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sábado, 26 de junho de 2010

Sábado, última hora XII ( Matemática: segunda chamada «chumbada»)

A notícia trazida a comentário esta semana é sobre as provas macionais, mais especifocamente sobre a segunda chanada da prova de matemática.
Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM) considera que o exame da disciplina do 3.º Ciclo, realizado esta sexta-feira, tem um grau de dificuldade inferior ao da primeira chamada e que uma nota positiva nesta prova não garante preparação para ingressar no secundário, escreve a Lusa.

«Com o fraco grau de exigência que tem, uma classificação positiva nesta prova não garante o mínimo de preparação matemática necessária para ingressar no Ensino Secundário», escreve a SPM no parecer ao exame nacional da segunda chamada.

A SPM diz mesmo que, ao contrário do enunciado da primeira chamada, de dia 18, esta prova representa «um passo atrás no sentido de se vir a alcançar um nível adequado nos exames de matemática» do 3.º Ciclo.

«Vale a pena lembrar que este exame é também o realizado pelos alunos retidos no 8.º ano, com vista à conclusão do Ensino Básico e eventual passagem direta para o 10.º ano», destaca o Gabinete do Ensino Básico e Secundário da SPM.

A prova «não tem os aspectos positivos» referidos no parecer da SPM na primeira chamada e «continua a sofrer de muitas lacunas», lê-se no documento.

A SPM reconhece como aspetos positivos nesta prova as questões de geometria, que se «adequam melhor aos objectivos» deste ciclo de estudos, mas refere que há áreas estruturantes que «não são verdadeiramente avaliadas», como os sistemas de equações e os números reais.

A área de probabilidades, acrescenta, é avaliada «a um nível bastante inferior» ao da primeira chamada.

«Esta prova avalia muito pouco o domínio dos procedimentos e a capacidade de aplicação dos algoritmos. Tal como na primeira chamada, cerca de 30 por cento da cotação do exame corresponde a questões de resposta imediata, o que nos parece excessivo», afirmam.

Para a prova de hoje estavam inscritos 615 alunos e compareceram 396, segundo dados do Ministério da Educação.

Usando as palavras de um anúncio da TV, e parecendo uma octagenária a falar; no meu tempo, os alunos eram quem se manifestavam, aliás, comentavam, sobre os diferentes graus d dificuldade entre as chamadas das provas.
Os professores, eventualmente, dariam a sua opinião, mas o ministério tinha alguma soberania, que não permitia a ninguém tecer qualquer tipo de comentário.
É evidente que uma das chamadas era mais acessível e nós alunos sabendo disso, arriscavamos uma delas e assumíamos as consequencias!
E mais uma vez, os meninos da primeira fase foram prejudicados e será que lhes vão dar uns pontinhos de bonificação? É que repetir aprova pode-se tornar violento!
E mais uma vez, no meu tempo, seria:'paciência! Em Setembro há mais!'

E alargando um pouco esta notícia ao panorama nacional, o que me parece é que isto é mais uma prova do (des)governo em que vivemos em que meio mundo tenta deitar abaixo outro meio!
E você Alberto, o que acha?

sábado, 5 de junho de 2010

Sábado, última hora XI ( Actor islandês vence câmara da capital )

Finalmente temos uma notícia sobre política. Publicada no DN Globo da autoris de Patrícia Viegas, tem como sub-titulo 'Bizarria ao poder'.

Actor islandês vence câmara da capital

Actor islandês vence câmara da capital

Apesar de sempre terem existido, os partidos e os candidatos bizarros correm o risco de ver as suas hipóteses crescer à medida que diminui a credibilidade dos políticos sérios. Foi o que aconteceu na Islândia, ilha vulcânica do Atlântico Norte, após o choque da bancarrota.

Winston Churchil dizia que uma piada é uma coisa muito séria. E aquilo que recentemente aconteceu na capital islandesa encaixa perfeitamente nessa ideia: o mais famoso humorista do país ganhou as eleições autárquicas de há uma semana em Reiquejavique, com um partido que prometia coisas tão absurdas como plantar palmeiras na gelada frente ribeirinha da cidade e adquirir um urso-polar para o seu jardim zoológico. Mas o que começou precisamente por ser encarado como uma piada parece ser agora um caso sério.

Jon Gnarr, d'O Melhor Partido, tem grandes condições para ser presidente da câmara da cidade, depois de a formação política que criou há seis meses ter tido 34,7%, elegendo seis vereadores em 15, ficando a dois da maioria absoluta. Einar Orn Benediktsson, músico que já trabalhou com a banda Sugarcubes e a cantora Björk, é um dos vereadores.

O partido, diz o actor, que é também criativo de publicidade, foi criado para denunciar as responsabilidade das elites políticas e financeiras da Islândia na grave crise em que mergulhou a ilha vulcânica do Atlântico Norte. O seu resultado deixou boquiaberta parte da classe política e dos analistas islandeses. Atrás de si deixou, com 33,6%, cinco vereadores, ficou o Partido da Independência, que liderou o país 18 anos. Os sociais- -democratas e os Verdes, que actualmente governam em coligação a nível nacional, elegeram apenas quatro vereadores e o dos progressistas não foi reeleito.

Gnarr, de 43 anos, disse ao Financial Times que está a negociar com os sociais-democratas a hipótese de uma coligação municipal em que ele seja o presidente da câmara. E garantiu que está preparado para o cargo. "Adoro esta cidade e quero mesmo fazer bom trabalho. Vou manter o meu humor e tentar usá-lo como uma vantagem."

O actor diz que a chegada ao poder da sua formação constitui uma nova opção para a política. "Temos que trabalhar a infra-estrutura do partido para que as pessoas tenham uma forma de compreender o que é O Melhor Partido e quais são os benefícios do que nós chamamos anarco-surrealismo", declarou, citado desta vez pelo Wall Street Journal.

