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quarta-feira, 10 de junho de 2009

10 de Junho, Santarém e Salgueiro Maia


Este ano as Comemorações do 10 de Junho decorrem em Santarém.
Homenagem a Fernando José Salgueiro Maia
Tardou, mas chegou...
Um bocado fora de tempo... 35 anos depois e ainda 17 anos depois da sua morte!

Fernando José Salgueiro Maia (Castelo de Vide, 1 de Julho de 1944 — Santarém, 4 de Abril de 1992).



De Sophia de Mello Breyner para ele:


Aquele que na hora da vitória
Respeitou o vencido
Aquele que deu tudo e não pediu a paga
Aquele que na hora da ganância
Perdeu o apetite
Aquele que amou os outros e por isso
Não colaborou com a sua ignorância ou vício
Aquele que foi "Fiel à palavra dada à ideia tida"
Como antes dele mas também por ele Pessoa disse
Falo de Fernando José Salgueiro Maia

sábado, 25 de abril de 2009

Quanto Custa a Liberdade: Salgueiro Maia


O mérito pela forma como este dia correu é todo dele. Desde sempre ouço os meus Pais dizê-lo e quando comecei a ter a percepção dos acontecimentos fiquei com a mesma opinião.
No estrangeiro a nossa Revolução é enaltecida por isso, pela Revolução sem sangue!

Sobre ele, Sophia de Mello Breyner disse tudo aqui:


Aquele que na hora da vitória
Respeitou o vencido
Aquele que deu tudo e não pediu a paga
Aquele que na hora da ganância
Perdeu o apetite
Aquele que amou os outros e por isso
Não colaborou com a sua ignorância ou vício
Aquele que foi "Fiel à palavra dada à ideia tida"
Como antes dele mas também por ele Pessoa disse


Falo de Fernando José Salgueiro Maia


35 Anos

(foto tirada da net daqui)


35 anos passaram desde este dia, que parece ter sido ontem.

Foi um dia diferente, mas não muito para muitos e muito para outros. Para todos sim, foram diferentes os dias, as semanas, os meses, os anos que se seguiram...

Pessoas a saírem da prisão, a retornarem das colónias, do exílio da Europa... pessoas a poderem ser ouvidas pela primeira vez sem perderem a liberdade.

Palavras e nomes que estarão sempre associadas a este momento da história de Portugal: Salgueiro Maia, António de Spínola, Cravos, Largo do Carmo, Militares, Pide, Retornados, Paulo de Carvalho, Ary dos Santos, Grândola Vila Morena...

... e inevitavelmente a senha (Letras de José Niza, Música de José Calvário e voz de Paulo de Carvalho):

Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.
Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder
Tu vieste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci
E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor que aprendi
De novo vieste em flor
Te desfolhei...
E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós