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domingo, 1 de agosto de 2010

Crónica de Férias 1991 (Fim)

23/08/1991

Ontem fomos a Évora.
Já estamos no Domingo e na Estação de Ponte de Sôr.
Na sexta fomos ao café e ver o lagar da Cooperativa.
De tarde fomos a Estremoz e Vila Viçosa. A Paula também foi.
Em Estremoz visitámos o museu e tirámos fotografias no Castelo.
Em Vila Viçosa vimos o Palácio dos Duques de Bragança. Gostámos muito.
Ontem, Sábado, o Jonas, o Alberto e mãe deste (D. Laura) foram a Avís comprar um vídeo.
À noite jantámos em casa da Paula (muito bom) e fomos ver o pôr do sol ao Club Náutico, só que quando chegámos já o sol se tinha posto. Viemos para o alto perto do campo da bola.
Fomos à esplanada do Retiro da Ponte e do restaurante Martins.
Agora estamos os quatro sentados na estação à espera do comboio para eu e o Jonas irmos para o Norte.
"ACABOU"! Estamos todos com cara de enterro a rezar para que o que que vem chegue depressa, para:


OLÉ SEVILHA.





E comentando as coisas vistas dos nossos dias:

Foram dois dias muito bons, estes passados pelo Alentejo.
Foi a primeira vez que estive tanto em Évora como em Estremoz e vim embora com a certeza de querer lá voltar, o que já aconteceu.
Estava muito calor, mas não foi impeditivo para que nos divertíssemos e fartássemos de caminhar pelas duas cidades.
Em Évora tivemos a sorte de ter a Paula como guia. Ela tinha lá passado os últimos anos lá na universidade e então levou-nos ao sítios mais interessantes da cidade.
Conhecemos a mãe da Paula também, uma senhora muito simpática que logo nos convidou para jantar na véspera do nosso regresso. E lembro-me que foi um jantar muito bom. Fomos muito bem recebidos, como amigos de longa data. No Alentejo é assim mesmo: amigo do meu amigo, meu amigo é.
O dia seguinte foi triste. Foi o dia em que nos separamos. O Jonas e a Xana entretanto tinha começado o namorico e estavam com os corações em pedaços.
Na estação ainda fizemos planos para Sevilha, planos que não se concretizaram... não passamos de Vila Nova de Milfontes...

Lembro-me que foi a ultima vez que atravessei a velhinha ponte D. Maria. Eram sempre de grande emoção aqueles minutos da travessia, que duravam uma eternidade.
E o Jonas seguiu para Viana e eu para casa com o meu pai que me foi buscar À estação.

E assim acabaram umas férias fantásticas.
Eu adorei. E você Alberto?

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Crónica de Férias 1991 (VII)


Já estamos no Ervedal!Chegámos ao Entroncamento as 5h da manhã e só nessa altura é que conseguimos dormir. Eu e o Alberto dormimos num banco e o Jonas noutro. A Xana optou por dormir no chão já que os bancos não estavam nas melhores condições de segurança.
Acordámos às 7h e os sornas continuavam a dormir. Nós dois fomos tomar café e o Alberto tentar telefonar à mãe, mas o que conseguiu foi apanhar um susto pois ir perdendo a carteira.
Apanhámos o comboio para Ponte de Sôr às 9.04h e chegámos lá por volta das 10h, onde estava a tia Isabel do Alberto à nossa espera. A viagem de comboio, apesar do cansaço, foi muito divertida! Depois de sair da estação, antes de ir para casa fomos tomar café ao El Dourado em Ponte de Sôr.
A viagem até ao Ervedal foi uma grande aventura, pois quem trouxe o carro foi o Alberto. Foram 35 Km de perigo de vida.
Mas cá chegámos e cá estamos na sorna (foi contágio dos outros dois!) depois de um bom banho e de um soborosíssimo almoço.
Agora estamos a ouvir música e a tentar decidir o que fazer. Ah! Já fizemos as contas, dá pouco mais de 14.000$00 a cada um, o que é pouco para uma semana tão bem passada!




E comentando as coisas vistas dos nossos dias

Pois, foi uma noite cheia de singularidades, para nós que nunca nos tinamos visto em tais andanças. A Xana quase que acordava com um 'tropa' em cima dela. O Jonas com as manias dele sobre dores de costas e problemas com a postura.
Eu e o Alberto, 'low profile' os dois, levávamos tudo na brincadeira e explorávamos sempre a parte divertida da questão.
E vejam só quanta boa disposição e que caras frescas depois de um par de horas de sono. Se fosse hoje...
Lembro-me que o Alberto estava eufórico porque ia conduzir. A tia Isabel ia deixá-lo 'levar' o carro para o Ervedal!
E depois ainda houve disposição, força e energia para ir dar um passeio pelas redondezas...



domingo, 25 de julho de 2010

Crónica de Férias 1991 (VI)

20/08/1991
Na terça de manhã, antes de sairmos, arrumámos as mochilas para não perder tempo à tarde.
Fomos para a praia até à hora de almoço. Este foi comprado pelo Jonas e pela Xana e também por eles servido num banco de jardim.
Depois do almoço os mártires deslocaram-se ao Prisunic para fazer as compras para a viagem, enquanto os sornas ficaram refastelados a dormir num banco do jardim.
No caminho do Prisunic resolvemos ir pela beira mar e quando demos por nós já tínhamos passado o Prisunic. Mas como para nós não há problema, metemos por uns atalhos e chegámos a tempo e horas.
A descida foi rápida: Prisunic - 14.50 Albufeira jardim - 15.10.
Fomos à praia tomar o último banho.
Regressámos ao parque de autocarro.
Desmontámos as tendas, tomámos banho, pagámos o parque e apanhámos o autocarro das 20.05h.
Ficámos na estação até as 22.20h hora a que o comboio chegou.
Neste momento estamos no comboio, acabámos de passar Vila Nova da Barónia.
Os sornas como sempre dormiram até agora e estão a comer, se é que não adormecerem outra vez.
Nós já fomos tomar café ao bar e temos vindo a apreciar a paisagem nocturna.