Não sendo caso único no que toca a partidos e candidaturas eleitorais bizarras, esta formação chegou mais longe do que era previsto e até a primeira-ministra da Islândia, Johanna Sigurdadottir, admitiu que isto pode ditar o fim do tradicional sistema de quatro partidos naquele país. "Nunca vi nada assim", declarou por sua vez o conhecido analista e professor da Universidade de Reiquejavique Olafur Hardarsson.


Definitivamente, a forma não camuflada, de brincar aos politicos!
Num país falido, numa Europa fragilizada com uma crise mundial, ainda há quem tenha o desplante de andar a brincar às campanhas eleitorais?

Pois uma piada é uma coisa muito séria, outra coisa é brincar com coisas sérias!

Pode ser que este seja o próximo país a quem tenhamos que dar dinheiro!
Começo a pensar se não seria melhor falirmos também... ao menos recebiamos e... depois via-se!
Numa época em que muito se fala, e muito mais se falará sobre África do Sul, lembrei-me do titulo de um dos mais conhecidos filmes sul africanos: 'Os Deuses devem estar loucos!'... neste caso os homens que nos (des)governam!


E você Alberto, o que pensa disto tudo?

sábado, 29 de maio de 2010

Sábado, última hora X ( )

Que dizer, que comentar?
Que o Ronaldo chegou à Covilhã, que a selecção está a treinar, ou que ainda não saíram de Portugal e já há uma quantidade deles lesionados. Ou seja, vamos para lá com um monte de pernetas...
Sim, a maioria das notícias são à volta disto, depois de uma pausa para falar sobre os Globos de Ouro e os vestidos das meninas.
Ah, pois no intervalo disto iam falando da crise. Sabem o que é? Pois não é importante para o país... afinal temos a selecção a caminho da África do Sul... na falta do campeonato de futebol...

E para a semana esperamos que os media sejam mais originais para que possamos trazer uma notícia a comentário...

É ou não é, Alberto?

sábado, 22 de maio de 2010

Sábado, última hora IX (Mil anos de prisão para cada etarra pelo atentado no aeroporto de Madrid em 2006 )

A notícia de hoje, escolhida pelo Alberto, tem como título: Mil anos de prisão para cada etarra pelo atentado no aeroporto de Madrid em 2006.

Três elementos da ETA foram esta manhã condenados a 1040 anos de prisão cada pelo atentado de 30 de Dezembro de 2006 no aeroporto de Madrid, que matou dois equatorianos e pôs em causa o processo de paz.

Na prática, cada um vai cumprir 40 anos de prisão efectiva, pena máxima em Espanha pelos crimes de terrorismo. A Audiência nacional considerou os três elementos da organização separatista basca responsáveis pelos crimes de "assassínio terrorista", "tentativa de assassínio terrorista" e "participação em atentado terrorista", que, além dos dois mortos, fez 40 feridos. Este tribunal encarregue dos dossiês de terrorismo, condenou ainda Mattin Sarasola, Igor Portu e Mikel San Sebastian a indemnizar os familiares das duas vítimas mortais: 700 mil euros a uma família e 500 mil a outra. Depois deste atentado, cometido em plenas tréguas, o governo socialista de Zapatero pôs fim ao diálogo iniciado seis meses antes para pôr um fim pacífico ao conflitos com os separatistas bascos. Dois mortos e mais de 40 feridos A 30 de Dezembro de 2006, a ETA colocou uma furgoneta armadilhada no parque de estacionamento do Terminal 4 do aeroporto de Madrid Barajas. Carlos Alonso Palate e Diego Armando Estacio morreram soterrados pelos escombros de um dos módulos do parque de estacionamento do terminal, onde se tinham deslocado para recolher familiares e amigos que chegavam do Equador. Considerada uma organização terrorista pela União Europeia (UE), a ETA é dada como responsável pela morte de 829 pessoas em mais de 40 anos de luta armada pela independência do País Basco.
O último atentado da ETA remonta a Agosto de 2009 e foi perpetrado nas ilhas Baleares.


Perante a existência de pessoas como estas, só se me coloca uma pergunta: 'Mas esta gente pensa que está a fazer alguma coisa pelo seu país, pelo Mundo?! Eles são loucos. Eles estão a matar pessoas inocentes, que muitas vezes partilham da revolta deles, mas que não têm que servir de 'arma de arremesso' para os governantes. Esses, os governantes, continuam vivos, no dia da tragédia vêm chorar à televisão e... a vida continua, com a verdadeira dor nas famílias das vitimas. Focam filhos orfãos, pais sem filhos e para quê? Muda alguma coisa? Só mesmo o a vida dos que dependiam dessas pessoas... e para pior, ao contrário do que esses loucos querem: melhor vida para ... eles?
E estes assassinos, que lhes acontece? Vão para a cadeia, quando apanhados, portam-se bem e passadosgem da cadeia.

Esta gente não consegue nada assim, só mesmo dar mais força ao poder, que afinal querem... destruir!
Mas não vêm isso, nem eles, nem Al Qaeda, algo mais forte que eles, ira, raiva, revolta, ou mesmo fanatismo; apoderaram-se deles de tal modo que os cegaram.
E entretanto nunca sabemos quando ao entrar num avião,num metro, ou mesmo a atravessar um rua ficamos ali memso vitimas desse fanatismos! Nós que só queremos viver e a quem poderes políticos não interessam nada ou muito pouco, nós que agora passamos (os espanhóis neste caso) a sustentá-los, também!



E você Alberto, o que achas desta notícia?

sábado, 15 de maio de 2010

Sábado, última hora VIII (Concorrentes abrem guerra à Apple nos equipamentos e nos tribunais )

Esta semana é esta a notícia trazida a comentário:

A HTC processou a dona do iPhone e a Google vai lançar rival ao iPad.

Seja em que área for a Apple de Steve Jobs parece estar sempre a somar inimigos, desde os processos em tribunais a produtos concorrentes aos lançados pela tecnológica da maçã. A HTC avançou ontem com um processo em tribunal contra a dona do iPhone, em resposta a uma acção judicial interposta, em Março, pela Apple contra a fabricante do Taiwan.

