Mostrar mensagens com a etiqueta Saúde. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Saúde. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Pois...

2014 está a ser a continuação do 2013. Se bem, que para mim será o memso, o que conta são os dias atrás uns dos outros e, esses têm sido sempre iguais a si próprios.

Sem tempo para nada, a não ser andar de lado para lado a apagar fogos, a recuperar tempo... e saúde perdidos.

O braço do L., o meu olho...
Não vou dizer que tenha corrido mal. O mal foi memso ter acontecido, o resto, é gerir da melhor forma.
Do braço, temos que levar com a letidão da recuperação que nos consome bastante tempo emtre fisioterapias e consultas.
Do olho, foi uma coisa assim tão de repente que nem deu para pensar no que aconteceu. E, graças a Deus, a recuperação foi tão pacifica, que deu para brincar com o assunto.
Se bem que agora uma lente de contacto anda aqui a fazer braço de ferro com uma cicatriz, que, malandra, tinha que ficar no ponto onde alente acaba. Resultado: um olho vermelhusco, que obriga a descanso de lentes durante a noite e a uso de óculos de vez em quando. Mas como não é nada de definitivo, faz-se sem stress. Que esteja a lente e a cicatriz tenham chegado a um consenso antes da chegada do sol.
Pois, por falar nele, por onde andará? Já não lhe ponho o olho em cima desde de 2013! Malandreco!

O trabalho. Esse tem sido muito e duro. Violentos os dias. às 8h já estou sentada no café a tomar o pqequeno-almoço, enquanto o L. está na sua sessão de fisioterapia, que dura duas longas horas! Para mim, que a partir da primeira meia hora já não sei o que fazer, e para ele que são exercícios non-stop!
Feito isto, é ir o mais rapidamente possivel para o trabalho, que fiel que me é, espera por mim e dar-lhe seguimento até... às 21h30, como foi o caso de ontem!

E o pior é que este horário louco começou no segundo dia de JAneiro e está para durar!

E que nos aguentemos os dois, pois temos que nos amparar um ao outro ( parecemos dois velhinhos!) para que possamos chegar a bom porto sãos e salvos!

Deixemo-nos agora de lamechices. Quero ir ver as coisas lindas de Verão!


quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

A cair a ficha

A ficha começa a cair.
A menos de 24h, as duvidas começam a surgir e a insegurança a sentir-se.
Neste momento estou a precisar de me isolar, de tempo para pensar só em mim, no que vou fazer e no que vai acontecer de seguida.
Mas não, há um número consideravel de condicionantes, que dos otros eu demitiria de se preocuparem, mas que comigo não me posso demitir.
Eu sabia que ia ser assim. Assim que surgisse algo do género com a minha pessoa , só me teria a mim!
Até hoje consegui contornar isso, mas agora não é mais possível. O médico não me deixa conduzir no dia da cirrugia.
50 km separam a minha casa da clinica. Oh God!

Bem, vou pensando na solução. Será uma forma de não pensar no momento em que estiver naquele bloco operatório.

Tenho medo de entrar em pânico e não controlar os nervos!

UFF!!!!!!!!!!!!!

  

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Lindo caminho...

Novembro ida ao oftalmologista.
Diagnóstico: precisa de óculos.
Solução: lentes progressivas ou lentes de contacto.
Escolha pela segunda.
Senão: se não se der com as lentes no primeiro minuto, é para esquecer. São progressivas e acabou. Óculos para sempre... quase, o 'sempre' é utopia, né?

Adaptação mais que perfeita às lentes de contacto.

Dois meses depois, olho vermelho, ardor persistente.

Ida ao médico, quase a correr.

Diagnóstico. uma porcaria de uma dita cuja com um nome esquisito, que mais não é que uma gordura ou um sinal, whatever, alastrou e com a lente a roçar, inflamou e... é isso.

Solução: tirar, ou deixar ficar.
E se tirar volta a nascer? Sim, daqui a dez, vinte anos...
E se não tirar?
Nãoa contece nada SE não usar lentes de contacto.

Ok, vamos tirar.
Ok, quinta-feira.
E pronto, anda aqui uma pessoa de óculos, a deixá-los em tudo que é sitio (é que felizmente não são asimmm tãooo precisoss), com cirurgia ( que exagero) marcada para quinta-feira!

E depois?
Vou poder conduzir a seguir?
Depende, se ficares muito tonta ou não.
Ok, bora lá, havemos de chegar a casa... afinal só me tenho a mim! Contra factos não há argumentos!

