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quarta-feira, 30 de junho de 2010

Terça, Flashback XIII (Alcácer do Sal-Estação dos Caminhos de Ferro (IV))

E porque ia de férias na próxima segunda-feira.
E porque ia para o Alentejo.
E porque Álcacer do Sal é ponto de passagem.
E ainda porque hoje há uma emissão filatélica conjunta Portugal-Roménia alusiva ao tema azulejos... a razão do meu Terça, Flashback , que esta semana saiu à quarta.
(ando uma cabeça no ar...)





Alcácer do Sal-Estação dos Caminhos de Ferro (IV)




Alcácer do Sal,

Julho 2004

Pormenor da varanda da casa do guarda da estação?

terça-feira, 22 de junho de 2010

Terça, Flashback XII (Frida Kahlo)

Da minha grande 'convivencia' com a (falta de) saúde, nos últimos dias; trazer Frida Kahlo ao 'flashback' será propositado...


Não, nem faz anos que nasceu, nem que morreu.
Simplesmente apeteceu-me falar dela.Filha de um fotógrafo judeu e de uma mexicana mestiça, cedo começou a ter sinais de que a sua vida não seria um conto de fadas.
As suas longas e exóticas saias mexicanas, tornaram-se sua imagem de marca, fazendo moda na época. Poucos sabiam é que Frida as usava, para encobrir a atrofia numa das pernas provocada pela poliomielite aos seis anos de idade.
Há biografias que fazem alusão a um acidente de autocarro, que lhe provocou uma fractura na bacia. Como consequência dessa fractura ficou impedida de ter partos normais, pelo que foi aconselhada a não engravidar. Esse mesmo acidente fê-la desistir de um outro sonho: ser médica.
A obra, 'A Cama Voadora', pintado em 1932, retrata bem a dor de Frida pela incapacidade de ser mãe.Casou com um artista, o muralista Diego Rivera, esteve grávida várias vezes, mas nunca foi mãe, as sequelas do acidente nunca lhe permitiram levar uma gravidez até ao fim.
A sua vida sentimental foi também muito atribulada. O seu casamento foi recheado de relacionamentos extra conjugais, tanto por parte dela como do marido. Ambos aceitavam essas relações, excepto as de Frida com outras mulheres. Frida era bissexual.




Sendo muitas auto-retratos, todas as suas obras são episódios marcantes da sua vida, daí o ter afirmado sobre a sua obra: pensavam que eu era uma surrealista, mas eu não era. Nunca pintei sonhos. Pintava a minha própria realidade.
Frida foi encontrada morta em sua casa, em 1954.
Apesar de a certidão de óbito atestar embolia pulmonar, por escritos dela, supõe-se que se tenha suicidado.
"Espero que minha partida seja feliz, e espero nunca mais regressar -
Frida"Nasceu e morreu no mês de Julho: 6 de 1907 e 13 de 1954

Frida pintou o quadro O Hospital Henry Ford, também conhecido como A Cama Voadora (1932). O quadro mostra a pintora deitada no leito do hospital, localizado em Detroit, EUA.
Flutuando sobre o leito, pode ser visto um feto do sexo masculino, um caramujo e um modelo anatómico de abdómen e de pelve.
No chão, abaixo do leito, são vistos uma pelve óssea, uma flor e um auto clave. Todas as seis figuras estão presas à mão esquerda de Frida por meio de artérias, de modo a lembrar os vasos de um cordão umbilical.
O lençol sob Frida está bastante ensanguentado. Seu corpo é demasiadamente pequeno em relação ao tamanho do leito hospitalar, de modo a sugerir seu sofrimento e sua grande solidão.
Do olho esquerdo de Frida goteja uma enorme lágrima, simbolizando a dor de uma mãe pela perda do filho; a pelve óssea é um testemunho da causa anatómica da impossibilidade de ser mãe.