A HTC alega, neste processo, que a Apple viola cinco das suas patentes e pede a suspensão nos Estados Unidos da venda do iPad, iPhone e iPad - os sucessos da tecnológica. Desta forma a HTC, que fabrica o telemóvel da Google, responde à tecnológica de Steve Jobs, que, em Março, acusou a fabricante do Taiwan de violar 20 das suas patentes em telemóveis com sistema operativo Google Android, em particular o Nexus One, considerado a resposta da Google ao iPhone.

Os processos e contra-processos já são uma realidade bem conhecida da Apple: a Cisco chegou a avançar com uma queixa contra a empresa, pela utilização indevida do nome iPhone. Contudo, a guerra contra a empresa de Steve Jobs também se joga ao nível dos equipamentos e sistemas operativos. Desde o lançamento do iPad (e já quando existiam rumores) que as tecnológicas se têm desdobrado em esforços para lançar os seus próprios ‘tablet'. O último anúncio veio da Google, que confirmou estar a desenvolver um ‘tablet' concorrente ao iPad.

Os rumores foram confirmados por Lowell McAdam , presidente-executivo da operadora Verizon Wireless, com quem a Google está a negociar o desenvolvimento do equipamento. O novo ‘tablet' rodará o Android, mas desconhecem-se outros pormenores, como o fabricante ou a data de lançamento.

A Google, que sempre esteve mais vocacionada no ‘software', com o sistema operativo Android, tem apostado no desenvolvimento de equipamento que já inclua o seu sistema operativo para evitar o progressivo crescimento da Apple.

O lançamento do Nexus One, telemóvel de marca própria, foi um sinal de que a Google não quer ficar de fora de um mercado que está a crescer. Em 2009, o Android conquistou uma quota de mercado de 4,1%, segundo dados da consultora IDC, um crescimento exponencial face a 2008. Já o sistema operativo da Apple, o Mac OS X, atingiu uma quota de 14,5%.

Não sei não, mas será que com estas 'invasões' de mercados não vai ser o consumidor quem vai penar?

Lembro-me que quando apareceu a Qteq (agora HTC) eu achei estranho e quando o L. quis comprar um telemóvel dessa marca, porque era o que tinha melhor performance, achei estranho. 'Tem sistema de navegação, o telefone é livre, tem uma agenda...', dizia-me ele para que eu ficasse convencida. O que é certo é que foi um óptimo telemóvel, que como todos depressa ficou obsoleto e agora jaz numa gaveta algures cá por casa?

Entretanto vou usando o gmail, vou cobiçando os equipamnetos da Apple e estou a escrever este post num Eee PC, que para aqui (ainda) não é chamado.



sábado, 8 de maio de 2010

Sábado, última hora VII (Juíza vai as lágrimas ao libertar inocente que esteve 29 anos preso)

Hoje na rubrica 'Sábado, última hora', a notícia, publicada no IOL no dia 06/05, é:

Juíza vai as lágrimas ao libertar inocente que esteve 29 anos preso

  • Um homem passou 29 anos na cadeia e afinal estava inocente. O norte-americano Raymond Towler foi condenado por raptar e violar duas crianças, uma menina de 12 anos e um rapaz de 13. As análises de ADN vieram agora comprovar a inocência e Towler foi libertado esta quarta-feira, segundo informa a BBC.

Raymond Towler, de 52 anos, tinha sido condenado à prisão perpétua em 1981, quando tinha 24 anos e que trabalhava como. Numa audiência rápida, a juíza Eileen A. Gallagher, do tribunal do condado de Cuyahoga, lembrou os detalhes das acusações apresentadas: Towler teria atraído as crianças para a reserva de Rocky River, antes de violentá-las.

No entanto, graças à intervenção da organização não-governamental Ohio Innocence Project, que numa colaboração com o jornal americano Columbus Dispatch investiga centenas de condenações consideradas suspeitas, baseando-se em exames de ADN, ficou comprovado que o homem não é o violador das vítimas.


Antes de mais, a notícia está cortada.(... quando tinha 24 anos e que trabalhava como. Numa audiência rápida,... ). Já o disse aqui, no Desvios, talvez até mais que uma vez; antigamente, podíamos confiar piamente na ortografia e na gramática dos textos que eram publicados, tanto nos jornais, como nas revias ta. Hoje, infelizmente não! Desde aparecerem textos cortados, até dizerem que 'houveram' pessoas que...; há de tudo um pouco!.

Mas pronto, o senhor, trabalhava numa reserva e foi acusado de atrair criancinha para lá e violentá-las. Quem o acusou, foi o estado Norte americano a quem ele, uma vez trabalhador da dita reserva, pagava impostos e estava sujeito às leis.

Foi acusado, foi preso, esteve 29 anos na cadeia e ao fim de 29 anos, uma organização não governamental, surgiu, quem nem anjo-da-guarda e provou que afinal havia outro... ele não era o criminoso!

Entretanto o violador continuou a sua vididinha, de violador também, nunca terá sido descoberto e foram 29 anos sem retorno...

E ao ser apresentado à juíza, emociona-se ao declará-lo inocente. Ficamos sem saber se a juíza o fez porque se emocionou ao ver que um homem por um erro de justiça perdeu os melhores anos da vida dele na cadeia... ou porque foi ela quem o condenou 29 anos antes!

E isto é assim, não somos donos da nossa vida: somos condenados por um crime que não cometemos, morremos ou ficamos inválidos por um erro médico, em minutos perdemos os nossos haveres num incêndio, numa enxurrada...
Definitivamente não somos donos das nossas vidas!

E vocêAlberto? O que acha desta notícia?

sábado, 1 de maio de 2010

Sábado, última hora VI (Subsídio de férias pago em certificados de aforro. Concorda?)


Apesar de termos combinado evitar falar de política, não resisti a propor esta notícia.