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Domingo (bem) diferente #1

E, daquele Domingo, nem tudo foi mau!
As dores eram muitas. O mau-estar não ajudava.
Entre sair de casa e ser feita a primeira avaliação, foi uma hora.
Check in rápido, avaliação rápida, reencaminhamento para ortopedia rápido, consulta de ortopedia rápida, raio x rápido, nova consulta de ortopedia rápida... e aqui piorou!
Ortopedista pediu TAC!
TAC rápido! Não! Quando ia a entrar, foi 'barrado'! Acabavam de chegar dois acidentados graves, que necessitavam de avaliação imediata!
Compreensivel!
Pessoal auxiliar impecável! Explicaram o que se passava, fartaram-se de pedir desculpas, mas que teria que esperar duas horas! Entretanto tinha-lhe sido injectado um analgésico. Menos mal.

E não é que duas horas passadas, estava a ser chamado para a TAC!?

Pois no entretanto, os médicos ortopedistas sempre que nos viam, perguntavam se havia dor e se a TAC já tinha sido feita.

No entretanto, um 'artista', (como diria o meu amigo David), que chegou depois de nós e tinha o mesmo grua de proridade resolveu armar um pé de vento, pois era inadmissivel tanta espera, que tinha 16 empregados para orientar, que parecia que 'estava em Angola' (ele nunsa deve ter lá estado, mas pronto!), bla, bla...

O auxiliar já não sabia o que dizer, aliás nem falava, tal era o berreiro que nem valia de nada fazê-lo, pois não seria ouvido. Veio a tecnica da TAC, veio o chefe de serviço... e a ficha dele esteve a um passo de pasar à frente!

Levantei-me, calmamente dirigi-me ao pessoal do hospital, como se o dito personagem não existisse, e só disse: 'Eu estou aqui há duas horas. Explicaram-me o que passava, compreendi, aceitei. Do nivel de prioridade que tenho, sou a primeira pessoa a ser atendida. Agora se reclamar muda prioridades, eu também o sei fazer. É que parece que não é o serviço, terceiro mndista, mas ALGUNS utentes!'

Bem, a conversa acabou por ali, o L. foi para a TAC, o 'artista', nada proferiu e as coisas continuaram como deveriam.

Do pessoal hospitalar, só tenho a dizer bem. Desde os administrativos até ao pessoas de saúde.

Deixo aqui o meu obrigada a todos. Foram de um profissionalismo de louvar!

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Domingo (bem) diferente

E ontem, foi um dia para esquecer, mas que o recordarei por seis longas semanas.
Padeiro bate à porta, o L. vai atender, falha o último degrau do lanço de escadas e fica pendurado pelo braço!

Resultado: um traumatismo/fractura, que o obriga a seis semanas com o braço imobilizado.


Agora... esperar...

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Hoje foi dia de consulta de rotina.
Foi feita uma angiografia, e os resultados satisfatórios: O médico não viu o que não queria ver!
Está tudo bem, portanto.

domingo, 4 de setembro de 2011

Hospital de Braga

Urgência, recepção: 4*
Urgência, triagem: 5*
Urgência, consultas: 4*
Urgência, instalações: 5*

Internamento, pessoal enfermagem: 4* ( não dou cinco, não pelas pessoas, mas pela quantidade de funcionários disponivéis. Dois enfermeiros para um piso é muito pouco)
Internamento, pessoal médico: 4*. Ponto contra: muitas pessoas para atender/consultar, o que implica atrasos de horas nas entrevistas com os familiares;
Internamento, pessoal auxiliar: 5*
Internamento, instalações: 5* (já vi, muitos, hotéis piores... e não estou a falar de pensões, nem de hotéis de 2 estrelas...)

Informação sobre porcedimentos: 0*.

Quem lá vai pela primeira vez, fica sem saber o que fazer, e como fazer. Depois de voltas desnecessárias, consegue-se chegar lá.

Ah, e os porteiros. Esses, alguns, poucos, acham-se Rambos e quando as pessoas tentam passar pelos lugares errados (desconhecimento), barram-lhes a passagem, assumindo uma pose de Rambos: costas direitas, braços cruzados e pernas abertas!

Estacionamento: há muito, mas é estupidamente caro!

De tudo isto, o importante mesmo é a forma como tratam os doentes. Sobre isso nada de negativo a assinalar.
Da minha parte sinto que fizeram por manter a dignidade e qualidade de vida merecida até ao fim, o que se resumia a evitar as dores.