O chão sob o qual Frida repousa encontra-se todo fendido, rachado, simbolizando as fracturas nos seus ossos.
Sobre a maca, ela deixa à mostra as regiões lombar e pélvica, nas quais pode-se ver a incisão sangrenta feita para a osteo síntese vertebral, e outra incisão oblíqua na projecção da crista ilíaca direita, de onde foi retirado o osso para enxertia.
A Árida sentada ao lado da maca com vestimenta tendo segura na mão esquerda o colete ortopédico que ela sonhava abandonar quando estivesse curada.
Na mão direita, ela agita uma bandeirola que dá nome ao quadro.
Para fazer este post para além de andar pela minha memória, andei por aqui e por aqui Fica ainda uma imagem da Casa Azul, a sua casa familiar, que quatro anos após a sua morte foi transformada em museu.


terça-feira, 8 de junho de 2010

Terça, Flashback XI ( Baby Boom )

E para o Flashback desta semana escolhi este post de Dezembro de 2009, que fala da onda de bebés que estavam a caminho.
Pois todos eles já chegaram, mais até que estes. Tal como temia, esqueci alguns. Os principies da tia Becas, que ela logo tratou de corrigir num comentário: o Alex e o Tomás. Também não falei do Tiago. Só soube da sua existência já ele tinha 'chegado'.... ops... distracção.
Há quinze dias nasceu a Maria e a fechar toda esta vaga, mais quinze dias e chega a Jaiminha. Não, não penso que seja este o nome da menina, mas como só será revelado depois do seu nascimento...
E agora, e foi este o motivo porque me lembrei do post, parece que esta onda 'saltou' para a blogosfera. É só ir aqui, aqui, aqui, aqui e...


Ainda há quem diga que a taxa de natalidade está a baixar. Não deve ser entre as pessoas com quem me relaciono. Só desde Julho do ano passado, e correndo o risco de me esquecer de alguém:
Em Julho de 2008 nasceu a Ritinha V. .Sim porque vem em Março do próximo ano vamos ter outra Ritinha, a Ritinha R. Em Outubro de 2008 nasceu a Joaninha e já em 2009, em Março, o Miguel. Antes em Janeiro nasceu o Dinís, que agora parece que se escreve assim (Dinís). O meu primo ainda é Diniz e eu estava habituada a escrever desta maneira... Mas pronto foi um aparte. A Bruna, morenaça, nasceu em Outubro, a 10 e o João Rodrigo no passado dia 12 de Dezembro.
E já me ia esquecendo dos gémeos Ari e Gil, iguaizinhos que são, que nasceram em Setembro de 2008.
ainda a notícia da chegada do Nuno para Maio de 2010 e chegada da Russia uma mensagem no Facebook noticia o nascimento do Filipe, que segundo o pai só dorme e suja roupa.
Isto para não falar de pessoas com quem estou todos os dias, os meu colegas de trabalho que também foram muito produtivos: O Martim nasceu em Abril, o Tomás em Maio e para Abril de 2010 há uma Ana Margarida... ah e em Janeiro ainda vai haver uma Luísa!

E assim por alto passa a dúzia e de certeza que me esqueci de algum ou alguns, mesmo!

terça-feira, 1 de junho de 2010

Terça, Flashback X (Mia Couto, o Afinador de Silêncios)


Hoje escolhi para o Terça, Flashback, o post sobre o meu encontro com Mia Couto, de quem sou fã incondicional. Dos livros e do escritor depois de o ter conhecido há uns meses atrás aquando do lançamento de Jesusalem.

Na quinta-feira, antes de sair de casa, passei pela estante e escolhi um livro para levar. Seria uma forma de minimizar a 'eternidade' da espera. Foi sem grande convicção, pois de experiências anteriores sabia que não iria ler uma página que fosse, e do que lesse nada ficaria retido.
Enganei-me. O livro que peguei foi numa e Mia Couto, do qual li dois capítulos e , apesar ~do momento, ainda consegui sorrir. Não fossem as circunstâncias e teria mesmo rido!
E quando o L. chegou ao pé de mim, eu sorria.


E que bem, ele me ajudou a afinar estes eternos momentos de silêncio...

E você Alberto, por onde foi o seu Flashback?


Mia Couto estava apreensivo e confessou-o logo de início, pois estivera a jantar no restaurante ao lado, também na esplanada e tivera frio. Mal chegou à Centésima, receando o frio, disse ele, pediu que a sessão de autógrafos fosse no interior. Admirou-se por ali não ter frio. Atribuiu a causa à presença daquelas pessoas todas.


E pronto, falou do livro, onde se tinha inspirado para o escrever, falou das formas diferentes de português que se fala no Brasil, em África, na Europa.


Falou também, no seguimento de uma questão, da sua apetência para 'inventar ' palavras... e falou do acordo ortográfico.


Chamou a atenção para o facto de na Europa, e quando digo Europa, falo de Portugal, não conhecermos ou desconhecermos mesmo, autores brasileiros e africanos. A situação acontece nas outras partes!


