Na Segunda-feira recebi uma chamada da Swatch a informar que podia ir levantar o relógio.
Fui lá no final da tarde e qual não foi a minha surpresa quando me apresentaram o relógio no mesmo estado.
Puseram-me à frente uma folha A4 onde dizia: 'Não foi reparado porque está fora da garantia.'
'Pois, devem estar a gozar comigo!', pensei e disse à empregada. 'Então a sua colega não foi informada do facto? Eu não lhe disse que queria o assunto resolvido pela Swatch, uma vez que é um problema de conceito (e tanto é que a bracelete do mostruário, que supostamente nunca foi usada, está igual!).?
E não é que a empregada me diz:' Então tem que fazer uma reclamação!'
'O quê?!'-perguntei, enquanto me colava ao tecto- 'Então não foi o que aqui vim fazer?!'.
Pedi para falar com a gerente e fui logo informando que não saía dali sem uma solução.
Disseram-me que tinha que preencher um 'folha de reclamação' para que fosse 'considerado reclamação'.
Enquanto preenchia a folha, veio a gerente, que ao ser confrontada com a 'realidade' ( o meu relógio e a bracelete de mostruário), logo se disponibilizou para resolver na hora o assunto.
E passados dez minutos estava a sair da loja com uma bracelete, vermelha (não tão bonita como a do relógio), a brilhar de nova.
E agora pergunto: havia necessidade de me fazer perder tanto tempo?
Não podia ter dado a bracelete no primeiro dia?... ou pelo menos ter dado o papel da reclamação?
Enfim!
Nenhum homem é uma ILHA isolada; cada homem é uma partícula do CONTINENTE, uma parte da TERRA; se um TORRÃO é arrastado para o MAR, a EUROPA fica diminuída, como se fosse um PROMONTÓRIO, como se fosse a CASA dos teus AMIGOS ou a TUA PRÓPRIA; a MORTE de qualquer homem diminui-me, porque sou parte do GÉNERO HUMANO. E por isso não perguntes por quem os SINOS dobram; eles dobram por TI - John Donne
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quarta-feira, 24 de agosto de 2011
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Não pago!
| Swatch Sulm 100 |
Em 2005, ofereci ao L. um relógio Swatch, igual ao da imagem.
Andou com ele algumas vezes, poucas. Entretanto foi comprando outros e este foi guardado.
Como me ando a habituar a relógios, há dias resolvi ir à gaveta ver se havia algum para alternar com o meu querido Blooded mint.
Escolhi este, o Slum 100, mas não usei. A pulseira tinha a parte vermelha descolada. Fiquei com pena. Procurei a garantia e foi quando me apercebi que o relógio já era de 2005! [ai tempo que és tão rápido!].
Sem o relógio fui à loja da Swatch e perguntei se tinham pulseiras para scubas, (nome por que são conhecidos estes relógios). A empregada foi buscar o mostruário das pulseiras e não é que a pulseira do mostruário estava exactamente no mesmo estado!
Disse-lhe que o relógio era o daquela pulseira e que a razão da necessidade de uma nova era exactamente por ela estar como aquela!
A empregada ficou vermelha, pegou na pulseira e escondeu-a debaixo do balcão!
Fiquei de voltar no dia seguinte já com o relógio.
No dia seguinte, com o relógio, apresentei-me na loja da Swatch.
Já com outra empregada:
-Bom dia. Este relógio tem a pulseira assim, descolada. Preciso de uma solução.
-Pois, vai ter que ser uma nova.-respondeu a empregada, enquanto tirava de uma gaveta o mostruário. (enquanto isso fazia apostas comigo sobre a existência ou não da outra pulseira lá. Lá estava ela!)
-Pois, mas pelo que estou a ver esta está na mesma, logo é um problema de conceito e não devido a uso. Vocês têm que arranjar uma solução...
-Pois, mas o relógio está fora de garantia. Para além disso a garantia Swatch só cobre a caixa do relógio, a pulseira não está abrangida. - argumentou a empregada.
Escusado será dizer que quase me saltou a tampa, mas com calma:
-Desculpe, mas o que está a dizer é completamente ilegal. A garantia é um direito e como tal, terá que abranger todo o produto. Neste caso nem é isso que está em causa, pois já se viu que o problema está na forma como o produto foi desenvolvido.
A empregada, já irritada, mas a esforçar-se por manter a serenidade, respondeu:
-Se quiser eu envio para a Swatch, sem garantia para verem o que é possível fazer.
-Ok.- respondi- mas aviso já que não pago nada!
Foi então que a empregada começou a emitir uma guia de reparação, que me pediu que assinasse. Olhei e respondi:
-Não assino! A pulseira não está danificada. A pulseira está descolada! Não há dano nenhum aí!
A empregada, já empertigada:
-É uma questão de português!
-Pois, mas o português tem muitas palavras para o mesmo em qualquer outra língua, por isso vamos usufruir desse privilégio e usar a terminologia correcta!-e continuei- 'A pulseira está descolada.'.
Mal, muito mal disposta, a empregada rasgou o papel, emitiu um novo e deu-me para assinar. Devolvi-lhe o papel, fiquei com a cópia e antes de sair, ela disse-me:
-A resposta pode ir até dois meses.
-Obrigada e boa tarde.
Agora aguardemos! Uma coisa é certa: Não pago nada e quero a situação corrigida, ou seja, usar o relógio!
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