Não importa onde estamos, numa mesa de bar ou no divã do analista, nossa mente nunca para e nossos medos e desejos nunca nos abandonam. Nem por um instante nos separamos do que realmente somos e, por mais difícil que seja, não controlamos cem por cento nossas atitudes. Se Freud, após 40 anos de estudo da mente humana, continuou com várias dúvidas sobre o ser humano, quem sou eu ou você para julgar as “crises histéricas” da melhor amiga? Só Freud explica!?!
Coisas simples que todos vivemos,pensamos,sentimos e nem sempre conseguimos partilhar. Assuntos, temas, extraídos da minha experiência clínica e do meu cotidiano. Em alguns você pensará: tô fora... Em outros: tô dentro...

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sexta-feira, 2 de julho de 2010

BRASIL PERDEU! DE QUEM É A CULPA?

Por aqui estão todos tristes, decepcionados com a derrota brasileira. Vamos ter pela frente muita matéria publicada, inúmeros programas de TV analisando o ocorrido. Recebi, agorinha, esse texto do meu antigo professor de computação (hoje ele realizou seu sonho e é professor de Filosofia. Antes da computação já tinha sido engenheiro) que de um jeito simples, como bom mineiro que é, faz sua análise sobre a derrota. Pedro das "couve" ameiii!
"Toda vitória e toda derrota têm um sentido. Agora não é diferente. Me parece que devemos caminhar para uma correção de rumos em nosso futebol. O “movimento Dunga” foi importante para injetar disciplina e acabar com os estrelismos e falta de compromisso que pareciam reinar na equipe de 2006. Mas a coisa acabou despencando para alguns excessos que teremos que corrigir. Futebol não é guerra. A coisa tomou um rumo que ficou tudo muito sério, como se uma bomba atômica fosse explodir na cabeça de cada um caso perdessem a copa. Via-se na expressão tensa dos jogadores. Quem consegue jogar desse jeito? Ficou tudo muito pesado, como se a Pátria, a própria vida estivesse em jogo! Pô, pessoal, é esporte! Abaixa a bola um pouquinho!
Penso que o correto agora seria procurar um treinador no estilo Felipão, talvez até o próprio. Ele parecia conseguir aliar, com uma certa leveza, autoridade e diversão. Afinal de contas, futebol, antes de mais nada, é a nossa diversão número 1! Está certo que para uma equipe funcionar precisa de disciplina. Mas será que precisa de disciplina militar? E aqueles xingamentos todos? Aquela falta de esportividade! Está bem! Pode ser que eu esteja falando isso agora porque ele perdeu. Se tivesse ganhado o defeito viraria elogio. Mas é isso mesmo! Uma virtude, no caso a seriedade, o compromisso e a disciplina, em excesso, vira vício, e acaba comprometendo o resultado e você perde. Se você ganha é porque a coisa estava no ponto. Não estava excessiva. Tanto o descompromisso exagerado quanto a responsabilidade exagerada podem ser prejudiciais e minar um desempenho.
Algum grau de transgressão e alegria descomprometida são desejáveis no esporte. Afinal de contas o dia a dia já tem compromisso e responsabilidade que chegue! Precisamos de um pouco de fantasia, de alguém que chegue lá e marque um gol desconcertante, dê uma driblada pra cá e pra lá sem muito esforço e ainda saia rindo. Quando vi o Robinho fazer aquela careta como se estivesse possuído por uma fúria capaz de engulir o adversário e o Brasil tomou gol caí fora da sala. Hoje não vai dar... pensei comigo: o pessoal está nervoso demais!
Pedro Geraldo de Pádua
Professor
Torcedor do Galo.