Pouco mais disse, estava preocupado com a sessão de autógrafos, que antevia longa...


Na hora dos autógrafos gerou-se alguma confusão, pois era pouca sala para tanta gente. Mas houve serenidade. Todos estavam ali convictos de que ele não se iria embora sem assinar todos os livros. Assim terá sido. Terá, porque eu vim embora quando consegui os meus três autógrafos e com o livro lido até á página 44.


O livro, tal como os que eu já li, é tão envolvente, que enquanto esperava pela minha vez, o fui lendo... é uma questão de afinar o silêncio.


E a cereja do bolo foi tudo isto ser numa casa secular, onde nos sentimos mais na biblioteca de nossa casa (a do nosso imaginário, claro), que numa livraria. Uma FNAC teria sido muito mais formal... Ainda bem que foi aqui, mesmo com as fragilidades que teve...

Durante a apresentação no jardim/esplanada



A autografar os meus livros



Os livros: 'Um que é para mim e já li até à pág 44; outro para o melhor Pai do Mundo, o meu; e o terceiro para o meu melhor Amigo, Alberto Velez-Grilo... ' foi assim que eu lhe pedi os autógrafos...


terça-feira, 25 de maio de 2010

Terça, Flashback IX ( Cinema Girassol, o nosso Cinema Paraíso )

Para esta semana, fui ao baú buscar um post à sorte, confesso. Mas não é à sorte que fiquei com uma saudade enorme, de Vila Nova de Milfontes, daquelas férias em '92, do Alberto, do Menino, da Xana, das idas ao Cinema Girasol, de não ter dinheiro para andar nem de transportes públicos, de não ter dinheiro para dormir em hotéis, de comer só sandes e fruta, de..., de..., de tanta coisa.
Tanta coisa que se pudesse não queria repetir. Os bons momentos, são como a vida: uma vez chega!
Resta-me rever o filme, mas nem isso vou fazer, porque nem isso gosto de fazer: ver o mesmo filme duas vezes...


A propósito do post O "cinema de pipoca" ou a pipoca no cimena..., do meu amigo Alberto, no Outras escritas: lembrei-me do Cinema Paraíso, do filme... e lembrei-me do Cinema Paraíso que eu conheci, onde estive ... o Cinema Girassol!

O Cinema Girassol era, era porque já não existe como cinema, era o cinema de Vila Nova de Milfontes, lembra-se Alberto?



Tal como o do filme, o dono era um senhor de idade, que mais tarde vim a saber chamar-se António Feliciano, que vendia os bilhetes e 'passava os filmes'. A bilheteira era uma casinha no pátio do recinto, tipo as das diversões das feiras, e o cinema, propriamente dito, era um edifício em pedra, pintado de branco, com o telhado à vista, mesmo de dentro do cinema e as cadeiras eram cadeiras de esplanada, em ferro, como as que vemos nas esplanadas a fazer publicidade à cerveja e à coca-cola.
Ir aquele cinema, era uma experiência única. O filme seria o menos importante, não fosse numa das vezes o filme visto ser o 'Silêncio dos Inocentes'.
Quando lá estive, numas férias em 1992, não conhecia a história do cinema.
Mais tarde, em 1994, numa reportagem da SIC tive a confirmação de que este é o nosso Cinema Paraíso. No blogue Vila Nova de Milfontes, encontramos muitas semelhanças.
António Feliciano para além de proprietário do cinema Girassol, era também projeccionista ambulante, levando o cinema às terra da província com a sua 'carrinha de cinema'.
A SIC acompanhou-o durante uns dias e pôde registar que ele era festa que chegava às aldeias.
A sua paixão pelo cinema começou, também, ainda era ele criança, quando um também projeccionista ambulante, passou por Sabóia, sua terra Natal, no concelho de Odemira. Desde esse dia, o sonho de fazer o mesmo ficou, sonho esse que se concretizou: levar alegria às aldeias portuguesas.

Em 2004 voltei a Vila Nova de Milfontes e o cinema já não funcionava. Não sei os motivos, não quis saber, só ficar com a recordação das duas idas mais fantásticas ao cinema.

Porque eu fui ao Cinema Paraíso, aliás fomos, não fomos Alberto?