Subsídio de férias pago em certificados de aforro. Concorda?

O PSD está disponível para discutir com o Governo a possibilidade de se pagar o 13º mês dos funcionários públicos em títulos de dívida pública. Ou seja, em vez de receberem subsídio de férias em dinheiro, os funcionários receberiam certificados de aforro.

A ideia não é nova e até já foi usada nos anos 80 por imposição do Fundo Monetário Internacional. Mário Soares era então primeiro-ministro e tinha Ernâni Lopes ao seu lado na pasta das Finanças.

Veja aqui a reportagem

Quase 30 anos depois, a ideia de pagar o subsídio de férias com certificados de aforro volta a estar em cima da mesa. Alguns economistas, como Silva Lopes, já a defenderam e o líder do PSD não põe a hipótese de lado.

Mas para o Governo, pagar o décimo terceiro mês com títulos da dívida pública não é solução. Se o executivo viesse a adoptar esta medida o dinheiro era retirado dos salários mas teria que ser gasto na mesma para comprar os certificados de aforro.

A medida não ia ajudar por isso a reduzir o défice, e poderia funcionar apenas como uma forma de financiamento, já que os funcionários públicos se tornariam credores do Estado.


Não, definitivamente NÃO!
Eu NÃO prescindo do meu salário e dos meus subsídios para 'salvar' uma causa onde nem todos estão empenhados em fazê-lo. Ainda mais fazendo parte desses 'nem todos', os mais ricos, os que mais ganham, os que mais fogem a impostos, os que mais prémios e regalias continuam a ter!
Esse senhores que têm o deles garantido, que para além de auferirem altos salários ainda têm tudo e mais alguma coisa paga, coisa que se eu quero usufruir tenho que PAGAR, tais como férias, carro, estadias, viagens...
Ai são luxos?! Pensarão alguns. Pois, mas será para todos e todos deveriam ter direito a, depois de doze meses de trabalho terem dinheiro, o SUBSÍDIO, para descansarem, passear com a família e conhecerem outras paragens... é cultura! Se bem que alguns enfiam-se em apartamentos junto à praia algures entre o Alentejo e o Algarve e pouco fazem para além das idas à praia... mas isso é problema deles. É o dinheiro deles, a vida deles e estão a fazê-lo com o fruto do trabalho deles!
Pois, porque depois disso os que seriam vistos por lá, seria,m aqueles de que falei no início, os 'nem todos', que haveriam de continuar a ganhar o salário minímo... e estariam ali num hotel de quatro ou cinco estrelas... em representação da empresa de que são proprietários. E ainda teriam a lata de dizer: 'Este ano não fui para fora... é a crise.'
Senhores como estes conheço-os bem!
Quando andava na universidade, havia meninos que chegavam às aulas em altas bombas, viviam em aparatamentos próprios, dos quais estavam a pagar o crédito... e para ajudar alugavam os quartos a colegas.
Esses meninos estavam isentos de pagar propinas porque eram trabalhadores-estudantes. Coitados, trabalhavam na empresa dos pais e ganhavam o salário minímo!
Eu, com um pai trabalhador por conta de outrem, como eu sou agora; pagava propinas, ia para as aulas a pé ou de transporte público e se quis estudar tive que me limitar à cidade do Porto... não havia dinheiro para pagar estadias fora!
Chamem-me egoísta, digam que sou uma privilegiada por ter emprego, por ter os salários em dia e até por ter tido um aumento (esmola) de salário.
Ok, mas até quando? E durante quanto tempo?
E os outros? Com 'tachos' vitalícios, com altos remunerações, nem sabem quanto custa a revisão de um carros, uma refeição num restaurante, um jogo de pneus para o carro.
Ok, mais uma vez, ainda sou priviligiada. Ainda posso ir ao restaurante, ainda posso ir de férias, ainda posso andar de carro, ainda posso pagar o empréstimo da minha casa.
E quando eu não puder? Alguém me vai dar certificados?
E se eu não fizer isso? E se todos nos retrairmos a jantar fora, ir de férias, comprar roupas, calçado, livros, discos... quantos mais não ficarão sem emprego?
Enquanto eu puder faço-o. Com peso e medida, como sempre o fiz.
Mas NÃO MEXAM NO MEU BOLSO! É roubo!
E mais a mais já o fizeram antes, o povo sacrificou-se, os outros continuaram na mesma e voltamos ao mesmo!

E você Alberto, concorda com esta medida?

sábado, 24 de abril de 2010

Sábado, Última Hora V (O Twitter tem sido uma armadilha fatal para os jornalistas", diz especialista

A notícia desta semana, levanta a questão da credibilidade das redes sociais...



20 de Abril de 2010, 21:25


O maior vulcão da Islândia, o Hekla, entrou em erupção nesta segunda-feira à tarde. A notícia é falsa. Surgiu ontem no Twitter e, em pouco tempo, já estava espalhada em toda a Web. Ao princípio da noite, o facto já tinha sido desmentido pelo Instituto de Meteorologia da Islândia.


Um erro da televisão pública do país que está na ordem do dia por ter fechado o espaço aéreo europeu com as cinzas do vulcão Eyjafjallajokull foi o que bastou para que a notícia de uma segunda erupção, a do Hekla, tenha sido divulgada no site de microblogging Twitter pelo utilizador @breakingnews.


De acordo com o Huffington Post, foram feitos mais de 600 retweets da mensagem original, que acabou por chegar aos meios de comunicação, como o site norte-americano da MSNBC ou o italiano Ansa. Uma hora depois o mesmo utilizador do Twitter desmentiu o acontecimento.


“Um pau de dois bicos”


“O Twitter tem sido uma armadilha fatal para os jornalistas”, diz ao SAPO Helder Bastos, professor de ciberjornalismo da Universidade do Porto. O especialista considera que o Twitter “é uma espécie de pau de dois bicos”. “É um fabuloso instrumento de breaking news mas pode ter um efeito boomerang para os jornalistas”, repara.


