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sábado, 21 de agosto de 2010

Amanhã

O homem da minha vida faz 72 anos. É o meu Pai, o meu herói, da infância, da adolescência, de ontem de hoje e de sempre.
Amo-o muito e hei-de amá-lo sempre pelo que ele é, pelo que ele foi, por tudo e pelos defeitos também, fazem parte, mostram a parte humana.
Não vou estar (fisicamente) com ele. Anda em passeio com a Mummy por França. Não faz mal. Que estejam bem é suficiente.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

A Terra tremeu...

Esta noite a terra tremeu em Portugal, dizem as notícias. Sim, porque eu cá não senti nada, na altura. Senti sim de manhã quando acordei, um calafrio, só de pensar que numa situação mais complicada (de maior intensidade), continuarei a dormir e, como às vezes se ouve: 'acordar morta'!
Ainda não percebi se o tremor foi sentido em todo o país ou só na capital. Também se as coisas boas se passam lá, que fiquem com algumas más!

Lembrei-me então de um tremor de terra que houve quando eu era criança.
Passava uns dias em casa dos meus avós e a terra tremeu no Porto. O meu avô com a calma que lhe era característica, me embrulhou, cuidadosamente num cobertor e, tal como ditam as regras, veio comigo ao colo para o quintal. Os meus pais, que do alto do terceiro andar onde morávamos sentira, esses vieram depois de se aperceberem do que se estava a passar resolveram também ir para a rua. A minha Mãe, atrapalhadinha como sempre, veio descalça. Era Fevereiro. E lembro-me porque o meu Pai, e esta é a parte caricata da história, foi para trás para pegar uns chinelos para a minha Mãe!
Claro que foi tudo tão rápido, que ele já não voltou para a rua. Entre descer 56 degraus, subir e voltar a descer, a terra parou de tremer...

Escusado será dizer que no dia seguinte de manhã, a primeira coisa que foi feita foi 'resgatarem-me' de casa dos meus avós! Para berreiro meu!

Este episódio é contado muitas vezes lá em casa.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Foi pior a emenda que o soneto

Cheguei a casa, pousei as malas e fui buscar os Focinhos. Que festa! Parecia que não nos viam desde o ano passado!
Quando já estava tudo em ordem, telefonei à minha Mãe a avisa que já tinha chegado.
A voz dela, que eu já conheço era arrastada. 'Passa-se qualquer coisa!'- Estava a pensar quando vem a bomba: 'Se no Doimgo aparecermos com outro carro, não estranhes!'
Como tinha falado antes com o meu Pai não me preocupei muito, mas quis saber o que se passou.
Bom, é daquelas histórias que parece que acontecem só nos filmes.

Há dias um vizinho a manobrar para entrara na garagem, raspou com carro e amassou o guarda-lamas traseiro. Hoje estava marcada a peritagem, na oficina onde o carro vai ser reparado. E foi. E o empregado da oficina era para entregar o carro em casa dos meus pais... só que no caminho, segundo ele, uma pessoa meteu-se 'à tola' a atravessar numa passadeira, porque vinha a sair de um julgamento e vinha desorientada. O carro que circulava à frente dele travou a fundo e ele não!
Conclusão: carro para além do raspão, está com as ópticas partidas, o cpôt empenado, o pára-choques partido; resumindo, sem frente!
E se até aqui circulava, agora nem isso!
É caso para dizer: 'Pior a emenda que o soneto!'

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Pensar Alto

E cá continuamos nós em maré de pouca sorte: portátil avariado (o do emprego, valha-nos isso) e o telemóvel que se lembrou de por algumas horas deixar de funcionar...

A juntar a tudo isto, o pior foi mesmo a notícia de mais um óbito, o pai de uma colega de trabalho.

Enquanto há uns anos atrás eram os avós, os nossos e os dos amigos; que nós viamos partir, agora são os pais.
Em relação aos avós fui uma privilegiada... que Deus Nosso Senhor me privilegie com os meus Pais e que esse dia esteja muito longe.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Sexto Sentido

Ontem, das rotinas que eu abomino e de que a minha Mãe tanto gosta, nasceram alguns, longos, minutos de preocupação.
Tudo porque ela se esqueceu do hábito, mau, que tem de telefonar religiosamente às 20h00.
As minhas tentativas de falar com ela por todos os meios disponíveis ( 3 telemóveis e 1 telefone fixo) falharam.

O meu sexto sentido dizia que ela estaria no jardim na conversa com a vizinha e que se estava a esquecer das horas.
O meu lado menos optimista lembrava-me as notícias sensacionalistas dos últimos tempos de homejacking. Nada que não pudesse ter acontecido, dada a arquitectura da casa.