Manter os familiares sempre informados, esclarecidos e (cons)cientes do que se passava. Foi este sempre o grande objectivo da equipa médica.

O balanço da minha experiência, dolorosa e rápida, pelo hospital de Braga é muito positivo. O importante aqui é, essencialmente, o doente que não poderia ter tido melhor tratamento.

Um muito Obrigada a todos.

Infelizmente o desfecho não foi o que queríamos, mas a vida nem sempre continua...

sábado, 27 de agosto de 2011

Isolamento

Ontem foi um dia difícil, o mais... até hoje.
Ontem foi dia de entrevista com médicos e dia de ouvir 'com as letras' todos o que já se sabia, mas ainda não se tinha ouvido... assim.
O L. mergulhou como que no fundo de um poço. Ele que é dado ao pessimismo, achava-se mentalizado. Mas não estava. E ontem ficou mesmo mal.

Hoje, tudo estava a correr dentro da normalidade a que nos habituamos nas ultimas semanas. O L. subiu, enquanto eu fui estacionar e levantar o meu cartão. Estava na fila e recebo o telefonema do L. a dizer que o pai dele havia sido transferido para uma outra ala do hospital.
Nada de mais, não fosse a informação não ter passado e o L. chegar à enfermaria e ver a cama vazia!
Nada de mais, não fosse a enfermeira ter-lhe dito que o pai havia sido transferido porque foi para um 'quarto individual de isolamento'!
Nada de mais, não estivesse ele com a mãe, que tem 81 anos!

E quando cheguei à enfermaria, lá estava ele à porta do quarto, sem pode entrar, pois estava com um alerta de que só se podia lá entrar de bata, luvas e máscara.
Equiparam-se e entraram. Chorosos, a pensar o pior. Eu não entrei. Fiquei no corredor. Achei que para quarto de isolamento, três pessoas seriam demais.
Perguntei à enfermeira o porquê do isolamento.
-Procedimento normal-respondeu.- Ele tem uma bactéria e tem que ser protegido. Aguardávamos que um quarto de isolamento ficasse livre para o transferir. Ele tem que ser protegido e os outros doentes também, daí o quarto individual. Não pense que ele está pior, pelo contrário, hoje até está mais bem disposto e até tem fome!
-Pois, mas podiam ter telefonado. Imagina o que é chegar à enfermaria e ver a cama vazia?
-Tem razão, mas se tivesse acontecido alguma coisa, aí tínhamos telefonado!

Encolhi os ombros. Ela tinha razão. Se tivesse acontecido algo de muito mau, eles certamente avisavam.
 Mas nem todas as pessoas são iguais e, se umas têm capacidade para raciocinar assim, outras, têm tendência para pensar logo no pior... é o caso do L.

Eu não vi a cara do L. quando viu a cama vazia, mas, conhecendo-o bem, imagino que deve ter entrado em pânico e começado a andar às voltas sem saber o que fazer.
Felizmente estamos a passar por uma situação destas pela primeira vez. O corpo cliníco bem que podia compreender que assim é, que assim pode acontecer. É que ninguém é informado sobre procedimentos hospitalares. Ninguém nos diz que quando uma pessoa vai para o isolamento não avisam a família. Ninguém nos diz (só depois de perguntar), que o isolamento é para proteger o doente e não as visitas.

Acham que nós temos que saber estas coisas! E os médicos, com quem o L. falou ontem, não podiam ter dito que estava planeada a mudança?! Arre!
E o susto passou, mas os nervos ficaram.
A ver se amanhã é um dia mais calmo.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Um Ano

Um ano passou., desde este dia que  avizinhava dias dificéis, mas não tanto quanto  foram. Muitas incertezas, muita espera, mas também muito acreditar e muita coragem nos  trouxeram até hoje, onde podemos olhar para trás e ver que nem sempre os caminhos mais directos são os que nos levam a bom porto.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Detesto-os, mas...


... mas neste momento são eles que trazem de pé!
E graças a eles vou poder ter acompanhar o L. num jantar digno de um aniversário.
Obrigadinha, Srs Brufen e Aspirina...C.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Não te cuides, não!

E desta não escapei.
Garganta oficialmente inflamada. De manhã um Brufen e a meio da tarde Aspirina.
Fui-me aguentando, mas agora, com o chegar da noite, palpita-me que algo mais vai ser preciso.