E comentando, vistas as coisas dos nossos dias:

Lembro-me que realmente a Xana e o Jonas dormiram o tempo todo! Lembro-me que no comboio a partir de uma determinada hora cheirava muito mal e era preciso ter um cuidado enorme ao circular pelos corredores por causa dos vidros das garrafas que uns rapazes, bêbedos, atiravam contra as paredes do comboio.
Demos graças a Deus por sairmos no Entroncamento!


quarta-feira, 21 de julho de 2010

Crónica de Férias 1991 (V)

18 e 19/08/1991

Hoje estamos na Quarteia a fazer vida de ricos, comendo numa esplanada.
Apanhamos da Quarteira para Albufeira o autocarro das 17.30h. Não tínhamos dinheiro quase nenhum e como era Domingo, os multibancos estavam quase todos fora de serviço. Saímos então na Albufeira Nascente para comprar comida, pois tem lá o Prisunic e pode-se pagar com MB.
Comprámos almôndegas e cozinhámos juntamente com esparguete. Quem até à data tinha feito a maioria das tarefas e se tinha preocupado com as coisas foram a Cristina e o Alberto, pelo que decidimos que nessa noite depois de voltar da esplanada do Parque (éramos para ir a Discoteca mas não tínhamos dinheiro), pôr o Jonas a fazer chá. Só que por azar nosso acabou o gás e tivemos que beber água "tingida".
Mas o grande castigo começou na segunda feira: eu e o Alberto decidimos que não comprávamos nada (eles estavam meio danados connosco porque nós, quando no dia anterior saímos do Prisunic separámo-nos deles sem dizer onde íamos, só que íamos fazer uma compra - era comprar o meu chapéu - e depois viram-nos subir a estrada de autocarro!).
Assim na segunda feira logo de manhã eu e o Alberto ainda fomos ao pão, mas depois disso não fizemos nada. Eles resolveram então comprar o almoço - o mesmo de sempre: fiambre, pão, iogurte e a tradicional água.
Para a noite compraram 4 variedades de conserva e batatas fritas, pois não havia gás!
À noite, depois deles lavarem a loiça, fomos à discoteca! Não estava muita gente e então deu para dançar sem apertos, quer dizer: quam dançou fomos nós os dois e a Xana, pois o Jonas apaixonou-se pelo sofá da discoteca!


E comentando as coisas vistas dos nossos dias:

E assim ficamos a conhecer muitas praia do Algarve, nestas viagens de autocarro. Eram dias cansativos, mas muito despreocupados, algo que falta hoje em dia.

As fotos não tenho a certeza que sejam deste dia. Provavelmente nem levamos máquina.
E assim a aventura pelo Algarve está a dias, horas, de passar para o Alentejo.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Terça, Flashback XIII (Alcácer do Sal-Estação dos Caminhos de Ferro (IV))

E porque ia de férias na próxima segunda-feira.
E porque ia para o Alentejo.
E porque Álcacer do Sal é ponto de passagem.
E ainda porque hoje há uma emissão filatélica conjunta Portugal-Roménia alusiva ao tema azulejos... a razão do meu Terça, Flashback , que esta semana saiu à quarta.
(ando uma cabeça no ar...)





Alcácer do Sal-Estação dos Caminhos de Ferro (IV)




Alcácer do Sal,

Julho 2004

Pormenor da varanda da casa do guarda da estação?

sábado, 26 de junho de 2010

Sábado, última hora XII ( Matemática: segunda chamada «chumbada»)

A notícia trazida a comentário esta semana é sobre as provas macionais, mais especifocamente sobre a segunda chanada da prova de matemática.
Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM) considera que o exame da disciplina do 3.º Ciclo, realizado esta sexta-feira, tem um grau de dificuldade inferior ao da primeira chamada e que uma nota positiva nesta prova não garante preparação para ingressar no secundário, escreve a Lusa.

«Com o fraco grau de exigência que tem, uma classificação positiva nesta prova não garante o mínimo de preparação matemática necessária para ingressar no Ensino Secundário», escreve a SPM no parecer ao exame nacional da segunda chamada.

A SPM diz mesmo que, ao contrário do enunciado da primeira chamada, de dia 18, esta prova representa «um passo atrás no sentido de se vir a alcançar um nível adequado nos exames de matemática» do 3.º Ciclo.

«Vale a pena lembrar que este exame é também o realizado pelos alunos retidos no 8.º ano, com vista à conclusão do Ensino Básico e eventual passagem direta para o 10.º ano», destaca o Gabinete do Ensino Básico e Secundário da SPM.

A prova «não tem os aspectos positivos» referidos no parecer da SPM na primeira chamada e «continua a sofrer de muitas lacunas», lê-se no documento.

A SPM reconhece como aspetos positivos nesta prova as questões de geometria, que se «adequam melhor aos objectivos» deste ciclo de estudos, mas refere que há áreas estruturantes que «não são verdadeiramente avaliadas», como os sistemas de equações e os números reais.

A área de probabilidades, acrescenta, é avaliada «a um nível bastante inferior» ao da primeira chamada.

«Esta prova avalia muito pouco o domínio dos procedimentos e a capacidade de aplicação dos algoritmos. Tal como na primeira chamada, cerca de 30 por cento da cotação do exame corresponde a questões de resposta imediata, o que nos parece excessivo», afirmam.