No diário das férias de 1992, está assinalada a nossa passagem pelo cinema:

Quarta-feira, 12 de Agosto de 1992
Ontem
à noite fomos ao cinema ver 'Ases Pelos Ares'. Gostamos muito...das cadeiras que eram super confortáveis. O filme também era bom (!?). ...


Quinta-feira, 13 de Agosto de 1992

Ontem À noite eu o Alberto e o Menino fomos ver o Silêncio dos Inocentes.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Terça, Flashback VIII ( Os Bloguistas são Solitários?.. Ou a Blogosfera é Um Muro de Lamentações? )

Um ano e meio depois, quando se fala na morte anunciada dos blogues com a chegada do Facebook... esse sim, um muro de lamentações, o verdadeiro!



Num passado muito recente, mas que parece tão longínquo dada a velocidade com que a tecnologia tem vindo a evoluir; quando só havia jornais, rádios e televisões, e não havia blogosfera; quando alguém enviava um comentário para um desses orgãos de comunicação... era cá um orgulho ver a nossa carta publicada e comentada! Era uma sensação de ter sido 'ouvido'!

Agora, com a blogosfera, dos meus passeios, apercebo-me exactamente do contrário: as pessoas lêem e comentar, nada!
Raros são os posts que ultrapassam os 10 comentários, muito poucos são os que tem menos de cinco e 'sem comentários' são a sua maioria!
Mesmo os blogues mais conhecidos, é o caso do da Laurinda Alves, que tem visitas na ordem das 1000 visitas diárias, a percentagem de comentários é pequeníssima: 10/15 comentários... há casos pontuais em que tem 30/40... já vi 100, mas raramente.
Uma outra coisa de que me apercebi, é que os blogues de mulheres e visitados por mulheres, onde são relatadas as preocupações da mulher mãe, mulher esposa, mulher dona de casa, são os que atingem maior percentagem de comentários! Aí sim, já vi posts com cento e muitos comentários e em curto espaço de tempo!

É uma pena que as pessoas não aproveitem mais para 'dialogar' na blogosfera. Seria muito mais interessante, para além de estarem a perder a oportunidade que dantes não existia!
... e afinal termos com quem falar também precisa-se às vezes... não é só para quem falar...
... ou os Bloguistas são solitários?.. ou a Blogosfera é um muro de lamentações?

Contra mim falo, pois, tal como digo quando me apresento '
Como tenho mais para dizer do que os outros tem tempo para ouvir... aqui digo tudo que me apetece para quem souber ouvir!'

terça-feira, 11 de maio de 2010

Terça, Flashback VII (Mãe, Pai, Avó, Marido, Colegas, Tudo e Nada! )

Há coisa, que mesmo previstas, quando acontece, achamos sempre que são depressa demais e ficamos com a sensação de estar num parque de diversões numa daquelas montanhas russas, que nos provoca todas as emoções, menos a que seria desejada num sítio destes: a diversão.
Nãome estou a divertir muito com os acontecimentos... nem agora, nem na época em que escrevi este post.

A minha Mãe igual a ela. A minha Avó, mesmo depois de partir, continua a ser uma pedra no sapato dela, por outros motivos, agora. Do, e com o meu Pai continua a rezingar. Ao colesterol alto, agora juntou os óculos com lentes progressivas às quais não se consegue adaptar e das quais já reclamou três vezes... que eu saiba! As conversas ao telefone sobre o mesmo... fosse uma gravação e ninguém percebia.
Os meus parceiros aqui da empresa continuam eles mesmos, as birras de criancinha ainda não passaram... e tenho dúvidas quanto a isso. É que nos adultos o mimo é directamente proporcional ao salário e à posição social. Dinheiro e posição, fá-los sentirem-se com o direito de (tentar) esmagar quem deles se acercar, da mesma forma que se espezinha um cigarro!
O marido esse, em luta com a razão e a emoção, para tomar uma decisão sobre uma operação que é inevitável. Ele já viu há muito, mas não quer ver. Entretanto o síndrome de Calimero instalou-se nele e quem tiver paciência que o ature... a ele e à mãe dele!
O banco, esse portou-se bem, aliás, não se portou mal. Há bancos a portarem-se bem? Claro que não!

E pronto, eu cá tento manter os meus níveis de razão, emoção, calma.
Está a ser difícil, mas como não é impossível, eu cá vou sobreviver... e depois disso hei-de viver... que é para o que se está por cá: para viver a vida!