Mas tudo acabou bem, quando eram já 21h30, estava eu a preparar-me para ir a casa dela e ela telefonou: tinha estado na vizinha numa sardinhada!
O meu sexto sentido estava certo!
Logo tratei de mais uma vez alertar para o mau que é ter rotinas!

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Mãe, Pai, Avó, Marido, Colegas, Tudo e Nada!

De repente parece que uma avalanche vai cair sobre mim!
A minha mãe com os nervos à flor da pele por causa da minha avó, o meu pai também uma pilha de nervos por ver a minha mãe neste estado.
Eu...ainda hoje tive de ouvir a mesma história pela enésima vez: a minha avó isto, o meu pai aquilo, e porque foi ao médico, e porque o colesterol está alto...mas demora a baixar...só lá para o Natal...ah mas no Domingo levo-te a carpete...já não é a castanha, é a floreada...mas lava-a tu aí com a máquina!
Tudo isto tal e qual assim, de rajada depois de um dia de cadela a aturar um grupo de pessoas que se dizem gestoras com altos cargos... pelo menos nos salários, a fazer birras de miúdo da escola!
É tipicamente como a canalha da escola: é preciso algo, mas um não leva e o outro não vai buscar... um não pode e outro não tem temo... aqui há um terceiro que não concorda e um quarto que cruza os braços e não faz nada enquanto o problema não estiver resolvido!
É dose!
Ainda falta o marido que, com todas as limitações que tem, ainda se acha o maior e melhor da rua dele e faz, aliás tenta, os outros sentirem-se os seres mais insignificantes do planeta!
Depois temos os colegas da Alemanha que de manhã querem preto e à tarde já querem branco...no dia seguinte já não querem nada para no fim quererem tudo e mais alguma coisa!
Ainda falta o banco que se lembrou de me descontar a mais 1000 euros num cheque que eu passei! Razão! Qual é o problema? Já não está reposta a situação? ... Não se passou nada... foram só umas horas de preocupação e perdidas a resolver o problema!

Bom, respira fundo, conta até 10 e, só acontece o que tu quiseres que aconteça, não e?
Pois assim seja: a tua mães vai acalmar, o teu pai também, os senhores poderosos com birra de criança vão-se resolver e os teus colegas da alemães vão-se decidir...ao mais que não seja porque a Alemanha ganhou à Turquia...para grande tristeza minha!

A solução mesmo é serenidade e por o mundo a girara à nossa volta... tal como faz a D. Duluvina há 92 anos com grande sucesso!

Haja saúde e... uma grande dose de serenidade... os nervos são maus conselheiros... não resolvem problemas... são mais um!

Ufa, esta foi de rajada...tipo telefonema da minha mãe..hoje estive com ela ao telefone 13 minutos ( que escândalo, já contabilizo o tempo que estou ao telefone com ela!) e pareceram 30!
Ela está mesmo mal e eu sem paciência!

Como diria o meu amigo: Cést la vie, como diz o Alemão!

terça-feira, 24 de junho de 2008

S. João


Hoje é véspera de S. João!
A primeira vez que fui ao S. João foi com os meus pais e os meus avós. Tinha pouco mais de um ano de idade e passei a noite toda sentada nos ombros do meu avô. Aliás, de passeios feitos nos ombros dele tenho várias lembranças... e como era bom! Passar a noite a ver a multidão do cimo de 1,90m... não é para todos!
Andamos pela Ribeira, pela Batalha, pela 31 de Janeiro... que à época tinha o nome de um outro santo popular: Santo António! Ah, e pelas Fontainhas... o coração do S. João do Porto!
Alguém me comprou um martelo, e a minha avó, como sempre com as suas ideias a roçar na idiotice, levou um alho, que de porro não tenha nada e passou a noite a dar com ele nas pessoas e a receber em troca resmunguice, tal era o cheiro que aquela... porra... exalava!
A minha avó é única... por isso é que chegou aos 92 anos e a mais há-de chegar!
Mas, e voltando ao S. João, o verdadeiro está no Porto: as cascatas, o fogo, o alho porro, os balões sobre o rio, as..., os..., tudo... é o Porto e está tudo dito.
Desde miúda que, sempre que mudo algo na minha vida, me ensinei o ditado: 'Quem muda Deus ajuda', e olhem que o meu Deus tem tem cuidado bem de mim, apesar de eu me queixar...característica do ser humano... que havemos de fazer?
MAs tudo isto para dizer: Ó meu Porto, tenho tantas saudades tuas! Do teu rio, das tuas ruas velhinhas: os Clérigos, a Santa Catarina, a Boavista... a casa de Serralves... o Palácio... o Palácio das minhas queimas, o Palácios do meu casamento!
Meu querido Porto... adoro-te... e nestes dias mais que nunca!
Amo-te Porto!
(foto retirada da net )