O MISTÉRIO DO FUTEBOL

O prazer de acertar um chute no ângulo da goleira. Qualquer goleira. O que pode se comparar, na experiência humana? Ou na experiência humana de um brasileiro?
Começa quando a gente é criança. Quando qualquer coisa - até o corredor da casa - é um campo de futebol e qualquer coisa vagamente esférica é a bola. Se é genético, não se sabe. Um brasileiro criado na selva por chimpanzés, quando se pusesse de pé, começaria a fazer embaixadas com frutas, mesmo sem saber o que estava fazendo? Não se sabe.
Nenhum prazer que teremos na vida depois, incluindo a primeira transa, se iguala ao prazer da primeira bola de verdade. Autobiografia: sou do tempo da bola de couro com cor de couro. A oficial, número 5. Ganhei a minha primeira com cinco ou seis anos. Ainda me lembro do cheiro. Depois de ganhá-la, você ficava num dilema: levá-la para a calçada e começar a chutá-la, ou preservar o seu couro reluzente? Uma bola futebol de verdade era uma coisa tão preciosa que se hesitava em estragá-la com o futebol.
Futebol de calçada. O tamanho dos times variava. De um para cada lado a 14 ou 15 para cada lado. Duração das partidas: até escurecer ou a vizinhança reclamar, o que acontecesse primeiro.
Nada interrompia as partidas. Ninguém saía. Joelho ralado, a mãe via depois. Gente passando na calçada que se cuidasse. Só se respeitava velhinha, deficiente físico e, vá lá, grávida. Os outros não estavam livres de ser atropelados. Quem mandara invadir nosso campo?
Comparado com calçada, terreno baldio era estádio. E terreno baldio com goleiras, então, era Maracanã. As goleiras podiam ser feitas com sarrafos ou galhos de árvore. Não importava, eram goleiras. Um luxo antes inimaginável.
O prazer de acertar um chute no ângulo da goleira. Qualquer goleira. O que pode se comparar, na experiência humana? Ou na experiência humana de um brasileiro?
Todos estes prazeres passam - com o tempo e as obrigações, com a vida séria, com a barriga - mas o amor pelo nosso time continua. Confiamos ao nosso time a tarefa de continuar nossa infância por nós. Passamos-lhe a guarda dos nossos prazeres com a bola. A relação com o nosso time é a única das nossas relações infantis que perdura, tão intensa e irracional quanto antes. Ou mais.
De onde vem isso? Que tipo de amor é esse? Um mistério. Dizem que no fundo é uma necessidade de guerra. De ter uma bandeira, ser uma nação e arrasar outras nações, nem que seja metaforicamente. Psicologia fácil. Não explica por que a pequena torcida do Atlético Cafundó, que nunca arrasará ninguém, continua torcendo pelo seu time. Talvez o que a gente ame no futebol seja o nosso amor pelo futebol. Isso que nos faz diferentes dos outros, que amam o futebol mas não tanto, não tão brasileiramente.
Ou talvez o que a gente ame seja justamente o mistério.
(Mais uma do meu amado Luis Fernando Verissimo – Jornalista e escritor -Texto publicado no Jornal MARCA DA CAL, abril de 2007).





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sexta-feira, 25 de junho de 2010

E ASSIM CAMINHA A COPA: CAIPIRINHA


Se você ligasse pro seu namorado, marido, ficante, namorido e ele atendesse assim:



"Escuta aqui você! Eu tô na casa de um amigão, tô tomando um cervejão, tô jogando um poquerzão e não vou agora não!!"
...O que você faria???
 Simples... Falaria assim:
"Relaxa amor, só liguei pra avisar que eu tô na casa da vizinha, tomando uma caipirinha, tá rolando a maior festinha, vou chegar de manhãzinha. E a propósito, não vou dormir sozinha!"
(Recebi como colaboração da Vó Ju, amada! Fonte: Internet)

BRASIL IL IL COM VINICIUS DE MORAES



O anjo de pernas tortas

A um passe de Didi, Garrincha avança
Colado o couro aos pés, o olhar atento
Dribla um, dribla dois, depois descansa
Como a medir o lance do momento.
Vem-lhe o pressentimento; ele se lança
Mais rápido que o próprio pensamento,
Dribla mais um, mais dois; a bola trança
Feliz, entre seus pés – um pé de vento!
Num só transporte, a multidão contrita
Em ato de morte se levanta e grita
Seu uníssono canto de esperança.
Garrincha, o anjo, escuta e atende: Gooooool!
É pura imagem: um G que chuta um O
Dentro da meta, um L. É pura dança! (Vinicius de Moraes)


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domingo, 20 de junho de 2010

BRASIL IL IL COM JOÃO CABRAL DE MELO NETO



A bola não é a inimiga                                              


como o touro, numa corrida;      

e, embora seja um utensílio

caseiro e que se usa sem risco,

não é o utensílio impessoal,

sempre manso, de gesto usual:                                                              

é um utensílio semivivo,

de reações próprias como bicho

e que, como bicho, é mister

(mais que bicho, como mulher)

usar com malícia e atenção

dando aos pés astúcias de mão.