E, como era isto um flash back, que deveria ter sido publicado Às 14h00, resta-me perguntar ao meu grande amigo:
E você Alberto, qual o seu Flashback desta Terça?
(como se eu já não soubesse! Atrasadinha...)


De repente parece que uma avalanche vai cair sobre mim!

A minha mãe com os nervos à flor da pele por causa da minha avó, o meu pai também uma pilha de nervos por ver a minha mãe neste estado.
Eu... ainda hoje tive de ouvir a mesma história pela enésima vez: a minha avó isto, o meu pai aquilo, e porque foi ao médico, e porque o colesterol está alto... mas demora a baixar... só lá para o Natal... ah mas no Domingo levo-te a carpete... já não é a castanha, é a floreada... mas lava-a tu aí com a máquina!

Tudo isto tal e qual assim, de rajada depois de um dia de cadela a aturar um grupo de pessoas que se dizem gestoras com altos cargos... pelo menos nos salários, a fazer birras de miúdo da escola! É tipicamente como a canalha da escola: é preciso algo, mas um não leva e o outro não vai buscar... um não pode e outro não tem temo... aqui há um terceiro que não concorda e um quarto que cruza os braços e não faz nada enquanto o problema não estiver resolvido!
É dose!

Ainda falta o marido que, com todas as limitações que tem, ainda se acha o maior e melhor da rua dele e faz, aliás tenta, os outros sentirem-se os seres mais insignificantes do planeta!
Depois temos os colegas da Alemanha que de manhã querem preto e à tarde já querem branco... no dia seguinte já não querem nada para no fim quererem tudo e mais alguma coisa! Ainda falta o banco que se lembrou de me descontar a mais 1000 euros num cheque que eu passei! Razão! Qual é o problema? Já não está reposta a situação?... Não se passou nada... foram só umas horas de preocupação e perdidas a resolver o problema!

Bom, respira fundo, conta até 10 e, só acontece o que tu quiseres que aconteça, não e? Pois assim seja: a tua mãe vai acalmar, o teu pai também, os senhores poderosos com birra de criança vão-se resolver e os teus colegas da alemães vão-se decidir... ao mais que não seja porque a Alemanha ganhou à Turquia... para grande tristeza minha!

A solução mesmo é serenidade e por o mundo a girara à nossa volta... tal como faz a D. Duluvina há 92 anos com grande sucesso! Haja saúde e... uma grande dose de serenidade... os nervos são maus conselheiros... não resolvem problemas... são mais um!

Ufa, esta foi de rajada... tipo telefonema da minha mãe... hoje estive com ela ao telefone 13 minutos ( que escândalo, já contabilizo o tempo que estou ao telefone com ela!) e pareceram 30! Ela está mesmo mal e eu sem paciência!

Como diria o meu amigo: Cést la vie, como diz o Alemão!

terça-feira, 4 de maio de 2010

Terça, Flashback VI ( Porto (Re)visitado, da Brasileira ao Magestic )

E porque sou uma apaixonada por café, cafés, chávenas de café e porque o Carlos do Crónicas do Rochedo dedica este mês aos cafés com a rubrica A Rua dos Cafés, aproveito para trazer ao blogue esta minha paixão, o café.
(Sobre o café também há uma surpresa preparada entre o Desvios e o Outras Escritas. É anterior ao lançamento do tema do Carlos, mas foi agendada para uma data mais tarde... coincidências Bloguistas, das boas...)


Il Cafè di Roma. Lê-se na vidraça da esquina do edifício, do edifício da Brasileira!
Esta foi a primeira, e única suponho a 'degenerar'. A de Braga, continua ela mesma depois de umas refrescantes obras na primavera passada. A de Lisboa, não conheço o suficiente para avaliar, mas pelo que diz o Alberto aqui, continua digna do seu nome.

Há muitos anos, quase três décadas, que este café deixou de ser um café. Na década de 80, depois de umas obras de remodelação, numa das partes a da direita da imagem, passou a ter um balcão, onde as pessoas tomavam o café de pé.






Esta parte, onde se vêm ainda as cadeiras antigas, era dedicada à restauração. No exterior, bem por baixo da pala, durante o verão tinha uma esplanada. Que bem se estava!


Depois acabou de vez, a Brasileira. E se no Imperial, ficou a águia à porta a lembrar a quem passa que um dia foi ali o café Imperial, da Brasileira ficou a pala e dois andares acima, já acusando o pasmar do tempo: 'O melhor café do mundo é o café da Brasileira'.
Agora já é tarde para saber!