Mais Brufen e mais Aspirina.

Desejo-me as melhoras!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

A gripe chegou a nossa casa. Espero passar ao lado.
Já que dizem que sou má, que sirva para alguma coisa.
Afinal não dizem que aos maus não chega nada?!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Há Dias Assim...

E quando no espaço de meia hora, [sim 30 minutos], recebo as piores notícias possível sobre o estado de saúde de pessoas que há bem pouco tempo 'vendiam saúde', este será cada vez mais o meu 'mote de estar'.

Fico triste, muito triste mesmo, mas estas coisas fazem-me [querer] aproveitar o presente cada vez mais e deixar o futuro nas mãos de quem o tem!

Amiguinhos: estou a torcer por vocês. As melhoras.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Hoje foi dia...

Desta, foi 'só' meter uns parafusinhos... coisa pouca!
Na próxima Segunda-feira volto lá... e daqui a um mês. É para não perder o hábito!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Taj Mahal

Pois, e é o que mais tenho ouvido hoje.


 
Não porque esteja, ou a pensar ir,  à Índia (infelizmente), mas porque estou com uma daquelas constipações que me fazem espirrar quatro e cinco vezes seguidas. E ao fim do seguondo espirro, e cansadas do  'Viva' ou 'santinha',   vem o 'taj mahal'!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Notícia: Cuba descobre vacina contra cancro do pulmão

No meio de tanta adversidade, eis uma boa notícia

Cuba descobre vacina contra cancro do pulmão

Após 15 anos de pesquisa, a CIMAVAX-EF é patenteada

Cuba descobre vacina contra cancro do pulmão Dentro em breve, o cancro do pulmão poderá deixar de ser o mais letal de todos os tipos e entrar para a lista das doenças crónicas. A boa notícia vem de Cuba, que acaba de patentear a primeira vacina terapêutica contra a doença. Mais de 1 000 pacientes já estão a receber o novo tratamento.
A descoberta foi anunciada por Gisela González, responsável pelo projeto que desenvolveu a vacina. Em entrevista ao semanário cubano "Trabajadores" - publicada na segunda-feira, dia 10 de Janeiro, por esse órgão de comunicação da Central de Trabalhadores de Cuba-, a investigadora disse que o objetivo da vacina é transformar o cancro do pulmão numa doença crónica controlável.
De acordo com a investigadora, a vacina foi desenvolvida a partir de "uma proteína que todos temos: o fator de crescimento epidérmico, relacionado com os processos de proliferação celular. Quando há cancro, essa proteína está descontrolada". Gisela explicou que, como o organismo tolera "aquilo que é seu" e reage contra "o estranho", tendo sido preciso elaborar uma vacina que produzisse anticorpos contra essa proteína, que já é própria do organismo.

Outros tipos de cancro
Desde o início das investigações passaram-se já 15 anos. De acordo com a cientista cubana, a vacina foi patenteada após se ter testado a sua eficácia em mais de 1 000 pacientes sem que tenham ocorrido efeitos colaterais. A patenteação em Cuba permitirá aplicar a vacina maciçamente no país, estando em curso o registo da CIMAVAX-EFG noutros países (a investigadora não avança quais).
Segundo Gisela González, a equipa de investigação avalia agora "a forma de empregar o mesmo princípio desta vacina noutros tumores sólidos (cancro da próstata, útero e mama), que podem receber este tipo de terapia. Obtivemos resultados importantes, mas é preciso esperar".
A CIMAX-EFG é indicada para os doentes que terminam o tratamento com radioterapia ou quimioterapia e que são considerados pacientes terminais sem alternativa terapêutica. É nesta fase, pós-tratamentos, que a vacina é aplicada para ajudar a controlar o crescimento do tumor, com a vantagem de não apresentar toxidade associada.
A vacina pode também ser usada como tratamento, como se de uma doença crónica se tratasse, já "que vai aumentar a expetativa e a qualidade de vida do paciente", afirmou a investigadora. Só em Portugal, o cancro do pulmão mata pelo menos 3.000 pessoas anualmente.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Recomeço Abalado

E hoje foi o recomeço da rotina. De novo só mesmo o ano. 
O dia foi cinzento, no tempo e nas notícias, que teimam em ser pouco animadoras.
De um amigo, a notícia de que foi hospitalizado e amanhã vai fazer uma cirurgia para remover um rim.
Assim de repente, abala, deixa-nos de 'cara à banda'.
Coragem, Amigo. Vai correr bem. Quando menos esperares já estarás junto de nós.
A foto não é de hoje, (é de um dia da semana passada), mas poderia, pois foi assim que o dia esteve, chuvoso.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Vacina do Tétano

