ganhar tempo. Teima em admitir a loucura do cio e render-se em total entrega ao momento. Cala-te um novo beijo, uma mordida em teu pescoço, como o bote que derruba a caça. Em meus olhos, a loucura há muito instalada festeja teu sabor e tua pele.

Ainda debate, um pouco, relutando em aceitar o que teu corpo exige. A pele exposta, delicada e vulnerável, sob dedos que já conhecem teus segredos. A barriga treme com o toque suave, num misto de prazer e cócegas, da carícia que quase não sente, disfarçada de veludo. Os protestos ficando fracos, letárgicos... provocantes. Todos os "nãos" assumindo-se os "sims" que foram desde o começo. As carícias como correntes invisíveis, prendendo-te ao prazer e ao agora.

Mais um beijo cala teus protestos em definitivo. Os lábios por você toda, brincando com a intimidade de segredos e juras de paixão. Cobrando-te cada vez que já tenha pedido mais. Pousando em teus seios, em beijos de língua, saliva, e mãos. Jaz a presa, abatida em golpes certeiros, desejando o inexorável fim. Donde vinham protestos, pedidos misturam-se a gemidos, suspiros incontidos. Brinco com teu corpo e me inebrio em tuas palavras, que pronuncias quase sem pensar.

Implora que te tome, te faça minha não só agora, mas sempre. Demoro-me em saborear e tocar seu corpo... as roupas já no chão, ao lado da cama, esquecidas. Espero que teus olhos me digam que nada mais existe. Apenas nós dois. E ouço-te jurando que a terei para sempre, sempre que quiser. Teu corpo entregue a meus dedos, que brincam de te dar o que tanto pedes. Provocando-te até que a presa se faça também predadora. Querendo me perder junto a ti, nas tuas unhas, garras e presas.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Sacrifício *em sangue, sobre um altar de pedra*

O corpo nos braços Dele, deixando de ser da escrava. Uma vida, pulsante e quente, entregue às mãos de outrem... um ato de puro sacrifício, tornando-a uma oferenda ao Senhor. Ele sente sua pele e arrebate-a com toda a dor e o prazer que só ele sabe proporcionar. A união de corpos que começa quase como um ritual fúnebre.

Panos e roupas de um negro envolvente... a presença de um toque que acolhe o corpo inerte e entregue, sadicamente preparando-o para o sacrifício em nome Dele. Velas queimam à volta... incensos deslizam sobre a pele submissa, parecendo queimar, fazendo-a se sobressaltar como uma vítima que só percebe a realidade de sua escolha quando já está amarrada ao altar.

Por baixo da vendas, alguém chora a morte por vir. O Carrasco não pensa mais do que o necessário, não se comove... apenas a prepara. As velas se aproximando e derramando a cêra quente sobre a pele... o grito que ecoa nas paredes e volta para ela. As amarras são fortes demais... a morte a atingirá, certeira. As lágrimas saem, incontidas... sente o corpo do Carrasco se avolumando próximo e sabe que o sacrifício se inicia.

Toda a dor destes momentos, a aproximando mais do fim. Tanta... tão forte... pontadas agudas dos tapas e a batida forte do açoite. Seu Carrasco é sádico, ri de seu choro. De seu desespero. Seus lábios clamam por perdão, em súplicas incontidas. Tenta, de todas as maneiras, mudar aquela sentença com palavras e gritos de seu arrependimento. Com juras de eterna submissão e obediência.

Mas a sentença é desferida, em meio à intensidade da dor... o corpo já desejava essa morte, o fim de todo aquele sofrimento. Recebe seu momento final com prazer e geme, em satisfação profunda... as estocadas fazendo o corpo se contrair e tremer... a arma que lhe sacrifica deixando escorrer o que desde o primeiro momento já preenchia aquele corpo, em gotas que pontuam o altar... os últimos suspiros saindo em gritos incontidos... últimas súplicas e juras vãs. Sente-se morrer, várias vezes, os espasmos mais fortes, a cada pedaço de sua alma que tenta apagar-se... os nervos se anestesiando, aos poucos... o corpo que renuncia a vida e os gemidos cessando em últimos sussurros de quem tenta respirar uma última vez. Se entrega ao infinito de um nada, que parece cobrir-la. Sua mente inexiste, por alguns momentos... o corpo inerte...

Desperta ao sentir o peso, sobre si... e nota o Carrasco também morto... inerte... o corpo dele unido ao seu... dentro de si... fluidos.