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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Júlio Resende faleceu hoje aos 93 anos

Júlio Martins Resende da Silva Dias
(Porto, 23 de Outubro de 1917 - Valbom, Gondomar, 21 de Setembro de 2011) 
 
 RIP, Júlio.

Fundação Júlio Resende: A visão do Lugar

terça-feira, 5 de abril de 2011

domingo, 13 de março de 2011

Séraphine Louis ou Séraphine de Senlis

Até ontem, nunca tinha ouvido falar nela. 
Ontem fiquei 'presa' à RTP2 a ver 'Séraphine', o filme que retrata a vida de Séraphine Louis. Como grande parte, quase todos, os génios acabou num manicómio e lá morreu acompanhada pela solidão e pelo abandono.
As suas primeiras obras foram pintadas em madeira, com tintas feitas com plantas e azeite surripiada das lamparina da igreja.
A sua arte é descoberta pelo alemão Wilhelm Uhde, seu patrão, comerciante de arte, que foi quem também lançou Picasso.
 


Séraphine, mulher, pintora:

(Arsy, 2 de setembro de 1864Clermont, 11 de dezembro de 1942)


O Filme:

Realizador: Martin Provost
Actores: Geneviève Mnich, Anne Bennent, Yolande Moreau
Ano: 2008
Pais: França
Duração: 125 min
Séraphine ganhou sete Césares (entre os quais Melhor Filme e Actriz), todos merecidos e foi considerado um dos melhores filmes de 2008.


As obras (algumas):

 
Marguerittes
Feulles
Les Grappes de Raisin
Desculpem-me a ignorância com a sinceridade.
Gostei do filme, mexeu comigo a história de vida desta mulher e estou a adorar as obras dela.

Vai para a minha galeria...

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

No Dia em que 'Conheci' Paul Cézanne

Em destaque no Google de hoje está o 172º aniversário de Paul Cézanne, o pintor das naturezas mortas.
Gosto particularmente e fez-me lembrar que um dia tive que levar para as aulas de educação visual um objecto para uma aula de 'desenho à vista'. Levei uma abóbora. Surpreendi todos, incluindo a mim. Consegui desenhar a dita com precisão incrível! E mais, no fim pintei-a a aguarela.
Foi um grande feito para mim, que achava (continuo a achar, mas...) não ter queda para o desenho.
No fim, o professor disse: 'Esta natureza morta é digna de um Cézanne!'
'Pois, e quem é Cézanne?'-perguntei.
E nesse dia 'conheci' Paul Cézanne.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Café


Havia de ser comigo! Eu!? Jamais.
Pois muitas vezes temos 'saídas' como esta, que por acaso vão diminuindo à medida que a idade avança. Porque será?
Fácil, porque mais cedo ou mais tarde acabamos por ser confrontados com situações reais e fazemos exactamente o que dias, semanas, meses, até anos; antes havíamos negado com todas as certezas.
Eu dizia que nunca pintaria o cabelo. Pois foi só aparecer as primeiras brancas e a 'tintinha' entrou logo em cena.
Café. Viver sem café? Impossível! Eu não vivo sem a minha meia de leite de manhã, o meu café a meio da manhã e o café depois do almoço, esse é que nunca, jamais! À custa disso já paguei pequenas fortunas por cafés durante viagens aos estrangeiro...
Pois e se me dissessem que eu estaria desde Sexta-feira ao almoço sem tocar em cafeína, nem eu acreditaria!
Mas podem crer que é verdade. Bastou um café, muito ranhoso, amargo, tomado no bar da empresa, para me deixar num estado tal, que estou sem coragem de tocar no café! Nem a dor de cabeça que isso, a falta de cafeína aliada à má disposição provocada pelo café, me visitou durante o fim-de-semana todo!
Só de pensar em café ficava com náuseas. Entretanto as náuseas passaram, a dor de cabeça também e esta será a oportunidade de reduzir ao nível de cafeína.
Espero amanhã já retomar à meia de leite e mais tarde ao café depois de almoço, não no bar, mas em almoços fora da empresa.
Ontem ao almoço senti-me uma ave rara, quando respondi que não tomava café e todos olharam para mim como se estivessem a ouvir a maior aberração alguma vez dita!

domingo, 23 de agosto de 2009

Maluda, o álbum


Está disponível aqui um álbum, que reúne obra de Maluda e inclui a sua primeira biografia.

Intitula-se Maluda e reúne 500 ilustrações representando 90% da obra total da artista plástica, num total de 400 páginas.

O álbum tem uma prefácio do Presidente da República, Cavaco Silva, e uma introdução do historiador de arte José-Augusto França, tendo sido recolhidos testemunhos de muitos que conviveram com a artista que pintou janelas, eléctricos, retratos, paisagem urbana e, «por capricho, fez uma série de quatro telas de frutos».

Actualmente, na Assembleia da República está patente uma exposição retrospectiva da pintora que encerra dia 30 de Agosto, comissariada por Rodrigues Batista.