Para a prova de hoje estavam inscritos 615 alunos e compareceram 396, segundo dados do Ministério da Educação.

Usando as palavras de um anúncio da TV, e parecendo uma octagenária a falar; no meu tempo, os alunos eram quem se manifestavam, aliás, comentavam, sobre os diferentes graus d dificuldade entre as chamadas das provas.
Os professores, eventualmente, dariam a sua opinião, mas o ministério tinha alguma soberania, que não permitia a ninguém tecer qualquer tipo de comentário.
É evidente que uma das chamadas era mais acessível e nós alunos sabendo disso, arriscavamos uma delas e assumíamos as consequencias!
E mais uma vez, os meninos da primeira fase foram prejudicados e será que lhes vão dar uns pontinhos de bonificação? É que repetir aprova pode-se tornar violento!
E mais uma vez, no meu tempo, seria:'paciência! Em Setembro há mais!'

E alargando um pouco esta notícia ao panorama nacional, o que me parece é que isto é mais uma prova do (des)governo em que vivemos em que meio mundo tenta deitar abaixo outro meio!
E você Alberto, o que acha?

terça-feira, 22 de junho de 2010

Terça, Flashback XII (Frida Kahlo)

Da minha grande 'convivencia' com a (falta de) saúde, nos últimos dias; trazer Frida Kahlo ao 'flashback' será propositado...


Não, nem faz anos que nasceu, nem que morreu.
Simplesmente apeteceu-me falar dela.Filha de um fotógrafo judeu e de uma mexicana mestiça, cedo começou a ter sinais de que a sua vida não seria um conto de fadas.
As suas longas e exóticas saias mexicanas, tornaram-se sua imagem de marca, fazendo moda na época. Poucos sabiam é que Frida as usava, para encobrir a atrofia numa das pernas provocada pela poliomielite aos seis anos de idade.
Há biografias que fazem alusão a um acidente de autocarro, que lhe provocou uma fractura na bacia. Como consequência dessa fractura ficou impedida de ter partos normais, pelo que foi aconselhada a não engravidar. Esse mesmo acidente fê-la desistir de um outro sonho: ser médica.
A obra, 'A Cama Voadora', pintado em 1932, retrata bem a dor de Frida pela incapacidade de ser mãe.Casou com um artista, o muralista Diego Rivera, esteve grávida várias vezes, mas nunca foi mãe, as sequelas do acidente nunca lhe permitiram levar uma gravidez até ao fim.
A sua vida sentimental foi também muito atribulada. O seu casamento foi recheado de relacionamentos extra conjugais, tanto por parte dela como do marido. Ambos aceitavam essas relações, excepto as de Frida com outras mulheres. Frida era bissexual.




Sendo muitas auto-retratos, todas as suas obras são episódios marcantes da sua vida, daí o ter afirmado sobre a sua obra: pensavam que eu era uma surrealista, mas eu não era. Nunca pintei sonhos. Pintava a minha própria realidade.
Frida foi encontrada morta em sua casa, em 1954.
Apesar de a certidão de óbito atestar embolia pulmonar, por escritos dela, supõe-se que se tenha suicidado.
"Espero que minha partida seja feliz, e espero nunca mais regressar -
Frida"Nasceu e morreu no mês de Julho: 6 de 1907 e 13 de 1954

Frida pintou o quadro O Hospital Henry Ford, também conhecido como A Cama Voadora (1932). O quadro mostra a pintora deitada no leito do hospital, localizado em Detroit, EUA.
Flutuando sobre o leito, pode ser visto um feto do sexo masculino, um caramujo e um modelo anatómico de abdómen e de pelve.
No chão, abaixo do leito, são vistos uma pelve óssea, uma flor e um auto clave. Todas as seis figuras estão presas à mão esquerda de Frida por meio de artérias, de modo a lembrar os vasos de um cordão umbilical.
O lençol sob Frida está bastante ensanguentado. Seu corpo é demasiadamente pequeno em relação ao tamanho do leito hospitalar, de modo a sugerir seu sofrimento e sua grande solidão.
Do olho esquerdo de Frida goteja uma enorme lágrima, simbolizando a dor de uma mãe pela perda do filho; a pelve óssea é um testemunho da causa anatómica da impossibilidade de ser mãe.

O chão sob o qual Frida repousa encontra-se todo fendido, rachado, simbolizando as fracturas nos seus ossos.
Sobre a maca, ela deixa à mostra as regiões lombar e pélvica, nas quais pode-se ver a incisão sangrenta feita para a osteo síntese vertebral, e outra incisão oblíqua na projecção da crista ilíaca direita, de onde foi retirado o osso para enxertia.
A Árida sentada ao lado da maca com vestimenta tendo segura na mão esquerda o colete ortopédico que ela sonhava abandonar quando estivesse curada.
Na mão direita, ela agita uma bandeirola que dá nome ao quadro.
Para fazer este post para além de andar pela minha memória, andei por aqui e por aqui Fica ainda uma imagem da Casa Azul, a sua casa familiar, que quatro anos após a sua morte foi transformada em museu.


quinta-feira, 10 de junho de 2010

Quinta Lugares Cruzados XII (Campo )


E hoje o tema, escolhido pelo Alberto é o Campo.

'Adoro o mar, o campo e a montanha'. Esta frase faz parte de uma canção, que eu não sei qual, nem de quem, mas que eu nunca diria, pois praia, não, obrigada.