João Cabral de Melo Neto (Recife, 9 de janeiro de 1920 - Rio de Janeiro, 9 de outubro de 1999) - Além de poeta, foi um diplomata brasileiro. Classificado como poeta da geração 45, terceira geração do modernismo, foi agraciado com diversos prêmios ao longo de sua carreira de escritor. Foi membro da Academia Brasileira de Letras e da Academia Pernambucana de Letras.








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terça-feira, 15 de junho de 2010

WAVIN' FLAG - VERSÃO BRASILEIRA BY SKANK




Wavin' Flag (Tema da Comemoração da Copa do Mundo da Àfrica do Sul)

Skank Composição: Skank/Coca-Cola


Goooooooo oooh ooooooh Goooooo
Brasil!
Goooooooo oooh ooooooh Goooooo


Give me freedom, give me fire, give me reason, take me higher
See the champions, take the field now, you define us, make us feel proud
In the streets are, exaliftin , as we lose our inhabition,
Celebration its around us, every nations, all around us


Singin forever young, singin songs underneath that sun
Lets rejoice in the beautifull game.
And toghetter at the end of the day.
WE ALL SAY
When I get older I will be stronger
They’ll call me freedom Just like a wavin’ flag
the waving flag
the waving flag
the waving flag
ooooooooh [2x]


Goooooooo oooh ooooooh Goooooo
Brasil!
Goooooooo oooh ooooooh Goooooo
Gol de placa, de trinvela, no cantinho, pra desempatar
É de letra, de cabeça, bicicleta, pra comemorar,
A bola vai rolar! Entre a camisa e o coração! Grito la do fundo entao,
É campeão! É campeão!
E quando ela rola, o mundo para, só na torcida sem respirar,
E quando ela passa pelo goleiro, o Brasil inteiro vai comemorar!
Comemorar! Comemorar!
The waving flag
The waving flag

Goooooooo oooh ooooooh Goooooo
Brasil!
Goooooooo oooh ooooooh Goooooo
E quando ela rola, o mundo para, só na torcida sem respirar,
E quando ela passa pelo goleiro, o Brasil inteiro vai comemorar!
Comemorar! Comemorar!
The waving flag
The waving flag

Goooooooo oooh ooooooh Goooooo
Brasil!
Goooooooo oooh ooooooh Goooooo

NA COPA OU NA COZINHA 2010?

Com dois meses de antecedência postei, aqui, as regras para a Copa 2010. Somos tão obedientes que vamos seguir à risca. Os mininus que nos aguardem... Hoje, para nós brasileiros, é que ela realmente inicia. Todo o país se organiza(?) em função do horário da partida de estréia. Supermercados lotados para a compra de cerveja, refrigerante e carne para um churrasco. Restaurantes, bares, botecos, enfeitados de verde-amarelo, aguardam seus clientes com telinhas e telões. Carros trafegam pela cidade com bandeiras hasteadas. A galera toda se reune e quanto mais verde, amarelo, azul a criatividade exercer, mais tô dentro se sentirá. E vai rolar a bola... Mas enquanto o país pára, o povo se alegra, os bastidores do "poder" - a cozinha fétida - nos prepara tira-gosto empurra goela abaixo. E vai continuar a festa... a mesma, para os de sempre! BRASIL IL IL IL IL... 



Desculpem os simpatizantes... Mas esta é ÓTIMA!
Quando?
No programa de sábado, na Globo News, a comentarista Cristiana Lôbo disse :
"Lula confessou aos amigos que quer ser lembrado pelo seu 2º mandato como um grande estadista, tal como Getúlio Vargas".
A idéia parece excelente mas, todos nós queremos saber:
        Quando será o suicídio?
Para completar, mais uma incontestável.....(Talvez, a melhor definição que já li sobre o nosso governo)


O governo Lula é igual à camisinha:

A camisinha permite inflação, impede produção, destrói a próxima geração, protege um bando de porras e ainda transmite um sentimento de segurança...
Enquanto, na verdade, alguém está sendo fodido! ! !


Para terminar, aperte o botão e ouça a voz e mais uma pérola do Sr. Presidente.

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