A mostra reúne 50 obras da artista - paisagens, janelas, retratos e obra gráfica, pertencentes a várias colecções públicas e privadas - muitas das quais nunca tinham estado expostas ao público.

Notícia Sol/Lusa

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Frida Kahlo

Já falei dela aqui, O meu Amigo Alberto do Outras Escritas faz referência a ela na rubrica diária 'Faz Anos hoje' .



Coragem, sofrimento, dor, doença, teimosia... é impossivel ficar indiferente perante as suas obras, todas ela autobiográficas.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Recordar Maluda na Filatelia (IV)

A Madeira em selos, nas suas fortaleza, vistas por Maluda.Sob temática Fortalezas da Madeira, quatro selos de 22$50, 52$50, 68$50 e 100$00, emitidos em 1986, circularam de 1 de Julho de 1986 e 31 de Dezembro de 1992.
Mais uma impressão a offset da INCM.


Recordar Maluda na Filatelia (I)

Porque gosto de quase tudo que é de Maluda, serei suspeita quando digo que ela nos presenteou com algumas das mais bonitas peças da Filatelia Portuguesa, mas digo-o na mesma. Os quiosques já os apresentei... lindos!

Da sua visão muito própria das coisas, ganhamos este maravilhoso bloco, emitido em 1992 para comemorar o Centenário da Praça de Touros do Campo Pequeno.
Uma pequena informação filatélica:

Integrados no tema, foram emitidos juntamente com o bloco, quatro selos da autoria de Luís de Abreu, com as taxas de 38$00, 65$00, 70$00 e 155$00.
O período de circulação foi de 18 de Agosto de 1992 a 31 de Março de 1999.
Do bloco foram emitidos 100 000 exemplares, impressos a Offset na INCM (Imprensa Nacional Casa da Moeda).

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Ainda Maluda


No blogue da Maluda, sim porque a Maluda tem um blogue e bastante bom. Desde já os meus parabéns e obrigada a quem o mantém. Como ia dizendo , no Blogue é anunciado que a RTP2 entre 9 e 15 de Fevereiro ( começou ontem) usará imagens de Maluda como separador de canais.

Diz
no blogue:
Não se trata de “reproduções” nem de “adaptações”, mas sim de um encontro criativo entre o que Maluda nos deixou e o design específico de televisão. A música será um encontro entre Erik Satie e o jingle da RTP 2. Siga com atenção a emissão da RTP2 ao longo desses dias.

Diz ainda o mesmo post:
No dia 11, às 19h45, o programa infantil Zig Zag será sobre a vida de Maluda.

Maluda

Se tivesse de escolher um artista para pintar o meu retrato, não hesitaria: Maluda!
É evidente que, infelizmente, tal já possível não seria... Maluda já não o fará mais, de há 10 anos a esta parte, quando foi vencida pela doença.
Pintou faróis, adoro faróis e adoro os que ela pintou. Pintou quiosques, lindos, e mais, bordei-os quase todos a ponto de cruz... ficaram lindos... faltam as molduras. Janelas, também as pintou, lindas também, sabem que adoro janelas...
Como alguém pode fazer tanta coisa de que eu gosto? Muitos dos que me quereriam agradar, nunca fizeram tanta coisa de meu gosto como ela, que fez sem intenção de me agradar... nem sequer me conhecia de lado nenhum!
E mais, as obras estão eternizadas em selos... filatelia, um dos meus hobbies!

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Frida Kahlo

Não, nem faz anos que nasceu, nem que morreu.
Simplesmente apeteceu-me falar dela.
Filha de um fotógrafo judeu e de uma mexicana mestiça, cedo começou a ter sinais de que a sua vida não seria um conto de fadas.
As suas longas e exóticas saias mexicanas, tornaram-se sua imagem de marca, fazendo moda na época. Poucos sabiam é que Frida as usava, para encobrir a atrofia numa das pernas provocada pela poliomielite aos seis anos de idade.
Há biografias que fazem alusão a um acidente de autocarro, que lhe provocou uma fractura na bacia. Como consequência dessa fractura ficou impedida de ter partos normais, pelo que foi aconselhada a não engravidar. Esse mesmo acidente -la desistir de um outro sonho: ser médica.
A obra, 'A Cama Voadora', pintado em 1932, retrata bem a dor de Frida pela incapacidade de ser mãe.
Casou com um artista, o muralista Diego Rivera, esteve grávida várias vezes, mas nunca foi mãe, as sequelas do acidente nunca lhe permitiram levar uma gravidez até ao fim.
A sua vida sentimental foi também muito atribulada. O seu casamento foi recheado de relacionamentos extra conjugais, tanto por parte dela como do marido. Ambos aceitavam essas relações, excepto as de Frida com outras mulheres. Frida era bissexual.
Dizem ainda, que teve uma relação com
Nas suas obras está quase sempre presente a arte e o folclore mexicano.