“A ferramenta nunca pode ser usada como fonte segura mas sim para dar dicas ao jornalista”, nota Helder Bastos, relembrando que já aconteceram casos semelhantes despoletados pelo Twitter, “como mortes de jogadores de futebol e actrizes”.


Antes mesmo do Twitter, os media online já enfrentavam o problemas de divulgação de falsas notícias por causa da necessidade de “serem os primeiros a divulgarem os acontecimentos sem antes confirmarem os factos e cruzarem as fontes”, sentencia o autor da tese de doutoramento “Ciberjornalistas em Portugal: Práticas, Papéis e Ética”.


O vulcão na Web


Em todo o mundo mais de seis milhões de passageiros foram afectados pela nuvem de cinzas do vulcão Eyjafjallajokull que entrou em erupção a 14 de Abril e há cinco dias está a provocar um cenário de caos principalmente no espaço aéreo europeu.

Nos meios de comunicação online encontram-se aplicações multimédia que explicam os pormenores da erupção, como esta infografia do Guardian, ou mostram imagens do acontecimento, como este vídeo da BBC ou esta galeria de fotos da SIC. O Libération fez ainda uma reportagem sobre a dificuldade de pronunciar o nome do vulcão.

E pois, já diz o ditado:' A cada ponto acrescenta-se um ponto'!

E claro que as redes sociais não iriam ser excepção, assim como não estarão fora do alcance dos boateiros!

Frases como: 'Na net tem..'; 'Se é assim deve estar na net...'. Pois estará concerteza, mas mais do que esperado, muitas vezes, e cada vez mais!

É cada vez mais frequente começar uma pesquisa com uma dúvida e acabá-la com um 'nó cego na cabeça', tal é o volume de informação e desinformação que lá se encontra!

O Twitter, o protagonista desta notícia será um exemplo disso. Afinal cada um pode dizer o que quiser, quando quiser de uma forma anónima ou não. Muitas vezes os registos são encobertos por nicknames, que protege o autor da informação e o faz sentir-se com plena liberdade para dizer o que bem lhe apetece...

O memso se passa no Facebook, nos blogues e em sites, onde consegue manter o anonimato sem necessidade de ser um génio da informática. Claro que há, e cada vez mais sofisticadas, ferramentas de detecção e localização, mas, e mais uma vez, voltando ao dito popular: 'Quando sai uma lei, arranja-se logo dez formas de fuga!'

Mas esta questão da informação falsa e, ou, adulterada pode ter consequências graves. Se os jornais, onde quem escreve tem que 'dar a cara', já só escrevem a verdade deles, tão bom será dar asas à imaginação debaixo da capa de um nickname!

E lembrei-me agora do quanto uma falsa noticia ou informação podem por um país em estado de sítio. Numa época em que a net era algo de muito distante, alguém um dia resolveu anunciar no rádio o fim do Mundo. Foram horas complicadas as seguintes... lembram-se??

E você Alberto, o que acha do Twitter ?

sábado, 17 de abril de 2010

Sábado, última hora IV (Lisboa escapa por pouco ao fim da tabela nos transportes )


Munique pode continuar a orgulhar-se das suas cervejarias, pois quem abusar desta bebida tem ao seu dispor o melhor sistema de transportes públicos europeu. A conclusão é de um recente estudo do EuroTest, organismo da Federação Internacional do Automóvel (FIA), que distinguiu a cidade alemã entre 23 grandes centros urbanos. Lisboa ficou em 18.º lugar, à frente de Madrid e Londres.
A capital portuguesa está em 18.º lugar num alista de 23 cidades europeias (Miguel Manso)


"Nada mau, mas pode melhorar", foi o veredicto do estudo realizado pelo EuroTest ao transporte público em diversas cidades europeias. Este organismo, de que faz parte o Automóvel Clube de Portugal (ACP), testou entre Outubro e Dezembro de 2009 os tempos de viagem, as ligações, a informação e os bilhetes e tarifas dos comboios, metropolitano, autocarros e eléctricos. A cidade de Munique alcançou o primeiro lugar, com uma apreciação de "muito bom", seguida de outras 11 com a classificação de "bom", nove ficaram-se pelo "aceitável" - entre as quais Lisboa -, uma teve o carimbo de "mau" e, em último, Zagreb com um "muito mau".

"Ficava admirada se Lisboa tivesse ficado muito bem cotada", comentou, com base na sua experiência pessoal, Patrícia Pereira, do ACP, explicando que o EuroTest trabalhou directamente os operadores (CP, Metropolitano de Lisboa e Carris) para recolher elementos para o estudo. Para Fernando Nunes da Silva, vereador da Mobilidade na Câmara de Lisboa, estudos destes "são sempre úteis, mas importa perceber os critérios em que se basearam". O autarca reconhece que é preciso maior intervenção municipal para melhorar a mobilidade urbana, mas salienta o investimento dos operadores para atrair mais utentes.

Lisboa é apontada como uma das cidades que não possuem um site comum com os diferentes operadores - o Transporlis (transporlis.sapo.pt), por exemplo, é desconhecido até dos portugueses. Ainda assim, a capital lisboeta ficou à frente de Madrid (19) e de Londres (20), cujo site informativo, com indicações em 16 idiomas, deve servir de modelo.

Munique, por sua vez, convenceu o EuroTest pelas ligações rápidas e informação detalhada nas estações e veículos, apesar das tarifas menos favoráveis. Já a capital croata peca pelas deficientes ligações na cidade, apenas servida a partir do aeroporto por autocarros, e as viagens de eléctrico à velocidade média de 13 quilómetros por hora.

"Transportes eficientes com boas interligações são essenciais para persuadir as pessoas a deixarem os carros em casa", salientou Wil Botman, director do gabinete europeu da FIA.