Campo e montanha sim. Gosto e bastante!
Tenho a sorte de viver num sítio ainda rodeado por vários campos e delicio-me a observar (e fotografar) as suas mudanças de cenário ao longo do ano.
É espectacular a mudança que ao logo do ano os campos sofrem e como conseguem ser incrivelmente bonitos em qualquer época! Mesmo quando esperam pela sementeira seguinte.

E das minhas viagens guardo paisagens lindíssimas: as vinhas do Douro, os campos d de girassóis e alfazema do sul de França, que Van Gogh tão bem passou para a tela.
Do Douro ainda as amendoeiras em flõr... que também temos no Algarve.
As searas alentejanas, os olivais...
Ai, ai...saudades do campo...

Quero férias!

E você Alberto, como é o seu campo?

terça-feira, 8 de junho de 2010

Terça, Flashback XI ( Baby Boom )

E para o Flashback desta semana escolhi este post de Dezembro de 2009, que fala da onda de bebés que estavam a caminho.
Pois todos eles já chegaram, mais até que estes. Tal como temia, esqueci alguns. Os principies da tia Becas, que ela logo tratou de corrigir num comentário: o Alex e o Tomás. Também não falei do Tiago. Só soube da sua existência já ele tinha 'chegado'.... ops... distracção.
Há quinze dias nasceu a Maria e a fechar toda esta vaga, mais quinze dias e chega a Jaiminha. Não, não penso que seja este o nome da menina, mas como só será revelado depois do seu nascimento...
E agora, e foi este o motivo porque me lembrei do post, parece que esta onda 'saltou' para a blogosfera. É só ir aqui, aqui, aqui, aqui e...


Ainda há quem diga que a taxa de natalidade está a baixar. Não deve ser entre as pessoas com quem me relaciono. Só desde Julho do ano passado, e correndo o risco de me esquecer de alguém:
Em Julho de 2008 nasceu a Ritinha V. .Sim porque vem em Março do próximo ano vamos ter outra Ritinha, a Ritinha R. Em Outubro de 2008 nasceu a Joaninha e já em 2009, em Março, o Miguel. Antes em Janeiro nasceu o Dinís, que agora parece que se escreve assim (Dinís). O meu primo ainda é Diniz e eu estava habituada a escrever desta maneira... Mas pronto foi um aparte. A Bruna, morenaça, nasceu em Outubro, a 10 e o João Rodrigo no passado dia 12 de Dezembro.
E já me ia esquecendo dos gémeos Ari e Gil, iguaizinhos que são, que nasceram em Setembro de 2008.
ainda a notícia da chegada do Nuno para Maio de 2010 e chegada da Russia uma mensagem no Facebook noticia o nascimento do Filipe, que segundo o pai só dorme e suja roupa.
Isto para não falar de pessoas com quem estou todos os dias, os meu colegas de trabalho que também foram muito produtivos: O Martim nasceu em Abril, o Tomás em Maio e para Abril de 2010 há uma Ana Margarida... ah e em Janeiro ainda vai haver uma Luísa!

E assim por alto passa a dúzia e de certeza que me esqueci de algum ou alguns, mesmo!

sábado, 5 de junho de 2010

Sábado, última hora XI ( Actor islandês vence câmara da capital )

Finalmente temos uma notícia sobre política. Publicada no DN Globo da autoris de Patrícia Viegas, tem como sub-titulo 'Bizarria ao poder'.

Actor islandês vence câmara da capital

Actor islandês vence câmara da capital

Apesar de sempre terem existido, os partidos e os candidatos bizarros correm o risco de ver as suas hipóteses crescer à medida que diminui a credibilidade dos políticos sérios. Foi o que aconteceu na Islândia, ilha vulcânica do Atlântico Norte, após o choque da bancarrota.

Winston Churchil dizia que uma piada é uma coisa muito séria. E aquilo que recentemente aconteceu na capital islandesa encaixa perfeitamente nessa ideia: o mais famoso humorista do país ganhou as eleições autárquicas de há uma semana em Reiquejavique, com um partido que prometia coisas tão absurdas como plantar palmeiras na gelada frente ribeirinha da cidade e adquirir um urso-polar para o seu jardim zoológico. Mas o que começou precisamente por ser encarado como uma piada parece ser agora um caso sério.

Jon Gnarr, d'O Melhor Partido, tem grandes condições para ser presidente da câmara da cidade, depois de a formação política que criou há seis meses ter tido 34,7%, elegendo seis vereadores em 15, ficando a dois da maioria absoluta. Einar Orn Benediktsson, músico que já trabalhou com a banda Sugarcubes e a cantora Björk, é um dos vereadores.

O partido, diz o actor, que é também criativo de publicidade, foi criado para denunciar as responsabilidade das elites políticas e financeiras da Islândia na grave crise em que mergulhou a ilha vulcânica do Atlântico Norte. O seu resultado deixou boquiaberta parte da classe política e dos analistas islandeses. Atrás de si deixou, com 33,6%, cinco vereadores, ficou o Partido da Independência, que liderou o país 18 anos. Os sociais- -democratas e os Verdes, que actualmente governam em coligação a nível nacional, elegeram apenas quatro vereadores e o dos progressistas não foi reeleito.

Gnarr, de 43 anos, disse ao Financial Times que está a negociar com os sociais-democratas a hipótese de uma coligação municipal em que ele seja o presidente da câmara. E garantiu que está preparado para o cargo. "Adoro esta cidade e quero mesmo fazer bom trabalho. Vou manter o meu humor e tentar usá-lo como uma vantagem."

O actor diz que a chegada ao poder da sua formação constitui uma nova opção para a política. "Temos que trabalhar a infra-estrutura do partido para que as pessoas tenham uma forma de compreender o que é O Melhor Partido e quais são os benefícios do que nós chamamos anarco-surrealismo", declarou, citado desta vez pelo Wall Street Journal.