Do outro lado da rua, bem na curva, tem o Teatro Sá da Bandeira. Não quis olhar para lá! Da forma que o vi há poucos meses atrás, não iria encontrar um bom cenário!

Queria tomar café. Decidi então subir a rua Passos Manuel, já não com a ideia no Magestic. Depois dos outros dois, decidi que tomaria o café no fórum FNAC ou mesmo mais acima no Via Catarina.
Quando cheguei ao cruzamento da Rua Santa Catarina com Passos Manuel, olhei para a esquerda.
Lá estava o Magestic. As pessoas sentadas na esplanada, os empregados a servirem às mesas. Tudo como antes. Nada de nomes sobrepostos, só mesmo o Magestic de sempre. Recente, mas já de um passado, só mesmo a esplanada, que não desilude.

Mesmo assim quis ir para o interior, sentar-me nos recentemente restaurados sofás de couro, apoiar os cotovelos nas mesas de mármore e olhar, olhar, olhar tudo em volta e rever cada pormenor.


E que bem me soube, este café, Delta, tomado numa chávena VA, no interior do Café Magestic.
Afinal nem tudo acabou!


(Fotos minhas, Agosto 2010)

terça-feira, 27 de abril de 2010

Terça, Flashback V (Rir)

E porque há o IRS para preencher... o flashback desta semana...


Contexto sócio-político: Um primeiro ministro, chamado José Sócrates, que é acusado pela classe média de a chupar até ao tutano!

Um rapazito de 8 anos queria 100 euros e, para os obter, rezou durante duas semanas a Deus.
Como nada acontecia, resolveu mandar uma carta ao Todo Poderoso com o pedido.
Os CTT receberam uma carta dirigida a 'Deus - Portugal', e decidiram enviá-la para o Primeiro-Ministro.
José Sócrates ficou muito comovido com o pedido e resolveu mandar uma nota de 10 euros ao rapazito, pois achou que 100 euros, era muito dinheiro para uma criança daquela idade...
O rapazito recebeu os 10 euros e, imediatamente, escreveu uma carta a agradecer:'
Querido Deus: Muito obrigado por me mandar o dinheiro que Lhe pedi. No entanto, reparei que mo mandou através do Primeiro-Ministro José Sócrates, e como sempre, o filho da p... ficou com 90% do que era meu!!!'


E você Alberto, o que recorda hoje?

terça-feira, 20 de abril de 2010

Terça, Flashback IV (O meu 25 de Abril de 1974)

E como temos à porta mais um aniversário da Revolução dos cravos, achei por bem nesta rubrica, recordar este post.


Estava sol, não tão quente como hoje, mas estava sol!
O dia começou como os outros: levantei-me, esperei pela minha amiguinha Paula no fundo das escadas do prédio e lá fomos nós para a escola.
Andávamos na segunda classe, sim porque naquela época era segunda classe que se dizia! Nessa época os meninos também iam para a escola sozinhos, esses eram livres, ao contrário de agora!

Bom, mas é daquele dia que estou a falar, na escola tudo normal, deu-se a matéria, fomos para o recreio, e é quando começa o burburinho...os pais a chegarem à escola, a levarem os meninos, as professoras também saírem...estranho, mas que se passa?Essa pergunta foi feita à professora que respondeu:
-Não se passa nada, o que tinha de se passar já passou e agora está tudo bem.
Os pais continuavam a ir buscar os meninos, até que da escola só a minha professorara lá estava com os poucos de nós que restavam. A professora era a mesma de sempre.
Com o argumento de que tinham ouvido no rádio, que algo se passava, por volta do meio-dia, os pais de um menino, do Victor, foram buscá-lo. Nesse momento, não sei porquê senti uma sensação de abandono. O pai da Paula já a tinha ido buscar e eu tinha-me aguentado, mas naquela altura... eu, que até era uma miúda de expressar pouco o que me ia na alma!Esse menino e o irmão ficavam de tarde em casa da D. Guilhermina... mais uma diferença, naquele tempo não havia ATL, havia as 'mestras' e os meninos que não tinham onde ficar porque os pais trabalhavam, iam para lá...eu também ia...e quanto eu gostava!
Então eu levantei-me e disse:-E eu, posso ir embora? Os meninos estão todos a ir e os meus pais não me vêm buscar?!
-Mas eles não têm de te vir buscar, a escola só acaba à uma e tu vais sozinha como o costume!-Respondeu a professora.
-Mas, Senhora professora, eu não posso ir já? O Victor também vai para a Senhora ( era assim que tratávamos a D. Guilhermina)!
-Se quiseres vai, mas não vejo necessidade!