... e é esta a notícia trazida a comentário esta semana, escolha do Alberto.
E da notícia, saltou-me a frase: "Ficava admirada se Lisboa tivesse ficado muito bem cotada"
Tipicamente nosso, dos portugueses, dizer mal!
Eu, muito honestamente já há mais de uma década que não uso os transporte públicos com frequência, e quando usei foi numa cidade que não a onde vivo actualmente, pelo que quando, pontualmente, não posso comparar.
Também não posso comparar com outras cidades porque, aí é que nunca usei transportes públicos!

E por isso limito-me a comentar os comentários, tristes, feitos sobre o resultado do estudo.
Lisboa ficou pelo 'aceitável', sim, não é satisfatório, mas mais triste é a forma recorrente com que somos os primeiros a desdenhar da prata da nossa casa!
Não gosto, fico mal disposta com estas coisas. E principalmente quando são palavras lançadas sem a parte construtiva atrás.

Portugal é o meu país, Portugal é lindo e, mesmo com as suas fraquezas, que são muitas, não temos de desdenhar constantemente!


Bem, e você Alberto, usa transportes públicos?

sábado, 10 de abril de 2010

Sábado, última hora III (Herman José - De regresso à RTP1)

07.04.2010

De regresso à RTP1

O humorista volta ao canal público 10 anos depois, com um "talk show" feito à sua medida.


"É com grande orgulho e alegria que regresso à RTP1. Sinto-me como um emigrante que regressa à sua pátria", confessou Herman José, no dia em que José Fragoso, director de Programas do canal público, deu a boa-nova aos jornalistas.

"Herman 2010" arranca sábado, dia 17 de Abril, num horário que encerra o "prime-time" da RTP1, pelas 23 horas. Em cada programa, com duração de 50 minutos, Herman recebe três convidados (um deles musical), numa nova promessa de momentos únicos e divertidos.

"Não venho armado em diva", assegurou o apresentador, que volta a trabalhar com as Produções Fictícias, empresa que ajudou a fundar em 1991. "O meu estado de espírito é de pura felicidade e acho que também tenho o direito de me sentir feliz de vez em quando, coisa que não acontece há alguns anos", disse Herman José.

Como nos formatos anteriores, em que Herman brilhava, este "talk show" inicia-se com um monólogo do apresentador, em torno da actualidade noticiosa do país. Além deste momento de "stand up" há ainda lugar, semanalmente, para rubricas de humor e um sketch-vídeo, que pode recuperar "bonecos" protagonizados em tempos por Maria Rueff, Ana Bola, Joaquim Monchique ou Maria Vieira, todos eles companheiros de antigas aventuras.

Ao longo de 13 emissões, o mais antigo "entertainer" português conversará com várias personalidades, das mais diversas áreas da sociedade. Revisitará o modelo dos"talk shows" americanos e estará acompanhado em estúdio pelo maestro Pedro Duarte e por um quarteto de jazz.


Não sei se fique contente ou não com esta notícia.Gosto do Herman, que fez par com Nicolau Breyner a dupla Senhor Contente e Senhor Feliz e tenho um carinho muito grande pelo Herman que tornou os meus Domingos menos difíceis numa época delicada da minha vida, em que estava longe de tudo e de todos e era da TV que me valia. Aproveito para agradecer também ao grande comunicador que é e que por muitos mais anos, espero, Júlio Isidro.
O Passeio dos Alegres é algo único, que marcou a minha geração, assim como o Zip-Zip marcou a geração dos meus pais.
Depois de lançado no Passeio dos Alegres, onde tantos outros artistas foram lançados: António Variações, os ir,mãos Feisht... Herman ficou por conta dele e deu 'à luz' o Tal Canal. Sim, talvez o melhor programa de humor da TV nacional.
Mais do mesmo com nomes diferentes sucedeu-se-lhe ( Humor de Perdição, Casino Royal), mas o Tal Canal ... foi o primeiro e já diz o ditado: 'não há amor como o primeiro'!
Um talk Show, fechou a sua passagem pela RTP e, apesar de não ser brilhante ainda nos brindava com um Herman que, depois de se passar para outra estação se transformou. Ou porque o formato que nos quis dar já estava saturado, ou porque encontrou limitações que não conhecia até então, ou porque pintou o cabelo de loiro!
Será?!
Agora regressa, à RTP, mas com o cabelo loiro.
Tal como fechava a telenovela do Tal Canal, o Diário de Marilu: 'Que mais irá acontecer?

O Herman do antigamente, espero, quero...


E você Alberto? O que acha deste regresso?

domingo, 4 de abril de 2010

Esclarecimento

O post relativo à rubrica de Sábado, devido a problemas de formatação, ficou incompleto: é regra a notícia ser publicada na integra no início do post e a fotografia, igual para os dois, ser colocada centrada no topo do post.
Correu mal.
A notícia não estava lá e a foto foi parar ao fundo do post.
Já está corrigido

Para quem já comentou não fiquem com o sentimento de que o post mudou quanto à essência depois do comentário... seria pouco ético. Não o fiz, claro.

sábado, 3 de abril de 2010

Sábado, última hora II (Vítimas de abusos nos EUA querem sentar Papa no banco dos réus)

A notícia que comento hoje foi publicada no site do jornal Público no dia 1 de Abril.
Com o título Vítimas de abusos nos EUA querem sentar Papa no banco dos réus, a o Público diz o seguinte:

O Vaticano está a preparar a defesa do Papa nos Estados Unidos, num caso em que três cidadãos do estado de Kentucky querem levá-lo ao banco dos réus.

A acusação é de negligência e encobrimento de abusos sexuais por padres, quando o actual chefe da Igreja Católica era cardeal e prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. É o primeiro caso em que vítimas procuram sentar directamente o Vaticano no banco dos réus, segundo o diário espanhol El País.
Os advogados do Vaticano defenderão, segundo documentos consultados pela Associated Press, que Bento XVI tem imunidade devido à sua condição de chefe de Estado, um argumento anteriormente aceite pela Justiça num caso no Texas, em 2005.