Não sendo caso único no que toca a partidos e candidaturas eleitorais bizarras, esta formação chegou mais longe do que era previsto e até a primeira-ministra da Islândia, Johanna Sigurdadottir, admitiu que isto pode ditar o fim do tradicional sistema de quatro partidos naquele país. "Nunca vi nada assim", declarou por sua vez o conhecido analista e professor da Universidade de Reiquejavique Olafur Hardarsson.


Definitivamente, a forma não camuflada, de brincar aos politicos!
Num país falido, numa Europa fragilizada com uma crise mundial, ainda há quem tenha o desplante de andar a brincar às campanhas eleitorais?

Pois uma piada é uma coisa muito séria, outra coisa é brincar com coisas sérias!

Pode ser que este seja o próximo país a quem tenhamos que dar dinheiro!
Começo a pensar se não seria melhor falirmos também... ao menos recebiamos e... depois via-se!
Numa época em que muito se fala, e muito mais se falará sobre África do Sul, lembrei-me do titulo de um dos mais conhecidos filmes sul africanos: 'Os Deuses devem estar loucos!'... neste caso os homens que nos (des)governam!


E você Alberto, o que pensa disto tudo?

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Quinta Lugares Cruzados XI (Restaurante)

Restaurante, o lugar de hoje.

Para mim restaurante tem diferentes significados, que dependem da ocasião.

Se gosto de ir a restaurantes?

Não e sim...

Gosto de ir quando chego tarde do trabalho, não tenho tempo nem pachorra para cozinhar. Gosto de restaurantes pequenos, com comida cozinhada de forma artesanal, onde nos sentimos em casa. E gosto de ir principalmente porque quando chego a casa, não tenho que cozinha, coisa que detesto, não tenho que sujar a cozinha e só por isso ganho o dia!

E quando há jantares de grupo para assinalar momentos, também gosto de ir. Gosto de estar com as pessoas e raramente me lembro do que como ou bebo, mas sou capaz de me lembrar de cada uma das pessoas que esteve no jantar.

Todos os anos organizo um jantar com os colegas e amigos, que fazem parte da sociedade do euromilhões. Dá-me um grande gozo procurar o restaurante, escolher a ementa, fazer a lista das pessoas... gosto, pronto! Nesses dias estou um pouquinho mais atenta à comida, à qualidade, à quantidade, se está fria ou quente... essas coisas que decidem o 'sucesso' do evento... sim porque já diz o povo que o que define a qualidade dos casamentos é a comida: se a comida era boa, o casamento foi lindo, se a comida era fraca, o casamento foi fraco!

Mas há ocasiões em que troco de bom grado a ida ao restaurante por ficar em casa, mesmo que isso implique uma carga de trabalho e passar muito tempo na cozinha. São os jantares de aniversário, de Natal, aqueles que se fazem com um grupo mais restrito de amigos e familiares com quem não se vai consoar. Para mim nesses momentos ficar em casa tem todo o valor.

Às vezes quando estou com amigos ou colegas e a conversa é em torno de restaurantes e comida, eu fico completamente de fora. Alguns deles são capazes de fazer quilómetros para jantar um determinado prato! E quando eu digo:'Eu conheço esse lugar.' 'Ai conheces? Então o que comeste lá?'. perguntam-me, aliás deixaram de o fazer, pois a resposta é sempre a mesma:'Não sei, sei que gostei das entradas e do sítio e que fui com ...'. Isto é: todos os pormenores menos o da comida!
E depois quando sugiro um sítio para comer, dizem:'Tu és suspeita...'

Enfim! Não gosto de comer, é o que é! Para mim comer é uma necessidade e não um prazer.

E você Alberto, como é consigo?




terça-feira, 1 de junho de 2010

Terça, Flashback X (Mia Couto, o Afinador de Silêncios)


Hoje escolhi para o Terça, Flashback, o post sobre o meu encontro com Mia Couto, de quem sou fã incondicional. Dos livros e do escritor depois de o ter conhecido há uns meses atrás aquando do lançamento de Jesusalem.

Na quinta-feira, antes de sair de casa, passei pela estante e escolhi um livro para levar. Seria uma forma de minimizar a 'eternidade' da espera. Foi sem grande convicção, pois de experiências anteriores sabia que não iria ler uma página que fosse, e do que lesse nada ficaria retido.
Enganei-me. O livro que peguei foi numa e Mia Couto, do qual li dois capítulos e , apesar ~do momento, ainda consegui sorrir. Não fossem as circunstâncias e teria mesmo rido!
E quando o L. chegou ao pé de mim, eu sorria.


E que bem, ele me ajudou a afinar estes eternos momentos de silêncio...

E você Alberto, por onde foi o seu Flashback?


Mia Couto estava apreensivo e confessou-o logo de início, pois estivera a jantar no restaurante ao lado, também na esplanada e tivera frio. Mal chegou à Centésima, receando o frio, disse ele, pediu que a sessão de autógrafos fosse no interior. Admirou-se por ali não ter frio. Atribuiu a causa à presença daquelas pessoas todas.


E pronto, falou do livro, onde se tinha inspirado para o escrever, falou das formas diferentes de português que se fala no Brasil, em África, na Europa.


Falou também, no seguimento de uma questão, da sua apetência para 'inventar ' palavras... e falou do acordo ortográfico.


Chamou a atenção para o facto de na Europa, e quando digo Europa, falo de Portugal, não conhecermos ou desconhecermos mesmo, autores brasileiros e africanos. A situação acontece nas outras partes!