Sendo muitas auto-retratos, todas as suas obras são episódios marcantes da sua vida, daí o ter afirmado sobre a sua obra: pensavam que eu era uma surrealista, mas eu não era. Nunca pintei sonhos. Pintava a minha própria realidade.
Frida foi encontrada morta em sua casa, em 1954. Apesar de a certidão de óbito atestar embolia pulmonar, por escritos dela, supõe-se que se tenha suicidado.
"Espero que minha partida sej
a feliz, e espero nunca mais regressar - Frida"

Nasceu e morreu no mês de Julho: 6 de 1907 e 13 de 1954

A Cama Voadora-1932

Frida pintou o quadro O Hospital Henry Ford, também conhecido como A Cama Voadora (1932). O quadro mostra a pintora deitada no leito do hospital, localizado em Detroit, EUA. Flutuando sobre o leito, pode ser visto um feto do sexo masculino, um caramujo e um m
odelo anatómico de abdómen e de pelve. No chão, abaixo do leito, são vistos uma pelve óssea, uma flor e um auto clave. Todas as seis figuras estão presas à mão esquerda de Frida por meio de artérias, de modo a lembrar os vasos de um cordão umbilical. O lençol sob Frida está bastante ensanguentado. Seu corpo é demasiadamente pequeno em relação ao tamanho do leito hospitalar, de modo a sugerir seu sofrimento e sua grande solidão.
Do olho esquerdo de Frida goteja uma enorme lágrima, simbolizando a dor de uma mãe pela perda do filho; a pelve ó
ssea é um testemunho da causa anatómica da impossibilidade de ser mãe.



Árvore da Esperança-1946

O chão sob o qual Frida repousa encontra-se todo fendido, rachado, simbolizando as fracturas nos seus ossos. Sobre a maca, ela deixa à mostra as regiões lombar e pélvica, nas quais pode-se ver a incisão sangrenta feita para a osteo síntese vertebral, e outra incisão oblíqua na projecção da crista ilíaca direita, de onde foi retirado o osso para enxertia. A Árida sentada ao lado da maca com vestimenta tendo segura na mão esquerda o colete ortopédico que ela sonhava abandonar quando estivesse curada. Na mão direita, ela agita uma bandeirola que dá nome ao quadro.

Para fazer este post para além de andar pela minha memória, andei por aqui e por aqui

Fica ainda uma imagem da Casa Azul, a sua casa familiar, que quatro anos após a sua morte foi transformada em museu.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Paul Jackson Pollock

Entre muitas coisas, disse:
"Eu não pinto a natureza, eu sou a natureza".

e que:

a mão, o braço e o corpo do artista não dependiam da vontade
nem da mente mas eram instrumento de uma espécie de furor e euforia, desligados de quaisquer normas compositivas e estéticas.

A sua forma de trabalhar era esta:


E o resultado era:
Paul Jackson Pollock, pintor Americano 28 de Janeiro de 1912 – 11 de Agosto de 1956
Gosto!

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Ainda Marie Curie, Ainda Sophia de Mello Breyner e Ainda As Mulheres

Não sei se sou eu que as procuro, ou se elas me caem na vida, mas o que é certo, é que estão constantemente a aparecer na minha!
Uma delas é esta, duas mulheres célebres que eu admiro desde miúda, nascerem com um dia de diferença ( em mês).
Bom, tanto admiro Sophia de Mello Breyner, pela sua obra literária, como Marie Curie pelo seu contributo para a ciência.
Ambas foram esposas e mães fantásticas, o que as completa como mulheres e me faz ter ainda mais admiração por elas!
Como já disse num post anterior, para mim a Fada Oriana, foi o clique que me despertou de vez para o gosto da leitura e da escrita. Digo o clique, porque fui educada rodeada de livros e jornais... não me lembro de um único dia em casa dos meus pais em que não tivesse entrado o Jornal de Notícias!
Um dia, num dos meus aniversários, ofereceram-me um livro, que ainda está em casa dos meus pais, e que é de biografias de pessoas célebres... tem muitas, mas na minha memória ficou a de Marie Curie e de Gaudi! Mais tarde vi um filme sobre a vida de Marie Curie e ainda fique mais entusiasmada com a vida daquela mulher... fiquei sempre com a imagem daquela mulher que vestia sempre de escuro, que era completamente desligada de valores materiais e, que tratava a química e a física por 'tu'.
Se não tivesse tirado um curso de engenharia de certeza tiraria de Física Nuclear... era um dos meus sonhos...

É claro que para além destas duas mulheres conhecidas de (quase todos), há outras mulheres ... e homens, mas como estamos a falar de mulheres... que tiveram grande na minha formação académica e como mulher: a minha Mãe, acima de tudo a minha Mãe... um bloque é pouco para falar tudo que quero e sinto por ela... a minha Avó, a mulher que me ajudou a vir ao mundo, para além de muitas outras coisas... a minha Professora da primária e... a minha professora de Física, de quem ainda hoje sou grande amiga.. e ela minha!