Acordei a meio da noite e lembrei-me que tinha que tomar a vacina do tétano. (prazo Janeiro de 2007!)
Decidi então que iria interromper o meu 'far niente' desta semana de férias e iria, logo pela manhã, ao centro de saúde tomar a vacina.
E assim foi. Levantei-me, fui levar o L. à fábrica, tomei o pequeno-almoço na pastelaria do costume e bora lá ao centro de saúde.
Algumas voltas à procura de estacionamento depois, estava em frente de um balcão, com duas senhoras do outro lado a discutirem o que iriam cozinha na noite de passagem de ano. Sem decisão tomada, uma delas reparou em mim e da boca dela saiu um: 'Diga.'
'Preciso de tomar a vacina do tétano.'
'Adaúfe? Eu só atendo Adaúfe!'
'Bem eu morava em S. Vicente e nunca mudei a morada. Por isso....'
Fui interrompida com um:'Então meta-se no elevador e saia no segundo piso. Lá é que é S. Vicente!'
E, depois de agradecer, não a gentileza, nas a informação, claro; lá me meti no elevador (funcionava!) e saí no segundo piso.
A mesma história. Não falavam de comida, mas de outras coisas, que nada tinha a ver com o trabalho. Depois do 'Diga.', lá desbobinei: 'Estou registada em S. Vicente, a sua colega disse que era aqui e preciso de tomar uma vacina.' Disse-o em modo acelerado para que a mulher não tivesse qualquer hipótese de interromper...
A resposta:' O cartão!'
'Qual, o azul?'-perguntei, enquanto começava a procurar.
'Sim, é esse aí!'-respondeu no momento em que passava por ele.
Pegou no cartão, virou-se para o monitor, digitou o número e, sem olhar para mim, colocou o cartão em cima do balcão, enquanto dizia: 'Não tem médico de família. Tem que ir a Maximinos!'
'Eu ainda não tenho médico de família, treze anos depois de me ter registado?! E não posso tomar uma simples vacina aqui?!'
'Que quer?! Há em Braga 40000 pessoas sem médico de família! Tem que ir a Maximinos. É junto aos bombeiros.'- respondeu-me como dizendo que eu não era mais que as restantes 39999 pessoas e que por isso, tal como elas, só tinha mesmo que ir a Maximino!
E se S. Vicente foi isto, só chegar a Maximinos foi uma epopeia. Lugar para o carro quase do lado oposto da cidade. E quando encontrei lugar e quis (já a contar com o pior) colocar moedas para mais que duas horas, a máquina recusou-se a fazê-lo. E assim lá fui eu, limitada a duas horas, com quinhentos metros de caminho para fazer, mas ainda com esperança de dar um passeio pelo centro (então não!).

À entrada do centro, uma máquina de tirar senhas (senha única). Lá tirei a senha. 'Hora provável de atendimento:10:10.', dizia. Olhei para o relógio da sala:9:56. Olhei para o monitor: 57. Olhei parar a senha:65. No balcão, três postos de atendimento, só com dois a funcionar...
Sentei-me numa cadeira, enquanto esperava. Entretanto chegou o terceiro elemento do atendimento e até que foi rápido. 
'Bom-dia, preciso de tomar uma vacina.'
'E não tem médico de família, pois não?'-perguntou.
'Não, a senhora de S. Vicente disse que não.'-respondi.
'Está bem. Entregue este papel ao segurança e aguarde que a chamem.'-respondeu-me depois de me dar para a mão uma folha com o meu nome que foi preenchendo entretanto.
Entreguei o papel ao segurança e fui-lhe perguntando:'Demora muito? É por causa do estacionamento...'
'Não, mas hoje vai demorara mais um bocadinho. Só temos um a enfermeira e temos muitos bebés... mas tem o carro mal estacionado, é?'
'Não, é que só pus moedas até às 11:40 e tenho medo que não cheguem...'-respondi
'Ah, pois, sabe que para estes sítios não se pode vir com o tempo contado...'-disse ele, como quem estava  a pensar:'Tivesses metido mais, palerma. Nem sabes como isto é!'