Pouco mais disse, estava preocupado com a sessão de autógrafos, que antevia longa...


Na hora dos autógrafos gerou-se alguma confusão, pois era pouca sala para tanta gente. Mas houve serenidade. Todos estavam ali convictos de que ele não se iria embora sem assinar todos os livros. Assim terá sido. Terá, porque eu vim embora quando consegui os meus três autógrafos e com o livro lido até á página 44.


O livro, tal como os que eu já li, é tão envolvente, que enquanto esperava pela minha vez, o fui lendo... é uma questão de afinar o silêncio.


E a cereja do bolo foi tudo isto ser numa casa secular, onde nos sentimos mais na biblioteca de nossa casa (a do nosso imaginário, claro), que numa livraria. Uma FNAC teria sido muito mais formal... Ainda bem que foi aqui, mesmo com as fragilidades que teve...

Durante a apresentação no jardim/esplanada



A autografar os meus livros



Os livros: 'Um que é para mim e já li até à pág 44; outro para o melhor Pai do Mundo, o meu; e o terceiro para o meu melhor Amigo, Alberto Velez-Grilo... ' foi assim que eu lhe pedi os autógrafos...


sábado, 29 de maio de 2010

Sábado, última hora X ( )

Que dizer, que comentar?
Que o Ronaldo chegou à Covilhã, que a selecção está a treinar, ou que ainda não saíram de Portugal e já há uma quantidade deles lesionados. Ou seja, vamos para lá com um monte de pernetas...
Sim, a maioria das notícias são à volta disto, depois de uma pausa para falar sobre os Globos de Ouro e os vestidos das meninas.
Ah, pois no intervalo disto iam falando da crise. Sabem o que é? Pois não é importante para o país... afinal temos a selecção a caminho da África do Sul... na falta do campeonato de futebol...

E para a semana esperamos que os media sejam mais originais para que possamos trazer uma notícia a comentário...

É ou não é, Alberto?

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Quinta Lugares Cruzados X (Jogo da Glória)


Esta semana o Quinta, Lugares Cruzados será o Jogo da Glória.
Dados lançados. Casas contadas. Caímos em 'avance uma casa', que aqui é como quem diz uma semana... e lá vamos nós para quinta-feira, dia 03 de Junho.

Jogo é jogo... é como a vida... às vezes obriga-nos a avançar 'casas'.

E você Alberto, já saltou?

terça-feira, 25 de maio de 2010

Terça, Flashback IX ( Cinema Girassol, o nosso Cinema Paraíso )

Para esta semana, fui ao baú buscar um post à sorte, confesso. Mas não é à sorte que fiquei com uma saudade enorme, de Vila Nova de Milfontes, daquelas férias em '92, do Alberto, do Menino, da Xana, das idas ao Cinema Girasol, de não ter dinheiro para andar nem de transportes públicos, de não ter dinheiro para dormir em hotéis, de comer só sandes e fruta, de..., de..., de tanta coisa.
Tanta coisa que se pudesse não queria repetir. Os bons momentos, são como a vida: uma vez chega!
Resta-me rever o filme, mas nem isso vou fazer, porque nem isso gosto de fazer: ver o mesmo filme duas vezes...


A propósito do post O "cinema de pipoca" ou a pipoca no cimena..., do meu amigo Alberto, no Outras escritas: lembrei-me do Cinema Paraíso, do filme... e lembrei-me do Cinema Paraíso que eu conheci, onde estive ... o Cinema Girassol!

O Cinema Girassol era, era porque já não existe como cinema, era o cinema de Vila Nova de Milfontes, lembra-se Alberto?



Tal como o do filme, o dono era um senhor de idade, que mais tarde vim a saber chamar-se António Feliciano, que vendia os bilhetes e 'passava os filmes'. A bilheteira era uma casinha no pátio do recinto, tipo as das diversões das feiras, e o cinema, propriamente dito, era um edifício em pedra, pintado de branco, com o telhado à vista, mesmo de dentro do cinema e as cadeiras eram cadeiras de esplanada, em ferro, como as que vemos nas esplanadas a fazer publicidade à cerveja e à coca-cola.
Ir aquele cinema, era uma experiência única. O filme seria o menos importante, não fosse numa das vezes o filme visto ser o 'Silêncio dos Inocentes'.
Quando lá estive, numas férias em 1992, não conhecia a história do cinema.
Mais tarde, em 1994, numa reportagem da SIC tive a confirmação de que este é o nosso Cinema Paraíso. No blogue Vila Nova de Milfontes, encontramos muitas semelhanças.
António Feliciano para além de proprietário do cinema Girassol, era também projeccionista ambulante, levando o cinema às terra da província com a sua 'carrinha de cinema'.
A SIC acompanhou-o durante uns dias e pôde registar que ele era festa que chegava às aldeias.
A sua paixão pelo cinema começou, também, ainda era ele criança, quando um também projeccionista ambulante, passou por Sabóia, sua terra Natal, no concelho de Odemira. Desde esse dia, o sonho de fazer o mesmo ficou, sonho esse que se concretizou: levar alegria às aldeias portuguesas.

Em 2004 voltei a Vila Nova de Milfontes e o cinema já não funcionava. Não sei os motivos, não quis saber, só ficar com a recordação das duas idas mais fantásticas ao cinema.

Porque eu fui ao Cinema Paraíso, aliás fomos, não fomos Alberto?

No diário das férias de 1992, está assinalada a nossa passagem pelo cinema:

Quarta-feira, 12 de Agosto de 1992
Ontem
à noite fomos ao cinema ver 'Ases Pelos Ares'. Gostamos muito...das cadeiras que eram super confortáveis. O filme também era bom (!?). ...