O defensor dos queixosos, William McMurray, citado pelo El País, considera que o argumento não é válido. “No caso do Texas, o Papa foi acusado directamente dos abusos. Este caso é diferente: é acusada uma pessoa, Joseph Ratzinger, de ter encoberto abusos e de ter protegido abusadores quando era cardeal e responsável pela supervisão dos bispos”.O advogado pretende que a acção se converta numa queixa colectiva de todas as vítimas de abuso sexual por sacerdotes nos EUA.

Entre os elementos de acusação, o advogado inclui o documento conhecido como Crimen Sollicitationis, emitido pela Congregação em 1962, no qual se assegura que os abusos pederastas estão protegidos pelo “segredo do Santo Ofício”. Os advogados do Papa defenderão que, na linguagem do Vaticano, este texto não recomenda expressamente aos bispos que não avisem as autoridades dos abusos sexuais.

O Vaticano argumentará também que os membros da Conferência Episcopal dos EUA não são assalariados da Cúria Romana e que, por isso, este não pode ser considerado como o responsável último pelas suas decisões.
Para Filippo di Giacomo, padre e especialista em direito canónico, a tentativa de incriminar directamente o Vaticano “é uma idiotice”. “A Igreja não é uma multinacional do tabaco. Não se pode acusar o Santo Padre dos delitos de alguns padres. Nós não somos seus empregados e ele não pode ser responsável por casos particulares. Cada bispo controla as suas dioceses”, disse, citado também pelo diário espanhol.


(...) o peso da dor nada tem que ver com a qualidade da dor. A dor é o que se sente. Nada mais. Desisto definitivamente de me iludir com a minha força de adulto sobre o peso de uma amargura infantil. Exactamente porque toda a vida que tive sempre se me representa investida da importância que em cada momento teve. Como se eu jamais tivesse envelhecido. Exactamente porque só é fútil e ingénua a infância dos outros - quando se não é já criança.
Excerto do romance 'Manhã Submersa', de 1953, adaptado para o cinema por Lauro António em 1980.

Enquanto lia a notícia escolhida pelo Alberto para tema de comentário, lembrei-me deste livro/filme. Lembrei-me que esta obra é o relato fiel do que se passava no nosso país nesta época: crianças pobres eram internadas em seminários em busca de melhor vida. Era uma vontade dos pais, que o conseguiam graças às influencias de pessoas abastadas da terra, que passavam a seus tutores. Essas crianças não tinham direito a opinião, apesar de ser o futuro delas que estava em jogo. Em muitos casos, quase todos, até os próprios pais deixavam de ter esses direitos, que passavam para os tutores a partir do momento em que eles conseguiam a admissão das crianças no seminário. Muitos desses menino, que nunca o foram, são os padres que temos hoje.
Meninos que não foram e homens que não pod
em ser. E tudo em troca de uma infância sem fome, de uma juventude sem ir para a guerra do ultramar (se bem que alguns foram) e uma existência sem vida própria.
Re-li a notícia. Enquanto a re-lia
vinham-me à memória também flashes de relatos de pessoas sobre instituições geridas pela igreja.
O caso de um colégio, famoso e caro, da cidade dos arcebispos, em que as crianças são sujeitas a regras severas e confrontadas com situações pouco adequadas aos nossos dias.
As meninas, e estou a falar de crianças até aos doze anos, não podem ir de mini-saia e os rapazes não podem ir de calças largas.
Quando as crianças não comem são ameaçadas com a chamada do director, um padre, que para dar o exemplo, por várias vezes, enfiou a comida pelas boca dentro das crianças. Para isso usou a técnica de lhes apertar o nariz para os obrigar a abrir a boca.
Essa instituição tem alunos internos, que ao ter os pais distantes, são vitimas de castigos ainda mais severos, dos quais só uma quota parte transpira para o exterior pela boca dos externos, que da 'missa não saberão a metade'.
De abusos sexuais não há relatos, mas os psicológicos são sabidos e ninguém faz nada. Os pais reclamam e a resposta, dada a grande procura que há pelo dito estabelecimento é:'A porta da rua é serventia da casa.'
Uma amiga minha tem dois sobrinhos adoptados. Essas crianças vieram de uma instituição, de padres, também, onde os castigos são pouco apropriados para crianças de 5 e 8 anos.
Quando a irmã dela os foi ver pela primeira vez, os meninos vestiam roupa apropriada para crianças com menos dois anos e tinham os dentes podres. Quando ela ganhou direitos de família de acolhimento de fim-de-semana, levou-os ao dentista. Foi advertida e avisada de que se o voltasse a fazer seria penalizada no processo de adopção. Assim as crianças tiveram de continuar com os dentes podres até serem adoptadas, dois anos depois!
Dos castigos relatados por eles, retive um que me impressionou particularmente: de joelhos, em cima da gravilha do recreio, a caminhar com as mãos a segurar os pés!
Volto a frisar: ambos são geridos por padres.
Lembro-me que quando tinha 11 anos e numa aula de religião moral perguntei ao professor, padre, porque é que os padres não casavam, a resposta foi: 'Porque não ganham o suficiente para sustentar uma família'.
Sem me dar por convencida ripostei:' MAs o senhor padre tem um carro igual ao do meu pai, tem uma empregada e vive numa casa da paróquia... e dá aulas aqui, logo ganha um ordenado.'
Calou-se e tentou convencer-me que ele era um caso especial e que nem todos os padres podiam dar aulas e a conversa ficou por ali. Não sei se porque a aula acabou ou se porque eu apaguei da minha memória os outros argumentos dele.
Da mesma paróquia e uns anos mais tarde, quando resolvi casar, tive que visitar o padre, outro já, para acertar pormenores relativos ao casamento. Fiquei surpreendida com a quantidade de fotografias de crianças que ele tinha no escritório dele. 'Que lindos bebés!', comentei. Apressou-se, e em vez de agradecer o elogio, a dizer que eram afilhados. 'Parabéns, são muito lindos.', rematei sem dizer mais nada. Afinal, quase, todos os padres têm muitos afilhados e todos os padres têm uma prima ou governanta a viver com eles, que por acaso, e só por acaso, são mães solteiras... de filhos de pais desconhecidos.
O padre da freguesia onde eu nasci, quando os meus pais eram solteiros, fugiu com uma rapariga da freguesia, amiga deles. Naquela época os jovens tinha a sua liberdade condicionada, mas se fossem para os grupos de jovens o para a catequese, o espírito de beatice das mães e avós, davam toda a liberdade.
Fugiram para França e pouco mais se soube so
bre eles.