Pronto e eu lá fui com eles, na 4L bordeux, ainda me lembro! Mais apreensiva que assustada. De facto, recordando aquele dia, não estava assustada, mas estava ansiosa por ver os meus pais! Não sei se a minha mãe me foi buscar mais cedo que o habitual ou não, sei sim que esperei uma eternidade com o queixo pousado no portão da casa da Senhora... Enquanto esperava, toda a gente que passava levava jornais e muitos deles liam-nos enquanto caminhavam, com se as notícias se desactualizassem antes de chegarem a casa. Também havia mais gente na rua que o habitual, penso eu! É que a partir de uma certa hora, aquele dia contou para a 'estatística da rotina': mais pessoas que o habitual na rua, os pais a irem buscar os meninos fora de horas, não se estudou, o Sr Chaves ( marido da Senhora) nervoso! Sim esse estava nervoso e esteve pouco tempo connosco na cave!
Às tantas, ao fundo da rua vejo um vulto, que pelo andar seria a minha mãe, sim porque ela também vinha a ler o jornal com umas passadas apressadas! Não é que eu não estivesse habituada a ver a minha mãe ler o jornal, mas na rua?! Estranho! Quando ela se aproximou, abraçou-me com um sorriso de orelha a orelha, sem largar o jornal, claro e eu perguntei-lhe:-Que se passa, mamã?
- Foi uma revolução. Quando chegarmos a casa a mãe explica. Peguei no jornal, era uma edição especial da tarde do JN, com poucas páginas, e na capa tinha uma fotografia de um tanque de guerra com militares em cima muito felizes.Peguei nas minhas coisas e lá fui eu para casa. Naquele dia não houve desenhos animados, era só notícias com imagens de militares, iguais à do jornal! Entretanto chega o meu pai, feliz da vida, esse não trazia o jornal, vinha carregado de jornais! Conhecendo-o como o conheço, nem precisava de ter essa imagem na minha memória, seria assim que o imaginava naquele dia! O telefone estava sempre ocupado, ou era o meu pai a telefonar ou alguém a telefonar-lhe... a campainha também esteve bastante concorrida com amigos nossos a passarem lá por casa! Não sei se me deitei mais cedo ou mais tarde que o habitual... nesta idade o tempo está ligado à ânsia e não ao relógio, quanto muito estaria à televisão, mas como a programação mudou completamente, não sei! Sei que no dia seguinte fui para a escola, e a rotina recomeçou... num país agora livre... os militares tinham-nos dado uma coisa que nós não sabemos, nem nunca soubemos valorizar!
Nem os que nasceram durante o estado novo nem os que nasceram num país livre... esse muito menos... e é por isso que agora os meninos não são livre num país dito livre... eu no fascismo, ia para a escola sozinha... os meninos de agora, não!Afinal onde está a liberdade?
O que é afinal LIBERDADE???????????????


( imagens tiradas da net)

E você, Alberto, para onde foram as suas recordações?

terça-feira, 13 de abril de 2010

Terça, Flashback III (Mercados: Nem de propósito! )

E porque Barcelona não me sai da cabeça, e porque estou mortinha por rever este mercado maravilhoso. Foi escrito em Agosto de 2008

Neste post, do blogue 'Cinco quartos de Laranja', fiz o seguinte comentário:

Mercados são sempre espectaculares! Quem conhece o de Barcelona! O do Bolhão no Porto também é um 'must'! Pior é que com as 'investidas' da ASAE, começamos a perder estas coisas... em Portugal já era impensável vender massa daquela forma... Mas eles (ASAE) hão-de arranjar um ponto de equilibrio! Parabéns e boas férias a quem está de férias e ... bom regresso para quem está de regresso!

Já agora umas fotos do mercado de Barcelona tiradas em 2002...


Nem de propósito, li a notícia de que a ASAE vai fechar o Mercado do Bom Sucesso, no Porto!




terça-feira, 6 de abril de 2010

Terça, Flashback II (Primavera)

E porque este ano, não fosse o calendário ( e uns raios de sol menos timidos esta manhã), ninguém diria que estamos na Primavera.
Enquanto o S. Pedro teimar m 'boicotar' o trabalho da Primavera, esta luz, seráfará parte do album de recordações...