Quinta-feira, 13 de Agosto de 1992

Ontem À noite eu o Alberto e o Menino fomos ver o Silêncio dos Inocentes.

sábado, 22 de maio de 2010

Sábado, última hora IX (Mil anos de prisão para cada etarra pelo atentado no aeroporto de Madrid em 2006 )

A notícia de hoje, escolhida pelo Alberto, tem como título: Mil anos de prisão para cada etarra pelo atentado no aeroporto de Madrid em 2006.

Três elementos da ETA foram esta manhã condenados a 1040 anos de prisão cada pelo atentado de 30 de Dezembro de 2006 no aeroporto de Madrid, que matou dois equatorianos e pôs em causa o processo de paz.

Na prática, cada um vai cumprir 40 anos de prisão efectiva, pena máxima em Espanha pelos crimes de terrorismo. A Audiência nacional considerou os três elementos da organização separatista basca responsáveis pelos crimes de "assassínio terrorista", "tentativa de assassínio terrorista" e "participação em atentado terrorista", que, além dos dois mortos, fez 40 feridos. Este tribunal encarregue dos dossiês de terrorismo, condenou ainda Mattin Sarasola, Igor Portu e Mikel San Sebastian a indemnizar os familiares das duas vítimas mortais: 700 mil euros a uma família e 500 mil a outra. Depois deste atentado, cometido em plenas tréguas, o governo socialista de Zapatero pôs fim ao diálogo iniciado seis meses antes para pôr um fim pacífico ao conflitos com os separatistas bascos. Dois mortos e mais de 40 feridos A 30 de Dezembro de 2006, a ETA colocou uma furgoneta armadilhada no parque de estacionamento do Terminal 4 do aeroporto de Madrid Barajas. Carlos Alonso Palate e Diego Armando Estacio morreram soterrados pelos escombros de um dos módulos do parque de estacionamento do terminal, onde se tinham deslocado para recolher familiares e amigos que chegavam do Equador. Considerada uma organização terrorista pela União Europeia (UE), a ETA é dada como responsável pela morte de 829 pessoas em mais de 40 anos de luta armada pela independência do País Basco.
O último atentado da ETA remonta a Agosto de 2009 e foi perpetrado nas ilhas Baleares.


Perante a existência de pessoas como estas, só se me coloca uma pergunta: 'Mas esta gente pensa que está a fazer alguma coisa pelo seu país, pelo Mundo?! Eles são loucos. Eles estão a matar pessoas inocentes, que muitas vezes partilham da revolta deles, mas que não têm que servir de 'arma de arremesso' para os governantes. Esses, os governantes, continuam vivos, no dia da tragédia vêm chorar à televisão e... a vida continua, com a verdadeira dor nas famílias das vitimas. Focam filhos orfãos, pais sem filhos e para quê? Muda alguma coisa? Só mesmo o a vida dos que dependiam dessas pessoas... e para pior, ao contrário do que esses loucos querem: melhor vida para ... eles?
E estes assassinos, que lhes acontece? Vão para a cadeia, quando apanhados, portam-se bem e passadosgem da cadeia.

Esta gente não consegue nada assim, só mesmo dar mais força ao poder, que afinal querem... destruir!
Mas não vêm isso, nem eles, nem Al Qaeda, algo mais forte que eles, ira, raiva, revolta, ou mesmo fanatismo; apoderaram-se deles de tal modo que os cegaram.
E entretanto nunca sabemos quando ao entrar num avião,num metro, ou mesmo a atravessar um rua ficamos ali memso vitimas desse fanatismos! Nós que só queremos viver e a quem poderes políticos não interessam nada ou muito pouco, nós que agora passamos (os espanhóis neste caso) a sustentá-los, também!



E você Alberto, o que achas desta notícia?

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Quinta, Lugares Cruzados IX (Praia)

Esta semana, e muito a propósito, o Alberto escolheu como lugar a praia.
Hoje tivemos 31ºc, sem vento e sem nuvens. Seria o dia perfeito para uma visita à praia, não fosse ser dia de semana e ser preciso trabalhar.

Estes dia lembram-me quando viva no Porto e aproveitava os fins de tarde para ir à praia do molhe tomar um café ou beber um copo com os amigos..
Lembram-me os tempos em que ia acampar com amigos e no fim da tarde, quando todos regressavam, íamos para a praia. A praia era nossa, aquela hora e entre banhos e jogos divertiamo-nos imenso.

Eu não gosto de 'ir para a praia'. Para mim mais que duas horas na praia é sacrifício. Eu gosto de 'ir à praia'. Gosto de chegar, tomar um banho, dar um passeio, secar e... vir embora. Não tenho paciência para mais.
E só assim vou a uma praia, porque pegar no carro, meter-me em filas, chegar à praia ao fim de duas horas, ainda ter que andar à procura de estacionamento e... ainda andar à procura de um espaço para estender a toalha... não é para mim!

A praia é linda ao fim do dia, de manhã cedo e adoro-a quando chove. O ano passado, nas férias choveu. Eu adorei. Adorei os passeio pelo paredão debaixo de chuva. Adorei estar nas esplanadas a ver chover e adorei tomar banho de mar debaixo de chuva.
Adorei não ter ninguém na praia (só eu e os maluquinhos como eu). Adorei ter todo o estacionamento por minha conta. Adorei não andar sempre cheia de calor... adorei!

E podem-me perguntar: 'Então porque vais de férias para a praia?'.
Porque não ou só eu a escolher. Porque gosto de estar à beira-mar. Porque estar perto do mar faz-me sentir livre e leve, como não consigo em outro lugar.
E é por isso que as minahs férias deste ano vão ser na costa Alentejana, onde tem as praias mais bonitas do país.
E mais uma vez hei-de visiar aquelas praias todas, em todas hei-de dar um mergulho no mar, mas em nenhuma ficarei mais que duas horas... garantido.