Estou ainda a lembrar-me de uma figura do clero, falecida há pouco, que se fazia passear ora de Audi A6, ora de Mercedes pela cidade, tendo o últimos, dizem, sido oferta dos amigos aquando de um dos seu aniversários. Tinha muitos afilhados, esse também.
Estes homens, são na sua maioria homens que pagaram um preço muito alto pelo 'pão' da sua infância.
Trocaram 'pão' por amor, carinho, paixão... mulher, filhos, netos..
Ficaram sós, à sua mercê, num mundo só deles, numa luta constante entre o que queriam e o que podiam. Nada, afinal, lhe foi ensinado, a não ser '
Viver para Deus.', mas nem isso lhe foi passado da melhor forma. Não lhes disseram que, mesmo podendo viver para Deus, podem ser homens na mesma, ter um papel activo na sociedade e podem amar e ser amados.
Os que conseguiram lá chegar, são hoje bons homens, que vive e convivem com a sociedade, servem Deus tão bem, ou melhor que os outros e fazem muito pelo próximo. E são muitos, a sua maioria, acredito, quero acreditar.
Os que não chegaram lá, tornaram-se pessoas distantes, sem vida própria, egoístas que, por sabe-se lá porquê, porque estão zangados com a vida, talvez; fizeram de outros vitimas da sua frustração ( a palavra mais leve que encontrei..).

E agora ao ler o último parágrafo da notícia:
“A Igreja não é uma multinacional do tabaco. Não se pode acusar o Santo Padre dos delitos de alguns padres. Nós não somos seus empregados e ele não pode ser responsável por casos particulares. Cada bispo controla as suas dioceses”, disse, citado também pelo diário espanhol. "

Precisa de comentário?!


Como li
aqui:
A igreja trocou o cálice sagrado pelo cale-se sagrado.
E você, Alberto, o que acha desta notícia?

sábado, 27 de março de 2010

Sábado, última hora I (Rádio não está em perigo e é um dos media mais completos)


Notícia RTP de 25/03/2010 :

Rádio não está em perigo, que está longe de estar em perigo e que pode ganhar maior visibilidade com a internet, defenderam vários especialistas num congresso internacional de Rádio que decorre hoje em Lisboa.

Elísio de Oliveira, que participou na sessão de abertura do congresso em representação do presidente da Entidade Reguladora da Comunicação foi um dos advogou a tese de que a rádio é insubstituível.
O congresso, organizado pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Politicas é subordinado ao tema "Pós Rádio: R@dio como media social?" abordou em varias mesas redondas a rádio, a musica e a internet.

E agora, digo eu: 'Ainda bem!'. TV, vinilo, i Pod, cinema, net... a rádio continua a ser a melhor companhia em qualquer lugar e em qualquer altura.
Quando estamos 'presos' no trânsito, o que nos consegue por a cantarolar ou nos arranca uma gargalhada... um sorriso, pelo menos?
As músicas do momento, as do antigamente, do nosso e dos outros, ou até mesmo as baboseiras (existe a palavra?!) dos radialista ( e esta existe?!).
E as longas tardes de estudo, com um rádio como companhia? Quem as não teve? .. ou não tem.
A rádio é o nosso iPod, o nosso MP3, o nosso boletim meteorológico, o nosso noticiário, o nosso despertador... e quando vamos de carro até nos ajuda a evitar os caminhos mais movimentados.
É notório que a rádio ao longo dos tempos sofreu mudanças, mutações (?). E estou neste momento a olhar para um rádio, muito semelhante ao da imagem que ilustra o post, que foi dos meus avós. Esse rádio capta ondas curta. Pois agora todos já só falamos em FM, mas antigamente captava-se sinal de rádio em onda curta para ouvir as notícias do estrangeiro, notícias da guelra, que no nosso país em onda média não era possível saber devido às limitações do regime de então.
A minha avó contava que comprou este rádio para lhe fazer companhia. O meu avô viva em Viseu e, note-se estou a falar da década de 40 do século passado; e, dizia ela, ajudou-a a passar muitas tarde de Domingo e muitas noites mal dormidas.
Na geração dos meus pais, a clandestinidade continuou a ter como cumplice a rádio. Desta vez para captar sinais de um bocado mais para leste, a rádio Moscovo, por exemplo, ouvida por milhares de portugueses, que queriam estar informados sobre o que se passava no estrangeiro e, também nesta época e pelo emmso regime, eram censuradas.
E mais uma vez foi a rádio a principal cúmplice da Revolução dos Cravos. Foi um sinal de rádio, que confirmou que as operações estavam a ter sucesso e tudo avançou como se queria e se atingiu o grande objectivo: derrubar o regime de então.

Como poderia assim a rádio sair das nossas vidas? A rádio sempre esteve e estará de uma forma mais ou menos activa ligadas à cultura e à vida de todos nós.

E alguém se lembra do 'Simplesmente Maria'? Sim grande folhetim da rádio, que nenhuma telenovela conseguiu apagar da memória da geração dos meus pais.

Nem TV, nem net, nem jornais... nada faz, nem fará as vezes da rádio... seja em onda curta, onda média ou frequência Modelada (FM).

A rádio é imortal. Estou convicta de que sobreviria à TV, tivesse que acabar uma das duas.

E você Alberto? O que acha desta notícia?