Virei-lhe costas e voltei a sentar-me. às 11:00 fui chamada. Perguntei ao segurança onde era. Lá me disse para entrara na enfermaria 3. Cheguei lá e, afinal havia dois enfermeiros que estavam numa amena cavaqueira. Depois de um 'Bom-dia.', um indicou-me uma cadeira e disse:' Sente-se aí e aguarde um instante que eu já volto.'
11:10 quando o enfermeiro voltou. Entretanto eu ia vendo o meu carro a ser rebocado pela polícia municipal e cento e vinte euros para o levantar na garagem...
'Desculpe lá a espera, mas foi uma urgência. Então que vacina é?'
'É a do tétano.'-respondi, enquanto lhe passava para a mão o boletim.
'Ai que malandra! Tão atrasada! Olhe que o tétano ainda anda por aí! Vamos lá por isto em dia. Tem registo aqui?'
'Não, é a primeira vez que cá venho.'-respondi.
'Então temos que fazer a sua ficha e passar o registo de vacinas para a base de dados.'-e enquanto ia folheando o boletim ia dizendo: 'Mas que bem, tem as vacinas todas! BCG, varíola, hepatite... na sua época não era normal!' (atestado de velha, toma!)
'Pois, mas no sítio de onde eu venho, já nessa época era assim.', enquanto pensava :'Vai chamar velha ao raio que te parta!'
'Mas olhe que nunca vi nenhum registo de alguém com a sua idade com as vacinas todas!'.
Vá lá que entretanto começou a passar a informação para a base de dados e, graças ao FB
Preenchida a base de dados, lá foi buscar a vacina. 'Braço esquerdo, por favor.'
Desci a manga do casaco (tomar vacinas no verão é muito mais fácil!) e pronto dez segundos depois já estava!
Voltei a vestir o casaco, peguei nas minhas coisas e depois de me dizer que tinha escrito a data da próxima toma na frente do boletim. ' É para não esquecer.'-disse. E me alertado que o braço poderia ficar 'preso', mas que era normal, saí disparada da enfermaria, sem antes agradecer e desejar um bom ano ao homem.
Agradeceu-me com um 'muito obrigada' e um sorriso de orelha a orelha, que confirmou a minha desconfiança ao longo daquele tempo: o homem não gostava própriamente de mulheres... (nada contra!).
E assim, para tomar uma vacina, que demora uns simples dez segundos a administrar, despendi duas horas e cinquenta minutos!  Isto sem contar o tempo que andei à procura de estacionamento e a ida ao outro posto!

O que vale é que agora só daqui a 10 anos: em 2020.
E é o que temos!
Porque é que de uma vez por todas não podemos optar? Os 11% que dispenso mensalmente do meu salário pagavam bem um seguro de saúde (que também tenho, pudera!) e todas as despesas que já dei ao nossos serviços de saúde!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Isto era tudo que me faltava...

Outra vez?!
Pois, outra vez...
O antibiótico acabou e o anti-inflamatório deixei de o tomar já na Segunda-feira. Os pontos, esses, vão cá estar até Terça... sem dramas. É daquelas coisas que não incomodam, só estorvo.
Agora surgiu foi uma nova variável, que me vai trazer, ou não, algum transtorno: quando o médico estava a coser a gengiva, a tesoura fugiu-lhe e bateu-me com ela num cachal e num canino. Na altura nada pareceu ter acontecido, para além de ter ficado mio abananada, mas qual não é o meu espanto, e preocupação, quando hoje ao lavar os dentes vejo que o cachal está estalado na vertical desde a gengiva! Olho melhor para o canino e também está!
Sem drama, nem pânico ( é que com tudo por que já passei com os dentes, nada me assusta com dentes...), liguei para o médico, que me vai receber amanhã para ver o que se está a passar!
Bem, não estou em pânico, mas apreensiva com o que pode daqui surgir... é que não estou muito interessada em virar emplastro! Não é por nada, mas, para além de não gostar do FCP, falta-me o sinal na cara... era uma imitação incompleta!

Bem, esperemos por amanhã. Muitas coisas há a tratar e que têm que ficar resolvidas até lá. E uma, uma não, duas delas, já estou atrasada dez minutos...

Até Já!

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Até agora...

Até agora, tudo como dantes.
Noite sem dores, dormida como nos outros dias e acordar com a cara ligeiramente inchada. Tão 'ligeiramente' que é preciso olhar segunda vez para mim para se aperceberem.
Hoje é que vou ficar a saber quem olha mesmo para mim!