E você Alberto, gosta de praia?

terça-feira, 18 de maio de 2010

Terça, Flashback VIII ( Os Bloguistas são Solitários?.. Ou a Blogosfera é Um Muro de Lamentações? )

Um ano e meio depois, quando se fala na morte anunciada dos blogues com a chegada do Facebook... esse sim, um muro de lamentações, o verdadeiro!



Num passado muito recente, mas que parece tão longínquo dada a velocidade com que a tecnologia tem vindo a evoluir; quando só havia jornais, rádios e televisões, e não havia blogosfera; quando alguém enviava um comentário para um desses orgãos de comunicação... era cá um orgulho ver a nossa carta publicada e comentada! Era uma sensação de ter sido 'ouvido'!

Agora, com a blogosfera, dos meus passeios, apercebo-me exactamente do contrário: as pessoas lêem e comentar, nada!
Raros são os posts que ultrapassam os 10 comentários, muito poucos são os que tem menos de cinco e 'sem comentários' são a sua maioria!
Mesmo os blogues mais conhecidos, é o caso do da Laurinda Alves, que tem visitas na ordem das 1000 visitas diárias, a percentagem de comentários é pequeníssima: 10/15 comentários... há casos pontuais em que tem 30/40... já vi 100, mas raramente.
Uma outra coisa de que me apercebi, é que os blogues de mulheres e visitados por mulheres, onde são relatadas as preocupações da mulher mãe, mulher esposa, mulher dona de casa, são os que atingem maior percentagem de comentários! Aí sim, já vi posts com cento e muitos comentários e em curto espaço de tempo!

É uma pena que as pessoas não aproveitem mais para 'dialogar' na blogosfera. Seria muito mais interessante, para além de estarem a perder a oportunidade que dantes não existia!
... e afinal termos com quem falar também precisa-se às vezes... não é só para quem falar...
... ou os Bloguistas são solitários?.. ou a Blogosfera é um muro de lamentações?

Contra mim falo, pois, tal como digo quando me apresento '
Como tenho mais para dizer do que os outros tem tempo para ouvir... aqui digo tudo que me apetece para quem souber ouvir!'

sábado, 15 de maio de 2010

Sábado, última hora VIII (Concorrentes abrem guerra à Apple nos equipamentos e nos tribunais )

Esta semana é esta a notícia trazida a comentário:

A HTC processou a dona do iPhone e a Google vai lançar rival ao iPad.

Seja em que área for a Apple de Steve Jobs parece estar sempre a somar inimigos, desde os processos em tribunais a produtos concorrentes aos lançados pela tecnológica da maçã. A HTC avançou ontem com um processo em tribunal contra a dona do iPhone, em resposta a uma acção judicial interposta, em Março, pela Apple contra a fabricante do Taiwan.

A HTC alega, neste processo, que a Apple viola cinco das suas patentes e pede a suspensão nos Estados Unidos da venda do iPad, iPhone e iPad - os sucessos da tecnológica. Desta forma a HTC, que fabrica o telemóvel da Google, responde à tecnológica de Steve Jobs, que, em Março, acusou a fabricante do Taiwan de violar 20 das suas patentes em telemóveis com sistema operativo Google Android, em particular o Nexus One, considerado a resposta da Google ao iPhone.

Os processos e contra-processos já são uma realidade bem conhecida da Apple: a Cisco chegou a avançar com uma queixa contra a empresa, pela utilização indevida do nome iPhone. Contudo, a guerra contra a empresa de Steve Jobs também se joga ao nível dos equipamentos e sistemas operativos. Desde o lançamento do iPad (e já quando existiam rumores) que as tecnológicas se têm desdobrado em esforços para lançar os seus próprios ‘tablet'. O último anúncio veio da Google, que confirmou estar a desenvolver um ‘tablet' concorrente ao iPad.

Os rumores foram confirmados por Lowell McAdam , presidente-executivo da operadora Verizon Wireless, com quem a Google está a negociar o desenvolvimento do equipamento. O novo ‘tablet' rodará o Android, mas desconhecem-se outros pormenores, como o fabricante ou a data de lançamento.

A Google, que sempre esteve mais vocacionada no ‘software', com o sistema operativo Android, tem apostado no desenvolvimento de equipamento que já inclua o seu sistema operativo para evitar o progressivo crescimento da Apple.

O lançamento do Nexus One, telemóvel de marca própria, foi um sinal de que a Google não quer ficar de fora de um mercado que está a crescer. Em 2009, o Android conquistou uma quota de mercado de 4,1%, segundo dados da consultora IDC, um crescimento exponencial face a 2008. Já o sistema operativo da Apple, o Mac OS X, atingiu uma quota de 14,5%.

Não sei não, mas será que com estas 'invasões' de mercados não vai ser o consumidor quem vai penar?

Lembro-me que quando apareceu a Qteq (agora HTC) eu achei estranho e quando o L. quis comprar um telemóvel dessa marca, porque era o que tinha melhor performance, achei estranho. 'Tem sistema de navegação, o telefone é livre, tem uma agenda...', dizia-me ele para que eu ficasse convencida. O que é certo é que foi um óptimo telemóvel, que como todos depressa ficou obsoleto e agora jaz numa gaveta algures cá por casa?

Entretanto vou usando o gmail, vou cobiçando os equipamnetos da Apple e estou a escrever este post num Eee PC, que para aqui (ainda) não é chamado.