Hoje está um dia lindo! Digno da nossa PrimaVera, que já está a caminho... chega daqui a uma semana.
O mais certo, mesmo é o Sr Inverno querer fazer braço de fero com ela, quando ela chegar, ele não querer ir embora e presentear-nos com uma temperaturas baixinhas e uma pinceladas cinzentas no Céu! E se estiver de mau humor, ainda nos brinda com umas chuveiradas!

Mas não vamos sofrer por antecipação e hoje o dia está lindo.
Acabei de abrir a minha janela e tenho esta bela paisagem.



A glicínia, a anunciar o quanto a Páscoa está perto,
a lanterna japonesa e as azáleas.

Todas em flor.
Lindas!

O canteiro da tulipas.
Todas diferentes, todas igualmente lindas!

A Cerejeira.
Sem palavras!


A chegar todos os dias de noite, nem me tinha apercebido do belo quadro que se pintou no meu jardim no espaço de uma semana!


E você Alberto, qual é o seu Flashback desta Terça?

terça-feira, 30 de março de 2010

Terça, Flashback I (Como se fosse hoje)

Se escrevesse agora, usaria outras palavras, talvez.
Mas diria o mesmo, com toda a certeza.
Continuo a lembrar-me da mochila, da gabardina e até da paragem... claro que não me esqueci das botas alentejana... feitas pelo avô ( esta parte soube mais tarde, claro!).



(nós, Julho 1992)



Lembro-me como se fosse hoje!
Tinha entrado para o ISEP, mas decidira não frequentar as aulas desde o início para poder acabar o estágio técnico-profissional que estava a frequentar na EFACEC.
Eram os primeiros dias de Novembro, segunda feira e a primeira aula do dia era Análise Matemática às 14h!
Cheguei já tarde ao ISEP e, como como ainda perdi tempo à procura da sala, quando a encontrei, a aula já tinha começado!
Bati à porta, e depois de ouvir um 'entre!' vindo de dentro, abri-a.
Assim como abri a porta, senti que tudo parou lá dentro! Vinte e poucos rapazes mais o professor por momentos ficaram a olhar para mim como se em choque estivessem!
Não, não é que eu fosse uma brasa, nem de longe, mas é que um mistério acabava de se desvendar: a única rapariga da turma tinha aparecido!
E logo na aula de análise, onde o professor tinha uma predilecção por meninas, tendo inclusive a fama de as beneficiar nas notas: nunca nenhuma rapariga tinha chumbado com ele!
Se é verdade ou não, não sei... eu passei, mas Matemática não era problema para mim, qualquer que fosse o professor!
As coisa voltaram ao normal, eu sentei-me num lugar que estava livre na ponta de uma fila e, ali fiquei atá ao final da aula!
E assim foi até ao final das aulas daquele dia. Entretanto fui 'metendo' conversa com os colegas, pedindo apontamentos e ambientando-me!
No final da tarde, saí das aulas, tomei o caminho a pé até à paragem do autocarro. Quando o autocarro para minha casa chegou, o sete, entrei! Parecia cheio, olhei para o fundo do autocarro à procura de um lugar... nada de lugares, mas ao fundo vi alguém que reconheci! Um rapaz magro, alto. Vestia uma gabardina azul e tinha uma mochila vermelha e preta. Sorriu para mim... mas quem era?
Pois era um dos rapazes da minha turma, um dos vinte e tais, um dos muitos que não tinham falado comigo... ainda!
Consegui chegar junto dele, disse-lhe olá e perguntei-lhe:
-Moras em S. Mamede?
-Não, moro na Ponte da Pedra. Sou do Alentejo e estou a viver em casa de uns tios, respondeu-me ele,
-Pois é que eu não te conheço de S. Mamede!
Depois disso teremos trocado mais algumas palavras antes da minha saída. Mas muitas trocamos nos dias, nas semanas, nos meses e nos anos seguinte e... muitas mais haveriamos de trocar nos dias, nas semanas, nos meses e nos anos que vierem!
Mas foi assim o dia em que conheci o meu AMIGO, o meu grande AMIGO, o meu maior AMIGO.
Lembra-se, Alberto, deste dia?

E você, Alberto, qual é o seu flashback desta Terça?